Domingo, 11 de Fevereiro de 2007

Hoje não tá tempo de ir p'ra praia

Em 1998 o referendo teve uma afluência às urnas de 31,9%. Este ano, até às 16 horas, já ia com uma afluência de 31,31%. Menor que 50% será certamente, mas ao menos, já superou o último referendo.
Mesmo assim, a abstenção esperada será de 60%. Em cada 10 portugueses, só 4 vão votar. Claro que dão-se logo as desculpas do costume, tipo "o tempo não está de feição". Ora, no outro foi porque estava sol e as pessoas foram para a praia, agora, é porque está chuva e as pessoas não saiem de casa. A justificação mais lógica é aquela que ninguém quer dar: nobody cares.
publicado por Jorge A. às 17:14
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Parece-me que isto é um claro apelo ao voto no "não" dirigido a 6 milhões de portugueses.

PS: via Blasfémias.
publicado por Jorge A. às 13:19
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Porque no último post escapou-me uma brasileira


Gisele (pode ser ouvida no site oficial da brasileira, aqui)
(Gabriel Guerra/Pedro Cezar)

Ela é toda sabor de Brasil
Ela é mel de uma flor que se abriu
Quem dera poder olhar e ver você passar
Caminhando, balançando toda pra andar.

Ela sorri, faz a rua parar
Ela e seus olhos do verde do mar
Se DEUS fez a terra o céu azul e o ar
Fez Gisele a mais bonita de se admirar.

Conquista, maltrata meu mundo de amor
Gisele, me deixa te olhar.

Ela é tudo que eu quero pra mim
Ela e seu corpo mexendo assim
Quem dera poder olhar e ver você passar
Caminhando balançando toda pra andar.

Neste Brasil do Oiapoque ao Chuí
Tem carnaval futebol diga aí.
Se DEUS fez a terra o céu azul e o ar
Fez Gisele a mais bonita de se admirar.

Conquista, maltrata meu mundo de amor
Gisele, me deixa te olhar.
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publicado por Jorge A. às 03:21
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Porque hoje não me bastava uma

Alessandra Ambrosio / Adriana Lima / Ana Beatriz Barros

E pensar que foram os portugueses que permitiram a mistura de raças no Brasil que originaram belezas destas, hein?

Afinal de contas Alessandra Ambrosio tem raizes portuguesas, polacas e italianas. Ana Beatriz Barros tem raizes portuguesas e espanholas. E Adriana Lima tem raizes francesas, portuguesas, americanas e caribeanas. Isto da raça pura já não é o que era.

publicado por Jorge A. às 02:31
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E Pluribus Unum


A semelhança entre os simbolos é estrondosa. Mas vou deixar a águia de parte, e concentrar-me apenas no lema.

E Pluribus Unum traduzido do latim dará qualquer coisa como "De todos, um". Este foi o lema adoptado pelo comité do Great Seal of the United States que ficou encarregue, após a independência americana, de criar um simbolo que caracterizasse os Estados Unidos da América. O lema encontrado foi este E Pluribus Unum, que capta a integração das 13 colónias originais num único Estado.

Este também é o lema do Sport Lisboa e Benfica, mas aqui há dúvidas quanto ao seu significado. De facto, a tradução literal do latim é "De todos, um", mas há quem diga que o E Pluribus Unum gravado como divisa do glorioso pretende significar "Todos por um". No site do Benfica, onde eu até pensava esclarecer esta questão, ainda fiquei com mais dúvidas. Aqui vem escrito que quer dizer "Um por todos e todos por um", já nem basta o "Todos por um", levamos logo com o lema completo do D'Artagnam e dos três mosqueteiros de Alexandre Dumas. Já aqui, vem escrito que o lema siginifica "De todos, um". Fico na dúvida. Mas digo-vos, tenho quase a certeza que li num livro qualquer publicado aquando do centenário do Benfica, que o E Pluribus Unum do Benfica derivava do original, mas tinha interpretação diferente.

Mas adiante, aqui, até achei uma piada sobre o tema:

A águia foi escolhida como emblema – símbolo de autoridade, espírito da elevação de propósitos e iniciativa. A divisa adoptada foi Et pluribus unum. "Ao contrário do que muitos pensam, Et Pluribus Unum não significa ‘e todos por um’. Significa ‘entre muitos, um’. Ou seja, entre muitos, há um que se destaca; esse um é, obviamente, o Benfica", diz Ricardo de Araújo Pereira, humorista, adepto do Benfica.

publicado por Jorge A. às 01:21
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Sábado, 10 de Fevereiro de 2007

Fighters fight

Rocky Balboa voltou ao cinema. Um filme que é a homenagem justa ao original de 1976. Entre os dois, uma série de sequelas invadiram o ecrã, cada uma mais fraca que a outra. Foram precisos esperar 30 anos para voltar a ver o Rocky no seu melhor.

Rocky Balboa: It will beat you to your knees and keep you there permanently if you let it. You, me or nobody is going to hit as hard as life. But it ain't about how hard you hit, it is about how hard you can get hit and keep moving forward, how much can you take and keep moving forward. That's how winning is done!

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publicado por Jorge A. às 15:10
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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Choque!!!

Ao que parece, Al Gore veio a Portugal experimentar um luxuoso Lexus topo de gama. Mas não só, o homem também veio falar das consequências do aquecimento global. Se bem que as consequências que ele retira do aquecimento global sejam um bocado(ito) diferentes das do IPCC. Mas o homem é uma força da natureza, de tal forma, que até já há um Gore Effect.

E já viram, o talento todo do senhor podia ter sido desperdiçado caso tivesse ganho as eleições na Florida, aí teria sido obrigado a ocupar o cargo de presidente dos Estados Unidos da América, uma chatice. Assim, podemos não ter evitado uma guerra (a do Iraque), mas podemos, talvez, ter ganho a batalha pela nossa sobrevivência. Afinal, este Einstein do ambiente, que de tão bom, mas tão bom que é, até se dá ao luxo de vir a Portugal fazer uma conferência por uns miseros 175 000 €, sabe que o dia depois de amanhã pode ser-nos fatal, caso não alteremos a nossa forma de vida no planeta azul, e ele, mas só ele, no alto da sua infinita sapiência, irá levar-nos a agir.

Se for para me oferecerem um Lexus topo de gama mais 175 000 €, digo-vos já: sou um ambientalista nato, isto caminha para o fim do mundo, toca a assinar Kyoto, vamos lá espalhar por aí umas eólicas, os polos estão a derreter a olhos vistos, não há salvação se não voltarmos todos para as cavernas... bem, menos eu, que tenho de ir espalhar ao mundo a noticia do desastre montado no meu Lexus.

E só para que não fiquem insatisfeitos, ora cá está, o que veio Al Gore dizer em Portugal:

publicado por Jorge A. às 00:54
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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

Recomenda-se

If we lose freedom here, there is no place to escape to. This is the last stand on Earth.
Ronald Reagan tinha mais que razão quando proferiu esta frase. O Tiago Barbosa Ribeiro no post Exílio explica em meia dúzia de palavras, muito bem, o porquê de toda a razão de Reagan.
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publicado por Jorge A. às 01:45
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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

Banda Sonora

Há um filme, aliás, três filmes que retratam, à maneira de 3 realizadores brilhantes, diferentes facetas da big apple: Nova Iorque. New York Stories. O filme, ao contrário dos realizadores, não é nada de especial. Mas gosto da história que Scorsese idealizou e realizou (denominada Life Lessons). Há uma música que marca este segmento, a música dos Procol Harum - A Whiter Shade of Pale. É aliás, um daqueles tipicos exemplos, onde a música marca o filme e torna-se indissociável deste. Não imagino a história sem essa música, e sempre que a oiço, lembro-me do pintor Lionel Dobbie (Nick Nolte) e da sua musa inspiradora Paulette (Rosanna Arquette).
Scorsese é de um brilhantismo artistico sem limites na escolha das músicas que acompanham os seus filmes. Basta visionar a obra que lhe vai valer o tão aguardado óscar, The Departed (será que o professor Karamba consegue ter a mesma convicção do que eu sobre quem será o melhor realizador deste ano nos Oscares?). Já não bastava a personagem de Frank Costello ser interpretada por Jack Nicholson, digam lá que não ficaram apaixonados pela personagem logo após aquela entrada a matar com a música Gimme Shelter dos Rolling Stones a acompanhar.
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publicado por Jorge A. às 23:06
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Sarkozy

A second explanation is that Mr Sarkozy believes that French antipathy to Anglo-Saxons is an elitist indulgence not shared by the French at large. As he told a Washington audience: “The truth is that the French listen to Madonna, just as they used to love listening to Elvis and Sinatra... And all French parents dream of sending their child to an American university.” His conclusion was that “the virulence of the press and a portion of the French elites against the United States reflects a certain envy of your brilliant success.”
publicado por Jorge A. às 00:49
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Melhor Jogador do Mundo

- Ronaldinho!
- Não, o Ronaldo.
- Esse já foi. Agora está pesado e pouco corre.
- Não, o outro.
- Qual outro?
- O Cristiano.
- O antigo defesa esquerdo do Benfica?!?!?
- O Ronaldo.
- Gaucho?
- Não. O Ronaldo.
- Já te disse, foi para o Milan.
- Não, o Cristiano.
- Qual Cristiano?
- Cristiano Ronaldo.

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publicado por Jorge A. às 00:12
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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

Imparcialidade

Diz a Marca:

Portugal ganó este martes a Brasil (2-0) en un partido amistoso disputado en Londres en el que brilló el extremo luso Cristiano Ronaldo, que ofreció las jugadas de "jogo bonito" que los espectadores esperaban del combinado "canarinho".

Pero la única magia que se vio en el Emirates Stadium llevó nombre portugués, el nombre de Cristiano Ronaldo, probablemente el jugador más en forma de la presente temporada.
Fico à espera do prémio de melhor jogador do mundo. Sem Change.
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publicado por Jorge A. às 23:36
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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

Grandes Portugueses

Vejo o debate da RTP.

Percebe-se melhor porquê que o PCP condena «reescrita da História». Afinal de contas, podem ser eles quem mais saiem a perder com o concurso Grandes Portugueses. Não é só Salazar que será revisitado com o concurso, também Cunhal estará na linha de fogo. E mais do que destacarem o percurso de Cunhal como opositor do regime fascista - a parte da história que mais agrada ao PCP - vai-se revisitar a parte da história que em nada separa Cunhal de Salazar. Ao contrário do que diz Jerónimo de Sousa, a história não vai ser reescrita, não se pode é querer fazer censura sobre a parte da história que não nos agrada.

Nuno Artur Silva (e vejam o número de vezes que já referiu o nome de Mário Soares - está com problemas relativamente a outra votação) diz que está farto de ouvir falar de Salazar, que se siga em frente, que se fale dos outros. Eu também preferiria ouvir falar dos outros, tenho até muita pena, porque já percebi que ou irá ganhar Cunhal ou Salazar, pelo menos, para isso parece caminhar o concurso. Mas o que o Nuno Artur Silva não percebe é que é exactamente por ele e por tantos não quererem falar de Salazar, que o mito de Salazar cresce, e que tão dificil torna-se explicar ao povo o mal que Salazar fez ao pais.
O problema é sempre o mesmo:
  • O fascismo é mau. Salazar é mau. Tudo o que se passou no periodo do Estado Novo é mau. Discussão sobre o tema? Népias. Tudo mau.
  • O aquecimento global existe. O homem é que provoca o aquecimento global. Contrariar isto? Népias. Temos é de tomar já medidas ou caminhamos para a extinção.
  • O homem evoluiu a partir de primatas. A teoria de Darwin é a correcta. Criacionismo? Népias. Nem vale a pena discutir isso.

Partimos daquilo em que acreditamos, e não aceitamos que nos sejam apresentadas divergências. Todos tem de seguir o nosso ponto de vista. Não se debate o estado novo, é mau, está tudo dito. Não se discute o evolucionismo, está certo, está tudo dito. Não se debate o aquecimento global, já se sabe tudo, está tudo dito. O problema é que as pessoas não aceitam o é assim porque é, querem mais, muito mais. Não será nunca por não falar nos temas que vão contra aquilo que defendemos que iremos evitar que estes se propaguem. O debate de ideias, mesmo que por vezes os argumentos do outro lado pareçam absurdos, é a única forma de evitar que o absurdo se propague.

PS: Até a organização do programa da RTP tem problemas com o seu programa.

publicado por Jorge A. às 00:30
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Domingo, 4 de Fevereiro de 2007

Dune de Frank Herbert

Lembro-me de há muitos anos atrás ter apanhado um filme na televisão. Fiquei imediatamente apaixonado pela história desse filme. Na altura, gostei, mas não fazia a minima ideia do que tinha acabado de ver. Mais tarde, revi esse filme, o seu nome: Dune, de David Lynch. Já devo ter visto o Dune do Lynch uma mão cheia de vezes, e fico sempre apaixonado com a qualidade da história, e apesar de eu hoje reconhecer que o filme não alcançou todo o potencial do livro, eu considero-o uma ode à ficção cientifica.
Também vi a mini-série Dune que passou em 2000 no Sci-Fi Channel nos Estados Unidos. Voltei a gostar, sinto-me sempre esmagado pela grandeza da história, não consigo evitá-lo. Se o actor é bom, se o actor é mau, se o realizador é bom, se o realizador é mau, tanto faz... basta a história para gostar do filme.
Fui então tentado a ler o livro. Fui à FNAC do Colombo e procurei essa obra de seu nome Dune, escrita por Frank Herbert. Não achei com tradução em português... não faz mal, venha dai um Dune na lingua original, em inglês. Li o livro, adorei.
Se o Lord of the Rings é unanimemente considerada a melhor obra de fantasia do mundo, Dune tenderá a ser considerada a melhor obra de ficção cientifica jamais criada. O universo criado por Herbert é de uma aterradora complexidade que nos deixa perplexos pela infindável rede de plots e mini-plots que envolvem a história. Pelo extraordinário background histórico criado para dar suporte à história que se conta. Pela capacidade de imaginarmos aquele mundo ficcionado como um mundo a que nós podiamos pertencer, ou melhor, por pertencermos a um mundo que de certa forma se encontra ali espelhado. Ao contrário de Lord of the Rings, onde a divisão entre o bem e o mal é facilmente traçada, em Dune não é essa a luta que se trava. Não é o bem e o mal que está em causa. É o poder, e a sede pelo poder.
Naquele que no inicio é Paul Atreides e que mais tarde se transforma em Muad'dib, o que se vê não é um simples herói que luta pelo bem contra o mal. O próprio Paul Atreides tem dúvidas em relação aquilo que Muad'dib poderá representar no futuro.... com visões sombrias de um exército que mata milhares em seu nome.
Poderia continuar aqui neste post a explicar o universo de Dune. Passava agora para a importância da spice melange que naquele universo é o sustentáculo de toda a actividade económica, e cuja produção encontra-se unica e exclusivamente no planeta Arrakis (aka Dune) - aquilo é uma espécie de Médio Oriente e o seu petróleo, lá está, as semelhanças com a realidade. Podia falar dos Fremen, o povo de Arrakis, os únicos que, por estarem habituados a um ambiente adverso, conseguirão fazer frente aos (até ai imaginados invenciveis) Sardaukar. E das três familias politicas (denominadas casas) mais importantes da história: a casa Atreides, a casa Harkonnen e a casa imperial Corrino. E ainda me faltaria mesmo assim falar da importância da ecologia no planeta Arrakis, que apesar de um deserto, os Fremen acreditam poder vir a tornar-se num planeta cheio de vida, vegetação e água. E ainda resta a Spacing Guild, os empresários do petróleo lá do sitio, e as Bene Gesserit, mas estas últimas, as bruxas lá do sitio, têm tantas implicações a niveis religiosos que precisava só de um post para elas, e seria um post grande, acreditem.
Tomando a liberdade de fazer a tradução de parte do texto que se encontra presente aqui, ai está para epilogo:
Numa história que explora as interacções complexas da politica, religião, ecologia, tecnologia, e das emoções humanas, o destino de Paul, da sua familia, do seu novo planeta e seus habitantes nativos, bem como do Imperador Padishah, a poderosa Spacing Guild, e a ordem feminina secreta das Bene Gesserit, são todos lançados num confronto que irá mudar o curso da humanidade.
Como costumo dizer: o Star Wars, quando comparado ao Dune, é uma brincadeira de crianças.
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publicado por Jorge A. às 13:37
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Sábado, 3 de Fevereiro de 2007

Para ler e recordar

Marinheiros de água doce, do Pedro Correia no Corta-Fitas.

Um grau de liberdade, do João Caetano Dias no Blasfémias.
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publicado por Jorge A. às 14:04
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Não é preciso ler Hayek

Basta ver a Guerra das Estrelas.

No seu livro Caminho para a Servidão, Hayek começa por explicar como a guerra força o planeamento central. Terminada a guerra, os planeadores tenderão a querer manter-se no poder. Todavia, os planeadores não conseguem chegar a consenso sobre o caminho a adoptar para a sociedade (há vários planos, e nenhum agrada a todos). Isto leva à delegação do poder num só homem: o líder supremo e com carisma. A partir daqui o partido toma conta do país, e como forma de mobilizar as forças e manter a unidade nacional procurará encontrar um factor negativo. Daqui para a frente, segue-se a criação da policia secreta, e o planeamento de toda a sociedade ao mais infimo pormenor: a profissão de cada um é "planeada"; os salários são "planeados"; o pensamento é "planeado"; o divertimento é "planeado"; até a disciplina é "planeada"; enfim... o caminho para a servidão.

Chavez defends decree power as democratic, says Bush represents U.S. tyranny. Em Hugo Chavez, na Venezuela, nós vemos o desenrolar desta história já vista noutros tempos e tão bem explicada no livro de Hayek. Mas mesmo assim há quem não se coíba (não é Cohiba, mas lá que ia um charutinho desse outro refúgio chamada Cuba, ia) de falar bem de Chávez, e de olhar para Chávez com admiração... entre eles, Mário Soares - até podia aqui escrever uma palavrinha ou duas como Soares prejudica-se a si próprio, talvez por coisas destas, Cunhal e Salazar mereçam ter ficado à frente de Soares no concurso Grandes Portugueses, afinal o próprio Soares, tem simpatia para com tiranos como Chavez. No mundo actual, os pequenos ditadores, há muito que encontraram esses fenómenos negativos como forma de mobilizarem a sociedade numa causa comum: ora são os Estados Unidos, ora são as crenças religiosas. Ora vamos lá aceitar uns quantos sacrificios em favor da luta socialista contra o imperialismo americano, ou em favor da causa muçulmana contra os tiranos judeus e católicos. Mesmo o ocidente por vezes parece tentado em cair na teia do factor negativo, tão bem expresso na perda de liberdade verificada após 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos, afinal de contas, vamos lá todos aceitar uns sacrificios em favor da luta contra o terrorismo.
Voltando ao Star Wars. Está lá tudo... o imperador Palpatine utiliza a guerra dos clones para atingir o poder, era necessário um homem forte que definisse a estratégia, e ele era o homem certo para tornar-se líder do Galactic Senate. O Darth Vader funciona como uma espécie de policia secreta, que tenta pôr tudo e todos em ordem, disciplinando aqueles que não seguem a linha oficial do partido: o Galactic Empire. Com o fim da guerra dos clones, Palpatine não pode abandonar o poder, porquê? porque afinal de contas ainda existem os rebeldes que tem de ser postos em ordem, e se Palpatine abandonasse o poder, tudo o que foi conquistado com a vitória na guerra dos clones poderia estar em causa. O que vale, é que os rebeldes lutarão até ao fim no sentido de "restore freedom to the galaxy".
Mas a realidade é que esta é uma batalha sem fim. A batalha pela nossa liberdade.
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publicado por Jorge A. às 13:07
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Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007

O gosto pelo jogo

3 votantes
peso do meu voto: 33%

10 votantes
peso do meu voto: 10%

100 votantes
peso do meu voto: 01%

4 milhões de votantes
peso do meu voto: 00,00000025%.

Ir à urna votar por causa destes 0,00000025% à espera de decidir a eleição, é quase como jogar ao Euromilhões.
publicado por Jorge A. às 01:48
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N'O Dia Depois de 8 de Fevereiro...

...estaremos tão esclarecidos sobre o aquecimento global como agora.
O tema do aquecimento global é um dos mais debatidos dos últimos anos. Aliás, debatido nem por isso, é quase dado como um facto adquirido, pouca discussão gera. Mas o tema ganhou outra dimensão quando os Estados Unidos decidiram não assinar o protocolo de Kyoto... aí foi a revolução. A esquerda entrou em polvorosa, para além de poder continuar a fazer crer que a defesa do ambiente é um seu monopólio, ainda podia fazer disso arma de arremesso contra Bush e os States.

Mas venha lá aí então um tal de Al Gore, um norte-americano veja-se bem, explicar-nos o que é isso do aquecimento global, e ao quê que poderemos estar sujeitos caso não mudemos os nossos hábitos. A conferência é patrocinada pela CGD, EDP, Lexus e Câmara de Lisboa - isto deve ficar por meia dúzia de tostões, é o que é.

E já agora, só para que fique claro, o quê que faz de Al Gore um especialista que merece ser escutado sobre o tema do aquecimento global. Bem, ao que parece, pegou nesta obra de ficção:
E fez o "The Day After Tomorrow 2":

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

publicado por Jorge A. às 00:42
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Quinta-feira, 1 de Fevereiro de 2007

Prazer Visual

Ana Beatriz Barros
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publicado por Jorge A. às 22:39
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