Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Os fantasmas, esses, são só do lado do "não"

Tratado de Lisboa: UE admite dificuldades de ratificação na República Checa

Os líderes europeus admitiram hoje que, depois do “não” irlandês, também a República Checa poderá ter dificuldades para ratificar o Tratado de Lisboa, mas os 27 sublinham que não vão deixar cair o documento.
Além da República Checa, o processo está também em suspenso na Polónia, já que o Presidente conservador, Lech Kaczynski, tem em mãos há mais de duas semanas o tratado e ainda não o assinou.
O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi mais longe e avisou os países de Leste que a UE não poderá concretizar os alargamentos previstos, em particular à Croácia, cuja integração deveria ocorrer até ao final da década. “Um certo número de países europeus que têm reservas sobre o Tratado de Lisboa são os mais favoráveis ao alargamento. Ora, sem Tratado de Lisboa, não haverá alargamento”, declarou.

Um misto de demagogia (porque fazer depender do tratado a possibilidade de novo alargamento é pura mentira) com chantagem (o objectivo é pela via do medo forçar países a uma posição contrária à que defendem) . Nicolas Sarkozy pensa que a partir de Paris pode governar a Europa e ameaça, sem medo de repressálias, os restantes estados-membros que em teoria estão em igualdade de circunstâncias com a França. Mas todos sabemos que a igualdade de circunstâncias é coisa que não existe... como diria Orwell: "todos somos iguais, mas há uns mais iguais do que os outros".

publicado por Jorge A. às 20:46
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6 comentários:
De Tiago R Cardoso a 20 de Junho de 2008 às 21:28
se eu fugir ao tema e apenas lhe der os parabéns pelo destaque no sapo, não vai ficar chateado, pois não ?
De Jorge A. a 20 de Junho de 2008 às 22:39
claro que não caro Tiago e obrigado,

o pessoal do sapo tem a mania de pôr o meu sitemeter a contar visitas... desde a mudança de plataforma é o quarto destaque. Obrigado a eles também.
De MBeirão a 20 de Junho de 2008 às 21:29
Carissimo sr Jorge só faltou dizer que é o PCP o grande inimigo dos trabalhadores,ou seja os trabalhadores que se acautelem que o grande culpados da frequente perca dos direitos dos trabalhadores, a grande ofensiva para a classe operária são os comunistas!!!Memória curta amigo , pois se hoje os trabalhadores ainda desfrutam de alguns direitos e não só deveres muito temos que agradecer aos comunistas de hoje e acima de tudo aqueles que na clandestinidade muitos com o sacrefício da própria vida lutaram para que o trabalhador não fosse um mero escravo do capitalismo.Enfim faltou na sua crónica salientar que é o PCP o grande culpado de hoje mais de 70% do povo Português andar revoltoso com estas politicas de direita comandadas pelo sr Engenheiro (ou não) Socrates , esse mesmo que priobio fumar em lugares publicos e no dia seguinte esqueceu-se que a lei tambêm o abrangia!!!Enfim amigo Jorge Viva ao capitalismo,Viva a exploração do Homem pelo próprio Homem e por ai fora!!
Viva a globalização, Viva ao tratado de Lisboa ;Viva aos Bush!!!
De Jorge A. a 20 de Junho de 2008 às 22:58
"pois se hoje os trabalhadores ainda desfrutam de alguns direitos e não só deveres muito temos que agradecer aos comunistas de hoje e acima de tudo aqueles que na clandestinidade muitos com o sacrefício da própria vida lutaram para que o trabalhador não fosse um mero escravo do capitalismo."

caro Miguel não se enganou no post a comentar?

Adiante, o amigo acredita no que bem entender, é por isso que o povo tabalhador soviético adorava os seus lideres e o povo trabalhador norte-americano sempre viveu na exploração do homem pelo homem. Aquilo que você chama direitos a agradecer aos comunistas, eu chamo inflexibilidade do mercado de trabalho, o que em vez de ajudar os trabalhadores só os prejudica... de resto, a evolução dos salários e das condições de trabalho ao longo de todo o século XX não se devem aos comunistas, nem aos sindicatos, devem-se à evolução natural de uma sociedade capitalista. Olhe por exemplo para a organização da Google ou da Microsoft e da forma como os trabalhadores destas empresas são, por assim dizer, os que tem mais "direitos", sem que nenhum sindicato ou comunista fosse necessário para que chegassem a esse ponto. Iluda-se com o que bem entender.

"politicas de direita comandadas pelo sr Engenheiro (ou não) Socrates"

caro miguel, você pode chamar às politicas do engº o que bem entender, mas lembre-se sempre que vive num pais com salário minimo, subsidio de desemprego, rendimento minimo garantido, serviço nacional de saúde, escola pública, abono de familia, um mercado de emprego totalmente regulado nas suas relações pelo estado e, para me ficar por aqui, num país onde o estado absorve para sí cerca de 48% da produção nacional. Mais, o engº sócrates nada fez para tentar alterar tal situação, acha que o homem, e já agora o país, é de quê? De direita? Capitalista? Melhor ainda, neoliberal? Give me a break.
De MBeirão a 21 de Junho de 2008 às 20:37
Amigo Jorge, peço desculpa pelo engano pois não era este Post que queria comentar.
Não sou contra o seu pensar até me identifico com certas coisas que publica.
Só quis salientar que não podemos esquecer todo um passado!!!
Ainda assim lhe digo que é uma vantagem para o Povo existir extrema esquerda porque alguém tem de por uns travão nestas politicas.
Não sou politico apenas sou vitima deste sistema enraizado contra os mesmos de sempre.
Deixo aqui um abraço.
De Jorge A. a 21 de Junho de 2008 às 20:53
"Só quis salientar que não podemos esquecer todo um passado!!!"

Caro Miguel,

é por isso, por não esquecer todo um passado (e presente) de repressão comunista sobre todos os que eles não consideravam como seus que não tenho particular simpatia por nada no passado dos movimentos comunistas.

"Ainda assim lhe digo que é uma vantagem para o Povo existir extrema esquerda porque alguém tem de por uns travão nestas politicas."

As politicas que nos tem sido impostas nos últimos anos são politicas de esquerda, a extrema-esquerda o que tem demonstrado é uma situação de pleno acordo com o actual status quo, nesse sentido têm sido tão conservadores quanto o Papa.

Como há de perceber eu acho que o que faz falta ao país são politicas de direita e para isso, o travão da extrema-esquerda, em nada ajuda - só mantém o país a caminhar lentamente para o empobrecimento geral (coisa que é o que invariavelmente acontece a todos os países que se mantiveram irredutíveis na sua visão socialista da economia).

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