Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

Não me gozem

O primeiro-ministro, José Sócrates, disse hoje que o Governo está disponível para negociar com os parceiros sociais novas propostas que minimizem o impacto do aumento de 25 euros do Salário Mínimo Nacional (SMN) nas empresas no próximo ano.

 

O governo parece aquele árbitro que num jogo de futebol assinala um pénalti que não existiu a favor da equipa A. Depois, percebendo o erro, para compensar, valida um golo obtido de forma irregular pela esquipa B.

publicado por Jorge Assunção às 15:45
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Frases Literárias

- Bem, sobre essa unidade de pensamento pode dizer-se ainda outra coisa – disse o príncipe. – Eu tenho um genro, Stepan Arkáditch, vocês conhecem-no. Ele vai agora obter o lugar de membro do comité da comissão e não sei que mais, não me lembro. Mas não há lá nada que fazer [...], e são oito mil rublos de ordenado. Experimentem perguntar-lhe se o seu serviço é útil – ele mostrará que é muito útil e necessário. E ele é um homem sincero, mas é impossível não acreditar na utilidade dos oito mil.

 

Anna Karénina, Lev Tolstoi, Relógio D’Água, Tradução de António Pescada

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publicado por Jorge Assunção às 14:30
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Domingo, 6 de Dezembro de 2009

Tratado de Methuen

A história portuguesa está cheia de mitos, um deles, propagado por gerações e gerações de historiadores, é sobre os malefícios do Tratado de Methuen. O Tratado é sempre apresentado como algo que beneficiou em muito os interesses ingleses a desfavor dos interesses portugueses (curiosamente, ou então não, Adam Smith, n’A Riqueza das Nações, apresenta tese diferente, considerando que o Tratado foi lesivo dos interesses ingleses). Os historiadores portugueses, para provar a tese contra o Tratado, apresentam os dados sobre o agravamento da balança comercial com os ingleses após o mesmo, esquecem, muito convenientemente, de referir que a tendência de degradação da balança comercial era anterior ao Tratado. Por outro lado, há quem ainda pense que no proteccionismo à indústria nacional, levado a cabo pelas políticas do conde da Ericeira, estaria a solução para a indústria nacional, e o Tratado de Methuen, representante máximo do fim desse proteccionismo, teria ferido gravemente as hipóteses de uma indústria têxtil forte em Portugal. Compreendo que, à luz de algumas ideias da época, alguns atribuissem valor a esse tipo de pensamento, por mim, limito-me a agradecer que, nos tempos que correm, o proteccionismo esteja completamente desacreditado. Por fim, e só para rematar com o que pretendia efectivamente dizer quando comecei a escrever este post, acho que não há maior prova a favor dos benefícios do Tratado de Methuen do que o simples facto de, ainda hoje, ano 2009, século XXI, praticamente 300 anos após a sua assinatura, ainda aparecerem uns economistas na televisão a dar a actual indústria do vinho como um exemplo de vitalidade.

publicado por Jorge Assunção às 20:00
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Um século XX inteiramente democrático

N’A Conspiração Contra a América, Roth imagina uma América alternativa, na década de 40 do século passado, que seria liderada por alguém refém da ideologia Nazi. O exercício é interessante e levou-me a pensar em algo semelhante para Portugal: o que teria sido deste país se não tivesse existido ditadura? O que teria acontecido em Portugal se, em vez dos acontecimentos que perpetuaram Salazar no poder durante quase 40 anos, o país tivesse seguido a via democrática? Sobretudo, o que seria do país no presente? A minha resposta a esta última pergunta deixa sempre uma sensação amarga. É que, do ponto de vista económico - e a economia é a ferida aberta deste país na actualidade -, duvido que a inexistência da ditadura tivesse garantido ao país uma conjuntura económica melhor do que aquela com que nos deparamos. A democracia não deixa de ser imensurávelmente melhor que qualquer ditadura, mas há aqui uma falha estrondosa que não deixa de ser assustadora e merecedora de debate. Para começar, talvez seja bom abdicar do chavão de que “o povo tem sempre razão”. Não tem. E se calhar o nosso, o povo português, erra mais do que outros.

publicado por Jorge Assunção às 16:00
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Frases literárias

A nossa mesa de jantar, ou provavelmente qualquer outra do nosso quarteirão, jamais fora palco de um manancial de frases tão esclarecidas como estas, e foi por isso surpreendente – quando o rabi concluiu o discurso perguntando mansamente, quase intimamente, «Diga-me, Herman, o que expliquei começou a dissipar os seus temores?» - ouvir o meu pai responder terminantemente: «Não. Não. Nem por um momento.» E depois, sem se importar com a possibilidade de fazer uma afronta que não só despertaria o desagrado do rabi como também insultaria a sua dignidade e provocaria o seu desdém rancoroso, acrescentou: «Ouvir uma pessoa como o senhor falar dessa maneira... francamente, assusta-me ainda mais.»

 

A Conspiração Contra a América, Philip Roth, Publicações Dom Quixote, Tradução de Fernanda Pinto Rodrigues

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publicado por Jorge Assunção às 12:00
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Sábado, 5 de Dezembro de 2009

RTP

A RTP continua a sorver dinheiro dos contribuintes como se não houvesse amanhã. E vale a pena? Talvez valha. Vejamos: Soares é fixe, e na quarta-feira à noite, como para comprovar o quão fixe ele é, foi possível assistir a mais uma entrevista sua com passagem no canal público, no apelidado prime time. Como não há ano que passe em que Soares não tenha um programa na estação, suponho que este já tenha lugar no quadro de funcionários do canal. Mas isto até é acessório, falemos dos verdadeiros funcionários. Continuemos: o que dizer do programa de sexta-feira apresentado por Sónia Araujo? Lixo televisivo no seu melhor, mesmo quando comparado a uma novela brasileira de segundo nível. Mas a Sónia só quererá seguir os passos da Catarina, que tem a noite de sábado a seu cargo. Para fazer a ligação entre as duas, poderia falar desse astro da dança que é Marco de Camilis, promovido inicialmente pela Catarina, e que tem a honra de ensaiar os concorrente de ambos os programas. Enfim, o dançarino italiano precisa de um rendimento extra. O programa de sábado chama-se Dança Comigo no Gelo, mas podia ser simplesmente o programa da Catarina, uma vez que mais não faz do que servir para diversão da própria apresentadora e para promover alguns amigos desta. Consta que a senhora é das melhores remuneradas na estação. Nada injusto, deve ser por isso que lhe chamam “serviço público”. Ora, no domingo, voltam outros dois amigos da Catarina, de seu nome João Baião e Silvia Alberto, o primeiro foi juri num concurso da Catarina, igual ao actual, mas na altura sem gelo, a segunda é a sua mais brilhante substituta. O programa de domingo à noite, não anda muito longe do lixo do de sexta, e é certamente pior que o da SIC e da TVI, inclusive nas audiências, mas enfim, parece que nos dias que correm, servir lixo é mesmo “serviço público”.

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publicado por Jorge Assunção às 18:00
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Frases literárias

Ele virou-se e olhou-o. Parecia ter estado a chorar.

Diz-me só o que é.

Nós nunca seríamos capazes de comer uma pessoa, pois não?

Não. É claro que não.

Mesmo que estivéssemos a morrer de fome?

Nós não estamos a morrer de fome.

Tu disseste que já estávamos.

Morrer de fome é uma maneira de dizer. Nós estamos cheios de fome, mas não estamos mesmo a morrer.

Mas nunca faríamos isso.

Não. Nunca. Aconteça o que acontecer.

Porque nós somos os bons.

Sim.

E transportamos o fogo.

E transportamos o fogo. Sim.

Está bem.

 

A Estrada, Cormac McCarthy, Relógio D’Água, Tradução de Paulo Faria

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publicado por Jorge Assunção às 12:00
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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

FMI

As recomendações do FMI soam a déjà vu: it’s 2001 all over again. Uma década completamente perdida. E basta atentar nas reacções de todos os partidos para perceber que, muito provavelmente, lá para 2017, o FMI bem pode voltar a fazer um relatório semelhante. E, claro, ninguém acha estranho que tendo ocorrido eleições em finais de Setembro, só a partir de Novembro a conversa sobre os impostos e o estado da economia portuguesa tenha começado a ser discutida. E, mesmo assim, só ao de leve. Venham os optimistas, que é desses que o povo precisa. Os economistas optimistas são o ópio do povo.

publicado por Jorge Assunção às 19:00
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Medida de combate à crise internacional

Depois de um período de perda em que o país viu reduzido o seu poder de compra, entre 2001 e 2006, o salário mínimo português está a ser, desde que começou a crise financeira internacional, um dos que mais sobe na zona euro.

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publicado por Jorge Assunção às 15:30
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Expliquem ao Carlos Carvalhal

Dois principios básicos do que significa ser um clube grande em Portugal: 1) não aparentar contentamento após um empate em casa com um clube português, qualquer um, quando estão a onze pontos de distância desse clube (um contentamento que, surpreendentemente, alastrou-se a muitos adeptos leoninos); e 2) não festejar, nunca, mas mesmo nunca, um empate contra o Heerenveen, clube de segundo plano do campeonato holandês, conseguido a ferros nos minutos finais do encontro, após outra exibição vergonhosa. Ou isso, ou o Carvalhal continuará a pensar que está a treinar o Belenenses. Mas, enfim, os adeptos leoninos lá saberão o que querem do seu clube.

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publicado por Jorge Assunção às 14:30
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Não é bem o abismo

Nas várias metáforas usadas para descrever a situação económica e social que o país enfrenta, muitas vezes recorre-se à imagem da proximidade do abismo, pelo que qualquer passo em falso pode resultar num fim trágico. A imagem acaba por ser profundamente enganadora, isto porque a ideia do abismo dá a entender que basta um ligeiro desvio da rota, do percurso, e tudo ficará bem. Nada mais errado. O problema do país não é o abismo, mas antes estarmos enfiados num buraco que nós próprios escavamos. Um buraco tão profundo que, de onde nos encontramos, já não é possível avistar qualquer indício da luz à superfície. E há algo de verdadeiramente deprimente nisso porque 1) estamos dependentes que aqueles que mais torceram pela escavação do buraco, reconheçam o erro, e dêem inicio à escalada para a superficie; e 2) alguns, já tão habituados à escuridão do buraco, não sentem qualquer necessidade de procurar a luz da superfície.

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publicado por Jorge Assunção às 10:30
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Prognóstico: próximas eleições legislativas

Entre o último trimestre de 2010 e o primeiro trimestre de 2011, voltaremos a ter eleições legislativas em Portugal. Aceitam-se outros prognósticos na caixa de comentários.

publicado por Jorge Assunção às 21:00
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Ministro das Finanças

Há quem tenha ficado muito desiludido com o ministro por este ter entrado na lógica socialista da cosmética, ao apelidar o segundo orçamento rectificativo do ano de orçamento redistributivo (acho graça, porque já no primeiro foi usado truque semelhante). Para além do mais, houve quem ficasse genuinamente surpreendido porque o ministro adiou este orçamento, que era mais do que previsível, para depois das eleições, o que demonstra bem como esta gente governa: é a manutenção no poder a todo o custo. Eu, nem surpreendido, nem desiludido, nunca percebi foi a credibilidade que ainda atribuiam a este ministro (a tal ponto que muito boa gente, insuspeita de apreciar a governação socialista, considerou justa a sua continuidade no governo). Vale a pena lembrar que para manter o défice abaixo dos 3%, em 2008, recorreu a receitas extraordinárias e fingiu que assim não tinha sido.

 

Mas o que acho que começa a ser evidente em Teixeira dos Santos não é a perda da sua credibilidade, essa já me parecia perdida há algum tempo. O que começa a ser evidente é alguma desorientação, que até então não transparecia, pelo menos de modo tão evidente. É que os números que se conhecem, de negros, já não há cosmética que lhes valha. E o ministro saberá que, por força das circunstâncias, não tem o apoio e a cobertura política para tomar algumas medidas que, pelos simples facto de não o tomar por louco, julgo que gostaria de tomar. Não gostaria de estar na pele do actual ministro, mas este apenas se deixou apanhar na própria teia que teceu.

publicado por Jorge Assunção às 18:40
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Sempre a cair

As eleições para a escolha do actual governo aconteceram em 27 de Setembro. O governo tomou posse em finais de Outubro. Estamos no início de Dezembro e o governo já parece sobreviver a balões de oxigénio. E suspeito que daqui para a frente será sempre a cair. Não há governo que sobreviva a uma taxa de desemprego de dois digitos.

publicado por Jorge Assunção às 14:00
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Frases literárias

Mas pode um homem executar ordens impossíveis, quando sabe o resultado a que conduzirão? Sim, devia executá-las, porque é a única maneira de poder provar a sua impossibilidade. Como verificar isso antes da prova? Se cada um se pusesse a dizer que as ordens não poderiam ser executadas, aonde iríamos parar? Que seria de todos nós, se respondêssemos «impossível» ao recebermos ordens?

 

Por Quem os Sinos Dobram, Ernest Hemingway, Companhia Editora Nacional, Tradução de Monteiro Lobato

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publicado por Jorge Assunção às 10:00
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

O susto

Alguns economistas andam de tal forma assustados – e têm boas razões para isso – que acham que a solução para os problemas do país é o povo apanhar um verdadeiro susto. Só com um verdadeiro susto o povo será capaz de consciencializar-se dos problemas financeiros que o país enfrenta e, com isso, exigir aos governantes que tomem as medidas dificeis que se exigem. Não há falha maior para a democracia do que aquela em que o povo é convencido pela emoção e não pela razão. Não devia ser preciso o Estado deixar de pagar o salário de Dezembro – um dos sustos sugeridos – para os eleitores perceberem a situação em que o país se encontra. Se o medo, ou a asneira consumada, é a solução para pôr o país a funcionar, muito mal vai a democracia desse país. Quando chegamos a este ponto estamos perante uma democracia fraca, permeável a populismos e demagogos de todos os géneros e feitios. Na História não faltam exemplos de como esta história acaba e isso é o que mais me assusta.

publicado por Jorge Assunção às 20:00
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Jorge Lopes

Foram muitas horas de desporto na televisão acompanhadas pelos comentários de Jorge Lopes, na RTP. Desde domingo, é certo que não existirão outras horas a somar a essas. Jorge Lopes era, provavelmente, a maior e melhor enciclopédia desportiva do país. Num país onde o futebol é rei e tudo o resto é paisagem, era com redobrado prazer que era possível assistir a outros desportos acompanhado por alguém que, para além de uma sabedoria extraordinária, denotava verdadeiro amor pelo que fazia. E é certo que nunca mais os Jogos Olimpicos terão, enquanto experiência televisiva, o mesmo brilho.

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Climagate

Há um escândalo no mundo cientifico relacionado com o aquecimento global. Phil Jones, principal responsável da CRU – Climatic Research Unit -, suspendeu as funções na sequência da divulgação de alguns dos seus mails com outros colegas climatólogos. Nestes mails, há evidência séria sobre aquilo que muita gente vinha afirmando há muito: os dados são manipulados e os cépticos são afastados das publicações de referência, como forma de passar a ideia que existe consenso sobre o assunto. O que Phils Jones já não fará é devolver o dinheiro que lhe foi facultado para desenvolver pesquisa sobre o aquecimento global. A avaliar pelos meios de comunicação nacionais, os mesmos que vendem a propaganda pró-aquecimento global, parece que não se passa nada. Excepção feita, até ver, a este artigo, de José Delgado Domingos, publicado no Expresso On-Line.

publicado por Jorge Assunção às 12:00
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Os resultados estão à vista

Ontem, o sujeitinho que ocupa o posto de primeiro-ministro deste país, teve a lata de afirmar, quando questionado sobre os números do desemprego - dos piores da União Europeia -, que o desemprego diminuiria com o crescimento económico, aquele que todas as instituições internacionais dizem que em Portugal será menor que na maioria dos países europeus. Disse mais, disse que as suas políticas são as adequadas e “só não vê quem não quer” até porque os “resultados estão à vista”. Desculpem, mas este sujeitinho, e uso este termo para não usar outros mais agressivos, anda a brincar com os portugueses. Mas até tem alguma razão, os resultados estão mesmo à vista e só não vê quem não quer, as políticas destes socialistas empurram o país para uma verdadeira catástrofe. Triste é que aquilo que muita gente não quer ver, a começar pelo sujeitinho com nome de filósofo, é sentido na pele por um número cada vez maior de portugueses.

publicado por Jorge Assunção às 10:30
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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Leitura obrigatória

Notas soltas sobre o Estado de Direito, por Nuno Garoupa

 

O PS está aberto a um pacote de reformas para combater a corrupção, palavras do seu novo líder do grupo parlamentar. É uma total surpresa. Tinham dito que o tema estava resolvido com o excelente trabalho desenvolvido pela Comissão para a Prevenção da Corrupção. Diziam até mais. A legislação aprovada pelo PS na última legislatura respondia a todos os problemas, e demonstrava que o resto do "pacote Cravinho" era absolutamente desnecessário. Os mesmos dizem agora que afinal é preciso mais. Mas ainda não o "pacote Cravinho" no seu todo, apenas mais um bocadinho. Quando tempo até ao próximo pacote? Seis meses? Um ano?

publicado por Jorge Assunção às 12:00
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