Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

04
Abr07

Pós-graduação com MBA

Jorge A.
O autor do blog Do Portugal Profundo merece um prémio de serviço público. Aconselho uma visita ao último post do António Caldeira. Destaco:
Ora, José Sócrates terá apenas concluído a parte curricular do MBA (Master of Business Administration ou Mestrado em Gestão de Empresas) do ISCTE - falta-lhe elaborar, apresentar e ser aprovado na dissertação (tese) de mestrado... Assim, não tem o MBA.
Este curriculum vitae do nosso zé sócrates começa a aproximar-se do ridiculo - não tarda, estaremos a descobrir que o homem é formado em Harvard.
03
Abr07

Multiculturalismo q.b.

Jorge A.
A ler este post do Rodrigo Adão da Fonseca, em resposta a este outro post do Daniel Oliveira.
O que sei é que é um enorme erro não termos consciência que a essência da ameaça que o Ocidente (enquanto noção cultural) enfrenta assenta no facto de certo Islão não aceitar o nosso modo de vida e os traços fundamentais da nossa cultura, procurando por vezes impor num espaço, que por direito de cidadania começa a ser também, culturalmente, ‘não-europeu’, valores que consensualmente (ainda) não partilhamos. Há, certamente, que ‘fazer pontes para o outro’. É importante, porém, que o ‘Outro’ não seja, com em Cruzeiro Seixas, o lado negro da existência, sombras com luz própria que brilham e se iluminam nas Trevas.
03
Abr07

Com a rosa em queda muito menos

Jorge A.
Reformas estruturais no país? Já lá vai o tempo. Sócrates parece estar a perder o estado de graça - a visibilidade constante nos jornais da noite já não lhe são tão favoráveis. A partir daqui proceder a reformas estruturais é o primeiro passo para o suicidio politico deste governo, e Sócrates irá evitá-las a todo o custo. O nosso PM espera agora que a economia mundial melhore, e possa lá para finais de 2008, antes do ano de eleições, garantir alguma folga para medidas populistas. Depois, bem... mesmo que eleito com nova maioria absoluta, será um arrastar até ao fim. Faço aqui a minha previsão Zandinga (muito mais arriscada que a do Lusco Fusco, dedicada somente ao fenómeno desportivo): em 2009 o PSD ganhará as eleições... e se for o PS a ganhá-las, esse mesmo governo não chegará ao fim do seu mandato.
Aguardam-se tempos dificeis para o pais - talvez mais dificieis que os actuais.
Hoje já várias vezes ouvi no Prós e Contras falarem dos custos da nossa adesão ao Euro - adesão essa que nos garantiu taxas de juro baixas e a consequente corrida à compra de casa, mas que devido ao nosso baixo nível de competitividade proporcionou uma série de efeitos negativos na nossa economia. Falta falarem do alargamento da União Europeia a leste - poucos estudos foram feitos sobre o assunto, mas um dos poucos que lembro-me de consultar, dava Portugal como o único pais da Europa a 15 que seria prejudicado por tal alargamento - mais uma vez, o problema reside na nossa falta de competitividade e no posicionamento periférico, que nos afasta do centro industrial europeu.
02
Abr07

Prós e Contras - O sem vergonha

Jorge A.
Miguel Cadilhe pergunta a Pina Moura se, com a economia em expansão, um défice de 2,6% é rigor orçamental - resultado obtido por Pina Moura enquanto ministro das Finanças de Guterres. Pina Moura chuta para a frente, e começa a falar dos velhotes e carenciados - depois passa à lição sobre o orçamento de 2006 do actual governo. Sendo um dos principais responsáveis pelo actual estado de coisas a que o pais chegou, acho que é preciso muita lata para estar ali sentado a falar do que o pais precisa e não precisa - acima de tudo, o país não precisa dos serviços dele... já nos bastou o tempo que esteve no governo.
02
Abr07

Ser benfiquista

Jorge A.
Há várias formas de sentir o Benfica, de ser benfiquista. A forma como eu vivo o Benfica é uma delas.
No universo do glorioso, certamente também há muita gente que se diga Benfica, e que era capaz de ter a atitude que alguns adeptos do F.C.Porto tiveram esta noite. Dirão que tal atitude só foi possível dado o facto de terem sido enviados para o quarto anel (agora não são três, são quatro) do Estádio da Luz. Ora bolas, só em Portugal é que sabemos que existem vandalos à priori, e somos coniventes com esses mesmos vandalos. Como outras coisas na vida, cada um é responsável por si, e mais ninguém é responsável pelas suas atitudes - nem as mesmas devem ser desculpabilizadas por factores externos. A solução é simples, ou o Benfica pode pôr os adeptos dos outros clube onde muito bem entende, sem que estes causem desacatos, ou os adeptos desse clube não tem lugar no estádio.
Se quando os adeptos de um clube, no seu próprio estádio, fazem desacatos, issso leva à interdição do recinto desportivo desse clube, então, a situação contrária também deverá ser possível. Se são os adeptos do outro clube a causarem os desacatos, deverá ser possível ao clube detentor do estádio, não permitir o acesso ao estádio desses mesmos adeptos - pelo menos no que diz respeito às claques organizadas.
Já em muitos jogos do SLB vs FCP tive adeptos azuis e brancos ao meu lado. Uma vez inclusive chegamos a trocar vários comentários sobre o jogo - no tal jogo do golo do Petit não assinalado com frango do Vitor Baia. Não andamos à porrada, não chamamos nomes uns aos outros - nada. Até trocamos elogios à equipa adversária. Eu realçando o mérito do espirito portista, eles realçando a capacidade de alguns talentos individuais do Benfica. Ao contrário do que muita gente pensa, é totalmente possível assistir a um jogo de futebol sentado junto aos adeptos da equipa adversária. Devo confessar que no Dragão nunca me sentei junto da massa portista, mas em Alvalade já, por algumas vezes, e nunca fui mal tratado - cheguei mesmo a pular com um golo do Jankauskas em Alvalade quando os leões pensavam que iam fazer a festa de campeões nacionais naquele dia.
A minha melhor história em Alvalade, é mesmo com Boloni a treinador, e Jardel já mal amado. Fui para o estádio a fazer-me passar por sportinguista, e consegui por várias vezes comentar que já só faltava a Boloni pôr o Ricardo a ponta-de-lança e o Jardel a guarda-redes para completar o ramalhete. Diverti-me imenso. O pior foi que dei dinheiro a ganhar ao adversário - comprei o bilhete, e nem foi num jogo contra o Benfica. Mas tive a lata de no final do jogo - um empate, hi... hi... - de dizer a alguns adeptos que podiamos já não ficar à frente do Benfica, mas que iamos ao jamor vencé-los - o Benfica jogava então no estádio emprestado do Jamor, e lutava com o Sporting pelo 2º lugar - de facto, mais tarde tive resposta, o Sporting ganhou-nos mesmo.
Lembro-me que pelo Benfica uma vez fui de madrugada para a bilheiteira arranjar o famoso bilhete para a final da taça de Portugal contra o FCPorto, aquela que vencemos com um golo de cabeça do Simão, e cujo lugar no estádio do Jamor era tão mau, que me obrigou a assitir o jogo de pé, com um sol abrasador, e que me deixou com uma dor de cabeça insuportável - apesar de alegria tremenda.
Curiosamente, mal me recordo da compra do bilhete para a inauguração do novo estádio da Luz, mas sei que estive lá. O lugar garantido foi numa das laterais - se a Sagres ou a Coca-cola, já não me recordo.
Tempos de loucura... tempos de estudante em Lisboa. Mas o que guardo com mais saudade, e lembrei-me disso por causa deste post da serotonina, é dos periodos antes dos encontros no estádio da Luz. O petisco antes do jogo - normalmente envolvia gambas e febras. A imperial para animar a malta. A deslocação à catedral do consumo antes da ida à catedral do futebol. No Colombo, dava-se a conquista do centro comercial por adeptos benfiquistas. O cachecol envolto no pescoço ou enrolado à volta da mão. A ida ao último piso, onde encontrava-se a Lusitânia ou a Portugália, para arranjar a tão preciosa bebida. O sentar numa das mesas para absorver a panorâmica envolvente com a loira a escorrer-nos pela garganta abaixo. O grito do SLB glorioso, ou um ainda mais inesquecível, de Ninguém pára o Benfica. O jogo em si nem era o mais importante, porque fosse qual fosse o resultado, no final eu seria sempre Benfica.
Quando o Benfica foi campeão, não estive no Bessa, mas fui para o estádio da Luz festejar - no entanto não é um dia que me recorde tanto quanto isso. Recordo-me muito mais de um determinado jogo no estádio da Luz, onde o Benfica empatou 2-2 com o Sporting, com golos do Jardel, um de penalty inventado - depois desse, o jogo que melhor me recordo é do tal do frango do Baia e do golo do Petit, não assinalado pelo árbitro. Como alguém uma vez disse, as vitórias são para festejar, mas as derrotas são para recordar.
Hoje o meu Benfica empatou. Foi como se de uma derrota se tratasse. No entanto fizemos jogo para ganhar. Nada a apontar. Não vi nenhum programa desportivo, nem conto ver. Apenas quero ver o Benfica campeão no final da época, nem mais, nem menos.
01
Abr07

A Imagem

Jorge A.
António Balbino Caldeira continua a sua investigação sobre o dossier José Sócrates - desta vez, reporta-se ao mistério das equivalências concedidas pela Universidade Independente ao aluno Sócrates, ou como António Caldeira refere no seu post, às inequivalências.
Ao mesmo tempo reparo que os acessores de José Sócrates fizeram sair uma nota para a imprensa, culpando a Univ.Independente pelos problemas administrativos que vem sendo apontados à licenciatura de José Sócrates. Nomeadamente, ao facto do curso, pelos vistos, ter sido concluido no domingo (lol).
Mas as curiosidades não acabam. Depois do gabinete de José Sócrates ter decidido eliminar a nota biográfica que reportava José Sócrates como Engenheiro Civil, substituindo-a por Licenciado em Engenharia Civil, agora, esquece-se de referir a suposta pós-graduação em Engenharia Sanitária, mas oficializa o MBA obtido no ISCTE.
Gosto desta parte da noticia da SIC ONLINE:
"É então que o secretário de Estado decide rumar à Universidade Independente. Assegura-nos uma fonte do gabinete do agora primeiro-ministro que o politécnico das engenharias só lhe garantiria uma equivalência ao grau de doutor e não o grau. A Independente concretizou-lhe o sonho em troca de cinco cadeiras – quatro assumidas por um professor e uma quinta, inglês técnico, pelo próprio reitor, Luiz Arouca."
Sabe-se agora que o Professor Doutor que leccionou as 4 cadeiras das 5 que Sócrates fez na Univ.Independete foi um tal de António José Morais, curiosamente, colega de José Sócrates no governo de António Guterres.
Na minha opinião, não será importante o titulo que José Sócrates ostenta, para avaliar se é um bom ou mau primeiro ministro. Não faltarão por certo lideres não licenciados que fizeram trabalhos excelentes na posição que ocupam (basta comparar o trabalho feito pelo Dr.Vale e Azevedo, com aquele que vem sendo realizado por Luis Filipe Vieira no meu Benfica).
No entanto, há uma ressalva a fazer deste José Sócrates Affair. Fico com a nítida impressão (para não dizer certeza) que a forma como José Sócrates obteve a licenciatura foi baseada em procedimentos incorrectos por parte da administração da UnI - nomeadamente a nível das equivalências. Mais, tenho dúvidas quanto à seriedade com que José Sócrates conseguiu a aprovação nas 5 cadeiras em causa, dúvido mesmo que tenha aprendido muito em qualquer uma delas. Neste ponto, o que fica em causa, é o trabalho diário dispendido por milhares de estudantes universitários na sua luta pelo canudo. É a constante referência à exigência que deve ser norma no ensino português, quando as noticias que chegam, demonstram que a facilidade ainda impera em certas universidades - e pior que isso, fica em causa a legitimidade de José Sócrates para exigir esforço aos alunos, quando a ele tudo foi facilitado.
Mas fica a certeza que o homem quer ser chamado de EngºJosé Sócrates, e já que ele quer, não serei eu a negá-lo... o importante a retirar desta situação toda, não é o saber se Sócrates é ou não engenheiro, é o saber que, para além de poder ter mentido no seu curriculo, o homem vive da (e para a) imagem que fazem dele. Como o jcd afirma, autênticos mestres na propaganda.
Mais informações podem ser encontradas aqui (com referência ao caso do "Licenciado em Engenheiria Civil" - uma autêntica paródia este curriculum do SrºSócrates).

Pág. 5/5

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

  •  
  • Outras Casas

  •  
  • Blogs

  •  
  • Em Inglês

  •  
  • Think Tank

  •  
  • Informação

  •  
  • Magazines

  •  
  • Desporto

  •  
  • Audiovisual

  •  
  • Ferramentas

    Arquivo

    1. 2010
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2009
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2008
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2007
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2006
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D