"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville
Quando esta e esta jogadora se defrontarem nos courts quentes do Australian Open eu quase garanto que será pela suiça que irei torcer... é mais forte do que eu.
Ontem, vi uma Martina dar uma lição de ténis a Na Li. Assim à partida, Hingis parece frágil e fraca, à semelhança das teenagers que chegam ao circuito sem massa muscular... a chinesa Na Li, bem pelo contrário, super forte, bolas pesadas, jogadas para cima das linhas. O problema é quando Hingis começa a embrulhar a adversária, a pô-la no bolso, assim como quem não quer a coisa. De tal forma, que lá para o terceiro jogo, já Na Li não sabia para onde jogar a bola. Levou um 6-0. A chinesa cometeu 69 erros não forçados, e a suiça fez 8 winners, isto ao longo dos 3 sets. Dirão que as estatisticas mostram que Na Li perdeu o jogo, mais do que Hingis fez pela vitória. Dizem mal. É a vida.
Pelo menos, é o que se conclui das recentes declarações de José Pinto Ribeiro (pelo "sim") e João César das Neves (pelo "não") - e vendo bem , esta minha afirmação depreendida das palavras dos dois génios acima citados, até faz algum sentido. O primeiro, porque disse que "um ovo não tem os mesmos direitos que um frango" (em clara alusão ao feto e à pessoa humana), o segundo porque disse que se o "sim" vencer, abortar vai ser tão fácil como usar um telemóvel.
Como já disse anteriormente, a discussão promete... e já agora, dêem uma vista de olhos pelo texto de Vasco Pulido Valente que foca este mesmo assunto, públicado ontem no Público. Disponível aqui, graças à Charlotte.
Se no último post, referi as favoritas à vitória do Australian Open, neste vou falar de outras duas jogadoras que podem assumir-se como a surpresa da prova.
A primeira, é Martina Hingis. Não será uma supresa assim tão improvável, visto que está no top 8 do ranking feminino, e está colocada como 6ª cabeça de série do torneio. Mas não deixaria de ser surpreendente ver Hingis ganhar novamente um Grande Slam, após a pausa que fez na sua carreira. Quando no seu melhor, pratica um dos ténis que mais aprecio. O mal, é que após o seu regresso, nunca conseguiu jogar ao nível que nos tinha habituado. As qualidades estão todas lá: é de longe a jogadora com maior capacidade técnico/táctica após Steffi Graff que vi jogar, mas falta-lhe empenho. Se estiver motivada a fazer de 2007 o ano da confirmação do seu regresso, elevando o seu jogo ao seu melhor nível, pois bem, eu acho que chega a número um.
De Serena Williams não sei que vos diga. Há dois anos atrás, também apareceu no Australian Open vinda de uma pausa. Não era uma das favoritas. Mesmo assim chegou às meias-finais contra Sharapova. Pensou-se que ia perder... não, ganhou. Na final contra Lindsay Davenport, lembro-me que chegou a demonstrar sinais de uma lesão, o jogo parecia perdido. Mas, ganhou. Levou a taça para casa. É assim a mais nova das manas Williams.
Jogo mau, para Amélie Mau(resmo), por isso vai para casa mais cedo. Quem se safa, é Safa(rova), que segue em frente. Au revoir, Amélie.
A favorita a ganhar o torneio, do meu ponto de vista, é Maria Sharapova. As jogadoras que podiam fazer mais estragos ao jogo (cada vez mais) chato de Sharapova, Henin-Hardenne e Mauresmo, uma não está, e a outra foi agora mesmo mandada de volta para casa.
Começei o torneio a torcer por Sharapova, mas devo acabar a torcer por Clijsters. Kim Clijsters é sem sombra de dúvidas a jogadora com o jogo mais espectacular das favoritas, e parece estar em forma.
A russa Kuznestova já ganhou um torneio do Grande Slam, e a avaliar pela saida de Mauresmo, tem caminho aberto para chegar à final, visto que se encontra na segunda parte do quadro do torneio.
PS: pouco tempo após ter escrito este post, Kuznestova foi eliminada pela israelita Sahar Peer. A 2ª parte do quadro começa a revelar algumas surpresas. Se tiver que adivinhar, digo que é Serena Williams que levará vantagem para chegar à final vinda da parte de baixo do quadro.
Só o segredo de não se saber quem quebrou o segredo.
O despacho que reabriu o processo relativo ao jogo F.C.Porto - Estrela da Amadora encontra(va)-se disponível na internet. Aqui.
O depoimento de Carolina Salgado foi preponderante para a reabertura do processo.
É caso para dizer:
Carolina - 1 * Pinto -0
PS: o documento já não está acessível. E a noticia do Público (esta) que me levou a chegar ao mesmo também mudou. Foi eliminado o nome do site de onde a noticia tinha proveniência. Ao que parece, divulgar o nome do site com o documento que quebrava o dito segredo, é crime. Como o documento já não está disponível, não faz mal eu deixar o meu linkzinho? Ou faz?
Procurei informar-me. A informação é difusa, mas parece-me que Henrique Burnay tem razão. Parece que o grupo foi inserido em 1997 pelos EUA na sua lista de grupos terroristas (durante a administração Clinton) como moeda de troca nas relações EUA - Irão. Mais tarde a União Europeia viria a seguir o mesmo caminho, se bem que há pouco tempo (12/12/06) o Tribunal de 1ª Instância da Comunidade Europeia tenha levantado a decisão de congelamento de fundos à organização - não reconhecendo portanto o estatuto da organização como terrorista.
Se bem que o simbolo da organização, convenhamos, não é lá muito apelativo.
E este último tem dado muito que falar. O que mais me agrada na coisa, não são os argumentos de cada lado - há muito que tenho opinião formada sobre o assunto, e isto agora parece um apanhado rapidissimo de tudo o que ouvi e li nos últimos anos. O que mais me agrada na coisa, são as picardias constantes. Parece que o facto d'o sim no referendo abranger pessoas das mais variadas ideologias - que vão do liberal CAA ao bloquista Daniel Oliveira. Da blasfema Helena Matos, à cassete pirata Joana Amaral Dias - fez eco noutros blogues.
A começar na Revista Atlântico (aqui), a passar pel'O Insurgente (aqui), e a acabar no 31 da Armada, que apresenta a mais forte resistência (aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, e aqui - e talvez em mais algum lado, mas que eu já não tenho pachorra de procurar).
Para já, tenho me divertido imenso com os posts provenientes do Trinta e Um da Armada e a resposta dos tipos do Sim. Já o associar do Sim no Referendo ao Bloco de Esquerda, não concordo. Há uns tempos discutiu-se quando João Teixeira Lopes, do BE Porto, ficou desagradado com a presença de Rui Rio na campanha pelo sim. Agora fala-se mal porque outros associam-se a elementes do bloco na luta pelo sim? Afinal, em que ficamos? Preso por ter cão, e preso por não o ter?
Talvez o mais chato, é que o Sim no Referendo vem demonstrar que a questão do referendo não é uma questão ideológica. E que o voto no sim não está barrado a gente de direita. Uma chatice, é o que é.
Mas se esta é a minha posição pessoal, enquanto director da revista tenho procurado abrir as suas páginas a ambos os lados em debate. Tal como saudei a abertura do Blogue do Não - que hoje publica o seu livro -, saúdo agora a do blogue pelo "Sim". Ainda que sejam muitas as dúvidas que nasça alguma luz desta discussão.
Luz desta discussão? Não. Mas lá que é divertida, é.
Assim tá fácil, né cara? Entre Maria Consuelo Araújo, ministra dos negócios estrangeiros colombiana, e Luis Amado, ministro dos negócios estrangeiros português, é fácil decidir qual representa melhor a politica externa do seu país. N'é'ssim? Eu pelo menos, decidia-me num fechar e abrir de olhos. Viva a diplomacia colombiana.
Hoje estou a assistir ao primeiro jogo em directo do Australian Open. A russa Maria Sharapova defronta a italiana (quase desconhecida) Tathiana Garbin. Há uma coisa que já estou para escrever faz uns tempos: aquela merda de ritual que Sharapova segue antes de cada serviço já irrita. O virar as costas à adversária; o caminhar lento para a zona de serviço; o levar as mãos aos cabelos para puxá-los para trás... todo o santo procedimento da execução do serviço irrita-me. Será assim tão dificil descomplicar a merda do serviço.
Com esta sondagem, é normal que os movimentos pelo "não" acreditem que a vitória é possível. E como já havia dito aqui, a sondagem dá razão a algo que é mais que evidente: a mobilização é o que mais conta.
Eu é que não acredito na vitória do "Não". Não, desta vez, não.
No Natal recebeu um envelope generoso dos pais para reforçar a conta-poupança? Um cheque dos irmãos para comprar a última tecnologia LCD ou dos tios para fazer a viagem à neve? E, já agora, declarou tudo ao Fisco e pagou imposto do selo? Não?! Então, você é um infractor fiscal!
1 - O imposto do selo incide sobre todos os actos, contratos, documentos, títulos, livros, papéis, e outros factos previstos na Tabela Geral, incluindo as transmissões gratuitas de bens. [...] 5 - Não são sujeitas a imposto do selo as seguintes transmissões gratuitas: a) O abono de família em dívida à morte do titular, os créditos provenientes de seguros de vida e as pensões e subsídios atribuídos, ainda que a título de subsídio por morte, por sistemas de segurança social;(Redacção dada pela Lei 39-A/2005, de 29/07) b) De valores aplicados em fundos de poupança-reforma, fundos de poupança-educação, fundos de poupança-reforma-educação, fundos de poupança-acções, fundos de pensões ou fundos de investimento mobiliário e imobiliário; c) Donativos efectuados nos termos da Lei do Mecenato; d) Donativos conforme os usos sociais, de bens ou valores não incluídos nas alíneas anteriores, até ao montante de (euro) 500; e) Transmissões a favor de sujeitos passivos de imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas, ainda que dele isentas; f) Bens de uso pessoal ou doméstico.
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É este o Estado que temos. Um Estado que julga-se no direito de exigir o absurdo aos cidadãos. Engraçado (mas sem graça nenhuma), foi hoje no noticiário da SIC ter aparecido uma subdirectora qualquer, com ar superior, a falar com toda a tranquilidade sobre o código do imposto do selo - que aparentemente, é de uma justiça irrepreensível . Quando a jornalista lhe perguntou se éramos um pais de infractores, ela respondeu, que se assim fosse, éramos também um país de doadores, o que não pode constituir em nenhum caso, a realidade. As pessoas que temos em gabinetes a pensar nestas leis, tem uma vida muito monótona, não têm? Get a Life.
E os senhores deputados que não conseguem mudar estas leis (a mesma foi alvo de uma reforma faz pouco tempo), devem ter uma actividade cerebral muito limitada, não? Ou isso, ou outra coisa que eu não vejo o quê.
Meanwhile, we may feel that politically the world is a mess, but our feelings don't entirely fit the facts -- at least the immediate facts. There are fewer inter-state wars now than there were five, ten or fifteen years ago. The conflicts we are most disturbed about -- Iraq, Israel, Sri Lanka -- are civil wars. The country whose prestige has been damaged most by the debacle in Iraq is of course the United States, so we tend to think of this as politically highly significant. And it may prove to be, but it isn't right now.
The big reason why the world economy is unaffected by turmoil in the Middle East, or even by the nuclear weapons programs of Iran and North Korea, is that the world's great powers -- America, China, Russia, the EU countries, India and Japan -- are more or less friendly with one another and more or less co-operative with one another. None is seeking to stoke up conflict with any of the others.
Nota-se perfeitamente que o jornalista d'A Bola teve uma enorme trabalheira a viajar pelo Dubai para escrever uma crónica sobre o país. Leiam, se fazem favor.
O que se pode concluir do gráfico apresentado? Que existirá sempre uma percentagem, que não deixa de ser significativa, de mulheres que irá abortar após as 10 semanas. Deverão ser estas mulheres julgadas? Penso que não. Portanto há uma parte do problema a que a nova lei que irá sair do referendo (assim adivinho) não dará resposta. O grande debate não é entre os pró-vida e os pró-escolha. Mas antes entre os pró-vida, e os pró-meia-escolha. Olha... são vidas.
O referendo é já dia 11 de Fevereiro, e mal se dá pela proximidade do dia de voto, tão pouco debate é aquele que tem existido na televisão (no fim de contas, o meio que mais importa para este tipo de coisas). Os que vão votar "Não" tem estado mais activos, mas nem por isso com maior eficácia do que aqueles que vão votar "Sim". Grande parte dos que votam "Sim", optaram pelo silêncio, não criar ondas, parece-me que resulta.
Também a falta de debate não me causa estranheza. Existirão poucas questões na sociedade portuguesa que tenham sido tão debatidas anteriormente como esta. Acho que já não há pachorra para aturar as opiniões de um e de outro lado, eu pelo menos, já estou farto. A esta altura do campeonato poucos mudarão de opinião. A grande questão será saber quantas pessoas conseguirá cada lado mobilizar a irem votar no dia 11. A mim, parece-me, que o lado do "Não" é muito menor que o lado do "Sim", mas não é menos verdade que, tendencialmente, será do lado do "Sim" que haverá menor mobilização.
Eu por exemplo, ainda não sei se irei votar. E a votar, voto sim.
PS: A minha abstenção poderá ser motivada pela impossibilidade fisica de estar presente em dois locais ao mesmo tempo. E para mais, qual é o beneficio marginal do meu voto? Praticamente nulo. Dificilmente o referendo será decidido por um voto.
[...] Anti-Americanism is not a single, unitary phenomenon.
[...] The first, liberal anti-Americanism, appears in democracies like France or England. Here opposition to American policies often involves the charge that the United States is being hypocritical by not living up to its professed values and ideals -- values its critics share.
[...] The second strain, social anti-Americanism, comes from critics of the United States who are staunch supporters of the social welfare state, and thus oppose American economic policy because it promotes laissez-faire ideals and erodes welfare state protections.
[...]More dangerous, according to the editors, are the two remaining strains. Sovereign-nationalist anti-Americanism, which may be found in parts of Latin America and Asia, involves opposition to American geopolitical and cultural dominance on the grounds that they are threats to national identity and strategic interests, as can be seen in Chinese saber-rattling over Taiwan. Radical anti-Americanism, meanwhile, of the kind typically associated with Islamic fundamentalism, holds, according to Katzenstein and Keohane, that "America's identity" must be "transformed, either from within or without."
[...]Taken as a whole, the chapters in the book suggest it is not too late to undo some of the damage that has been done to America's global reputation. Gauging the strength of anti-American sentiment around the world, in all its varieties -- and understanding its roots -- is a crucial first step toward reversing it. Dialogue with those who express radical anti-American sentiment and would take up arms against us may not be possible or desirable. With everyone else, it is imperative.
O maradona diz que "os meus [seus] dias agora começam todos à uma da manhã..."; no Fusco-Lusco também já lá canta um post sobre os cangurus batedores de bolas, e ambos dão o mote: para seguir na Eurosport.
A pena que um gajo tem de trabalhar... mas olha... é a vida. Lá para a madrugada de sábado e de domingo, conto ver os primeiros jogos na televisão. Por enquanto, vou acompanhando as noticias do site oficial.
A minha reacção aqui, a este post do Paulo Pinto Mascarenhas, é preciso explicar, que é movida pelo enorme gosto que tenho de ler os posts do PPM. Por isso quando li isto, um texto com o qual o meu desacordo era total, senti-me compelido a escrever o que escrevi. Claro que quando uso expressões como: "teve a ideia de fazer este post, sem grande sentido, diga-se" e "acho que PPM devia estar com algum fusível avariado na altura em que decidiu fazer este post" não estive também no meu melhor. Logo quando reli o texto após publicá-lo, pensei alterar a agressividade do mesmo... mas em prol da espontaneidade deixei ficar. Torna-o mais verdadeiro, mais "eu". É assim. Tá dito.
O excerto em cima publicado, faz parte da resposta de Paulo Gorjão a Paulo Pinto Mascarenhas. Que, ainda por apurar o porquê, teve a ideia de fazer este post, sem grande sentido, diga-se. Não percebo o incómodo que causa a tantos portugueses a critica. A critica deveria ser encarada como algo de normal. Mas em Portugal impera uma regra de ouro: gostas, elogia; não gostas, tá calado.
E para mais, acho que PPM devia estar com algum fusível avariado na altura em que decidiu fazer este post. Pois não me parece minimamente comparável o caso do plágio de Miguel Sousa Tavares, com o caso do plágio da jornalista do Público. Aliás, basta reparar na discussão que se gerou em torno da questão do plágio de MST no blog do provedor do Público: aqui, aqui e aqui.
Quem tiver a pachorra de ler tudo, perceberá que quando PPM diz: "Porque é que não comparou - não compararam - uma a uma, as frases pretensamente plagiadas, ao contrário do que se fez agora?", tem e não tem razão. Passo a explicar. Na altura, duas jornalistas do Público fizeram noticia do caso de plágio de MST, e este fez ver ao jornal que as mesmas não tinham feito essa comparação frase a frase, o que irritou MST. Neste caso, o que irrita a jornalista do Público, é que a comparação foi feita, o que confirmou tratar-se de um plágio inequívoco.
MST queria que a comparação fosse feita, a jornalista Clara Barata, não. A um, a comparação resolvia-lhe o problema, à outra, criou-lhe um enorme problema.