9 comentários:
De Jorge A. a 15 de Novembro de 2008 às 19:17
Tiago,

aquilo que aconteceu em Fafe não foi uma greve, foi uma recepção programada à ministra. Eu da minha escola lembro-me que quando havia esses protestos as associações de estudantes tinham peso - e lembro-me também perfeitamente como a maior parte aderia porque era porreiro faltar às aulas e ainda ter desculpa para o fazer (umas cabeças bem pensantes, como deves reconhecer). Depois existia sempre aquela gente mal-educada e cujo seu objectivo na escola era mais fazer a vida negra aos restantes do que aprender, esses na manifestação à ministra tiveram um dia feliz: não bastasse nas aulas raramente respeitarem a autoridades dos profs, agora podem atirar com ovos à ministra que a coisa até tem graça e é somente uma cópia imatura daquilo que os próprios profs fazem nas suas manifestações em Lisboa. Aquilo que o João Miranda diz, e eu concordo em absoluto com ele, é que os estudantes "são influenciáveis e voluntariosos, logo são manipuláveis".

Aquela coisa da "guerra o ano todo" a que me referi aqui:
http://mindwakeup.blogs.sapo.pt/406347.html

Acabaria por resultar nisto. Os professores estão a criar um clima nas escolas que serve tudo menos a nobre arte da educação. Os alunos vão atrás...
De Tiago R Cardoso a 16 de Novembro de 2008 às 08:07
Evidente que não apoio nem se pode aceitar aquele tipo de arruaça ao coberto de uma manifestação.

Evidentemente que todos temos de ser avaliados, estejamos onde estivermos, os professores não podem ser um grupo há parte.

Quando se lança constantemente medidas atrás de medias, onde se transforma sectores em maus da fita, professores, militares, policias, etc, procura-se criar um inimigo para ir entretendo o povo.

Dizer que uma classe está cheia de privilégios é ir entretendo o pessoal, enquanto isso vai-se metendo umas leis que atacam o geral.

Alem disso a ministra nem é a má nem merece tanto elogio, por parte do senhor Miranda, ela é apenas a testa-de-ferro de Sócrates, faz o que lhe mandam, enquanto isso o PM fica ali com cara de anjo a dizer que "se foi assim é preocupante" ou a assobiara para o lado.

De Jorge A. a 16 de Novembro de 2008 às 12:39
Tiago,

"Quando se lança constantemente medidas atrás de medias, onde se transforma sectores em maus da fita, professores, militares, policias, etc, procura-se criar um inimigo para ir entretendo o povo."

essa conversa comigo não cola. Porque isso é absolutamente falso. O tipo de associações a que te referes - professores, militares, policias - é que usam o estratagema da vitimização para ganharem apoio popular. Logo por isso não contem com o meu apoio.

"Dizer que uma classe está cheia de privilégios é ir entretendo o pessoal, enquanto isso vai-se metendo umas leis que atacam o geral."

A avaliação dos professores, tal como está, claro que vai prejudicar alguns professores, porque leva a que menos de metade possa atingir o topo da carreira. Por isso não me admira as suas manifestações na rua. Mas beneficiam a população em geral. Portanto em parte, o que está aqui em causa, é se é possível o governo governar a pensar no geral, ou se tem de ter em atenção sempre os interesses sectários. E isto para mim não é uma batalha menor, é mesmo talvez das mais importantes que os nossos governantes tem sentido desde que me recordo acompanhar politica. Se a coisa não muda, os sectores com força continuarão a defender o status-quo e a mudança politica continuará nula.

"Alem disso a ministra nem é a má nem merece tanto elogio, por parte do senhor Miranda, ela é apenas a testa-de-ferro de Sócrates"

Testa-de-ferro do Sócrates? Tiago, muito provavelmente o nosso primeiro está neste momento a pensar como dispensá-la como fez com o Correia de Campos - o homem tem umas eleições para ganhar.

A ministra não é boa nem má, não me interessa. Eu particularmente consigo pensar em formas de avaliação melhores que a preconizada, mas neste momento esse não é o meu ponto. O que é preciso é acabar de vez com estas minorias de bloqueio que impedem o país de ser governado.

Acho que sou insuspeito de gostar deste governo, mas para mim, mais do que se o modelo de avaliação é bom ou não (apliquem-no, depois estamos cá para ver), é se o país é governável ou não.

O que se tem visto é que todas as medidas que toquem nos interesses do sector público - educação, saude, restantes funcionários públicos - não passam. Facto a que também não será alheio a forte implementação sindical nestes sectores. É absolutamente necessário alterar esse estado de coisas, mesmo porque a bem do país é absolutamente necessária uma reforma efectiva dos sector público.

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