Sábado, 8 de Novembro de 2008

Guerra o Ano Todo

Professores prometem "guerra o ano todo" e admitem antecipar greve nacional

 

Também prometem que vão tentar ensinar, mas não se comprometem. Já não bastava a escola ser muitas vezes um campo de batalha entre alunos e professores, também o é agora entre professores e ministério. Tenho a certeza que isto trará beneficios para o nosso ensino. Gosto especialmente deste parágrafo da noticia:

Considerando "inadmissível" que a ministra da Educação tenha hoje recusado suspender a aplicação do modelo de avaliação, o secretário-geral da Fenprof apelou ainda aos docentes para serem eles a fazê-lo, na prática, parando nas escolas todos os procedimentos relacionados com este processo.

Os professores não querem respeitar a autoridade da ministra, acho bem. Mas eu já aqui me voluntario para atirar o primeiro tomate ao professor que, seguindo a recomendação da Fenprof, venha com a conversa que os alunos não respeitam a sua autoridade.

publicado por Jorge A. às 22:53
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7 comentários:
De Tiago R Cardoso a 9 de Novembro de 2008 às 18:28
permite-me resumir a minha posição...

Não gosto dos ACTUAIS sindicatos.

De Jorge A. a 9 de Novembro de 2008 às 19:43
Tiago,

não sei é até que ponto o que se passa agora é só por culpa dos sindicatos. Dificilmente os sindicatos só por si conseguiam mover dezenas de milhar de pessoas para a rua. Agora, há um problema que se coloca e que prende-se necessariamente com a negociação sindical em Portugal. Os governos quando tem de negociar aumentos salariais, etc... fazem-no com os sindicatos do sector. Mas na maior parte das vezes os sindicatos não representam muito mais do que posições minoritárias junto dos trabalhadores do sector (qual é a percentagem de professores sindicalizados?). A minha pergunta é: não faria sentido neste caso os professores todos elegerem em votação quem é que queriam a representá-los?

Dado que é uma batalha transversal a praticamente todos os professores faria certamente mais sentido. Os sindicatos e os seus dirigentes submeteriam-se a votação, junto com pessoas independentes. Uma coisa tenho a certeza, seria certamente uma representação muito menos politico-partidária, e por conseguinte melhor representante do que são os efectivos interesses dos professores. Mas, claro, lá está, isto implica uma mudança de mentalidade sobre as negociações laborais em Portugal que foge ao quadro pré-estabelecido.
De Tiago R Cardoso a 9 de Novembro de 2008 às 19:47
muito bem dito e escrito.

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