Sábado, 5 de Abril de 2008

Godzilla

Decididamente não sou adepto de filmes que procurem captar a acção do ponto de vista de um video amador. O objectivo é fazer-nos sentir dentro da acção, permitindo que sem que muito seja revelado o espectador prenda-se ao filme e tenha receio pelos personagens e os acontecimentos que vão sendo revelados parcialmente pela suposta câmara nas mãos de um tipo comum a quem simplesmente aconteceu estar ali, naquele lugar, aquela hora  - câmara essa que mesmo perante os acontecimentos mais assustadores e inacreditáveis nunca largou.

 

A introdução da história de amor é de uma vulgaridade banal que em nada ajuda ao filme (e nunca poderia ajudar com personagens tão mal elaboradas)  - e o tipo irritante que leva a câmara nas mãos é de uma estupidez tremenda (o que eu quero dizer é que nenhum personagem funciona...).

 

Cloverfield não é mais do que uma mistura entre The Blair Witch Project e Godzilla, e nesse aspecto, também por aí nada de especial acrescenta. Os próprios efeitos especiais, em pleno século XXI e com uma história que permitia o uso e abuso dos mesmos, não se revelam nada de especial (mesmo porque o objectivo do realizador sempre foi revelar pouco e manter a acção na penumbra). O suspense (o ponto chave com o qual o realizador tenta jogar), bem, se acham que este filme tem suspense o coitado do Hitchcock deve estar a dar voltas na tumba.

 

O pior é que se as filmagens são de aparência amadora deviam ficar-se por aí. Mas para infelicidade minha, perdi cerca de 80 minutos do meu tempo a ver um filme cujo amadorismo não se ficou pela aparência. O realizador Matt Reeves, que incluí no curriculum outros sucessos como The Pallbearer ou Future Shock, por mim bem pode dedicar-se a outra carreira.

 

Alguém que pegue no conceito da história, arranje um orçamento digno e entregue o projecto a um realizador como o Michael Bay e depois falamos.

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publicado por Jorge A. às 01:37
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Pequenino

The Little Man Who Started These Great Wars
Napoleon’s Grand Army lost 370,000 men to death and another 200,000 to Russian captivity. When Bonaparte returned to Paris, a military bulletin cheerfully announced: “The Emperor’s health has never been better.” That was true enough, and Napoleon blithely began to rebuild his armies for the next campaign. Napoleon once said, “A man like me does not give a damn about the lives of a million men.” For a million people, however, the romance of the emperor’s adventures led simply to death.
The careful attention Napoleon paid to image-building is highlighted throughout Mr. Dwyer’s account, and will strike many readers as quite modern. It begins with the Battle of Arcola near Verona in November 1796, when Napoleon’s forces finally succeeded in crossing a bridge and taking the small village on the other side. Napoleon used this minor victory to help him win a reputation as a hero of the French Republic, immortalized by the painter Antoine-Jean Gros.
He would continually help construct his own image; “for him the truth never got in the way of a good story,” Mr. Dwyer writes. That story was of the military man who alone could save France.
The sections of “Napoleon” on the expedition to Egypt, with a good number of scientists along for the ride; on Napoleon’s fantasies of conquering India, and on the debacle in Syria — portrayed by Bonaparte as a glorious victory — are compelling (and perhaps may encourage some readers to make comparisons with a more recent invasion of a Middle Eastern state by a Western power).
Napoleão pode ter sido um bom general, mas acima de tudo era muito bom na arte da propaganda. Por muito que a visão predominantemente associada a Napoleão seja a sua capacidade enquanto general no campo de batalha, tenho presente na memória as guerras e os milhões de mortos que o homem provocou com os seus desejos megalómanos. Abomino Napoleão  e confesso todo o meu desprezo por todos os pequenos ditadores que povoaram o mundo. A única nota de ironia no meio de todo o mito que envolve Napoleão é a de que ele, um mestre na propaganda, ficará para toda a posterioridade visto como um tipo mais baixo do que o normal, facto mil vezes repetido pela propaganda inglesa da altura, e que ao que parece não corresponde à realidade dos factos. A história vive de fábulas, mais do que imaginamos...
publicado por Jorge A. às 23:37
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Dos Projectos que Marcam

Comunicado Atlântico
A direcção editorial da revista Atlântico decidiu suspender a sua publicação, depois de ter constatado a impossibilidade de garantir os investimentos em publicidade necessários. [...] Convictos de que um projecto como o da Atlântico faz cada vez mais sentido, propõe-se a actual direcção editorial prosseguir todos os esforços para relançar a revista. Voltaremos.
Que se cumpra a promessa e voltem depressa.
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publicado por Jorge A. às 21:49
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Eu hoje deitei-me assim...

Brad Pitt

 

...a Bomba fez cinco anos...

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publicado por Jorge A. às 02:17
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F**king Obama

Depois disto e disto, isto:

 

 

Via: Jonasnuts

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publicado por Jorge A. às 02:15
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

A Very Convenient Truth

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publicado por Jorge A. às 00:13
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Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Indemnização Compensatória

Governo: fim da publicidade na RTP penalizará os contribuintes até 60 milhões de euros por ano

 

Diria mais, a simples existência da estação pública já prejudica todos os portugueses (o todos é exagerado, já que há sempre quem beneficie da coisa). Mas a pergunta que se coloca é: no quê que a RTP é diferente das outras? Quais os conteúdos que a RTP oferece que não podiam/são oferecidos por um operador privado?

publicado por Jorge A. às 23:36
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Terça-feira, 1 de Abril de 2008

Rome II

 

Já está vista toda a primeira temporada de Roma. Em primeiro lugar convém explicar que apesar de ter um particular interesse pelo período histórico da roma antiga, o meu conhecimento detalhado dos acontecimentos da época é, no minimo, medíocre. Mesmo assim facilmente foi-me perceptível que também para os guionistas de Roma a fidelidade aos acontecimentos tais como constam nos livros de história foram ligeiramente ignorados. A esse propósito refira-se, por exemplo, o não aparecimento de Cleópatra em Roma antes da morte de César. Mas não encarem isto como uma critica, como qualquer série/filme deste género, os guionistas são obrigados a tomar decisões e existem certamente secções históricas turvas que permitem que as lacunas sejam preenchidas como muito bem entendermos. A série retrata Júlio César como um epiléptico, tal não está provado. A série retrata Cesário como nascido de uma noite de sexo entre Cleópatra e um soldado romano, tal não é certo, mas também não é certo que Cesário fosse filho efectivo de César. Tendo em consideração estas mini adulterações da história em perspectiva, continuemos...

 

Uma das fantásticas realizações desta série é conseguir representar o período romano como até aqui nenhum outro filme da época havia feito. A sociedade romana, pelo menos tal como a imagino, está alí representada no seu esplendor. A preponderância da violência, do sexo, do poder que por sua vez está intrinsecamente associado à corrupção. A Roma dos jogos de poder, das intrigas,  onde as mulheres, não governando, governam. Curisosamente, nesse aspecto, deverá ter sido curioso para tantas daquelas mulheres romanas terem sido copiosamente ultrupassadas por uma estrangeira: Cleópatra.

 

Mas onde a série atinge o estatuto que lhe permite transformar-se em algo maior do que uma mera tentativa de representação histórica dos acontecimento da época, mil vezes retratados pela sétima arte, é na introdução dos personagens Lucius Vorenus e Titus Pullo. É aos olhos destes dois, que assumem o papel de personagens principais, que os acontecimentos históricos irão-se desenvolver. Na prática, Vorenus e Pullo assumem-se como o Forrest Gump dos principais acontecimentos romanos. Claro que nisso, os dois são um exagero criativo dos guionistas para relatar a história, mas não deixa de ser um exagero criativo muito bem elaborado.

 

De certa forma, no final da primeira série todos sabemos que Júlio César é assassinado muito antes de tal acontecer. Mas ninguém sabe qual o destino traçado a Vorenus e à sua esposa Niobe, nem a Pullo e à sua bela Eirene.

 

PS: a batalha na arena que transforma Vorenus e Pullo em heróis aos olhos do povo, julgo que no penúltimo episódio da primeira temporada, não deixa nada a perder em relação às melhores batalhas de Gladiator.

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publicado por Jorge A. às 23:56
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O Imperador

The attacking triumverate of Ronaldo, Wayne Rooney and Carlos Tevez will always provide a threat, but a major development has been Rio Ferdinand's new-found maturity. He was imperious in Rome, marshalling United's defence when the home side threatened a goal and even after Nemanja Vidic was carried off. But it is Ronaldo, with the shadow of 1968's European Cup talisman George Best accompanying him, who represents United's greatest hope of winning the famous trophy for the third time. And for those who had doubts over his European pedigree when they entered the Stadio Olimpico, they could banish them when it was time to leave.
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publicado por Jorge A. às 23:16
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