Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

É dificil não gostar dos EUA

Numa sondagem da Gallup:

 

 

A maior parte dos americanos prefere que o governo actue no sentido de melhorar a economia enquanto um todo. Falta de igualdade na distribuição de riqueza nos Estados Unidos? Só mesmo os europeus e 13% dos americanos é que se preocupam com isso...

 

Mas há mais, questionados sobre se o governo americano deve actuar mais ou menos activamente em relação à actual situação económica, ora adivinhem a resposta:

 

 

Isso mesmo, parece que ainda há paises onde as pessoas pensam que podem fazer mais pelas suas vidas do que um tipo qualquer sentado na sala oval. É dificil não gostar deste país.

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publicado por Jorge A. às 22:50
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9 comentários:
De Liliana a 1 de Julho de 2008 às 14:02
Tenho de discordar contigo. Eu não gosto dos EUA. Não gosto da cultura dos americanos. Não gosto dos seus exageros. Não gosto que tenham eleito o Bush por duas vezes consecutivas. Não gosto da sua ideia de soberania sobre os povos. Não gosto que se proclamem defensores dos oprimidos envergando uma bandeira de interesses e ignorando aqueles que precisam de ajuda mas nada têm para dar em troca. Não gosto dos fornecimentos de armamento àqueles que agora chamam de terroristas.
Mas eu sei que as generalizações são perigosas e que há, dentro dos EUA, quem seja contra tudo isto que enumerei.
De Jorge A. a 1 de Julho de 2008 às 14:27
"Não gosto da cultura dos americanos."

Qual delas?

"Não gosto que tenham eleito o Bush por duas vezes consecutivas."

Posso eu gostar de um país onde Guterres foi eleito por duas vezes consecutivas? Onde Barroso foi eleito? Onde Sócrates foi eleito?

"Não gosto da sua ideia de soberania sobre os povos."

E qual é a ideia de soberania sobre os povos dos americanos? Sempre tive a ideia que quem mais contribuiu para a existência de tantas e tão diversas soberanias tivessem sido os americanos, nomeadamente no apoio que deram às independências dos povos colonizados (não tivessem eles mesmo nascido dessa experiência). E são únicos na história mundial, na forma como tendo total controlo sobre um território de um país, permitem sempre que esse país se desenvolva em harmonia e total soberania: o Japão, a Alemanha Ocidental, o Iraque...

"Não gosto dos fornecimentos de armamento àqueles que agora chamam de terroristas."

Também não gosto, mas não vivo num mundo ideal e muito menos num mundo onde os seres humanos não cometem erros.
De Liliana a 1 de Julho de 2008 às 14:49
Por muito que se possa apontar o dedo ao Guterres, ao Barroso, ao Sócrates e a todos os que quieseres, nenhum se compara ao Bush.

"E são únicos na história mundial, na forma como tendo total controlo sobre um território de um país, permitem sempre que esse país se desenvolva em harmonia e total soberania: o Japão, a Alemanha Ocidental, o Iraque..." Os que lhes interessa! Aqueles de onde podem tirar dividendos... petróleo, trocas comercais... E se bem me parece, o Iraque não está a desenvolver-se em harmonia! Mais me parece uma nova forma de colonialismo.


De Jorge A. a 1 de Julho de 2008 às 19:56
"Por muito que se possa apontar o dedo ao Guterres, ao Barroso, ao Sócrates e a todos os que quieseres, nenhum se compara ao Bush."

Não se comparam porque nenhum tem o poder do Bush. De resto, se não se comparam, é por serem nitidamente piores. Basta lembrar que o não comparável Guterres ou o não comparável Barroso abandonaram o país que lideravam - isso também diz muito sobre um povo que foi capaz de eleger dois lideres consecutivos (e nada me diz que não tenha eleito um terceiro) que preferiram ir ocupar o seu cargo internacional a manter-se como lideres do povo que os elegeu.

"Aqueles de onde podem tirar dividendos... petróleo, trocas comercais... E se bem me parece, o Iraque não está a desenvolver-se em harmonia! Mais me parece uma nova forma de colonialismo."

Eles de facto perceberam que deixando cada povo ser livre podem retirar maiores beneficios disso... há que os criticar por isso? E esqueci-me de mencionar a Coreia do Sul. Quanto ao Iraque, que na minha opinião gerou erros que podiam ter sido evitados, dá tempo ao tempo.
De Liliana a 1 de Julho de 2008 às 22:09
"Não se comparam porque nenhum tem o poder do Bush ." Tanto pior. Quanto maior a nossa responsabilidade, maiores têm de ser as nossas capacidades para sabermos levar as coisas para a frente. E o facto de os líderes do meu país não serem bons, não me faz gostar Bush .

"Quanto ao Iraque, que na minha opinião gerou erros que podiam ter sido evitados, dá tempo ao tempo." Dar tempo... Cada dia que passa há mais gente a morrer. Iraquianos e americanos.

Édipo dizia que os Deuses só ajudam aqueles que se ajudam a si próprios. Eu concordo com a tua ideia base deste post . Mas quanto à maneira de estar dos americanos no mundo, acho que interpretamos as coisas de formas diferentes.
De Jorge A. a 1 de Julho de 2008 às 22:35
"E o facto de os líderes do meu país não serem bons, não me faz gostar Bush."

Liliana, o meu ponto é precisamente esse. Bush é mau, concordo contigo (embora tenha a certeza que por motivos diferentes), mas o meu post não diz que é dificil não gostar de Bush, não é? A própria maioria dos americanos, neste preciso momento, não gostam de Bush.

"Cada dia que passa há mais gente a morrer. Iraquianos e americanos."

Pois, são os erros a que me refiro. Mesmo porque apesar de nos últimos meses as mortes terem diminuido, no Afeganistão aumentaram. Agora o que não consegues argumentar é que a gente que morre, morre pelas mãos dos americanos. Mais, a parte dos americanos que morrem devia dar que pensar, porque importa saber porque morrem e a defender quem? Dirás: o petróleo, pois, mas se o único interesse dos americanos fosse o petróleo poderiam perfeitamente a partir do momento que ocuparam o país, instalar um qualquer tirano no poder que usasse da repressão para controlar o povo, e ficavam com o petróleo à mesma.

"Mas quanto à maneira de estar dos americanos no mundo, acho que interpretamos as coisas de formas diferentes."

Eu prefiro sempre uma américa menos intervencionista, coisa que a administração Bush prometeu e depois não cumpriu. Mas não o cumpriu fruto de um ataque de 11 de Setembro e da paranóia que se seguiu (seria possível de outra forma?), com a fobia ao terrorismo a permitir que estratégias erradas tenham sido vendidas aos americanos como certas.

De resto Liliana, sobre a "maneira de estar dos americanos no mundo", eu por vezes gosto de praticar o exercicio teórico de imaginar o mundo no inicio do século XX sem os EUA. Ou o mundo em meados do século XX sem os EUA. Talvez por isso goste particularmente da maneira de estar dos americanos no mundo - claro que pós 1990, com a perda de referência do outro lado, tornou-se mais fácil apontar as falhas aos americanos, afinal de contas eles são o único player internacional que tem todas as luzes apontadas sobre si.
De António de Almeida a 1 de Julho de 2008 às 18:46
-Até Kennedy (um mito, não mais que isso) disse, não estejam á espera do que a América possa fazer por vós, mas façam algo pela América, terá sido mais ou menos isto (estou a comentar sem consulta). A América continua a ser o lugar no mundo onde o empreendedorismo é recompensado, por lá gostam mesmo e reconhecem valor ao trabalho, por cá temos uma cultura de subsidiodependentes. Até mesmo o partido Democrata tem uma política bem menos estatizante que os governos de Sarkozy ou Berlusconi, para falar apenas no espaço político á direita, aliás estou curioso de ver caso Obama venha a ser eleito, as opiniões de muitos dos seus apoiantes lusos (eu também o apoio, mas por razões completamente diferentes, apesar de me sentir politicamente mais próximo de McCain, aliás, considero que seja quem fôr o próximo presidente os EUA irão retomar o caminho do desenvolvimento, e não será por acção directa da sala oval).
De Jorge A. a 1 de Julho de 2008 às 20:00
Concordo com todo o comentário caro António Almeida, menos no comentário introdutório:

"Até Kennedy (um mito, não mais que isso) disse, não estejam á espera do que a América possa fazer por vós, mas façam algo pela América"

A América progride porque boa parte dos americanos não faz aquilo que é bom (ou que dizem que é bom) pela América, mas aquilo que é bom para eles. Claro que, fazendo o que é bom para eles, fazem indirectamente a sociedade melhorar enquanto um todo - mas não era nesse sentido que Kennedy utilizou a expressão. Essa expressão, na minha opinião, é tipicamente socialista.
De António de Almeida a 1 de Julho de 2008 às 21:21
-De acordo, visto por esse ponto de vista, sobre o qual nem tinha pensado, aliás faço-o pouco sobre Kennedy, um presidente mitificado pelo desaparecimento trágico, se tivesse cumprido o mandato teria outro julgamento da História, mas enfim...

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