Sábado, 20 de Setembro de 2008

Rumo ao Progresso

Na procura de soluções cada vez mais criativas para o aproveitamento do Estádio de Algarve, a última passou por transformar temporariamente o mesmo numa escola. Pode ser que os miudos aprendam rapidamente a boa arte portuguesa de gastar mal o dinheiro.

publicado por Jorge A. às 13:04
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7 comentários:
De António de Almeida a 20 de Setembro de 2008 às 18:22
-Um erro informático provocou a publicação dum comentário inadvertidamente, solicito que o apague. Sempre fui crítico da construção dos estádios do Euro, os dos clubes pelos financiamentos públicos, os públicos pela escolha da sua localização. Mas considerei o estádio do Algarve como uma opção viável, pelo seu formato multiusos, que permitiria o aproveitamento fora do futebol, pela localização, que poderia criar sinergias com o turismo, na exploração de eventos, e mesmo no futebol, pela possibilidade de torneios de verão, e aproveitamento de estágios no inverno, quando os campeonatos da Europa central e do norte fazem o seu interregno. Valha a verdade que muito pouco foi foi feito, porquê? Quem são os responsáveis? Até agora a construção não foi justificada, mas pior estão o de Leiria e Aveiro.
De Jorge A. a 20 de Setembro de 2008 às 18:33
"Um erro informático provocou a publicação dum comentário inadvertidamente, solicito que o apague."

Penso que apaguei o comentário correcto. Se assim não foi diga que eu volto a colocar o tal comentário visível.


De António de Almeida a 20 de Setembro de 2008 às 21:19
Ok!
De Jorge A. a 20 de Setembro de 2008 às 18:53
Quanto ao teor do seu comentário, sendo eu algarvio parece-me fácil perceber o porquê que o estádio foi um péssimo investimento e o que você diz vem carregado dos erros que muito provavelmente os governantes da altura assumiram quando ponderaram a construção do mesmo.

Os eventos? Tentaram, julgo que em todos terão tido prejuízo. Porquê? Porque quem está em Albufeira,Praia da Rocha ou Lagos não tem pachorra para deslocar-se de carro até ao eixo Faro/Loulé para ver um espectáculo - e nestes locais de forte implementação turística o que não há é falta de eventos. Veja-se, a titulo de exemplo, a quantidade de eventos que continuam a decorrer em Albufeira sem necessidade, e bem, de qualquer grande estrutura para o efeito.

"pela possibilidade de torneios de verão"

Quais torneios de verão? Nenhum tem competitividade suficiente para se tornar rentável ou, pelo menos, para se tornar mais rentável que noutras zonas do país. A Supertaça nesse aspecto tem sido a migalha que boa parte dos estádios com prejuízos na gestão tem tentado agarrar a todo o custo - gostava sinceramente de saber qual o custo da mesma nesta última edição cá no Algarve. O Figo também tentou trazer um ou outro jogo da sua fundação cá para o Algarve, acha que alguma vez o estádio ficou perto de encher?

"aproveitamento de estágios no inverno, quando os campeonatos da Europa central e do norte fazem o seu interregno."

Ah, mas isso já o Algarve fazia e continua a fazer maravilhosamente. Mas para isso não é preciso um estádio com capacidade para 30 mil pessoas. O Estádio do Ferreiras serve perfeitamente e é menos dispendioso. E há outras zonas, como o Vale Garrão ou Vale de Lobo, onde para além de habitação para o efeito podem deslocar-se até o campo de treino a pé.
De António de Almeida a 20 de Setembro de 2008 às 21:27
-Quando falava em grandes eventos, referia-me a colocar o Algarve na rota das tournées musicais, nomeadamente anglo-saxónica. Em relação a torneios de futebol, falava obviamente de equipas inglesas e alemãs, a par dos 3 grandes. Mas não tenho qualquer indicação que apesar de tudo o estádio possa ser rentável, também conheço bem o Algarve, passei aí um ano a trabalhar, com constantes deslocações comerciais, já lá vai mais de uma dezena de anos, mas isso não me chega obviamente para conhecer os hábitos, menos ainda os actuais. Mas continuo a pensar que os outros estádios também não foram um bom negócio para o país.
De Jorge A. a 20 de Setembro de 2008 às 21:43
"referia-me a colocar o Algarve na rota das tournées musicais, nomeadamente anglo-saxónica."

Caro António, mas eles tentaram fazer isso. Logo no primeiro ano a seguir ao Euro veio gente como o Lenny Kravitz, Ivete Sangalo, etc... o sucesso do evento fez com que não mais arriscassem fazer outro. Mas, por exemplo, o ano passado passou cá pelo Algarve a Nelly Furtado. Onde decorreu o evento? No velhinho estádio do Imortal.

"Em relação a torneios de futebol, falava obviamente de equipas inglesas e alemãs, a par dos 3 grandes."

Este ano duas equipas inglesas da premiership que faziam a pré-época cá pelo Algarve fizeram um amigável por lá, quer dar um palpite pelo número de espectadores?

Mais, o Sporting e o Benfica já por cá têm um torneio de verão - o do Guadiana - decorre é também no velhinho estádio do municipal de Vila Real de Santo António.

Pergutará porquê que não usam o estádio do Algarve. Bem, em primeiro lugar porque mesmo um Sporting-Benfica amigável no eixo Loulé/Faro não consegue garantir casa cheia, em segundo lugar porque quem paga o evento é a câmara Municipal de Vila Real St.António (com prejuizo certamente, mas com beneficio turistico). Da mesma forma que a Nelly Furtado e outros artistas de renome que passam por Albufeira dão prejuizo à câmara no que toca só ao evento, mas trazem beneficios a nível turistico. Como deve imaginar, um evento no eixo Faro/Loulé não traz beneficios especiais ao turismo de nenhuma das duas câmaras pelo que o resultado final será acima de tudo prejuizo a acrescentar ao já elevado custo da gestão do espaço. A opção económica racional é não fazer nada.
De Jorge A. a 20 de Setembro de 2008 às 19:00
Só mais uma nota, quando diz:

"Até agora a construção não foi justificada, mas pior estão o de Leiria e Aveiro."

É que cá no Algarve, como não existem clubes de dimensão notória, e as ligações politica/futebol/construção são muito menos relevantes do que no eixo litoral acima do Tejo, o investimento foi sempre mais para projecção turistica do que outra coisa. Tendo isso em conta, acho que as câmaras rapidamente perceberam que não iam retirar dalí grandes proveitos. A ligação politica/turismo/construção não precisava do estádio faro/loulé para sobreviver e dessa forma este foi o único estádio cujos gastos finais ficaram abaixo do orçamento inicial.

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