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Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

25
Jul07

O mais negro

Jorge A.

Let no one mistake it: This was one of the blackest days in the 104-year history of the Tour de France.

Assim começa o artigo do IHT sobre o dia de hoje da volta a França. Um dos dias mais negros. Assim era porque Cristian Moreni, um ciclista da Cofidis, fora apanhado nas malhas do doping (mais um caso a somar a Vinokourov), e a sua equipa, tal como a Astana, havia abandonado o Tour. Para além disso, um grupo de ciclistas franceses e alemães recusou hoje participar na corrida - um claro sinal de descontentamento face à liderança de Rasmussen. Tal como escrevi no último post, não via nada assim desde 1998. Nesse ano, houve uma etapa feita a ritmo de passeio, em forma de desagrado com o que se passava. Mas na altura os ciclistas queixavam-se da perseguição sem limites que a organização do tour praticava contra os ciclistas, como se a acusação de doping pendesse sobre tudo e todos. Descobre-se hoje que, se a organização do tour pecou (bem, quem mais pecou foi a UCI, mas isso é uma história mais comprida), pecou por defeito. Passados nove anos sobre esse ano dramático - o de 1998 - o tour não teve um dos dias mais negros, mas sim o mais negro de toda a sua história.

Quando Samuel Abt, o repórter do Herald Tribune, escreveu o artigo, ainda não sabia que Michael Rasmussen, o camisola amarela e vencedor da etapa de hoje, iria a ser posto fora da corrida pela sua equipa - a Rabbobank. Parece que a alegada estadia no México como desculpa para a ausência dos dois controlos anti-doping a que fora convocado era mentira - o ciclista encontrava-se em Itália.

Para um desporto que vive da publicidade - são empresas que dão o nome à maior parte das equipas de ciclismo - estes escandalos só diminuirão a atractitividade do desporto. Gostava que o que sucede agora fosse um epílogo para o que veio à tona da água em 1998. Mas temo que tempos negros se avizinham para o ciclismo. Onde o doping não é a excepção, mas sim a regra.

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