Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Cimeira UE-África

Uns quantos ditadores africanos vieram a Lisboa passear vaidades e fazer propaganda. O governo português fica extremamente satisfeito porque obteve mais um registo para pôr no curriculum da presidência da UE. Uma cimeira com África que já não se fazia desde a última presidência portuguesa em 2000, essa feita em território africano no Cairo. Como todos se devem recordar, um autêntico sucesso. O objectivo da cimeira, como convém, não passa de uma coisa vaga como reabrir o diálogo entre a europa e a áfrica. De concreto, de palpável? Pouco ou nada, excepto os gastos para a realização de tão magnânime espectáculo. No fim, objectivo cumprido, cada um pode seguir a sua vida. Os africanos tratam dos problemas deles que nós tratamos dos nossos. Very nice, very good, keep on moving, men! Da crise no Darfur? Bem, a cimeira não tem tabus e todos os assuntos estão em cima da mesa, mas calma... ok... porque isto afinal, tal como põe as coisas o nosso primeiro, trata-se de uma coisa "entre iguais". Até podemos discordar, mas nada de pôr em causa a legitimidade de um Omar al-Bashir, de um Muammar Kadhafi ou de um Robert Mugabe de liderarem os seus países em completo desrespeito pelas liberdades e garantias do povo - é tão óbvia a razão porque não se recebe o Dalai Lama, como é óbvia a razão porque se recebe o Mugabe e amigos. Quanto a mim, que se f*da a real politik, se é que o leitor me perdoa o desabafo...

De resto e para concluir, gostaria de deixar um breve apontamento entre a comparação entre a cimeira UE-África e a cimeira Ibero-Americana. É óbvio que os lideres africanos ainda tem muito que ensinar aos lideres sul-americanos sobre governos ditatoriais, mas sobre palhaçada e entretenimento deixam muito a desejar quando comparados com Chávez (nem Kadhafi, o big entretainer da cimeira chegou sequer aos pés do lider venezuelano). Não houve um momento "porque não te calas?" nesta cimeira - o que só lhe retira valor - e assim não vale a pena.
publicado por Jorge A. às 03:06
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Outros Protagonistas, Mesmo Discurso

Na cimeira da Universidade de Lisboa a star figure Muammar Kadhafi exigiu uma indemnização dos países "colonizadores" aos paises "colonizados". Ao que parece, nas palavras de Kadhafi, a existência de colonizadores e colonizados poderia levar a actos de terrorismo, afirmando em jeito de ameaça que "hoje os fracos também conseguem-se vingar". Kadhafi fala por experiência própria, ou não tenha sido a Libia a patrocinar o atentado ao avião da companhia norte-americana da Pan Am em 1988.

Mas Muammar Kadhafi devia começar a reformular o discurso - bem sei, deve ser complicado a um líder que está desde 1969 no poder manter-se actualizado com todos os avanços no mundo - mas o discurso dos "colonizadores" versus "colonizados" já não pega. Devia, sei lá, ir aprender alguma coisa com a malta de Bali (não haveria melhor lugar para uma cimeira sobre alterações climáticas?). Por lá, o discurso já sofreu uma variação de forma a abordar a questão actual mais pertinente. Segundo consta "centenas de pessoas manifestaram-se hoje em Bali para insistir na “dívida” dos países ricos, largamente responsáveis pelas alterações climáticas, para com os países pobres."

publicado por Jorge A. às 00:23
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Sábado, 8 de Dezembro de 2007

O Ano em Revista (Desporto)

O ano de 2007 aproxima-se a passos largos do seu fim, tempo para começarem os balanços. A minha expectativa é fazer 4 posts distintos, cada um revelado a cada sábado, e focando diferentes categorias: desporto; politica e sociedade; cinema e música; pessoal. Este é então o primeiro de uma série de quatro.

No campo do desporto o ano abriu com a vitória esperada de Roger Federer e a inesperada de Serena Williams no Australian Open em ténis. Se no caso do primeiro foi o iniciar de mais um ano em grande que só pecou pela não conquista de Roland Garros, no caso da segunda a vitória foi de circunstância. Foi a circunstância de Justine Henin ter estado ausente da Austrália para tratar do processo que lhe eliminou o Hardenne do nome. Henin divorciou-se, reconciliou-se com a sua familia, e teve um ano de dominio absoluto da modalidade. Roger Federer, ainda não o disse, mas digo-o agora, é o atleta do ano que vai terminar.

No automobilismo da época pós-Schumi, quando tudo apontava para um dominio de Fernando Alonso na fórmula 1, eis quando aparece um tipo chamado Lewis Hamilton que veio fazer frente ao espanholito. Depois quando tudo apontava para um dominio da McLaren sobre a Ferrari, eis que surge um processo judicial da segunda sobre a primeira por espionagem industrial, entra-se num processo pré-depressivo e auto-destrutivo mútuo entre os pilotos da McLaren, e é um tal de Kimi Raikonnen a correr num dos carros do cavalinho rampante que ganha o mundial de pilotos na última prova da temporada - inesperado, mas definitavamente merecido.

No golfe Tiger Woods fez uma temporada brilhante - e só ele pode rivalizar com Federer pelo titulo de melhor desportista do ano, como já vai sendo habitual. Muito justa aquela vitória no último grand slam da época, o PGA Championship, isto após ter terminado dois dos outros três grand slams em segundo.

O râguebi também deu cartas com o campeonato do mundo onde a selecção portuguesa esteve presente. Sinceramente não sou fã da modalidade, e achei a prestação portuguesa mediocre. Dizem-me que havia que aplaudir os nossos jogadores porque são amadores e foi uma proeza a sua simples presença, os resultados não eram importantes. Ora bolas, no mesmo país há quem assobie a selecção nacional de futebol que é uma das melhores do mundo e aplauda veemente a selecção nacional de râguebi que anda a comer mais de 100 pontos da Nova Zelândia? Eu por mim, esqueço o râguebi, e só vejo futebol - se me der para assobiar os tugas da bola lusitano, não vou pôr-me a bater palmas ao tugas do râguebi lusitano. Da selecção de hóquei em patins, no comments...

Campeonatos do mundo, que me recorde, também houve o da natação onde Michael Phelps ganhou sete medalhas de ouro, coisa pouca. E nos campeonatos mundiais de atletismo vimos surgir mais uma esperança portuguesa para Pequim'08, o saltador a triplicar Nélson Évora, que com três saltos num só trouxe a medalha de ouro cá para o burgo. Falando de esperanças para Pequim'08, digo desde já que da Vanessa Fernandes pouca coisa há a dizer, a moça é boa demais para que eu ande aqui à procura de palavras para descrever o quão boa ela é.

No futebol... bem, pois... Portugal estará presente no Euro'08, e para espanto meu, a apuração já não basta para alguns portugueses festejarem... o mister Scolari que o diga. O FCPorto para tristeza minha foi campeão nacional e o Sporting ganhou a taça de Portugal. A mim, um pobre benfiquista, para festejar só o despedimento de Fernando Santos e o prazer de poder ver jogar Rui Costa. Mas a coisa está tão negra que se quiserem eu digo-vos já o que poderei escrever em Dezembro de 2008, que o FCPorto foi campeão em 2007, vai uma apostinha?

E sobre desporto este ano, estamos conversados.
publicado por Jorge A. às 17:11
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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007

Mudanças


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E enfim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Luis Vaz de Camões
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publicado por Jorge A. às 21:44
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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007

A ler

O excelente post do João Miranda: Liberalismo e as causas culturais. Também de acompanhar a discussão gerada na caixa de comentários.
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publicado por Jorge A. às 22:40
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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

Tratado de Caracas

Hugo Chávez perdeu o referendo, mas não perdeu tempo em destacar a vitória do não ao socialismo do século XXI como uma vitória "de mierda". Também não deixou de afimar aquilo que só não seria expectável para os mais desatentos, mandando os venezuelanos prepararem-se "para uma nova ofensiva com a proposta, a mesma ou uma transformada ou simplificada, mas já estou seguro. Chegaram-me cartas do povo, porque o povo sabe que se se recolherem assinaturas essa reforma pode submeter-se a referendo de novo, em outras condições, em outro momento."

Ora, onde é que eu já ouvi isto. Com uns golpes de cosmética a proposta pode ser tão simplificada, tão simplificada, que o melhor será nem sequer ir a referendo. É a democracia europeia a dar cartas à democracia venezuelana.
publicado por Jorge A. às 23:43
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Pessimista com Esperança

Através da Bomba Inteligente chego a este fascinante post do Pedro Mexia.

Nos seus momentos mais sofridos ou mais apaixonados, nunca Naomi exprime exactamente a alegria das pessoas para quem as coisas são fáceis e imediatas. Algumas vezes os seus papéis exigem uma quase ingenuidade (ou um jogo com a ingenuidade); mas parece quase sempre que ela já pensou naquilo que vai vivendo, talvez porque já o tenha vivido antes. É uma pessimista com esperança, não por ideologia mas por feitio. [...] Naomi sofre e sente, como toda a gente, mas não tem medo de sentir e sofrer à frente dos outros. Essa coragem é que nos comove, porque a vemos tão pouco. E poucas vezes treme assim nuns olhos tão azuis e tão líquidos.
publicado por Jorge A. às 00:16
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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

Quantas vezes...

Já está nas salas de cinema portuguesas o novo filme de David Cronenberg, Eastern Promises. Gostei muito do que lhe antecedeu - A History of Violence - e portanto é com ansiedade que aguardo pelo fim de semana para visionar o filme - mesmo porque este parece vir na mesma linha do outro. É verdade que o homem que se notabilizou com o remake do filme A Mosca e fez filmes tão fantásticos como eXistenZ (não imaginam o quanto o visionamento deste filme no cinema em tenra idade me marcou) anda a desbravar novos caminhos e, digo eu, ainda bem. Para além do mais, este Eastern Promises conta com a presença da mui guapa Naomi Watts. Very nice, indeed.

Agora, estava eu para aqui a pensar noutra coisa. Quantas vezes já me aproximei da menina (normalmente é uma menina, convenhamos) da bilheteira para o cinema e, depois de um lento engasgar, tive de lhe pedir o bilhete dando-lhe o titulo original de um filme? Muitos mais do que as que consigo precisar, de tal forma que uma vez perdi longos segundos já frente à menina nos cinema do El Corte Inglês à procura do titulo do filme que queria ver no placar de exibição e... nada... não conseguia perceber qual daqueles titulos em português era o meu filme. Neste fim de semana vou treinar... promessas perigosas... promessas perigosas... promessas perigosas...
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publicado por Jorge A. às 22:33
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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Fazer Bébés

Deverá ser preocupação do Estado o número de crianças que os portugueses decidem ter? Em principio parece-me que a decisão de ter ou não uma criança devia ser somente do foro privado de cada um, mas o que leva então o Estado a imiscuir-se na vida intima de cada um? Ora, o motivo invariavelmente vai dar à sobrevivência do modelo social com que nos brindaram. Os custos com as reformas e os cuidados de saude vão disparar a pique, e a malta que efectivamente trabalha não é suficiente para sustentar os restantes. Vai dai é necessário fornecer incentivos estatais para encher a base da pirâmide etária como forma de fazer face ao alargamento do topo da mesma. É a engenharia social no seu melhor.

Meia dúzia de trocados (vindo de todos para alguns) e espera-se milagrosamente que as crianças comecem a ocupar Portugal do Algarve a Trás-os-Montes. No fim, muito provavelmente, a meia dúzia de trocados só irá servir para fazer alguns anteciparem o nascimento dos seus filhos, sem que tal induza a um aumento do número de filhos que iriam ter (com trocados, ou sem trocados).

Querem resolver o problema da pirâmide etária portuguesa e do modelo social vigente? Promovam a vinda de imigrantes para Portugal com politicas de verdadeira integração destes na nossa sociedade. Ao menos estes chegaração em idade adulta e cheios de vontade para trabalhar, sendo evitado logo à partida o custo que uma criança onera aos cofres do estado até chegar à idade adulta.
publicado por Jorge A. às 23:55
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E não se fala mais nisso


The Thing About Love por Alicia Keys


Everybody laughs
Everybody cries
Sure it could hurt u baby
But give it a lil try
That's the thing about love

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publicado por Jorge A. às 22:23
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Domingo, 2 de Dezembro de 2007

Rendido

A superioridade dos azuis e brancos no campo frente ao Benfica foi de tal forma gritante que fez-me ter pena de ter de torcer pelos de vermelho e branco. Mais pena tive do valor gasto para ter estado presente em tão fraca exibição vermelha e branca.

Claro que no fim, para mim, os jogadores do Benfica hão de continuar a ser os melhores do mundo, mesmo que no campo, de facto, assim não seja...

A minha crónica sobre o jogo pode ser encontrada aqui.
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publicado por Jorge A. às 18:48
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Sábado, 1 de Dezembro de 2007

Pois é

Rui Albuquerque no Portugal Contemporâneo:
Por tudo isso, o que aqui está escrito, num blogue de uma publicação de que o André é um destacado colaborador, é, por várias razões, mas por essa também, inadmissível. Para além de tresandar a ressentimento pessoal, a categoria pessoal e intelectual do André não me permite deixar de duvidar, por um segundo, da injustiça desses comentários, desagradável e malcriadamente centrados na sua pessoa. Que criam, também, uma situação muito difícil de gerir, talvez mesmo de resolver, naquela que é a melhor publicação periódica da direita portuguesa, o que é pena e desmerece o bom trabalho feito pelo Paulo Pinto Mascarenhas.
Rodrigo Adão da Fonseca no blogue da Revista Atlântico (by the way, nas bancas já este sábado a edição de Dezembro):
Tiago, Por qué no te callas?
Desta vez ultrapassaste todos os limites. Se não consegues conter o teu ressabiamento nesta casa, que se quer de gente decente, faz-nos um grande favor, sê coerente com o que dizes acima, e muda-te. Haverá de certeza algum blogue de grande audiência que te receberá de braços abertos. Agora, isto não é debate, não é direito à diferença, não é pluralismo, é mesmo má educação e desrespeito por todos os que cá estamos e nos esforçamos por fazer do blogue uma extensão digna de uma revista, que se quer plural, mas não vulgar.
Curiosamente, os frequentadores habituais da blogosfera lembram-se da história do Whisky da drª Constança? Ora dêem lá um pulinho por isto e isto. Há coisas que nunca mudam, e ainda bem que a educação ainda é um valor importante para alguns.
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publicado por Jorge A. às 00:57
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Esperança da Direita Liberal?

"[T]o proclaim spiritual sisterhood with lesbians... is so repulsive a set of premises from so loathsome a sense of life that an accurate commentary would require the kind of language I do not like to see in print." Ayn Rand

"involves psychological flaws, corruptions, errors, or unfortunate premises" idem

"is immoral, and more than that; if you want my really sincere opinion, it's disgusting."
idem
Ora, isto é para citar alguém cujo pensamento filosófico julgo que o CAA aprecia - CAA esse que na sequência deste post do Tiago Mendes - que casca forte e feio no André Azevedo Alves - refere que ainda "há esperança para a direita liberal em Portugal". Espero que o CAA liberte-se de vez do pensamento de Rand, não vá as esperanças desvanecerem por aqueles lados. O debate em torno do "eu sou mais liberal do que tu" é coisa que não me empolga, e já o Tiago Mendes tinha enveredado por esse caminho nas suas últimas palavras: Se me indicarem uma escola filosófica (a Bobone não vale, tenham lá paciência) onde a educação se sobreponha liminarmente a tudo o resto (incuindo os “restos” que ao visado dizem nada) e uma tradição liberal que simpatize com tão guerreira e visceral intolerância, vergo-me perante vós.

Mas não é nada que não tenha sucedido antes na blogosfera liberal. Assim sucedeu (e sucede) com Pedro Arroja, que sempre que debita um post onde o nome judeu aparece escrito é vilipendiado a torto e a direito - curiosamente, um dos maiores patrocinadores da sua saida do Blasfémias foi, se não ele quem mais, CAA.

Tenho cá para mim que as opiniões de Ayn Rand sobre a matéria da homossexualidade eram tão legitimas como a minha, que tenho opinião diferente. Com Pedro Arroja também não concordo em quase nada do que escreve sobre os judeus e com o André Azevedo Alves discordo a maior parte das vezes do seu lado "beato" (se é que me entendem). Mas não contesto o facto de serem liberais de corpo e alma só porque tem uma opinião diferente da minha - parece-me, aliás, uma má ideia (e nada liberal) a promoção do pensamento uniformizado.

O que me importa a mim, no Pedro Arroja, no AAA, no Tiago Mendes, no CAA, e em todos os outros que se dizem liberais, é que independentemente dos seus pontos de vista pessoais, no fim consigam fazer como Ayn Rand:
"I do not approve of such practices or regard them as necessarily moral, but it is improper for the law to interfere with a relationship between consenting adults."
E mais não digo...
publicado por Jorge A. às 00:06
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