Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

"The apparently substantial stuff is actually no more than fluctuations in the quantum vacuum."

It's confirmed: Matter is merely vacuum fluctuations

The Higgs field is also thought to make a small contribution, giving mass to individual quarks as well as to electrons and some other particles. The Higgs field creates mass out of the quantum vacuum too, in the form of virtual Higgs bosons. So if the LHC confirms that the Higgs exists, it will mean all reality is virtual.

Um dia iremos atravessar paredes como atravessamos as ondas do mar... acreditem.

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publicado por Jorge A. às 14:09
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Just How Big

(Via: Calculated Risk)

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publicado por Jorge A. às 14:06
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Guerra Civil Americana

(John Reekie, 1865)

 

  

(Timothy H. O'Sullivan, 1863)

 

Isto tudo e muito mais pode ser encontrado na fantástica colecção de fotos da Life magazine disponível através da parceria da Google com a Time Inc. aqui.

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publicado por Jorge A. às 21:43
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Brasil

Carlos Queirós enquanto seleccionador deixa muito a desejar. Por muito que eu tenha a lhe agradecer por ter poupado alguns jogadores do Benfica a um esforço fisico desnecessário, será bom que nos jogos a sério ele perceba que existe um lateral esquerdo de raiz em Portugal, chama-se Jorge Ribeiro, bem como um ponta de lança de raiz, chama-se Nuno Gomes (ou, se quiserem, até o Helder Postiga, por outro lado, podem sempre naturalizar o Liedson). Nenhum dos dois jogadores do Benfica é particularmente brilhante, mas parecem-me soluções mais consistentes do que as que tem sido experimentadas. O outro grande problema da selecção reside no miolo do terreno, quer o Tiago, quer o Raul Meireles, não são médios defensivos de raíz, a selecção não tem um único bom jogador para fazer aquela posição normalmente associada ao número seis, bem, talvez se o Miguel Veloso jogasse à altura do seu potencial (mas não joga) ou se o Fernando Meira não tivesse a mania de começar como trinco e acabar quase como terceiro central (uma pena), talvez consigam convencer o Fernando do F.C.Porto a naturalizar-se português (sabem, este tal Fernando, que joga a titular no campeão nacional vindo do Estrela da Amadora, pode não ser grande jogador, mas Jesualdo enquanto treinador sabe que um tipo que saiba fazer aquela posição é fundamental no equilibrio da sua equipa). Para terminar, quem é mesmo aquela vedeta que é capitão da equipa das quinas e trata o seleccionador nacional por "o Carlos"? É que Portugal tem, mesmo face aos problemas, um grande lote de jogadores, mas nem mesmo com o primeiro, segundo e terceiro melhor jogador do mundo fica tudo solucionado, da última vez que verifiquei, o futebol ainda era um jogo de equipa.

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publicado por Jorge A. às 02:05
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

No Oscar for Batman?

Vamos entrar num período em que os pesos pesados vão apresentar a sua candidatura aos óscares, mas eu já tenho um favorito (não necessariamente exclusivo): The Dark Knight. Um estrondo na bilheteira, um estrondo junto dos criticos, o que pode a academia pedir mais? Perguntarão alguns de imediato como posso já estar por um filme, sem ter visto a maior parte dos outros - ora, porque não é dificil prever o que aí vem e a vitória de The Dark Knight seria a vitória da minha forma de encarar o cinema sobre uma visão mais tradicionalista. Sobre o buzz em volta dos possiveis vencedores, podem sempre dar uma vista de olhos por aqui.

 

Agora, do resto, do que se fala este ano para os óscares? Primeiro temos duas biografias, o projecto de Gus Van Sant, Milk, e o de Ron Howard, Frost/Nixon. Nenhum dos dois me desperta particular interesse, quer porque não gosto particularmente de filmes biográficos, quer porque pura e simplesmente não aprecio Ron Howard num caso e tenho pouca paciência para ver Sean Penn representar o mesmo papel de filmes anteriores e sair-se bem com isso no outro caso (um Tom Hanks à sua maneira). Sobre o épico Australia, thank you very much, nem me vou pronunciar. Em relação a estes três filmes, a minha expectativa é que a academia tenha juizinho, e não se esqueça do Wall-E. Depois existem dois casos que despertam em mim curiosidade, o primeiro é o projecto do inglês Danny Boyle e da indiana Loveleen Tandan, Slumdog Millionaire, cujo argumento parece prometer. Outro que o argumento promete e o realizador, mais do que prometer, já é uma certeza, é o The Curious Case of Benjamin Button de David Fincher. Fincher, recorde-se, foi mais o seu Zodiac, completamente ignorado pela academia de forma vergonhosa o ano passado, espero que desta vez seja feita justiça. Clint Eastwood também anda a cheirar os prémios, quer com Changeling, quer com Gran Torino, mas parece-me que este ano não vai longe.

 

As últimas notas para dizer que ver Mickey Rourke a vencer o óscar de melhor actor seria o máximo (ver Sean Penn seria um flop). Não me entreguem óscar de melhor actriz a Merryl Streep ou Kate Winslet, já se for possível criar um grupo de pressão para entregar o mesmo a Anne Hathaway, eu apresento-me desde já como voluntário. Para melhor realizador a compeitção este ano será certamente feroz, não vou dar palpites (mas nunca, mesmo nunca, atrevam-se a dar um segundo óscar a Ron Howard). Melhor actriz secundária para a Penélope Cruz parecia-me muito bem (ela, que era para não entrar, é claramente a melhor coisinha do último de Woody Allen - e para além disso é gira, caraças). E, à semelhança do ano passado, o óscar de melhor actor secundário está à partida entregue, Heath Ledger.

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publicado por Jorge A. às 21:49
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Diga lá outra vez...

Ferreira Leite é de uma inabilidade politica sem precedentes. Eu peço desculpa, mas quem ouve isto é dificil detectar ali qualquer sinal de ironia (embora, seja minha convicção, que a há). Afirmar que não sabia "se a certa altura não seria bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia.", devia ser suficiente para o PSD livrar-se de vez da mulher (o PSD é em si um ensaio sobre a cegueira, como foram capazes de deixar de eleger Pedro Passos Coelho e ainda andem entretidos com Pedro Santana Lopes... não consigo compreender, confesso). É certo, o Financial Times elegeu o nosso ministro das finanças como o pior entre os seus colegas europeus, mas não tenham dúvidas que fosse feita a análise aos lideres da oposição dos mesmos países europeus e Ferreira Leite não teria melhor performance.

publicado por Jorge A. às 19:54
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Se eu fosse um Simpson

Eu juro que me diverti a fazer isto. A ideia foi do Pedro no horizonte artificial. Vocês podem fazer o mesmo no simpsonize me.

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publicado por Jorge A. às 22:42
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O Discurso e a Prática

O Presidente da República veio defender a manutenção dos investimentos rentáveis, mesmo em tempos de crise. Segundo o nosso estimado presidente "os investimentos rentáveis, privados ou públicos, devem ser concretizados e que não é por causa da crise que devem ser adiados". Falar é fácil, o problema que se coloca às empresas em tempo de crise é, perante a incerteza gerada, como avaliar correctamente da rentabilidade dos investimentos.

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publicado por Jorge A. às 21:59
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Domingo, 16 de Novembro de 2008

Voltando à Educação

Voltando à educação, vale a pena começar pela pergunta que coloca aqui o Bruno Reis. Diz o Bruno Reis a propósito de Obama defender o pagamento aos professores com base no mérito:

Será que a sua popularidade em Portugal vai ser afectada? Será ele capaz de levar a ideia por diante nos EUA sem os tipo de problemas que se vêm em Portugal?

A resposta é que Obama tem uma vantagem face à actual proposta da ministra - este, ao mesmo tempo que pretende implementar um modelo de avaliação dos professores, parece pretender aumentar os ordenados do conjunto dos professores no geral. A proposta da ministra, tal como parece enquadrar-se actualmente, parece implicar apenas que os melhores professores terão acesso a uma remuneração semelhante à que já atingiriam agora e os maus professores sairão certamente a perder. O bolo salarial nos Estados Unidos com Obama deverá aumentar, em Portugal parece ser intenção do governo diminuir o bolo salarial. Talvez por aqui também se percebam as manifestações dos professores em Portugal.

 

Isto quer dizer que a proposta de Obama será melhor que a da ministra? Não necessariamente, apenas quer dizer que terá maior facilidade de evitar grande contestação (para além de não falar que os Estados Unidos não são Portugal e vice-versa no que toca ao ambiente politico). A forma como se aumentam os salários dos professores em média é que importa se o alcance da medida é justo ou não - se for simplesmente pelo método socialista (como suspeito) de lançar mais dinheiro do contribuinte para cima do problema não me parece que faça grande sentido (e nem a implementação de um modelo mais concreto de avaliação do mérito trará grande alteração ao problema).

 

A questão que se coloca é se eu vejo como possível e desejável um aumento dos salários aos professores em Portugal dada as nossas restricções orçamentais? Sim, mas importa perceber o como. Bem, em primeiro lugar, tal como o António Almeida defende nos comentários a este post, dando autonomia às escolas na escolha dos seus professores. Mas a essa autonomia na contratação, teria de estar associada também a possibilidade de cada escola despedir e fazer diferenciações salariais aos professores como bem entendessem (ler a propósito, este post de Connor Friedersdorf sobre o assunto). O valor extra do salário seria portanto o prémio pela perda da segurança no emprego que hoje em dia os professores gozam.

 

A questão que se coloca é, os professores alguma vez aceitariam a perda da segurança no emprego pela possibilidade de aumento do ordenado? Dúvido, e dos sindicatos então nem se fala. Agora, o que também sei, é que quanto maior é o salário possível de alcançar e quanto mais este está associado ao mérito, mais facilmente se atraiem os melhores e mais se retira do potencial destes para essa profissão.

publicado por Jorge A. às 23:13
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Sábado, 15 de Novembro de 2008

Cruel, Cold and Heartless

Façam o favor de ler com a devida atenção:

 

Save the Rust Belt!, por Megan McArdle:

A few heartfelt pleas from native Michiganders who don't want to see their state destroyed. Several emails and comments complaining that I'm a heartless, effete New York type who doesn't understand that if the Big Three go down, some darn fine folks and a beautiful way of life will be destroyed. 

 

I love western New York, which may be the most beautiful place on earth. I love the old cities, the Victorian shells that whisper of much happier days, and the broad, rolling hills, and the broad flat accents of the people who live on them. I love waterfalls softly falling downtown and the Buffalo City Hall. I love the place as you can only love somewhere that your family has been living for 200 years. I would save it if I could. But I can't save it. Pouring government money in has been tried . . . and tried, and tried, and tried. It props up the local construction business, or some company, for a few more years, and then slowly drains away. Western New York has been the lucky recipient of largesse from a generous federal government, a flush state government, and not a few self-made men with happy memories of a childhood there. And still, it dies.

 

Moreover, it wouldn't be right to save it by destroying someone else's business, killing someone else's town. That's the choice we are facing. At its heart, economics is not about money; it is about resources. Every dollar sent to Detroit buys a yard of steel, a reel of copper wire, an hour of labor that now cannot be consumed by a business that actually produces a profitable, desireable product. It's not right to strangle those businesses in order to steal some air for the dying giants of an earlier day.

Failure: For Our Future, por Will Wilkinson:

We should do what we can to limit downside risk consistent with the goal of producing broad prosperity. And we should feel a pang for those whose expectations are disappointed, whose lives turn out harder than they’d hoped. But the impulse to freeze the system, to try to tape all the cracks and staple all the cleavages, to ensure that nobody has to explain to their kid why Christmas this year is going to be a lousy Christmas, that is one of our greatest dangers. Our sympathy, untutored by a grasp of the larger scheme, can perversely make itself ever more necessary. When we feel compelled to act on our uncoached fellow-feeling, next year’s Christmas is likely to turn a bit worse for everybody. And then somebody has to explain to the kids that they can’t find a job at all. Businesses that would get started don’t get started, wealth that would be created isn’t. And in just a few decades, the prevailing standard of living is much, much lower than it could have been had our sympathy been more far-seeing. There is no justice, and great harm, in diminishing the whole array of future opportunity to save a few people now from a regrettable fate.

On Human Suffering, por Conor Friedersdorf:

Perhaps you disagree with Will. That is, however, irrelevant to this point: asking will to support the Detroit bailout, without changing his mind about human suffering, is the same as asking that he deliberately condemn people to suffering. Or put another way, saying to Will, "How can you stand by without bailing these people out, you callous man," is akin to saying to a doctor enforcing a quarantine, "How can you let that man suffer alone in there without releasing him into human company," even though the doctor believes with all his heart that releasing the man would spread his disease through an entire population that would otherwise not suffer so.

 

Try to change the mind of Will and like-minded people who oppose an auto-bailout if you think their premises are incorrect — but if you accuse them of being callous, or appeal to their sympathy, you are misunderstanding their position. Indeed it is their very sympathy and humanity, informed by their logic, that prevents them from being able to support a bailout, though they feel for those who would be helped by it just as the doctor feels for the quarantined man. (I should add that this analogy isn’t perfect, because the quarantined man can and should be helped in other ways.)

Em Portugal, desde comunistas a socialistas, passando por sociais democratas e democratas cristãos, todos gostam de falar sobre a sua preocupação para com as pessoas e com os mais pobres/carenciados - e falam dessa preocupação para propôr ideias e medidas de apoio de curto prazo. Visto dessa perspectiva, por vezes, fica a ideia que pessoas que não partilham das suas soluções de curto prazo não só não tem essa preocupação, como estão completamente nas tintas para o conjunto de pessoas mais desfavorecidas. Ora, o que se passa é precisamente o contrário, é por nos preocuparmos com as pessoas e os mais desfavorecidos, com as condições de vida das populações servidas pelos politicos que nos governam, que seguindo aquilo que acreditamos não temos outra hipótese se não ser contra medidinhas de curto-prazo que podem trazer beneficios imediatos a algumas pessoas, mas prejudicam muitas mais a médio prazo (incluindo, por vezes, as próprias beneficiadas no imediato). Claro que retratar o adversário como uma pessoa desumana, fria e cruel, é uma boa forma de ganhar a simpatia popular face ao adversário, mas não é certamente uma boa maneira de ganhar no plano do debate de ideias.

publicado por Jorge A. às 15:53
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Nem Mais

Os protestos dos alunos, que emergiram um pouco por todo o País esta semana, resultam da imitação do comportamento dos adultos, do incitamento implícito dado pelos professores e da manipulação intencional exercida pelas juventudes partidárias que infiltram as associações de estudantes.

João Miranda no DN

publicado por Jorge A. às 13:02
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Quem ri por último

 

Obama asks Clinton if she is interested in secretary of state post

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publicado por Jorge A. às 12:54
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Follow the Leader

 

Através do New York Times descubro que o candidato da direita israelita, Benjamin Netanyahu, tem um site que é cópia exemplar do site de Barack Obama (aqueles simbolos que populam os menus, para quem se lembra do site de Obama em plena campanha, são marca registada). Mas o melhor surge quando vamos verificar o site do mesmo candidato na sua versão russa:

 

 

Reparem no pormenor da fotografia... o que não vai faltar agora em politica são pequenos Obamas, mesmo entre quem menos se espera.

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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Blindness

Ao mesmo tempo que a ONU projecta uma queda populacional de cerca de 700 mil pessoas no nosso país para 2050 (e consequente envelhecimento populacional e inversão da pirâmide etária), sabe-se que o serviço nacional de saúde terminou o ano de 2007 com 330,1 milhões de euros de prejuizo, perto de noventa por cento mais do que estava previsto. Fez este governo alguma reforma importante e efectiva no nosso sistema de saúde? Bem sei que outrora houve um residente de São Bento que pediu para nós fazermos contas por ele, mas convinha saber se o actual não precisa também de uma ajudinha...

publicado por Jorge A. às 22:24
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Visto

O filme baseado na obra de Saramago - Ensaio sobre a Cegueira - é provocativo, interessante, mas o argumento deixa algo a desejar (não sei se fruto da adaptação ao cinema, se fruto do próprio livro que nunca li). Os personagens - de quem nunca saberemos o nome - são suficientemente densos para não cairem nos lugares comuns e a interpretação dos actores é positiva, mas é nas suas acções que entram em confronto com a minha visão da humanidade. De referir que, ao ver o filme, recordei-me de outro livro mais recente, A Estrada, de Cormarc McCarthy, outra história pós-apocaliptica, onde também os nomes dos personagens nunca são revelados. Sobre o livro de Cormarc McCarthy o New York Times na critica escrevia que "keeping memory alive is difficult, since the past grows increasingly remote. It is as if these lonely characters are experiencing “the onset of some cold glaucoma dimming away the world.” The past has become like a place inhabited by the newly blind, all of it slowly slipping away." - a única diferença aqui é que os "newly blind" no filme não se resumem a figura de estilo (e sobre a recusa/aceitação do passado o casal japonês é particularmente interessante para o desenrolar do argumento). Mas há uma diferença entre o livro de McCharty e a história de Ensaio sobre a Cegueira, no primeiro entra-se imediamente em contacto com o mundo pós-apocaliptico e nunca nos é explicado qual o motivo da devastação, já no segundo existem dois planos de acção: inicialmente é nos dado a conhecer os acontecimentos que levam ao apocalipse, para só depois sermos confrontados com o mundo pós-apocaliptico.

 

Não me posso alongar muito porque não quero entrar em pormenores sobre o argumento do filme, mas existem acontecimentos sucedidos e acções permitidas ao longo do filme que fogem à minha compreensão do que é o ser humano (o homem é capaz de cometer os actos mais cruéis e desumanos em momentos de grande tensão, mas não é menos capaz de cometer os actos mais bravos e heróicos nesses mesmos momentos - especialmente quando confrontado com a injustiça e a pura maldade - claro que, mais tarde na história isso irá surgir, mas os "bons" são demasiado passivos o que torna a coisa irreal e desfocada para mim, isto para não falar na vantagem competitiva que tinham desde o inicio sobre todos os restantes elementos daquela sociedade primitiva de cegos) .

 

Acho também curiosas as recomendações que o IMDB faz no seu site para quem gosta de Ensaio sobre a Cegueira. A começar pelo The Dark Knight, isto porque este, nomeadamente aquela cena em que o Joker confronta a escumalha e pessoas de bem naquela cena do barco, em que ambos os grupos, contrariando a expectativa do Joker, decidem fazer o que está certo, veio-me à memória enquanto via este filme (mas se quiserem uma coisa mais real, o United 93 é outro belo exemplo do espirito humano). E depois porque recomenda o Dawn of the Dead e o 28 Days Later - e nestas coisas que tratam do mundo apocaliptico e da acção (des)humana, na minha opinião, nada há melhor do que um bom filme zombie (no próprio mundo pós-apocaliptico de Ensaio sobre a Cegueira, a maior parte dos humanos cegos que restam a pouco mais assemelham-se do que a isso, zombies), sendo que o de Danny Boyle é certamente das melhores coisinhas que já vi, quer em argumento, quer no ambiente visual.

 

Não achei Ensaio sobre a Cegueira um grande filme, mas gostei. Não é brilhante, mas procura ser inteligente e algumas vezes assim o é. Comigo já garantiu uma coisa, voltou-me a pôr a comprar Saramago - quanto mais não seja para verificar até que ponto as falhas que detectei no filme surgem no livro.

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publicado por Jorge A. às 20:39
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Petróleo

 

Crude futures drop 5% to close near a 22-month low

 

Houve coisinhas interessantes escritas durante boa parte do ano de 2008 por algumas pessoas que agora mereciam ser revistas... mas estou sem pachorra e a maior parte já seguiu em frente, nos tempos que correm andam entretidos a anunciar a morte do capitalismo e do mundo financeiro tal como o conhecemos.

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publicado por Jorge A. às 01:07
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Guerra...

... no Congo. Nobody Cares.

publicado por Jorge A. às 21:41
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

My Wife Made me Come

Este post no Freakonomics leva-me a este artigo datado de 2005 de Stephen Dubner e Steven Levitt - Why vote? - que começa assim:

Within the economics departments at certain universities, there is a famous but probably apocryphal story about two world-class economists who run into each other at the voting booth. "What are you doing here?" one asks. "My wife made me come," the other says. The first economist gives a confirming nod. "The same." After a mutually sheepish moment, one of them hatches a plan: "If you promise never to tell anyone you saw me here, I'll never tell anyone I saw you." They shake hands, finish their polling business and scurry off. Why would an economist be embarrassed to be seen at the voting booth? Because voting exacts a cost - in time, effort, lost productivity - with no discernible payoff except perhaps some vague sense of having done your "civic duty." As the economist Patricia Funk wrote in a recent paper, "A rational individual should abstain from voting."
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publicado por Jorge A. às 23:06
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Craig, Daniel Craig

O histórico de todos os James Bond e a pontuação no IMDB

 

FILME ACTOR ANO MÉDIA VOTOS
Dr. No Sean Connery 1962 7,3 27776
From Russia with Love Sean Connery 1963 7,5 25062
Goldfinger Sean Connery 1964 7,9 37891
Thunderball Sean Connery 1965 7,0 20916
You Only Live Twice Sean Connery 1967 7,0 18979
On Her Majesty's S.Service George Lazenby 1969 6,9 17884
Diamonds Are Forever Sean Connery 1971 6,7 19661
Live and Let Die Roger Moore 1973 6,8 18524
The Man with the Golden Gun Roger Moore 1974 6,6 17286
The Spy who Loved Me Roger Moore 1977 7,1 19064
Moonraker Roger Moore 1979 6,1 20670
For Your Eyes Only Roger Moore 1981 6,8 18144
Octopussy Roger Moore 1983 6,5 18137
Never Say Never Again * Sean Connery 1983 6,0 16688
A View to a Kill Roger Moore 1985 6,1 18568
The Living Daylights Timothy Dalton 1987 6,7 18184
Licence to Kill Timothy Dalton 1989 6,5 19076
GoldenEye Pierce Brosnan 1995 7,1 54648
Tomorrow Never Dies Pierce Brosnan 1997 6,4 37421
The World is Not Enough Pierce Brosnan 1999 6,3 48526
Die Another Day Pierce Brosnan 2002 6,0 53405
Casino Royale Daniel Craig 2006 8,0 131562
Quantum of Solace Daniel Craig 2008 7,3 13852
         
* filme feito à margem da produtora EON

 

O personagem James Bond tal como Connery interpretou naqueles primeiros filmes da saga pode estar morto, mas a marca essa está viva como nunca com Daniel Craig, não é por isso de estranhar que o novo Bond vá a caminho de um sucesso na bilheteira (e o filme só esta semana estreia nos Estados Unidos).

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publicado por Jorge A. às 21:28
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Pulo do Lobo

Subscrevo na integra este post do Gabriel Silva sobre a actuação triste do Presidente da República no caso do deputado impedido de entrar no parlamento da Madeira.

publicado por Jorge A. às 19:54
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Fast Draw

Não há nada que me chateie mais do que aqueles momentos em que, sem ponderar convenientemente, solto um ou outro comentário na net de que depois me arrependo. Mas não é isso que torna este meio de certa forma interessante? O de, por vezes, ser dominado por um lado emocional que é praticamente inexistente em muitas das outras formas de comunicação que existem por aí?

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publicado por Jorge A. às 00:46
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

007

Subscrevo quase na integra tudo o que o Bruno Vieira Amaral aqui diz sobre o novo filme do agente secreto mais famoso do planeta. É um facto que dificilmente alguém passa pela experiência do Quantum of Solace e não fica com a impressão que estamos perante mais uma saga Bourne (e Matt Damon tem regresso programado para 2010). Do James Bond de Sean Connery já só resta o nome, e nem a imagem de marca da forma de apresentação do agente secreto foi poupada. Outra tradição que finda é a dos filmes do James Bond acabarem em sí mesmo - este é uma sequela do Casino Royale e o próximo será uma sequela deste. Bem, mas o que mais importa, como tudo corre no grande ecrã... sinceramente gostei. Verdade seja dita, a fórmula antiga estava gasta, o titulo precisava de alma nova e vai no bom caminho...

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publicado por Jorge A. às 19:41
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