De António de Almeida a 9 de Novembro de 2008 às 13:26
-Porque me fui informando, o actual sistema de avaliação é mesmo excessivamente burocrático e algo irrealista, por exemplo pedir a um professor que fixe um objectivo quantitativo de aprovação e combate ao abandono escolar. Não será um convite á aprovação a qualquer preço? O problema a meu ver é outro, a escola deveria poder escolher o seu corpo docente, em si era logo a primeira forma de avaliar. E claro muitas outras coisa como restabelecer uma cultura de ensino exigente. Mas a ministra consegue juntar contra si aqueles que estão contra ESTA avaliação, com aqueles que não querem sequer ser avaliados. Alguma abertura permitiria separar as águas, partindo dum pressuposto, EXISTIRÁ avaliação.
De Jorge A. a 9 de Novembro de 2008 às 15:09
Caro António,

"Mas a ministra consegue juntar contra si aqueles que estão contra ESTA avaliação, com aqueles que não querem sequer ser avaliados."

O problema é que os professores que se mostram contra ESTA avaliação não apresentam modelos para OUTRA avaliação, pelo que depreendo que fazem parte dos que não querem ser avaliados. O meu ponto é que o actual clima de guerrilha é tão culpa do ministério como dos professores, e por muito que não goste do governo socialista, não me vou por do lado dos professores só porque sim. Os professores estão numa fase em que o status-quo é preferível a qualquer mudança, pelo que não tenho nenhuma expectativa que se possa fazer mudanças sérias com o apoio destes.

Por exemplo, o António refere que "a escola deveria poder escolher o seu corpo docente", ora, para tal funcionar implica que a escola (enquanto um todo) fosse eficazmente avaliada e as direcções escolares fortemente responsabilizadas pelos resultados obtidos (caso contrário, a cunha e o conhecimento privilegiado seriam o principal motivador para a escolha dos professores) - proponha isso, e vai ver como ainda tem menos hipóteses de sucesso do que as da ministra agora.

Para já, como as coisas estão, prefiro ESTA avaliação da ministra a NENHUMA. Para não falar do mal sinal que seria este governo voltar a ceder à pressão da rua como já o fez no caso da saúde.
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