Domingo, 24 de Agosto de 2008

Recordações de Pequim

Os jogos olimpicos de Pequim 2008 chegaram ao fim e agora, antes de me ter de preocupar em como reordenar todo o meu dia-a-dia sabendo de antemão que não há nada para visionar durante a madrugada, é chegada a altura de fazer aquilo a que se costuma chamar balanço.

 

Em primeiro lugar uma palavra para a organização que foi a todos os níveis excelente. É um facto que tudo pareceu muito mecanizado e, por vezes, falso, nesse sentido não foram uns jogos particularmente fantásticos (e acho mesmo que ficaram longe daquilo que foi o espectáculo de Sidney), mas por outro lado em tudo o que dizia respeito a cumprimento de horários, infraestructuras e logistica, coisas que originaram queixas em praticamente todos os jogos olimpicos anteriores, aqui nada há a reportar. O que dá origem a que tal tenha sido possível é outro assunto que não me cabe a mim agora comentar.

 

Em segundo lugar uma palavra para os atletas que foram simplesmente fantásticos. Imaginar numa só Olimpiada a presença de um tipo com o nome Michael Phelps e as suas oito medalhas de ouro na natação (a acabar com um recorde de Mark Spitz que durava desde 1972), e um tipo com o nome Usain Bolt e as suas três de medalhas de ouro nas três maiores provas de velocidade do atletismo (coisa que já não acontecia desde esse monstro olimpico que dá pelo nome de Carl Lewis), não estaria na melhor expectativa de qualquer amante do desporto. Para além disso tivemos novo recorde do mundo para o Sergei Bubka versão feminina no salto à vara, a russa Yelena Isinbayeva. Pena foi aquele segundo lugar da Blanka Vlasic, mas entre tanta coisa boa, isso tratou-se de um pormenor de menor importância.

 

Nas medalhas os chineses venceram no ouro e os norte-americanos no número total, os russos ficaram abaixo do esperado e os britânicos tiveram a sua melhor prestação dos últimos tempos. De resto, a minha opinião sobre o assunto já foi expressa em post anterior, pelo que não me vou alagar muito sobre o assunto, no entanto queria deixar aqui dois pontos sobre as modalidades que constituem os jogos. O primeiro ponto sobre a boa nova de que o softball e o baseball já não farão parte do quadro dos jogos olimpicos de Londres, o que mais do que se justifica, e o segundo ponto para dizer que se o voleibol de praia se justifica enquanto desporto olimpico, também o futebol de praia se justificaria.

 

Em último lugar uma referência para a participação portuguesa. Para mim existiram duas atletas que não atingiram certamente o seu potencial. Uma foi a Telma Monteiro, que apesar de tudo não era uma candidata certa às medalhas ao contrário do que certa comunicação social fazia parecer. A segunda foi Naide Gomes, que é a grande desilusão dos jogos (e ela, mais do que ninguém deve estar desiludida com ela própria) por não ter conseguido sequer chegar à final do salto em comprimento - é certo que aquelas coisas acontecem, e eu não estou aqui a culpar a atleta, mas para a Naide era certo (basta olhar para o salto da atleta que ganhou o ouro) que se fizesse um salto ao seu nível trazia uma medalha para casa. Mas assim aconteceu e não há volta a dar à coisa. Quanto às declarações de alguns atletas e a polémica gerada, acho que foi manifestamente exagerada, e que muitos dos atletas foram sem razão condenados nessa praça tão injusta que é a da opinião pública.

 

Mas existem dois atletas que ficam para sempre ligados à história destes jogos e que, por motivo da sua idade, ainda poderão ficar na história de jogos vindouros, são eles Nélson Évora, que voou de forma magistral para o ouro e somou ao titulo de campeão do mundo o titulo de campeão olimpico, demonstrando que nestas coisas não é só a sorte que conta. E Vanessa Fernandes, que com uma tenacidade fantástica ganhou "só" a prata, situação que esperemos que corrija já em Londres 2012.

 

Daqui a quatro anos teremos mais...

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publicado por Jorge A. às 19:47
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Sábado, 23 de Agosto de 2008

Blanka Vlasic

Prata nos jogos olimpicos de Pequim. O ouro nem sempre premeia as melhores.

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publicado por Jorge A. às 16:03
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Medalhas

Os sites noticiosos norte-americanos preferem fazer a contagem das medalhas com base no número total de medalhas conquistadas (ouro, prata e bronze), o que não será alheio ao facto dos norte-americanos liderarem nessa mesma contagem. Já a contagem no site oficial do evento (bem como nos jornais britânicos, espanhóis e italianos) é ordenada com base no número total de medalhas de ouro. É, no minimo, engraçado que num dos países do mundo onde se atribui tanto valor aos vencedores, façam de conta que duas medalhas de bronze tenham mais importância que uma de ouro.

 

Contudo, é indesmentível que os americanos continuam a ser a maior potência mundial do desporto e para sabermos isso, se quiserem, podemos ficar pelas medalhas de ouro. Onde é que os chineses e os americanos ganharam as suas medalhas de ouro? Ora, nós sabemos facilmente quem são os campeões do mergulho, do badminton, do ténis de mesa e do levantamento do peso. Mas por falar em peso, qual a importância destas modalidades face, sei lá, à natação? Claro, não me vou esquecer da terceira modalidade mais importante do evento, a ginástica artistica, onde os chineses levaram vantagem, mas onde os americanos ficaram imediatamente na posição seguinte do pódio. E o que dizer da modalidade superior dos jogos, o atletismo? Os chineses, salvo erro, não terão oportunidade de ouvir o seu hino entoado no "ninho de pássaro", onde até a nós portugueses foi dada essa oportunidade. E depois podiamos também pensar nas modalidades mais importantes de equipa, como o voleibol, o futebol, o basquetebol e o andebol e verificar a diferença de prestação entre chineses e norte-americanos.

publicado por Jorge A. às 14:32
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Nélson Sevilha

Por 5 Milhões? Levem-no imediamente. Parece que o Bétis não aprendeu nada com a contratação do Ricardo. Este Nélson também é de ouro, se me permitem.

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publicado por Jorge A. às 00:11
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Uma Medalha para o Maradona *

Marco Fortes, um bom homem bom, injustamente encurralado na insegurança de um país habituado à mediocridade

Por afirmar o óbvio.

 

* que tem andado particularmente agitado a apoiar o Di Maria no caminho à medalha de ouro nos jogos olimpicos de Pequim

publicado por Jorge A. às 02:10
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Esperem para ver

But you know, the truth is that my education was a pretty standard, liberal arts education. So I was exposed to thinkers on the left. At the same time, I was reading Milton Friedman and Friedrich Hayek, and I was growing up when Ronald Reagan was ascendant. So the political culture of my formative years was much more conservative.

It partly explains why, if you look at not just my politics, but also I think who I am as a person—in some ways, I’m pretty culturally conservative. I was always suspicious of dogma, and the excesses of the left and the right. One of my greatest criticisms of the Republican Party over the last 20 years is that it’s not particularly conservative.

Barack Obama, na Time (via Julian Sanchez)

 

Por muito que algumas ideias de Obama não sejam particularmente (nada) interessantes, acompanhar a campanha norte-americana tem-me convencido que o partido republicano, incluindo John McCain, continua convencido que a mentira e as narrativas fantasiosas devem ser a prática reinante na politica norte-americana e por conseguinte na politica mundial. Ao nível das ideias politicas Obama está mais afastado de mim do que McCain, mas ao nivel da forma de realizar politica, Obama está muito mais próximo daquilo que idealizo. Até certo ponto, o que interessa aqui é se o fim (a eleição de um candidato com ideias próximas da minha) justifica os meios (a mentira, o recurso ao medo e a anúncios sem substância altamente demagógicos). No fim, parece-me que o partido republicano não aprendeu nada com o que foi a má gestão politica de Bush e o quanto este prejudicou, e desvirtuou, um movimento de direita predominante na América vindo desde a presidência de Reagan.

 

Eleger John McCain, por muito que a retórica do pequeno governo, do conservadorismo fiscal e da responsabilidade individual sobressaia na campanha deste, pode significar um duro golpe para essas mesmas ideias. Essas ideias não sobreviverão a outro governo republicano cuja base de fazer politica assente nos mesmos principios de Bush. Coisas como o combate ao aquecimento global (curiosamente, suportado por McCain) e um sistema de saúde público, temas tradicionalmente da esquerda, têm hoje muito mais aceitação do que tinham antes de Bush assumir poder. A tal facto não é alheia a popularidade de G.W.B. e os erros por este cometido. Se a retórica esquerdista de Obama assusta alguns no ano de 2008, esperem para ver a retórica do Obama (Clinton?) 2012 caso um Bush-Alike assuma agora o poder.

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publicado por Jorge A. às 01:11
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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

De Muitos, Um

publicado por Jorge A. às 22:37
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Desilusão

Nélson Évora, à boa moda da maioria dos atletas olimpicos portugueses, não conseguiu bater o seu recorde nacional de 17,74 metros. Quedou-se pelos 17,67 metros. Uma pena.

publicado por Jorge A. às 15:37
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Low-Cost?

Hoje, na TVI, um jornalista reportava em directo de Madrid sobre o trágico acidente que envolveu um avião da Spanair. Dizia ele que a companhia de "low-cost" passava por dificuldades financeiras e andava numa fase de redução ainda mais acentuada de custos, nomeadamente com possíveis despedimentos de funcionários.

 

Ora, alguém devia notar ao jornalista em causa que, apesar de a situação da companhia ser exactamente a por ele citada, não se trata de uma companhia aérea de low-cost. A ele e à jornalista do IHT que afirma que a "Spanair is a troubled low-cost carrier owned by SAS, Scandinavian Airlines System".

 

Não, a Spanair não é low-cost, bem pelo contrário, tem é sofrido financeiramente com a concorrência das low-cost, e faz parte inclusive da star alliance onde conta com a parceria da portuguesa TAP.

 

Quanto muito está, como aqui se diz no primeiro comentário, operando como se de uma companhia de low-cost se tratasse.

publicado por Jorge A. às 00:59
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Noticias de Hollywood

Já vi o Hellboy II: The Golden Army, gostei, mas depois do The Dark Knight, dentro do género, tudo agora sabe a pouco. Aproveitei também para ver o filme espanhol [Rec], nunca gostei do The Blair Witch Project e aqui nada mais é feito do que copiar a receita deste último. Escusado será dizer que não gostei, mas a coisa tem o seu público, não por acaso os americanos preparam já o remake. O que ainda não vi, mas conto ver rapidamente, mesmo porque a opinião de quem já o viu tem sido extremamente favorável, é o Wall-E.

 

Entretanto, uma guerra judicial entre a Warnes Bros e a 20th Century Fox pode vir a ter efeito sobre o pessoalmente muito aguardado Watchmen. Enquanto um dos meus jogos favoritos, o Max Payne, terá direito a adaptação cinematográfica (com a fantástica Mila Kunis no papel de Mona Sax).

 

O Oliver Stone estará de volta naquele que deverá facilmente vir a tornar-se um sucesso de bilheteira, com W. (um filme sobre a vida de um politico não muito apreciado por alguns lados, segundo consta).

 

Para terminar, dizer que tenho algumas esperanças de gostar disto e não tenho as minimas dúvidas de que vou gostar disto (quanto mais não seja pela presença da Silken Floss).Por falar em Silken Floss e na actriz que a desempenha, Woody Allen no seu melhor?

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publicado por Jorge A. às 00:04
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

O Discurso e a Prática

O Bom (em 07.08.08):

O êxito na preparação de Portugal para os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 está na base da decisão do governo de manter os moldes do apoio para Londres 2012 e Jogos de 2016, admitiu hoje em Pequim o Ministro da Presidência.
"É com certeza um modelo para continuar. Temos de aprender com esta experiência que construímos ao longo destes últimos anos e, por isso, teremos também um modelo semelhante nos próximos Jogos Olímpicos", disse Pedro Silva Pereira.

O Mau (treze dias passados): 

Vicente Moura considerou hoje que para Portugal ganhar as medalhas desejadas nos Jogos Olímpicos é necessário rever todo o sistema desportivo do país, pois entende que a acção única do Comité Olímpico de Portugal é manifestamente insuficiente.

E o Vilão (quem é que cometeu os erros, mesmo?):

"A Comunicação Social cometeu alguns erros nas últimas 24 horas que estão a ter alguns efeitos dentro da equipa. Portanto, agradeço que se cinjam à situação da Naide neste dia. Haverá tempo para outro tipo de balanços", disse.
publicado por Jorge A. às 18:54
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Private and Community Affair

U.S. Funding of Olympic Athletes a Private and Community Affair

America's Olympic effort is coordinated by the United States Olympic Committee (USOC), headquartered in Colorado Springs, Colorado. Unlike most national Olympic committees, USOC receives no continuous federal government subsidy, relying instead on corporate and individual contributions and on the proceeds of its direct marketing program.

Escusado será dizer que nesta matéria, como em tantas outras coisas, os Estados Unidos são um óasis no meio do deserto. A grande maioria dos países aposta no atleta-funcionário-público.

 

publicado por Jorge A. às 22:53
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Money Matters

Mesmo representando o maior investimento público de sempre numa delegação nacional, a Austrália investe 33 vez mais dinheiro do que Portugal. Eles têm 35 medalhas, Portugal tem uma. Estas coi$as contam.

Pedro Sales (via Arrastão)

publicado por Jorge A. às 22:49
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Tendão de Aquiles

 

China was caught with its gigantic investment in Liu. Tickets for Thursday's hurdles final were going at 10 or 20 times the original price. That final will take place as scheduled, but the market price has fallen a trifle. Welcome to the capitalism of scalping. More important, China is left without the athlete who was expected to take on the world.

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publicado por Jorge A. às 00:11
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Life would be boring

 

"I will do it. I just have 12 more to go. Life would be boring without records to break so I want to continue on forever."

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publicado por Jorge A. às 00:00
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Size Matters

População da Austrália: pouco mais de 20 milhões de pessoas. É o terceiro país com mais medalhas nos jogos até ao momento e o quarto no número de medalhas de ouro. Tem duas vezes o número de habitantes de Portugal, tem trinta e três vezes o nosso número de medalhas. Tem sessenta e seis vezes menos população que a China, mas alcançou até ao momento metade das medalhas desta. Relativamente falando, há muito que está encontrado o país campeão do desporto.

publicado por Jorge A. às 17:20
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Atingir os Mínimos

Depois de ter ficado ontem acordado pela madrugada fora a assitir à prova de Vanessa Fernandes posso dizer que hoje, recorrendo às palavras de ilustre atleta olimpico português, só estava bem era na caminha...

publicado por Jorge A. às 14:37
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Das promessas que se cumprem

 
Não ouvimos o hino, mas fica a prata e a entrada de Portugal no quadro das medalhas nestes jogos de Pequim. 
publicado por Jorge A. às 05:00
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Domingo, 17 de Agosto de 2008

Visa Gold

A campanha publicitária da VISA referente aos jogos olimpicos de Pequim não é só boa, é muito simplesmente espectacular. E gerou coisinhas como estas:

 

publicado por Jorge A. às 19:53
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As cultural exchanges go

She describes an evocative episode in 1642, when a Dutch ship is greeted by canoes off New Zealand, and the two sides, after fruitlessly calling to each other in their own languages, resort to music—a series of trumpet calls, first one and then the other, until darkness falls. Sadly there was death in the morning, but as cultural exchanges go, it did not start too badly.

Na Economist, sobre o livro com o titulo sugestivo Come on Shore and We Will Kill and Eat You All: A New Zealand Story, de Christina Thompson.

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publicado por Jorge A. às 16:55
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Vitória Russa?

Quando o conflito no cáucaso parece prestes a estabilizar, vale a pena ler a análise de Michael Waltzer sobre a possibilidade daquilo que foi uma derrota para os Estados Unidos e para a União Europeia não se transformar numa vitória para os russos. Isto porque:

The most heartening moment in the last week was the arrival in Tbilisi on Tuesday of the presidents of Latvia, Lithuania, Estonia, Ukraine, and Poland to stand in solidarity with Saakashvili. They are not ready to accept the reassertion of an old-fashioned Russian “sphere of influence.” And their public presence and resistance are more important than any American or European statements.

Não por acaso surgem coisas como esta: Ukraine offers satellite defence co-operation with Europe and US

publicado por Jorge A. às 16:41
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Diz que é uma espécie de Abramovic

Vieira disposto a investir ainda mais 

Luís Filipe Vieira está disposto a investir ainda mais dinheiro da sua fortuna pessoal na recuperação desportiva do Benfica. O líder das águias, aliás, segundo apurou o CM, quer mesmo conquistar um título antes de acabar o mandato (Outubro de 2009) .
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publicado por Jorge A. às 16:38
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