"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville
Há uma triologia de respeito que se impõe ao estereótipo do homem: carros, gajas e futebol. A mim, escapa-me a primeira... os carros.
Não sou um fanático por carros, e tenho uma filosofia em relação aos mesmos muito semelhante à que se associa às mulheres: desde que dê para andar, tudo bem*. Não deixo de ser alvo do gozo dos meus amigos em certas situações, nomeadamente quando confundo Porches com Ferraris, ou merdas mais requintadas, como quando não sei a que classe pertence um determinado Mercedes. No entanto, não deixo de gostar de algumas provas velocipédicas. A fórmula 1 é uma delas. Outra é a do rally Dakar.
O rally Dakar é aliás tudo menos um rally tradicional. É acima de tudo uma prova de resistência. E é esse confronto de dois homens metidos no carro a "viajar" na solidão do deserto que me apaixona. Não é de estranhar que cerca de 80% dos pilotos que "concorrem" no rally sejam amadores. É que esta merda do rally Dakar é apaixonante. Na fórmula 1, por exemplo, a principal luta é por terminar no melhor lugar possível, indubitavelmente. Mas no rally Dakar só 20% dos pilotos anda lá a lutar por terminar no melhor lugar possível. Para os restantes, a competição não é entre eles e os outros, mas sim entre eles e o deserto. O objectivo não é chegar em determinada posição, mas simplesmente chegar.
É por isso que no Dakar não é raro ver provas de entreajuda humana, com vários pilotos a pararem para ajudarem outro piloto com problemas. Não é raro ver um tipo que está em último lugar chegar de madrugada ao ponto de chegada, após uma etapa esgotante, e mesmo assim vir com um sorriso no rosto, e com uma única preocupação: se o seu carro/mota/camião está em condições para continuar no dia seguinte. O Dakar não é só uma prova de condução, é também um desafio de mecânica.
Depois há a competição em si, e essa merda da luta entre a Mitsubishi, a Volkswagen e a BMW pela vitória (ou não) no rally. É normal que existam marcas automóveis que queiram vencer o rally a bem da publicidade. É normal que seja um piloto destas marcas a vencer. O que também é normal, mas que a mim deixa-me profundamente irritado, é que as marcas optem por patrocinar, não os melhores pilotos, mas os pilotos que lhes aumentem as vendas em determinado mercado. É por estas e por outras ,que nascer num país com pouco mais de dez milhões de habitantes é limitativo, e faz com que um dos melhores e mais experientes pilotos presentes no rally Dakar, o nosso Carlos Sousa - que não é dos amadores, e que anda naquela merda porque gostava de vencer - dificilmente veja o seu sonho concretizado.
* mudar um pneu não é problema (achei por bem referir isto).
PS: ao que parece houve muitos pilotos que não gostaram dalgumas reacções do público português nesta 1ªetapa. Sempre lamentável.
So what is it about Leonard Cohen? What makes him so special that he is loved by musicians, even those who would never claim him as an influence, and some of the greatest singers and singer/songwriters are happy to bend their talents to the great man's songs?
Why? What makes it so special? Cohen achieves that most elusive of all literary conceits. He uses language so successfully he creates images that are at once believable but never rooted in the real world.
But there are two other reasons for Cohen's appeal. Every budding singer/songwriter will blather about how Dylan has been a great influence. Only the most discriminating, and the most left-field, of songwriters - Nick Cave, Rufus Wainwright, Jeff Buckley, Suzanne Vega, Peter Gabriel - cite Cohen as an influence. He doesn't appeal to everyone. His vision is restricted to a deeply introspective, overtly literary and melancholy cognoscenti.
And there is a very special secret embedded in his songs. Like the great Cole Porter and Irving Berlin classics, Cohen's songs can be endlessly reinterpreted without losing their special magic. There is always an element of Cohen in every interpretation but every singer can come to the Cohen canon and place their own, unique vocal stylings on his songs.
Este post veio-me à cabeça após ter lido este e este post.
A carissima Ana Gomes ouviu relatos de «coisas estranhas» passadas na base das lajes nos Açores. O Despertar da Mente foi procurar saber que «coisas estranhas» foram essas. O video que aqui deixamos é irrefutável, e confirma a tese de Ana Gomes:
Aliás, lembro-me que houve algures um cartaz, inspirado numa certa cimeira na base das Lajes nos Açores, que diria qualquer coisa como: Eles mentem, eles perdem*.
*como mais tarde se verificou, nenhum deles perdeu (2 não foram a eleições, e os 2 que foram ganharam).
PS: posso garantir que pensei nesta posta antes do João Miranda ter feito esta. E quase que jurava que o titulo dado a esta noticia pelo Público on-line, tinha inicialmente incluída a citação "coisas estranhas".</span> </span>
"I believe that after all the work I have done over nearly 50 years, my family should be able to live in some serenity. But 70 percent of everything I earn goes to taxes."
All of Switzerland's 26 cantons wield enormous power over their own taxation systems, setting their own tax levels with local citizens weighing in at the ballot box. The result is a discreet, let's-make-a-deal tax system for the international super rich who — unlike the Swiss themselves — are allowed to negotiate "lump sum" tax agreements.
Claro que, na Suiça, nem todos estão satisfeitos com a competição fiscal entre os diferentes cantões, parece que os impostos andam a baixar... lá vem o medo da famosa race to the bottom.
Cantons are keen to draw wealthy foreigners because they offer a quick way of raising revenues at a time that they are facing public spending cuts. The local authorities have also been slashing corporate and personal rates for Swiss residents in a race that the association of canton finance chiefs has criticized as excessive.
Mas o medo que tem que os ricos acabem por ir-se embora se os impostos subirem... ah... o medo... be afraid... be very afraid... só não percebo é isto: se tem medo, é porque os ricos devem trazer alguma coisa de bom? Ou não? Será que esta gentalha que vai viver para lá, não gastará um único centimo a consumir os bens e serviços suiços? Porquê que na Suiça o ordenado de um trabalhador é tão elevado? Viverá o suiço comum na miséria?
"There are a lot of people who think this is not just and should be abolished," she said, but the fear is that if steps are taken it will simply cause the flight of a highly mobile elite to other receptive places like Belgium or London — where even Swiss millionaires are being tempted by tax benefits.
A Bélgica e Londres... olha... mais dois locais só relativamente mais desenvolvidos que Portugal.
Só não percebo uma coisa, então esta deslocalização de um rico da França para a Suiça, gera um debate nesta última, e na França? Não gera debate nenhum? Bem, ao que parece sim, não foi é o tema da noticia:
The notion of a French symbol decamping to a newly renovated refuge in the town of Gstaad had an incendiary effect on French national politics, prompting President Jacques Chirac to express diplomatic regrets about the rocker's actions as a citizen.
Que cidadão cruel... não quer contribuir para o bem estar da sociedade francesa... e que sociedade tão caridosa, que limita-se simplesmente a extorquir a maior parte do rendimento de um cidadão, sem lhe perguntar ao menos se considera a contribuição prestada justa.
Os cientistas avançam que o declínio destas duas grandes culturas coincide com modificações do ciclo climático entre o ano 700 e o ano 900 da nossa Era.
A seca provocada por alterações no regime das chuvas, com a catastrófica redução das colheitas agrícolas, e um empobrecimento quase geral, poderão explicar as profundas tensões que levaram ao desaparecimento daquelas sociedades.
[...]
Aos olhos dos investigadores, as variações na cintura de chuvas tropicais poderão ter sido globais e explicar assim, ainda que parcialmente, o fim da era clássica Maia (250-900) no actual México e na Guatemala.
Há hoje na sociedade uma quase unanimidade em relação às causas do que se designou chamar aquecimento global. A mim ainda não me convenceram. Há muito que continua por explicar. O quê que aconteceu com os dinossauros? As épocas glaciares, porquê que acabaram? E o que dizer dos Maias e da dinastia Tang? Será que estes poluiram demasiado a terra e provocaram também eles um fenómeno de aquecimento global?
É um facto que o planeta está a atravessar uma fase em que a temperatura média dos últimos anos é superior à registada em décadas anteriores, mas daí concluir que tal alteração é provocada, em grande parte, se não na totalidade, pela acção directa do homem, acho que é abusar um pouco...
É aqui que entra a correlação. Eu posso observar no meio-ambiente, que dá-se um menor número de acidentes rodoviários quando chove. Mas daqui não posso concluir que quando chove a estrada é mais segura. O que acontecerá, é que o condutor, dado que está a chover, tenderá a conduzir a uma velocidade mais baixa e com maior atenção, o que diminuirá o risco de acidente. Pelo que julgo saber, ainda está longe de estar totalmente demonstrada que exista uma correlação muito grande entre a poluição feita pelo Homem, e as alterações climáticas a que temos assistido nos últimos tempos.
Há quem aprenda com os erros, e por isso não é de estranhar que me depare com noticias destas: Germany quits search engine project. Então não é, que a Alemanha e a França preparavam-se para levar a cabo um projecto, de seu nome Quaero, cujo objectivo era lançar um portal de pesquisas na internet que concorresse com o Google. Mas que erro por parte dos alemães, estou desiludido, um projecto cheio de futuro, se não, vejamos:
A coisa até seria feita por meia dúzia de tostões:
"The German government confirmed Tuesday that it had decided to opt out of a multimillion-euro research effort to build a European search engine that would compete with Google"
E depois, sempre esta mania de ir buscar coisas que correram menos bem:
"The split underscores the difficulty of managing such cross-border projects, coming just months after it came to light that the wiring problem that delayed the Airbus A380 superjumbo project was in part caused by the fact that German engineers used different software from their French colleagues."
É pá, e os franceses até têm uma solução para manter o projecto, mas estes malditos alemães, pá... que não devem libertar fundos europeus, pá...
"But one analyst was skeptical that France alone would be able to sustain momentum behind Quaero or swing enough political clout in Brussels to secure significant funding from the European Union, whose presidency through June is held by Germany."
É que tão a ver, pá... há tipos com umas opiniões e tal...
"«When you look at the offerings of search engines out there on the market already, one has to question the wisdom of spending a lot of money to construct yet another search machine and try to compete with Google,» said Ulrich Trabert, a software analyst in Frankfurt at Bankhaus Metzler, a private bank. «Maybe this was supposed to strike a blow for European independence and prestige, but a lot of people wondered whether this really made sense.»"
Só para terminar, vou aproveitar a deixa para deixar aqui o link para um pequeno post, que tem o seu quê de interessante, e mais que isso, que tem a particularidade de estar, por um motivo ou por outro, relacionado com o tema que aqui trato. Essa mania que é pegar no dinheiro de todos nós, para criar ferramentas que já são disponibilizadas por privados com sucesso.
Vem este post a propósito do clube de leitura. Hoje actualizado com o excepcional O Processo de Franz Kafka. A verdade é que leio muito menos do que devia. Pior ainda quando sei que não há nada como ler um bom livro. Olha, há fases. Tive períodos da minha vida em que consumi livros atrás de livros, condensando num período tão curto o acesso a maravilhosas obras de arte que me marcarão para o resto da vida. Depois, páro. É como se me faltasse a vontade para ler. Quando quero ter acesso a uma boa história, volto-me para o cinema. Uma hora e meia, duas horas, passadas à frente do ecrã, e está contada uma boa história, cuja condensação do tempo é facilitada pela imagem - e o cinema é mesmo uma paixão, vi filmes atrás de filmes, a perder de conta. E como os filmes contemporâneos já não são suficientes - para além de sairem poucos com qualidade elevada - volto-me para os clássicos. No fim, quando vejo um bom filme, sinto-me feliz. Mas fica sempre aquele remorso, de saber que por muito bom que seja um filme, eu podia ter perdido aquele tempo a ler um qualquer livro... e garanto-vos, a mim, não há nada que me dê maior satisfação, do que ler um livro com uma boa história.