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Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

22
Dez07

O Ano em Revista (Cinema e Música)

Jorge A.
O cinema em 2007 esteve em alta, ou pelo menos assim parece. E assim parece porque boa parte do que parecem ser os bons filmes de 2007 ainda não estrearam nos Estados Unidos, quanto mais em Portugal. Torna-se assim complicado fazer uma análise do que foi efectivamente a produção cinematográfica do ano. Filmes como Into the Wild; Atonement; Sweeney Todd; The Darjeeling Limited; Charlie Wilson's War; There Will Be Blood; e No Country for Old Men; apesar de serem colheita de 2007, só em 2008 serão vistos nas salas portuguesas. E se nestes ainda se compreende, o caso de 3:10 to Yuma parece-me incompreensível - e confesso que já vi o filme.

Claro que os óscares influenciam, e de que maneira, o timing de exibição dos filmes em questão. É por demais evidente que os filmes que saiem no final do ano levam vantagem sobre os exibidos nos primeiros meses do ano. A esse propósito refira-se, por exemplo, Zodiac. O filme de David Fincher foi um dos que na minha opinião marca o ano que passa, mas é completamente esquecido para as cerimónias de entrega de prémios deste final de ano. Estrear a 2 de Março nos Estados Unidos, é caminho certo para o esquecimento.

A titulo pessoal gostei muito dos filmes 300, Rocky Balboa e Stardust. Dos blockbusters de verão as triologias deram-se mal. Nem o terceiro Spider Man, nem o terceiro Pirates of the Caribbean, chegaram sequer aos calcanhares dos seus antecessores. Qual foi então para mim o grande blockbuster deste verão que passou? O Transformers de Michael Bay.

Quentin Tarantino deixou a sua marca este ano com Death Proof, que apesar de não passar de mais do mesmo a que Tarantino nos habituou, e portanto faltando-lhe alguma originalidade, não deixa de ser um dos meus filmes do ano. Os Simpsons estrearam-se no ecrã gigante em grande, mas a comédia que mais gostei de ver foi Knocked Up.

O Eastern Promises deixa para a posteridade a luta sangrenta numa sauna em que Viggo Mortensen aparece tal como Deus o colocou no mundo, e Elizabeth: The Golden Age foi para mim uma enorme desilusão. Outra desilusão veio por parte daquele que tentava imitar o sucesso de The Lord of the Rings, The Golden Compass deixou muito a desejar. E o cinema português - este ano com o sucesso Corrupção, para o ano já com o previsto filme do Morangos com Açuçar (suspiro) - não é uma desilusão, é mais uma resignação à mediocridade subsidiada (suspiro, novamente).

E de cinema em 2007 estamos conversados, se bem que, como é sabido, a verdadeira leitura do ano fará-se depois dos óscares.

Em relação à música, confesso que não sou um grande consumidor de álbuns e o meu consumo é mais avulso, daí o universo em análise ser mais limitado. Recentemente ando a ouvir, e a gostar do que oiço, Amy Winehouse e o seu Back to Black (se bem que este álbum foi introduzido no mercado nacional a 4 de Outubro de 2006). Dois álbuns para recordar deste ano que passa são o Sound of Silver dos LCD Soundsystem e White Chalk de PJ Harvey. De bandas sonoras de filmes o que mais tocou cá por casa foi a música do filme Death Proof. Do universo de artistas portugueses, destaco o Dreams in Colour de David Fonseca.

O álbum In Rainbows dos Radiohead, apesar de eu particularmente não ter gostado do mesmo, fica registado pela forma original como foi lançado no mercado - através de download gratuito pela internet - só quem desejava é que poderia contribuir para a banda, e parece que a banda nos primeiros tempos não se deu mal com tal ideia.

Como desilusão destaco o álbum Not to Late de Norah Jones - sinceramente, pouco se ouviu por estes lados, e eu sou um admirador confesso da cantora nova iorquina. Pelo contrário, outras três musas da música moderna continuaram a fazer-se ouvir, Alicia Keys com o seu As I Am, Katie Mulua com o seu Pictures e Carla Bruni com o seu No Promises.

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