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Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

09
Mar08

Espartilho da Democracia

Jorge A.
É possível um Barack Obama em Portugal? Não. A razão é simples, a organização dos partidos politicos portugueses assim não o permite. Se os Estados Unidos da América tivessem um sistema semelhante ao português à muito que Rudy Giulliani seria o candidato republicano e Hillary Clinton a candidata democrata - o primeiro foi eliminado pelo voto popular em pouco tempo, e a segunda está mais próxima de ficar pelo caminho do que ganhar a nomeação do partido.

Em Portugal, assiste-se a uma coisa curiosa, a ideia é a de que José Sócrates não será um bom primeiro ministro, mas ninguém surge no lado do maior partido da oposição para lhe fazer frente. Luis Filipe Menezes é o lider do PSD, o povo também não gosta dele e tem mesmo a convicção que este será pior que Sócrates, mas não há um mecanismo que permita ao povo de direita (!) deste país de eleger um lider em quem confiem. Teremos de gramar com Menezes até às eleições de 2009.

Um tipo em Portugal para chegar a lider da oposição tem de conquistar acima de tudo as clientelas partidárias e conseguir aguentar as mesmas satisfeitas durante o periodo de tempo que vai entre a sua eleição como lider do partido e as eleições legislativas.

O problema é que nem todos estão dispostos a percorrer esse caminho que é o de satisfazer as clientelas partidárias, e os que estão dispostos a percorrer esse caminho perdem mais tempo a dar satisfações a essa gentalha que mina os partidos do que aos que merecem satisfações: os eleitores portugueses.

O que vai acontecendo no PSD deixa-me triste, um partido que nos últimos tempos serve para satisfazer os interesses dos seus mais do que o interesse dos eleitores portugueses. Um partido que disputa o poder interno constantemente irá acabar cada vez com menos poder efectivo. O poder não é deles, mas sim de quem os elege, e não tarda quem os elege tira-lhes o pouco poder que têm.

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