Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

25
Abr07

Liberdade (bom assunto para dia 25 de Abril)

Jorge A.
24
Abr07

O que há em mim é sobretudo cansaço

Jorge A.
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...


Álvaro de Campos



A ler Pessoa... a ouvir Melua... isto anda muito melancólico por estes lados. Deve ser do Benfica...

PS: entretanto Pedro Arroja abandonou o Blasfémias e já leva 544 comentários no post de despedida. É obra.

23
Abr07

Super Arrojado anima a malta

Jorge A.

Pedro Arroja, autor do texto acima citado, é uma espécie de vilão de telenovela da blogosfera portuguesa. Os seus colegas de blogue desmarcam-se: o jcd, o Gabriel, a Helena Matos, o CAA, e o João Miranda. Noutros blogues o repúdio à tese de Pedro Arroja também já teve o seu inicio: na Arte da Fuga (aqui e aqui); n'O Apaniguado; no blogue da Revista Atlântico o Paulo Tunhas garante mesmo que vai deixar de ler o Blasfémias a partir de hoje; e n'A Origem das Espécies, o Francisco José Viegas, também dá a sua opinião.

Fui então à procura do que foi dito aquando da chegada de Pedro Arroja à blogosfera. Através deste post do Arrastão, cheguei a esta frases, no minimo, interessantes:

«Pedro Arroja poderia ser hoje a «pequena» diferença que faria uma diferença enorme.»
Rui A. em 21/09/06 - e que diferença... ui... ui...

«Pedro Arroja inquietou, incomodou e interpelou as consciências, num país adormecido. Que permanecia, como dizemos, aqui no Blasfémias, bovinizado. Parte da geração a que pertenço refere-se-lhe como aquele que teve a ousadia de ser o primeiro. Muitos outros vieram depois. Mas Pedro Arroja ainda aí está...»
CAA em 21/09/06 - nem sabia ele como Pedro Arroja viria mesmo para inquietar...

«Passaremos, assim, a contar no Blasfémias com a opinião regular de um dos mais importantes defensores da Liberdade que Portugal conheceu nas últimas décadas.»
Rui A. em 21/09/06 - defensor da liberdade e do judaismo... ou se calhar não...

Como qualquer novela que se preze, o vilão é o personagem central (ou então o cómico). É por ele, e não pelos restantes personagens - cromos repetidos em todas as histórias - que gira o sucesso ou insucesso da novela. Pedro Arroja por vezes atinge o pico no que diz respeito à caracterização da sua personagem. Ora é vilão, ora é cómico, ou uma mistura tão perfeita dos dois que não conseguimos distinguir entre um e outro. Dado isto, acho que o homem já merece um prémio, uma espécie de Joker da blogosfera: como qualquer super vilão que se preze, precisa de um nome artistico: o Super Arrojado, fica-lhe bem.

PS: honra seja feita ao nosso super vilão, raramente se fica por menos de 100 comentários a cada post seu...

22
Abr07

A Bomba sobre o 300

Jorge A.
22
Abr07

Na terra batida o rei é outro

Jorge A.
Tennis: Nadal beats Federer to win Monte Carlo Masters

Roger Federer tem todas as qualidades para fazer o Grand Slam (ganhar os big four todos no mesmo ano). O nível de ténis que apresenta permite-lhe inclusive não precisar de estar on the top os his game para ganhar um grand slam. À excepção de um: Roland Garros. Em terra batida, não só Federer precisa de estar no seu melhor, como precisa desperadamente que Rafael Nadal esteja em muito má forma... talvez mais que isso. Precisa que Nadal nem sequer esteja em condições de jogar. Para já, Nadal leva 67 vitórias seguidas em terra batida - das quais 5, foram precisamente contra Federer.
21
Abr07

Humor com H

Jorge A.
Depois de um longuíssimo período no topo do humor português, embora há muito que o seu papel preponderante na televisão portuguesa já não tivesse o fulgor de outros tempos, Herman José deixou-se ultrupassar pela novidade dos gato fedorento...

No entanto, eu continuo a gostar do actual programa dele, Hora H. Não será fantástico, mas eu também não diria que é tão mau quanto por vezes o pintam. Entretanto, também deixei de acompanhar o programa dos gato aos domingos, cansei-me, deixei de achar tanta graça. Preferia o formato da SIC Comédia.

E depois, ainda bem que existe o youtube, que me permite revisitar alguns dos sketchs do Herman que ficaram registados na minha cabeça, nomeadamente este:

21
Abr07

Whoa

Jorge A.

Um dos leitor destes blog na caixa de comentários deste post destacou o excelente álbum Loose de Nelly Furtado, afirmando que esta tem um album fabuloso do melhor que tenho visto nos ultimos tempos, completissimo, homogéneo, comercial, inteligente simplesmente magnifico a Madonna adorava ter lançado um destes. Concordo em absoluto. Um dos melhores álbuns do ano 2006? Sem dúvidas. Mas há uma peça do puzzle que não me permite classificar ainda Nelly Furtado como uma artista completa. A mudança de som, relativamente aos seus anteriores trabalhos, correu-lhe extraodinariamente bem, e entrou de forma imparável nas pistas de dança da maior parte dos clubes europeus e americanos. Onde parece-me que Nelly falhou redondamente foi na mudança de imagem que este seu novo trabalho exigia. Não por falta de esforço, mas porque, pura e simplesmente, a nova forma adoptada não se encaixa tão bem quanto isso no seu perfil - acho aliás, altamente recomendável, que a rapariga desenvolva outra forma de estar em palco.
Pode sempre recorrer à mestre na arte do espectáculo:

Ou dar uma vista de olhos por outra grande artista:

Curiosamente, na minha opinião, nem Madonna, nem Gwen, tem qualquer álbum tão bem conseguido como este Loose de Nelly Furtado.

19
Abr07

Observando

Jorge A.
Uma das coisas que me fascina na opinião sobre os Estados Unidos de muitas pessoas, é o seu sentido de ajuda para com os americanos - o que por si só, revela em certa medida, como ainda os tomamos por nossos amigos. Porque só a um amigo, é que estamos tão prontamente dispostos a ajudar.
No dia em que nos States é feito um atentado brutal com armas de fogo, logo nos prontificamos a explicar-lhes que o mal está na sua legislação permissiva sobre a posse de armas de fogo. Da mesma forma, não falta aqueles que decidem apoiar o amigo, explicando que a legislação destes até não será o seu maior problema, nem a explicação para o problema ocorrido.
Ficamos então a saber que os portugueses (e os europeus, já agora) gostam de discutir os problemas internos dos americanos, e que certamente, só porque não podem, é que não votariam nas eleições para a eleição do futuro presidente norte-americano.
Eu nem me estou a colocar como excepção... aliás, se há coisa que gosto de discutir, é sobre o modo de funcionamento da sociedade americana. Só estou a pôr as coisas em perspectiva.
Se podessemos, de livre vontadade, muitos de nós abdicávamos secretamente do nosso voto nas eleições nacionais se, em contrapartida, nos concedessem a possibilidade de votar em alguém que realmente pode mudar as coisas no mundo.
Isto porque, de um modo geral, poucos acreditam que o voto nacional sirva para mudar aquilo que realmente nos devia interessar: as nossas condições de vida e o futuro das gerações futuras.
Num país very very boring como o nosso, onde tudo é cinzento, e onde os politicos muito prometem e pouco fazem. Onde a discussão sobre a União Europeia, por exemplo, é quase posta de lado - e esta nos dias de hoje influencia mais a minha vida do que um qualquer governo eleito (basta verificar como os últimos governos ficaram reféns do Pacto de Estabilidade e Crescimento) - é normal que as pessoas virem-se para outras discussões, e achem normal, num país com tantos problemas como o nosso, focar o debate público em torno dos problemas de outros.
Pior que isso, o debate sobre os outros, gira, invariavelmente, sobre os seus problemas e sobre aquilo que têm de mau. Mas já que gostamos tanto de falar sobre os outros, era bom que também viesse à baila o que os outros têm de bom (e há tanta coisa) - e que aprendessemos algo com eles.
Dizemos que os americanos não sabem onde fica Portugal, acredito... afinal de contas, e pelo que sei, ainda não surgiu nenhuma noticia na imprensa norte-americana a dar destaque aos casos internos que tem abalado o nosso pequeno pais. É a vida. Nós, tão bons amigos, logo nos prontificamos a reflectir em conjunto com os nossos amigos sobre os seus problemas, e eles, maus amigos, não nos ligam nenhuma...

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

  •  
  • Outras Casas

  •  
  • Blogs

  •  
  • Em Inglês

  •  
  • Think Tank

  •  
  • Informação

  •  
  • Magazines

  •  
  • Desporto

  •  
  • Audiovisual

  •  
  • Ferramentas

    Arquivo

    1. 2010
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2009
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2008
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2007
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2006
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D