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Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

08
Nov08

Guerra o Ano Todo

Jorge A.

Professores prometem "guerra o ano todo" e admitem antecipar greve nacional

 

Também prometem que vão tentar ensinar, mas não se comprometem. Já não bastava a escola ser muitas vezes um campo de batalha entre alunos e professores, também o é agora entre professores e ministério. Tenho a certeza que isto trará beneficios para o nosso ensino. Gosto especialmente deste parágrafo da noticia:

Considerando "inadmissível" que a ministra da Educação tenha hoje recusado suspender a aplicação do modelo de avaliação, o secretário-geral da Fenprof apelou ainda aos docentes para serem eles a fazê-lo, na prática, parando nas escolas todos os procedimentos relacionados com este processo.

Os professores não querem respeitar a autoridade da ministra, acho bem. Mas eu já aqui me voluntario para atirar o primeiro tomate ao professor que, seguindo a recomendação da Fenprof, venha com a conversa que os alunos não respeitam a sua autoridade.

2 comentários

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    Jorge A. 09.11.2008

    Caro António,

    "Mas a ministra consegue juntar contra si aqueles que estão contra ESTA avaliação, com aqueles que não querem sequer ser avaliados."

    O problema é que os professores que se mostram contra ESTA avaliação não apresentam modelos para OUTRA avaliação, pelo que depreendo que fazem parte dos que não querem ser avaliados. O meu ponto é que o actual clima de guerrilha é tão culpa do ministério como dos professores, e por muito que não goste do governo socialista, não me vou por do lado dos professores só porque sim. Os professores estão numa fase em que o status-quo é preferível a qualquer mudança, pelo que não tenho nenhuma expectativa que se possa fazer mudanças sérias com o apoio destes.

    Por exemplo, o António refere que "a escola deveria poder escolher o seu corpo docente", ora, para tal funcionar implica que a escola (enquanto um todo) fosse eficazmente avaliada e as direcções escolares fortemente responsabilizadas pelos resultados obtidos (caso contrário, a cunha e o conhecimento privilegiado seriam o principal motivador para a escolha dos professores) - proponha isso, e vai ver como ainda tem menos hipóteses de sucesso do que as da ministra agora.

    Para já, como as coisas estão, prefiro ESTA avaliação da ministra a NENHUMA. Para não falar do mal sinal que seria este governo voltar a ceder à pressão da rua como já o fez no caso da saúde.
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