2 comentários:
De António de Almeida a 16 de Novembro de 2008 às 23:08
-Por razões sentimentais também não gostaria de ver fechar a GM, mas de forma alguma defendo o bailout para manter de forma artificial o que não consegue sobreviver por si. Tenho curiosidade de ver o que se irá passar com as divisões europeias, que gozam de ampla autonomia administrativa e financeira, em particular a Opel e Vauxall. Será também interessante ver o que acontecerá à Izuzu. Também existem subsidiárias electricas e de componentes sediadas nos EUA que seguem a mesma prática, as filiais europeias e japonesas são quase autónomas, pelo que não sei o que se poderá aí passar. Mas por muito que custe, é preferivel deixar cair o(s) gigante(s), a Ford não está melhor, que a industria encontrará soluções, não tenho dúvidas que continuarão a ser fabricados automóveis nos EUA, atrevo-me a dizer em Detroit, onde existe know-how. Não será o fim da história, nem sequer para as marcas que provavelmente serão adquiridas, algo que aliás a GM já fez inumeras vezes no passado.
De Jorge A. a 17 de Novembro de 2008 às 00:14
Caro António,

"mas de forma alguma defendo o bailout para manter de forma artificial o que não consegue sobreviver por si"

Este gráfico que aparece aqui é absolutamente mortal:
http://mjperry.blogspot.com/2008/11/cancer-on-big-three-29hr-pay-gap.html

"Tenho curiosidade de ver o que se irá passar com as divisões europeias"

Também tenho, embora a solução provável seja a sua aquisição por outras marcas automóveis, tenho interesse me saber que outras marcas avançarão para o negócio (isto é, assumindo que não há o bailout, o que para já não é dado certo, longe disso...).

"não tenho dúvidas que continuarão a ser fabricados automóveis nos EUA, atrevo-me a dizer em Detroit"

Bem, nesse aspecto não há problema. Já existe produção de automóveis nos EUA fora das três grandes - os japoneses, por exemplo, andam lá em força (não andam é propriamente por Detroit, que pode ter muito know-how, mas tem também uns beneficios laborais acima do que se verifica noutros estados norte-americanos).

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