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Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

23
Dez08

Bailout Nation

Jorge A.

Aerosoles em risco de ruptura financeira

A Aerosoles, o maior grupo de calçado português, não pagou o subsídio de Natal e, neste momento, tenta garantir o pagamento dos salários deste mês aos 1360 funcionários, 661 dos quais portugueses.

Depois da banca, da indústria automóvel, das minas de Aljustrel, da empresa alemã Qimonda e de sabe-se lá mais o quê, o que mais apoiar? O problema da situação é tanto a sua insustentabilidade como a discricionariedade com que o governo decide quais as empresas que sobrevivem e as que vão à falência. Tempos sombrios os que se vivem e o facto de 2009 ser ano eleitoral em Portugal não nos ajuda em nada. A argumentação utilizada para defender as opções que tem sido feitas em Portugal de resposta à crise são por sí só assustadoras, já passamos do período em que a defesa das medidas era feita com base no "não é solução não fazer nada" para a "não há nenhum outro país que não esteja a fazer o mesmo", escuso de explicar a invalidade argumentativa de qualquer uma das duas preposições, mas confesso-me verdadeiramente chocado quando o debate em Portugal sobre a situação a pouco mais resume-se do que a frases do género.

21
Dez08

O Melhor e o Pior (IV)

Jorge A.

Se tivesse de atribuir um prémio ao melhor blogue nacional do ano escolhia o Portugal Contemporâneo, o motivo da escolha é simples, foi a coisa mais refrescante no plano do debate de ideias que tive oportunidade de ler este ano. Já o melhor bloguer isso de há anos que não é sequer motivo de discussão, João Miranda (quer pelo seriedade, paciência e sobretudo, capacidade de pensamento outside the box que demonstra).

 

O pior na blogosfera? Bem, se há coisa má na blogosfera é a ausência daqueles que entretanto retiraram-se da mesma - como pretendo não esquecer ninguém, escuso de mencionar. Mas há sempre algo que se perde com a saida de alguém.

 

No campo da blogosfera internacional o melhor blogue do ano foi o Marginal Revolutions, onde a discussão económica é o prato do dia, sem que o blogue caia no cinzentismo que muitos blogues económicos apresentam. Já o melhor bloguer internacional do ano foi o Andrew Sullivan que, para mim, em quase tudo representa a essência do que é escrever na blogosfera - muitas vezes cometeu excessos, erros e injustiças nas coisas que foi escrevendo, foi mais emoção do que razão, mas ler o seu Daily Dish vale muitas vezes só por isso.

20
Dez08

O Melhor e o Pior (III)

Jorge A.

Entre os acontecimentos internacionais do ano que destacam-se pela positiva estão as eleições presidenciais norte-americanas com a vitória de Barack Obama (embora existam aspectos negativos nesta eleição, mas uma avaliação mais concreta sobre tal fica agora ao cargo do futuro), mas nem é tanto a vitória deste ou daquele candidato que destaco, mas sim a vitalidade democrática dos Estados Unidos que é, no minimo, de louvar.Os jogos Olimpicos de Pequim que, independentemente de outros factores, terão de ser considerados um sucesso ao nível organizativo e especialmente no plano desportivo, com destaque para os atletas Michael Phelps, Usain Bolt e Yelena Isinbayeva. E, por fim, a libertação de Ingrid Betancourt, quanto mais não seja pela vitória que tal representa sobre aqueles que mais não querem do que aterrorizar os outros.

 

Nos acontecimentos internacionais negativos do ano destaco os atentados em Mumbai, que nos vieram recordar que o terrorismo está bem vivo e a luta contra o mesmo deve continuar. A guerra na Ossétia que, independentemente da culpa, representou um sinalizar russo das suas ambições reforçadas a um papel relevante no palco internacional. O tratado de Lisboa e a forma como o processo foi conduzido pela maioria dos países europeus, em claro contraste com a vitalidade da democracia americana, pois por cá parece que há quem pense que há democracia a mais. Um sem número de situações em África (Darfur, Congo, Quénia, Somália, Zimbabwe) que vão sendo história ano após ano, mas convém não esquecer sob pena de relegar um continente ao esquecimento. E, claro está, a crise financeira mundial, quer pelo que isso representa de mau para o dia-a-dia de muito boa gente, quer por aquilo que parece que devemos esperar das reacções do governo a esta.

19
Dez08

O Melhor e o Pior (II)

Jorge A.

A melhor figura na politica nacional? Pedro Passos Coelho. O que não deixa de ser uma escolha deprimente, visto que a actividade politica do homem é relativamente reduzida. Mas foi a única coisa fresca que apareceu este ano, com um discurso novo e, estou convicto, mais cedo ou mais tarde chegará à liderança do PSD.

 

A pior figura na politica nacional? Tenho de ir pelo ministro da economia Manuel Pinho. E não percebo nem como, nem porquê, que (ainda) está no governo - desde o decretar do fim da crise para pouco depois dizer que vinham aí tempos dificeis, até aos encontros com Phelps e Schumacher, passando pela sua relação com o presidente da autoridade da concorrência, o trabalho feito é muito pouco e a inabilidade politica é mais que muita.

 

A figura ausente da politica nacional? Manuela Ferreira Leite. Pura e simplesmente o maior partido da oposição nacional esteve em grande parte do ano ausente.

 

A figura demasiado presente da politica nacional? José Sócrates. Raros foram os jornais televisivos do país que não tinham uma reportagem com inaugurações, comunicações, deslocações, apresentações, e sei lá mais o quê do nosso primeiro. Pior que isso, o nosso primeiro também está cada vez mais presente no bolso dos portugueses - e não é pelos melhores motivos.

18
Dez08

O Melhor e o Pior (I)

Jorge A.

Os melhores filmes do ano? Fácil. The Dark Knight, Wall-E, Man on Wire, Forgetting Sarah Marshall. Nenhum deles passa na convenção tradicional do cinema com direito a óscar de melhor filme. O primeiro é de acção, baseado num comic-book e tem demasiados efeitos especiais; o segundo é de animação; o terceiro é um documentário; e o quarto é comédia.

 

Os piores do ano? De memória. Cloverfield, Doomsday, Max Payne, The Day the Earth Stood Still. É possível tratar pior a ficção cientifica? É que para encontrar um filme totalmente dedicado ao género que cumpra plenamente o objectivo é preciso recuar até 2005 com Serenity.

 

Disclaimer: obviamente, só inclui filmes que visionei.

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