Sexta-feira, 6 de Julho de 2007

2 meses até...

Aproveito para dizer que Venus Williams - a filha da mãe está a jogar um ténis de outro mundo - vai ganhar Wimbledon (não é uma previsão, é uma certeza). Aproveito também para avisar os mais distraidos que dos 4 finalistas do sector masculino, só Gasquet não repete a dose de Roland Garros - também aviso que Djokovic vai ganhar a Nadal (previsão), mas que Federer ganha o torneio (certeza).

Mas para já, tenho de ir fazer contas sobre quanto tempo dedicado ao trabalho terá de ser aproveitado para financiar uma foto tirada pela minha máquina digital no local da foto acima apresentada - mas já não há se...
publicado por Jorge A. às 23:50
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Quarta-feira, 4 de Julho de 2007

Não tarda...

...está a sair um post sobre Wimbledon, sobre a vida, sobre a presença de Sarkozy na cimeira UE-Brasil, sobre o Fernando Charrua, sobre a directora da direcção regional de educação do norte, sei lá... mas para já, ando a tratar do meu plano de férias.

PS: a Sharapova telefonou-me muito triste, diz que da próxima quer o meu apoio no US Open in loco... já-lhe disse que não vai ser possível, só vou estar por aquelas bandas lá para 14 de Setembro. Uma pena, e ela que diz que precisa tanto de um ombro amigo.
publicado por Jorge A. às 23:06
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Segunda-feira, 2 de Julho de 2007

Surpresa

Coisas que não percebiamos a ouvir Mário Soares: Menos Pobreza no Mundo

270 milhões de pobres a menos no mundo.
O número de pobres no mundo baixou de 1,25 mil milhões para 980 milhões de pessoas, o que corresponde a 16% dos habitantes da Terra.

Convém recordar Soares, na sua entrevista à revista Única do Expresso [negritos meus]:

P-Como define a relação que existe actualmente com o dinheiro?
R-O neoliberalismo deu às pessoas a ideia de que o mundo é uma selva e a selva é para os mais fortes, que se alimentam dos mais fracos. É o que se chama o "darwinismo social". A força, aliás, não se mede pelo músculo, mas pelo dinheiro. Cada vez há mais pobres e maiores desigualdades e o que acontece a esses pobres? É indiferente: estão condenados a desaparecer. Neste momento há um relatório, nos Estados Unidos, onde se diz que o grande inimigo já não é o terrorismo, mas o perigo que podem representar as populações do Sul, famintas, vítimas do desenvolvimento e das catástrofes naturais, procurando desesperadamente entrar nos países ricos do Norte. É a única resposta possível - diz o relatório - será a exterminação em massa. Vejam! Trata-se de preconizar o regresso à barbárie... Depois do humanismo iluminista e, apesar de tudo, de dois séculos de progresso.

Na cabeça de Soares talvez o (neo)liberalismo tenha-lhe deixado a ideia que "o mundo é uma selva", mas Soares também tem a ideia que há um relatório americano que alerta para o "perigo que podem representar as populações do Sul" e cuja solução para tal problema é a "exterminação em massa"... logo, eu diria que as ideias de Soares andam um bocado deslocadas da realidade. Mas o que me interessava mesmo na reportagem era a parte do "cada vez há mais pobres", ideia mil vezes repetida pelas gentes de esquerda, parados no tempo, e incapazes de perceber as vantagens da globalização e do comércio livre. Ao menos numa coisa gostava de concordar com Soares, na previsão de que os pobres "estão condenados a desaparecer". Afinal de contas, o número absoluto de pobres decresceu em 27 vezes a população portuguesa. O que me assusta, e muito, é aquele Portugal multiplicado por 98 que continua a viver na pobreza - e não seria certamente com as ideias de Soares que esse número seria reduzido.

publicado por Jorge A. às 22:20
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Bola na relva

Nas terras de sua majestade o torneio mitico decorre a bom ritmo - sábado choveu e não houve jogos, domingo foi dia de pausa, e hoje choveu e houve menos jogos do que o previsto, portanto, tudo ao ritmo já esperado. Novidades? Bem... não há grande coisa a dizer. Ao bom, Federer, saiu-lhe a sorte grande, o suiço viu Haas desistir e abrir-lhe caminho livre para os quartos-de-final - se bem que, sejamos sinceros, caminho livre já ele tinha. Ora, ao mau, Nadal, saiu-lhe o azar grande (o azar ou a falta de jeito), e ficou hoje sem terminar o seu encontro que já ia em cinco sets com o conhecidissimo e conceituadissimo Soderling (vocês conhecem-no bem, certamente)... fica para amanhã. Ao vilão, Rodick, as coisas também correm relativamente bem, e parece que caminha a passos largos para o confronto onde descobre que o "bom" roubou-lhe as balas da pistola (analogia esta só capaz de ser entendida por um conhecedor do filme de Leone).

No campos da senhoras, ora ai estão dois dos confrontos ansiosamente aguardados por mim - se bem que tenho também um certo interesse em ver o Ivanovic - Mauresmo que se aproxima (previsão minha). As manas Williams vão defrontar Sharapova e Henin respectivamente. A Sharapova calha a mana mais velha, Venus, e à belga calha a mana mais nova, Serena. Nada melhor do que ir buscar o artigo do IHT:

Between an athletic French champion, a technically brilliant Belgian and the rising stars from Central and Eastern Europe stands the lonely, defiant figure of Richard Williams. This is what American tennis has come to at Wimbledon: one man from the ghetto and his two daughters against the world.
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publicado por Jorge A. às 21:38
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Domingo, 1 de Julho de 2007

A Minha Rua

A minha rua não é uma rua, é um largo - o largo da bica, como vulgarmente apelidam os locais. Na minha rua ainda existe um desses mini-mercados tão ameaçados pela concorrência dos supermercados. Ora, na minha terra, há cada vez mais super's e cada vez menos mini's. Estranho? Não. Eu próprio já não me recordo quando foi a última vez que pus os pés no mini da minha rua.

Foi na minha rua que cresci. Na minha rua assisti ao renovar da vida. Conto pelos dedos os prédios que se mantêm fiéis às minhas memórias de infância sobre a minha rua. Mas não foram só os prédios a mudar, foram também os corpos que habitam esses prédios.

O largo da minha rua já mudou de cara uma mão cheia de vezes, todas elas em ano de eleições locais. Só por uma vez senti essa mudança como necessária. Todas as outras vezes, pareceu-me que a mudança só era necessária ao autarca, para mostrar obra feita - mesmo que a obra feita, não significasse mais valia para a população da minha rua.

Na minha rua, quando parto de manhã para o trabalho e chego ao inicio da noite, sinto olhos nas janelas a mirarem-me. Quando algo acontece na minha rua, há agitação nas janelas dos prédios. Na minha rua, (quase) todos querem saber da minha vida, eu não quero saber da vida deles. É uma rua sem vida própria, onde os que se sentam nos bancos do largo da minha rua e os que frequentam o mini da minha rua, passam o tempo a comentar a vida dos outros - não há maior sinal de falta de vida própria.
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publicado por Jorge A. às 20:37
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Quizzes

Online Dating

44%

73%
How Addicted to Blogging Are You?

(Via Womenage A Trois)

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publicado por Jorge A. às 17:25
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Estou Cansado

Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.


Álvaro de Campos

Fonte: 1040 poemas de Fernando Pessoa (via Alessandro Martins)
publicado por Jorge A. às 02:46
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