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Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

18
Nov06

E para o post número 107 do meu blog...

Jorge A.
... nada de especial:

* Eu fui dos que preferiu ver a entrevista a Pedro Santana Lopes à RTP, e depois vi a do Presidente da República Cavaco Silva às 23 horas na Sic Noticias.

17
Nov06

The Great Dane

Jorge A.
Este tipo representado aqui na foto é um dos jogador mais famosos a jogar poker do mundo: Gus Hansen. Lembrei-me deste post porque estou a ver o torneio de Londres do European Poker Masters que está a dar na Eurosport, e o The Great Dane, como é conhecido no meio o dinamarquês, joga duma forma que me impressiona. O gajo esconde o jogo como poucos, a expressão facial é irrepreensível, e o tipo consegue com isso fazer bluffs atrás de bluffs. A verdade, é que este tipo, mete medo aos adversários, e tem a capacidade de arriscar onde a maior parte dos outros não vai a jogo. É o jogador mais talentoso da nova geração de jogadores de Poker, e foi recentemente admitido na World Poker Tour: Walk of Fame, conjuntamente com o veterano jogador de poker Doyle Brunson, e o actor James Garner que ajudou a popularizar o poker através da série de televisão Maverick.
17
Nov06

O Peso de Ser Português

Jorge A.
A atleta Vanessa Fernandes é um caso sério de popularidade. Na 11ª gala realizada pela Confederação do Desporto, foi eleita a melhor atleta feminina do ano. Este resultado até é normal, o que não foi normal foi o melhor treinador do ano e o prémio para jovem promessa do ano também terem sido atribuidos a pessoas ligadas ao Triatlo: o treinador Sérgio Santos e o jovem João Silva. Acho que retirar daqui, que tais resultados, devem-se, e em muito, à visibilidade que Vanessa Fernandes deu a este desporto, não é exagerar. E porquê que Vanessa tem esta popularidade? Bem, talvez porque seja a vencedora da Taça do Mundo de Triatlo, vice-campeão do mundo, e tenha ficado em 8ºlugar nos últimos Jogos Olimpicos, quando ainda tinha 18 anos. Desta forma, recaiu logo sobre esta atleta toda a nossa esperança para uma medalha de ouro nos jogos Olimpicos de Pequim. Até agora, tem mostrado estar à altura da responsabilidade, mas não estranharia nada que cedesse no último momento. É que este é um dos problemas dos atletas portugueses, o peso da responsabilidade.
Já ouvi comentar que outros povos lidam bem com a pressão de terem de ser os melhores, e mais que isso, que noutros povos há uma pressão enorme para ser o melhor, e que não se aceita nada mais do que ser o número um. O melhor exemplo disto é o exemplo dos norte-americanos. Agora aqui vem a grande diferença: é que nos Estados Unidos, eles exigem aos seus atletas que sejam o número um, mas têm vários atletas por quem dividir tamanha responsabilidade... não colocam todo o peso em cima de uma pessoa... e mais que isso: já tem o hábito de terem os melhores do mundo em certos desportos. Em Portugal isso é mais complicado, como somos poucos, concentramo-nos em excesso nos poucos atletas excelentes que temos, e depois os mesmos acabam por ceder à pressão, porque é como se transportassem todo o pais nas suas costas (daí a escolha da imagem que ilustra este post)... e nós lá voltamos à mesma lenga-lenga de sempre da lamentação. Daí que aqueles que neste pais à beira mar plantado, conseguem atingir aquela medalinha amarela e sobem ao número um do podium, devem ser tão respeitados. Vamos nessa, Vanessa?

Outra esperança portuguesa é Emanuel Silva (foto em baixo), que também só com 18 anos ficou num honroso 7ºlugar na prova de canoagem K1000 dos últimos Jogos Olimpicos de Sidney. Este, pouco tem aparecido na televisão, mas o que lhe falta em mediatismo, sobra-lhe em talento. E é mais um que considero uma esperança para as medalhas em Pequim.

PS: Como a Vanessa Fernandes é do Sport Lisboa e Benfica, ainda gosto mais dela.
16
Nov06

Regulamentos para Cumprir

Jorge A.
Há um regulamento da Liga de Clubes que proíbe a inclusão de cláusulas, num contrato de empréstimo de um jogador de futebol do clube x para o clube y, que não permitam ao jogador emprestado que jogue contra o clube de origem. O ano passado já o Futebol Clube do Porto aquando do jogo com o União de Leiria tinha ensinado como é que se ultrupassava tal regulamento, agora é o Benfica que vem demonstrar que estava atento e que não se deixa enganar: é que Marcel, do Sporting de Braga, jogador emprestado pelo Benfica, foi castigado e não irá jogar no Braga - Benfica.
Gosto particularmente da desculpa:

Nessa entrevista, o jogador bracarense afirmava que estava interessado num regresso ao Brasil para representar o Cruzeiro, e que, com o novo treinador iria ter menos hipóteses de jogar e, por isso, estava insatisfeito.

Paulo Afonso, empresário de Marcel defende o jogador e diz que foi tudo uma questão de interpretação.

Até aposto, que depois do jogo do Benfica, as palavras vão ser logo bem interpretadas... e o castigo não se vai manter. Claro, que este regulamento é mais um daqueles regulamentos absurdos, impossiveis de aplicar. E que só viria prejudicar os jogadores e os clubes. Porque:
  1. Muitas vezes o clube que empresta continua a pagar parte do salário do jogador emprestado, e não faz sentido que corra o risco que um seu jogador possa ir contra a sua entidade patronal.
  2. Decorrente do ponto anterior, se a lei fosse aplicada a sério, os clubes prefeririam não emprestar os jogadores, o que também iria complicar a vida dos clubes mais pequenos que vivem muito destes empréstimos para reduzir custos. Diminuiria certamente a competitividade do campeonato português. Aumentaria o número de empréstimos a clubes de outros campeonatos que não o português.
  3. Em último lugar, também os jogadores sofreriam com esta medida, porque certamente o Marcel prefere ir emprestado para o Braga jogar futebol, do que ficar uma época inteira a aquecer o banco do Benfica, ou ser emprestado a um qualquer clube da segunda divisão espanhola.
  4. Decorrente do ponto número 2, é óbvio que os clubes que vivem de jogadores emprestados para reduzirem os seus custos, iriam adoptar o tipo de solução que agora se verifica: castigos antes do jogo com o clube que emprestou o jogador. E apesar de não existir nada na lei que os proiba de fazer tal facto, há um incentivo a cumprirem a palavra dada: se o Braga agora, face ao Benfica, decidisse usar o Marcel... nunca mais o Benfica emprestava-lhe jogadores, para não dizer, que nunca mais um outro clube grande teria interesse em emprestar ao Braga um jogador.
16
Nov06

Cinema em Portugal

Jorge A.
E o que é que se pode concluir de tal quadro:
  1. Que 5,00% dos filmes que passaram em Portugal em 2005 eram portugueses, e que a receita dos mesmos correspondeu a 3,13% das receitas totais.
  2. Que 23,46% dos filmes que passaram em Portugal em 2005 eram europeus, e que a receita dos mesmos correspondeu a 8,02% das receitas totais.
  3. Que 38,08% dos filmes que passaram em Portugal em 2005 eram norte americanos, e que a receita dos mesmos correspondeu a 61,88% das receitas totais.
  4. Resumindo e concluindo: com este quadrozinho, eu chego à conclusão que no ano de 2005, 59,62% dos filmes que passaram em Portugal foram produzidos em exclusivo, ou em parceria, pelos norte americanos, e que estes obtiveram 87,14% das receitas totais.

Mas ainda há mais:

  1. O público gosta mais dos filmes americanos, do que dos filmes europeus ou portugueses. Dos 20 filmes mais vistos do ano, há um português, um do Reino Unido, e o resto implica produção norte-americana. Melhor consulta aqui.
  2. O resultado dos filmes portugueses é satisfatório, mas isso porque há um fora de série: O Crime do Padre Amaro, que corresponde só por ele a mais de 65% de toda a receitas que os filmes portugueses geraram (e foram 13 filmes). Ainda me sinto pior, por saber que o cinema português é financiado por todos nós, através dos subsidios atribuidos pelo Estado, e afinal de contas tem rentabilidade tão baixa - curiosidade do fora de série ser subsidiado por uma empresa privada: a SIC.
  3. O cinema europeu anda pelas ruas da amargura e não convence as audiências - e para piorar as coisas: 20% das receitas totais conseguida por filmes europeus devem-se a um único filme: A Intérprete, produzido no Reino Unido. É fácil concluir que o cinema anglófono está muito mais em voga que o cinema francófono.
  4. Os piores filmes do ano foram: Exils (6 bilhetes - 12 euros de receita); Primavera no Outono (17 bilhetes - 59,5 euros de receita); Kanchatka (25 bilhetes - 89,5 euros de receita); Podium (162 bilhetes - 630,6 euros); 800 balas (224 bilhetes - 973,75 euros); O 7ºDia (252 bilhetes - 1007,50 euros); Illumination (392 bilhetes - 1537,60 euros); Golpe a Golpe (502 bilhetes - 2260,75 euros). Curioso será notar que no IMDB tem quase todos média acima de 7, mas sempre menos de 1000 votos... é o que se chama nichinho de mercado. Mais dados aqui.

PS: O que vale é que em 2004 a situação havia sido pior: 58,52% dos filmes que passaram em Portugal foram produzidos em exclusividade, ou em parceria, pelos norte-americanos, e obtiveram 92,99% das receitas totais. Em 2004, dos 20 filmes mais vistos do ano, todos tinham produção norte-americana. O que pode significar que a tão falada educação do público, que alguns agentes culturais em Portugal tanto apregoam, já começou. Viva a Rivolução!!! Viva!!!

PS2: Como é óbvio, as últimas duas linhas do meu último post scriptum, não são para ser levadas a sério.

14
Nov06

Gostava de saber...

Jorge A.
... o que leva um canal de televisão a transmitir a penhora dos bens pessoais de um cidadão deste país? E como se não bastasse, ainda apresenta a informação como um exclusivo, congratula-se com tal facto. No fim fica apenas a humilhação de um homem, José Veiga, e a sua saida do Benfica com dignidade. Sinto-me triste, mas há quem deva estar muito contente.
PS: ainda por cima, já depois de fazer este post, descubro que a TVI estava mal informada. Não se tratava de uma penhora, mas sim de um arresto. Relembro que o arresto é feito à priori, para garantir que irá existir forma de pagar uma divida que está em discussão no tribunal, enquanto a penhora é feita à posteriori, para garantir o pagamento de uma dívida já reconhecida pelo tribunal.
14
Nov06

Cazaquistão

Jorge A.
Numa altura em que o Cazaquistão está na moda, com o filme Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan a liderar a tabela dos mais vistos nos Estados Unidos da América, a selecção nacional de futebol tinha logo de ir jogar contra os super motivados cazaques. Ainda não percebi é o porquê de Scolari ainda não ter avisado que um empate já será bom. Também não percebo muito bem o porquê de um país quase na totalidade asiático participar no apuramento para o campeonato europeu.
Com sorte, com sorte, amanhã em Coimbra, ainda teremos um espectador especial:
14
Nov06

Estádio do Algarve

Jorge A.

O Estádio do Algarve custou cerca de 30 milhões de euros, o que resultou num encargo anual de 3 milhões de euros para as autarquias algarvias de Faro e de Loulé. Como é óbvio, tal encargo, tem limitado a capacidades destas autarquias para fazer face às necessidades dos seus municipes. Por vezes, temos de fazer opções, e os autarcas algarvios (com o apoio do governo central), optaram por um estádio de 30 mil lugares, que ao longo do ano tem uns quantos eventos (contam-se pelos dedos da mão), que metem menos de 15 mil pessoas no recinto. É verdade, que o recinto também tem sido usado para outros eventos: street racing, um autêntico autódromo do Estoril algarvio. Boa aposta, hein?

O governo central, depressa financiou a construção deste projecto sem sentido nenhum, mas quanto ao Hospital Central do Algarve a obra ainda está por arrancar. Quando vamos ao actual hospital distrital de Faro, deparamo-nos com uma situação lastimosa: sala de esperas para visitas no exterior, falta de elevadores, inexistência de ar condicionado, etc... Parece que agora lá vão avançar com a obra para o novo hospital algarvio, ao menos, parte do dinheiro gasto na construção do estádio de futebol para 30 mil lugares terá alguma utilidade: já lá estão as acessibilidades rodoviárias e não irão faltar estacionamentos. Hip urra!!!

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