Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

30
Jul08

Muito provavelmente, a srª ministra também só recorre a piscinas públicas

Jorge A.

Ministra da Saúde defende legislação para aumentar segurança das piscinas particulares

A ministra da Saúde, Ana Jorge, defendeu hoje que seja criada uma legislação que regulamente a construção e utilização de piscinas em casas particulares, contribuindo, assim, para a redução do número de mortes de crianças por afogamento. Em Portugal, morrem em média, por ano, 28 crianças em piscinas privadas.

Se me é permitido uma sugestão, recomendo a obrigatoriedade de nadador salvador em todas as piscinas privadas. Esta zona, por exemplo, e até nova regulamentação saida da cabeça da sapiente doutora ministra entrar em vigor, devia ser imediatamente vedada por perigo público. A propósito, aconselho a leitura deste post do António de Almeida.

29
Jul08

Amor à Camisola II

Jorge A.

Petit confirma "convite irrecusável" do Colónia

Numa mensagem divulgada no site do clube de Lisboa, Petit, que vestiu a camisola "encarnada" durante seis anos, tendo realizado 207 jogos e apontado oito golos, agradeceu o apoio dos adeptos, manifestou confiança no regresso do Benfica "ao seu lugar de direito" e enalteceu a "compreensão" dos responsáveis do clube ao permitirem a sua saída a custo zero.

Com um director desportivo que não o Rui Costa teria isto acontecido? Na prática o Benfica deu um prémio ao Petit por este sair, ao prescindir de uma verba para a transferência (sendo que metade dessa verba iria direitinha para os cofres do Bessa), permitiu ao Colónia oferecer um salário mais elevado  - o contrato da vida do jogador, nas palavras do próprio. Fico feliz pelo Petit e desejo boa sorte ao Rui Costa.

27
Jul08

Amor à Camisola

Jorge A.

João Moutinho revelou a sua vontade de sair do Sporting, o clube quer manté-lo, pelo menos enquanto os montantes em causa para a transferência não subirem ao que o clube pretende (o que separa o Moutinho e o Sporting afinal não é grande coisa, é tudo uma questão de dinheiro). As criticas à atitude de Mourinho multiplicam-se, um pouco à semelhança do que também acontece com a atitude de Cristiano Ronaldo.

 

Enquanto nenhum dos jogadores em causa rasgar o contrato que os une aos respectivos clubes, não vejo onde esteja o mal. Amor à camisola? Pois sim. O que o Moutinho tem é amor a si próprio antes de qualquer coisa - e entre a opção de manter-se no clube actual ou ir multiplicar o seu salário sabe-se lá por quanto, acho que o jogador faz muito bem em pressionar a entidade empregadora para deixá-lo ir.

 

Ao mesmo tempo, os mesmos que tanto esperam amor à camisola por parte do Moutinho, não o devem esperar por parte do Stoijkovic, guarda-redes com contrato com o Sporting, mas que por ser um activo menos valioso, tem outro tipo de tratamento.

 

Agora o que eu gostava de saber é quantos adeptos que transbordam de amor à camisola, contrariamente aos Moutinhos e Ronaldos deste mundo, não trocavam o amor à camisola por mais 100.000€ por mês na conta do banco.

27
Jul08

Mash-Up

Jorge A.
"Surely one of the most awesome, flagrant, and work-intensive copyright violations we've ever seen." New York Magazine

 

A propósito deste post do Gabriel Silva e dos comentários gerados, lembrei-me disto. O artista da música que acompanha o video (feito por um fan) é um tipo que dá pelo nome de Girl Talk. O seu álbum pode ser obtido, disponibilizado pelo mesmo e muito à la Radiohead (dê quanto quiser), aqui. Já agora, e tal como recomendado pelo Gabriel Silva, podem ir ler este post do Miguel Caetano e assinar a petição caso seja essa a vossa vontade.

26
Jul08

The Dark Knight (III)

Jorge A.

O The Dark Knight é um grande filme? Não tenho grandes dúvidas. Ao sair da sala onde o filme havia sido projectado e o  genérico final ainda corria, sentia aquela rara satisfação de felicidade por saber que havia visto uma coisa bela e que justifica em pleno o rótulo de sétima arte para aquilo a que se designou chamar cinema.

 

O filme demora a aquecer - posso ter sido afectado por ter visionado antecipadamente os primeiros cinco minutos do filme onde o Joker faz a sua primeira aparição - mas durante a primeira hora de rodagem, e salvo ocasionais aparições do Joker, a coisa não vai muito além do habitual.

 

Mas depois compreende-se. Nolan tinha de enquadrar a história e perdeu o tempo inicial a fazê-lo. Por vezes, no enquadramento, perde-se na complexidade de tudo o que pretende retratar e dá pulos na acção injustificados (por exemplo a sequência final da festa de Bruce Wayne em honra de Harvey Dent não explica como é que o Joker abandona a festa), mas logo de seguida reencontra-se e devolve-nos toda a magia deste The Dark Knight.

 

O filme é longo, mas tem a fascinante proeza de manter a acção em permanente climax durante toda a sua hora e meia final. Nesse climax, tanto é-nos apresentada algumas das melhores sequências de acções da história do cinema, como das melhores cenas de representação dos últimos tempos. Para isso muito contribui o Joker e o actor que o protagoniza, Heath Ledger, que merece toda a atenção que tem recebido por parte da critica e do público - todas as cenas do Joker enquanto prisioneiro são uma delicia para qualquer verdadeiro amante de cinema (e não, a sua morte pode ter garantido uma aura especial a este papel, mas todos os elogios são poucos para uma representação tão bem conseguida). O Joker não só assusta como, sem nunca ser cómico, ou reformulando, sem nunca tentar ser cómico, provoca o sorriso fácil (a sua cena a sair do hospital que acaba de detonar é magnifica, ou a cena inicial do truque do lápis, etc...).

 

Entre as cenas de acção, o suspense, o dramatismo e o romance, fica também a análise filosófica a que o realizador se propõe. A caracterização do Joker como um bandido cujas acções não carecem de justificação, nem aparentam tê-la. A visão anárquica de sociedade do Joker e os seus objectivos, da criação do caos para fazer sobressair nas pessoas os seus receios e por essa via forçá-las a tornarem-se um pouco como ele próprio se vê. A tentativa de equivalência entre o que o Joker e o Batman representam, mas ficando claro desde o principio o que os distingue. E é a linha que os distingue, que Batman nunca atravessa (embora o próprio Batman compreenda que alguns limites têm de ser quebrados e ele quebra-os para lutar contra um grande mal), que será transposta por Harvey Dent - o Two-Face surge assim não apenas como um personagem com mero delirio psicológico, de alternância entre dois estados de espirito distintos, mas sim como uma metáfora de como é curta a distância entre o que distingue o herói do vilão.

 

Mais havia a dizer, outras analogias se poderiam traçar, nomeadamente com o onze de Setembro de 2001, a América actual, a paranóia de vigilância que varre a nossa sociedade, e em como o filme tenta incorporar isso tudo na sua mensagem.

 

Mas no fim, é um filme sobre os heróis que queremos e sobre os heróis que efectivamente temos. Sobre os heróis que imaginamos existir e sobre os heróis que sem imaginarmos, existem. E sobre os dilemas morais que afectam aqueles cujos opositores não revelam reger-se pelo mesmo código moral. Sobre a solidão e responsabilidade que advém da posse de um grande poder. Sobre as escolhas que se fazem e as consequências que se acarretam.

 

Vale a pena.

26
Jul08

The Dark Knight (II)

Jorge A.

Sobre o IMDB: o filme merece estar no primeiro lugar? Na minha opinião muito sincera não. Mas na minha opinião o Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain levou com nota 1 e no entanto aparece na 42º posição do ranking. Já me viram queixar da falta de credibilidade do mesmo? Não. E o Stalker? Como é que é possível aquilo aparecer no top 250? E no entanto aparece na 225º posição do ranking. Já me viram queixar da falta de credibilidade do mesmo? Não.

 

Por outro lado, dos poucos 10 que atribui a um filme, um foi para o The Virgin Suicides e o outro para o 28 Days Later. Nenhum dos dois consta sequer no top 250 do IMDB. Já me viram queixar da falta de credibilidade do mesmo? Não. Eu dei um 9, reparem bem, a um filme que tem de média arredondada 6 (não revelo o filme para também eu não perder a credibilidade). Já me viram queixar da falta de credibilidade do mesmo? Não.

 

E como é que se justifica os 0,5 pontos de distância que separam o magistral Apocalypse Now na 36ª posição do The Godfather na 3ª posição? A credibilidade não era posta em causa só por isso? E a constante troca de posição entre o The Shawshank Redemption e o The Godfather pelo primeiro lugar desde que eu conheço o IMDB, como é que se explica isso? Gostava sinceramente de ver uma critica bem fundamentada a explicar o porquê do The Shawshank Redemption merecer todo esse mérito.

 

O ranking do IMDB é um agregador de opiniões, sujeito a variadas limitações para análise, mas nem por isso deixa de ser credível - nomeadamente no que toca a garantir boas pontuações para bons filmes, e más pontuações para maus filmes. Sendo um agregador de opiniões, e sendo cada opinião em si subjectiva, o resultado final é tão subjectivo quanto cada uma das parcelas que o componhem. Não façamos do ranking do IMDB aquilo que ele não é, um instrumento de valorização absoluta do que é bom e do que é mau, mas também não procuremos reduzi-lo a um simples indicador de duvidosa credibilidade porque, e esta é a maravilha da coisa, de repente um filme como o The Dark Knight surgiu no primeiro lugar do seu ranking.

 

O status quo é de facto uma coisa lixada, especialmente quando é posto em causa.

Pág. 1/7

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

  •  
  • Outras Casas

  •  
  • Blogs

  •  
  • Em Inglês

  •  
  • Think Tank

  •  
  • Informação

  •  
  • Magazines

  •  
  • Desporto

  •  
  • Audiovisual

  •  
  • Ferramentas

    Arquivo

    1. 2010
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2009
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2008
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2007
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2006
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D