Sexta-feira, 17 de Novembro de 2006

O Peso de Ser Português

A atleta Vanessa Fernandes é um caso sério de popularidade. Na 11ª gala realizada pela Confederação do Desporto, foi eleita a melhor atleta feminina do ano. Este resultado até é normal, o que não foi normal foi o melhor treinador do ano e o prémio para jovem promessa do ano também terem sido atribuidos a pessoas ligadas ao Triatlo: o treinador Sérgio Santos e o jovem João Silva. Acho que retirar daqui, que tais resultados, devem-se, e em muito, à visibilidade que Vanessa Fernandes deu a este desporto, não é exagerar. E porquê que Vanessa tem esta popularidade? Bem, talvez porque seja a vencedora da Taça do Mundo de Triatlo, vice-campeão do mundo, e tenha ficado em 8ºlugar nos últimos Jogos Olimpicos, quando ainda tinha 18 anos. Desta forma, recaiu logo sobre esta atleta toda a nossa esperança para uma medalha de ouro nos jogos Olimpicos de Pequim. Até agora, tem mostrado estar à altura da responsabilidade, mas não estranharia nada que cedesse no último momento. É que este é um dos problemas dos atletas portugueses, o peso da responsabilidade.
Já ouvi comentar que outros povos lidam bem com a pressão de terem de ser os melhores, e mais que isso, que noutros povos há uma pressão enorme para ser o melhor, e que não se aceita nada mais do que ser o número um. O melhor exemplo disto é o exemplo dos norte-americanos. Agora aqui vem a grande diferença: é que nos Estados Unidos, eles exigem aos seus atletas que sejam o número um, mas têm vários atletas por quem dividir tamanha responsabilidade... não colocam todo o peso em cima de uma pessoa... e mais que isso: já tem o hábito de terem os melhores do mundo em certos desportos. Em Portugal isso é mais complicado, como somos poucos, concentramo-nos em excesso nos poucos atletas excelentes que temos, e depois os mesmos acabam por ceder à pressão, porque é como se transportassem todo o pais nas suas costas (daí a escolha da imagem que ilustra este post)... e nós lá voltamos à mesma lenga-lenga de sempre da lamentação. Daí que aqueles que neste pais à beira mar plantado, conseguem atingir aquela medalinha amarela e sobem ao número um do podium, devem ser tão respeitados. Vamos nessa, Vanessa?

Outra esperança portuguesa é Emanuel Silva (foto em baixo), que também só com 18 anos ficou num honroso 7ºlugar na prova de canoagem K1000 dos últimos Jogos Olimpicos de Sidney. Este, pouco tem aparecido na televisão, mas o que lhe falta em mediatismo, sobra-lhe em talento. E é mais um que considero uma esperança para as medalhas em Pequim.

PS: Como a Vanessa Fernandes é do Sport Lisboa e Benfica, ainda gosto mais dela.
publicado por Jorge A. às 16:27
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Roger Federer vs Rafael Nadal




Aí vem um grande jogo para a meia-final do Masters Masculino de ténis que decorre em Xangai, China.
publicado por Jorge A. às 14:46
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Calvin & Hobbes

Como estamos numa em que a educação está muito na moda, ora aqui fica um sketch sobre a visão que um aluno vulgar tem da escola:

Pronto, bem sei, o Calvin não é um aluno vulgar, é sobre-dotado.
Secções:
publicado por Jorge A. às 03:08
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Quinta-feira, 16 de Novembro de 2006

Regulamentos para Cumprir

Há um regulamento da Liga de Clubes que proíbe a inclusão de cláusulas, num contrato de empréstimo de um jogador de futebol do clube x para o clube y, que não permitam ao jogador emprestado que jogue contra o clube de origem. O ano passado já o Futebol Clube do Porto aquando do jogo com o União de Leiria tinha ensinado como é que se ultrupassava tal regulamento, agora é o Benfica que vem demonstrar que estava atento e que não se deixa enganar: é que Marcel, do Sporting de Braga, jogador emprestado pelo Benfica, foi castigado e não irá jogar no Braga - Benfica.
Gosto particularmente da desculpa:

Nessa entrevista, o jogador bracarense afirmava que estava interessado num regresso ao Brasil para representar o Cruzeiro, e que, com o novo treinador iria ter menos hipóteses de jogar e, por isso, estava insatisfeito.

Paulo Afonso, empresário de Marcel defende o jogador e diz que foi tudo uma questão de interpretação.

Até aposto, que depois do jogo do Benfica, as palavras vão ser logo bem interpretadas... e o castigo não se vai manter. Claro, que este regulamento é mais um daqueles regulamentos absurdos, impossiveis de aplicar. E que só viria prejudicar os jogadores e os clubes. Porque:
  1. Muitas vezes o clube que empresta continua a pagar parte do salário do jogador emprestado, e não faz sentido que corra o risco que um seu jogador possa ir contra a sua entidade patronal.
  2. Decorrente do ponto anterior, se a lei fosse aplicada a sério, os clubes prefeririam não emprestar os jogadores, o que também iria complicar a vida dos clubes mais pequenos que vivem muito destes empréstimos para reduzir custos. Diminuiria certamente a competitividade do campeonato português. Aumentaria o número de empréstimos a clubes de outros campeonatos que não o português.
  3. Em último lugar, também os jogadores sofreriam com esta medida, porque certamente o Marcel prefere ir emprestado para o Braga jogar futebol, do que ficar uma época inteira a aquecer o banco do Benfica, ou ser emprestado a um qualquer clube da segunda divisão espanhola.
  4. Decorrente do ponto número 2, é óbvio que os clubes que vivem de jogadores emprestados para reduzirem os seus custos, iriam adoptar o tipo de solução que agora se verifica: castigos antes do jogo com o clube que emprestou o jogador. E apesar de não existir nada na lei que os proiba de fazer tal facto, há um incentivo a cumprirem a palavra dada: se o Braga agora, face ao Benfica, decidisse usar o Marcel... nunca mais o Benfica emprestava-lhe jogadores, para não dizer, que nunca mais um outro clube grande teria interesse em emprestar ao Braga um jogador.
publicado por Jorge A. às 15:20
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Cinema em Portugal

Através do site do Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia, chego a este quadrozinho.
E o que é que se pode concluir de tal quadro:
  1. Que 5,00% dos filmes que passaram em Portugal em 2005 eram portugueses, e que a receita dos mesmos correspondeu a 3,13% das receitas totais.
  2. Que 23,46% dos filmes que passaram em Portugal em 2005 eram europeus, e que a receita dos mesmos correspondeu a 8,02% das receitas totais.
  3. Que 38,08% dos filmes que passaram em Portugal em 2005 eram norte americanos, e que a receita dos mesmos correspondeu a 61,88% das receitas totais.
  4. Resumindo e concluindo: com este quadrozinho, eu chego à conclusão que no ano de 2005, 59,62% dos filmes que passaram em Portugal foram produzidos em exclusivo, ou em parceria, pelos norte americanos, e que estes obtiveram 87,14% das receitas totais.

Mas ainda há mais:

  1. O público gosta mais dos filmes americanos, do que dos filmes europeus ou portugueses. Dos 20 filmes mais vistos do ano, há um português, um do Reino Unido, e o resto implica produção norte-americana. Melhor consulta aqui.
  2. O resultado dos filmes portugueses é satisfatório, mas isso porque há um fora de série: O Crime do Padre Amaro, que corresponde só por ele a mais de 65% de toda a receitas que os filmes portugueses geraram (e foram 13 filmes). Ainda me sinto pior, por saber que o cinema português é financiado por todos nós, através dos subsidios atribuidos pelo Estado, e afinal de contas tem rentabilidade tão baixa - curiosidade do fora de série ser subsidiado por uma empresa privada: a SIC.
  3. O cinema europeu anda pelas ruas da amargura e não convence as audiências - e para piorar as coisas: 20% das receitas totais conseguida por filmes europeus devem-se a um único filme: A Intérprete, produzido no Reino Unido. É fácil concluir que o cinema anglófono está muito mais em voga que o cinema francófono.
  4. Os piores filmes do ano foram: Exils (6 bilhetes - 12 euros de receita); Primavera no Outono (17 bilhetes - 59,5 euros de receita); Kanchatka (25 bilhetes - 89,5 euros de receita); Podium (162 bilhetes - 630,6 euros); 800 balas (224 bilhetes - 973,75 euros); O 7ºDia (252 bilhetes - 1007,50 euros); Illumination (392 bilhetes - 1537,60 euros); Golpe a Golpe (502 bilhetes - 2260,75 euros). Curioso será notar que no IMDB tem quase todos média acima de 7, mas sempre menos de 1000 votos... é o que se chama nichinho de mercado. Mais dados aqui.

PS: O que vale é que em 2004 a situação havia sido pior: 58,52% dos filmes que passaram em Portugal foram produzidos em exclusividade, ou em parceria, pelos norte-americanos, e obtiveram 92,99% das receitas totais. Em 2004, dos 20 filmes mais vistos do ano, todos tinham produção norte-americana. O que pode significar que a tão falada educação do público, que alguns agentes culturais em Portugal tanto apregoam, já começou. Viva a Rivolução!!! Viva!!!

PS2: Como é óbvio, as últimas duas linhas do meu último post scriptum, não são para ser levadas a sério.

publicado por Jorge A. às 02:07
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Terça-feira, 14 de Novembro de 2006

Gostava de saber...

... o que leva um canal de televisão a transmitir a penhora dos bens pessoais de um cidadão deste país? E como se não bastasse, ainda apresenta a informação como um exclusivo, congratula-se com tal facto. No fim fica apenas a humilhação de um homem, José Veiga, e a sua saida do Benfica com dignidade. Sinto-me triste, mas há quem deva estar muito contente.
PS: ainda por cima, já depois de fazer este post, descubro que a TVI estava mal informada. Não se tratava de uma penhora, mas sim de um arresto. Relembro que o arresto é feito à priori, para garantir que irá existir forma de pagar uma divida que está em discussão no tribunal, enquanto a penhora é feita à posteriori, para garantir o pagamento de uma dívida já reconhecida pelo tribunal.
publicado por Jorge A. às 21:15
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Cazaquistão

Numa altura em que o Cazaquistão está na moda, com o filme Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan a liderar a tabela dos mais vistos nos Estados Unidos da América, a selecção nacional de futebol tinha logo de ir jogar contra os super motivados cazaques. Ainda não percebi é o porquê de Scolari ainda não ter avisado que um empate já será bom. Também não percebo muito bem o porquê de um país quase na totalidade asiático participar no apuramento para o campeonato europeu.
Com sorte, com sorte, amanhã em Coimbra, ainda teremos um espectador especial:
publicado por Jorge A. às 15:43
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Estádio do Algarve

O Estádio do Algarve custou cerca de 30 milhões de euros, o que resultou num encargo anual de 3 milhões de euros para as autarquias algarvias de Faro e de Loulé. Como é óbvio, tal encargo, tem limitado a capacidades destas autarquias para fazer face às necessidades dos seus municipes. Por vezes, temos de fazer opções, e os autarcas algarvios (com o apoio do governo central), optaram por um estádio de 30 mil lugares, que ao longo do ano tem uns quantos eventos (contam-se pelos dedos da mão), que metem menos de 15 mil pessoas no recinto. É verdade, que o recinto também tem sido usado para outros eventos: street racing, um autêntico autódromo do Estoril algarvio. Boa aposta, hein?

O governo central, depressa financiou a construção deste projecto sem sentido nenhum, mas quanto ao Hospital Central do Algarve a obra ainda está por arrancar. Quando vamos ao actual hospital distrital de Faro, deparamo-nos com uma situação lastimosa: sala de esperas para visitas no exterior, falta de elevadores, inexistência de ar condicionado, etc... Parece que agora lá vão avançar com a obra para o novo hospital algarvio, ao menos, parte do dinheiro gasto na construção do estádio de futebol para 30 mil lugares terá alguma utilidade: já lá estão as acessibilidades rodoviárias e não irão faltar estacionamentos. Hip urra!!!

publicado por Jorge A. às 14:54
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Domingo, 12 de Novembro de 2006

Enough Information

Por vezes, acho que é o Calvin que faz os estudos em que os governantes de Portugal se baseiam para tomar decisões.
publicado por Jorge A. às 21:29
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Temos Campeã

Esteve nas quatro finais dos torneios de Grand Slam deste ano. Só ganhou uma, a de Roland Garros, e em duas delas perdeu-as exactamente para Amélie Mauresmo. Hoje, ganhou o WTA masters em Madrid contra Mauresmo, e acaba o ano em grande, como número um do mundo.

Nada mais justo.


PS: O video é do encontro na fase de grupos.
publicado por Jorge A. às 16:31
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Sábado, 11 de Novembro de 2006

Spider Man 3

No universo dos super-heróis tenho dois que são os meus favoritos: o Batman e o Spider Man. Em relação ao Batman, nunca achei que os filmes de Tim Burton e os que se seguiram fizessem-lhe grande justiça, sendo que só recentemente o genial Batman Begins de Christopher Nolan conseguiu fazer justiça ao nome. Reparem, eu não digo que os filmes de Tim Burton fossem maus, mas dado que representavam um certo universo burtoniano, perdia-se um bocado daquilo que verdadeiramente é o Batman, e nunca os realizadores que se seguiram a Tim Burton conseguiram afastar-se do universo burtoniano. Antes de Batman Begins os personagens centrais dos filmes do Batman eram os vilões e nunca o próprio Batman. Foi isso que Christopher Nolan trouxe de volta aos fãs, no seu filme, é Batman o personagem central, e é na excelente representação de Christian Bale que o filme se sustenta.
Já com o Spider Man a coisa foi mais simples, Sam Raimi manteve-se totalmente fiel à banda desenhada, e melhor que isso, consegue que a história principal não se desenvolva só no confronto com os vilões, mas também na luta psicológica que perdura na cabeça do nosso herói Peter Parker. É verdade que não acho os filmes de Spider Man tão maduros quanto o Batman Begins, parecem-me dirigidos a uma audiência mais jovem, mas adoro o trabalho que Sam Raimi se impõe para conseguir desenvolver tanta história em tão pouco tempo. Em Spider Man 3 vai-se desenvolver parte da história que melhor conheço, por lembrar-me dos desenhos animados que davam na RTP, The New Adventures of Spider Man. Vai ter três dos melhores rivais do herói aranhiço: o Sandman, o Green Goblin e o Venom - este último, aquele que mais anseio ver, se bem que o Sandman, prometa um espectáculo cinematográfico de luxo. E para melhorar as coisas, também surge a personagem de Gwen Stacy, a rival de Mary Jane Watson pelo coração de Peter Parker. Com tanta coisa junta, este Spider Man 3 vai ser um luxo para um apaixonado deste super-herói.
E isto tudo para quê, para dizer que através do Cineblog, descubro que já está disponível o trailer do terceiro filme do Spider Man.
publicado por Jorge A. às 19:20
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Mauresmo - Henin

Amélie Mauresmo



Justine Henin-Hardenne

Assim será a final de amanhã do WTA Masters. Será a repetição dum jogo já feito neste WTA Masters e que resultou na vitória de Mauresmo. O encontro anterior entre as duas já foi um dos melhores encontros deste torneio, e agora teremos a hipótese de voltar a repetir a dose. Para se qualificarem, Mauresmo teve de derrotar uma grande Kim Clijsters em três sets, tendo demonstrado toda a sua força. Já para Henin-Hardenne, ao contrário do que se esperava, o jogo contra Sharapova foi extremamente fácil, com a tenista russa a denotar nervossismo excessivo e uma incapacidade tremenda para fazer face ao jogo bem estruturado da adversária.

Mas há uma coisa que já é certa, o titulo de número um mundial no final do ano, não foge a Justine Henin-Hardenne. Pode já guardar a taça.
publicado por Jorge A. às 18:26
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Politica Agricola Comum

Através do Blasfémias, e mais propriamente, da caixa de comentários deste post, descubro este site fantástico: Farmsubsidy. Neste é possível saber facilmente e com clareza, quanto é que recebe e contribui cada país para a PAC, e mais ainda, quando os dados estão disponiveis, quais os agricultores que recebem em cada país o dinheirinho dos subsidios à agricultura.
Pode-se por exemplo verificar que a França contribui em 8 669 milhões de euros para a PAC, mas recebe de subsidios aos seus agricultores 10 012 milhões de euros, o que perfaz a módica quantia de 1 343 milhões de euros de superavit. Correspondente a 22 euros por cidadão. Mesmo Portugal, um país menos desenvolvido que a França, tem um ganho liquido de 9 euros por cidadão. Desta forma, é normal que a França defenda a PAC com unhas e dentes.
Enquanto isso, logo abaixo do continente europeu, há um continente que vive miseravelmente, e que nem onde teria vantagem competitiva (produção de bens alimentares), é-lhes permitido desenvolverem-se, porque é preciso manter os agricultores europeus com a barriga cheia. Estranho mundo o nosso.
publicado por Jorge A. às 01:56
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Sexta-feira, 10 de Novembro de 2006

Le Temps Qui Reste

Vi o filme de François Ozon ontem pela primeira vez, este Le Temps Qui Reste parte de uma história comovente: um jovem de 31 anos é confrontado com a iminência da sua morte devido a um cancro terminal. Não vou dizer que é um grande filme, porque não o é, mas gostei.
A seu favor tem a forma como o realizador consegue captar a essência do sofrimento e desespero que grassa na cabeça do personagem principal, sem nunca cair na banalidade e no exagero. Também é curiosa a forma como a homosexualidade é introduzida no filme, com naturalidade, sem tabús, sendo um sub-tema do filme, que de certa forma acaba por relacionar-se com o tema principal.
A angústia que a mãe de Romain demonstra pelo filho não lhe ter dado um neto, também é de certa maneira reflectida em Romain, que dada a sua orientação sexual, vê ser-lhe vedado o acesso a essa espécie de prolongamento da sua própria vida, com a impossibilidade do nascimento de um filho seu. Essa revolta vê-se na forma como afasta a sua irmã de forma cruel, pela irritação que tem aos seus sobrinhos, que lhe relembram constantemente a limitação a que está sujeito.
Tal limitação ganha maior relevo, agora que vê-se confrontado com a iminência da sua morte. Mas aí acontece algo no filme que permitirá a Romain prolongar a sua existência... e aceitar o fim da sua vida com alguma tranquilidade. É essa parte da história que foi algo forçada por parte do realizador, e que não me deixou muito confortável com o mesmo. À parte isso, é um bom filme.
publicado por Jorge A. às 22:19
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Duetos

Este que postei aqui em cima é o de Norah Jones com Bob Dylan cantando I shall be released. A voz de Norah Jones, não sendo eu um especialista em música, é deveras notável. É, a par com Katie Melua, a voz feminina que mais gosto de ouvir. Tem uma capacidade notável para transmitir sentimento. É uma voz que vem da alma (se ela existisse). Levei horas e horas a estudar e a ouvir Norah Jones, não percebo bem porquê, mas a voz da mulher acalma-me e alivia-me o stress.

Mais extraordinário é a capacidade de Norah Jones para cantar em dueto. As musicas em que ela canta a solo são excelentes, mas quando junta-se um (bom) acompanhante, faz autênticas maravilhas. O exemplo aqui postado é uma dessas maravilhas, mas há mais aqui.

publicado por Jorge A. às 20:58
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Amanhã, a não perder...

... o embate entre Maria Sharapova e Justine Henin-Hardenne que irá decidir quem é que termina o ano como número um mundial.
PS: Pena que Martina Hingis tenha sido eliminada do torneio, mas Amélie Mauresmo fez pela vida e ganhou, e bem, a Justine Henin-Hardenne no jogo de hoje. É por coisas destas que gosto de ténis: Mauresmo no primeiro jogo com Petrova foi cilindrada, mas no final de contas, Petrova acaba por ficar no último lugar do grupo e Mauresmo qualifica-se para as meias-finais como líder do grupo.
publicado por Jorge A. às 20:47
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Eutanásia

Muito em breve, se no referendo ao aborto ganhar o lado que defendo, vai dar-se uma vitória dos cidadãos sobre o Estado, que julga-se no direito de julgar moralmente as mulheres que abortam. Por agora, é apontar baterias para a vitória do sim no referendo ao aborto, mas é melhor começar a fazer campanha por outra coisa que não entendo e que, já agora, também devia ser referendada: eutanásia? Sim ou não. Do meu ponto de vista, a resposta é claramente favorável ao sim.
publicado por Jorge A. às 01:28
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Quinta-feira, 9 de Novembro de 2006

Canal de Televisão

Mais uma inovação do Benfica.
Depois da publicidade nas bancadas do Estádio da Luz, que renderam muito dinheiro, do novo kit de sócio, que também rendeu muito dinheiro, do acordo com a Caixa Geral de Depósitos para o patrocinio ao campo de treinos no Seixal, é chegada a altura de avançar para a criação do canal Benfica. Se tiver os resultados financeiros das outras três iniciativas, é com prazer que vejo o Benfica a demonstrar-se inovador na vertente da gestão financeira. Só falta saber quais vão ser os conteudos escolhidos para serem transmitidos no novo canal.
publicado por Jorge A. às 22:40
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Masters WTA

Sharapova e Justine Henin-Hardenne, de longe as mais fortes candidatas ao titulo do masters feminino. Hoje, Martina Hingis perdeu o jogo, e agora fica dependente do resultado que Mauresmo fizer contra Henin-Hardenne.
Mas, de longe, são os jogos de Martina Hingis que têm animado o torneio até agora. De resto, tudo encontros muito desequilibrados. Hingis fez três jogos, e todos os três foram a três sets.
publicado por Jorge A. às 22:37
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Quarta-feira, 8 de Novembro de 2006

Go Martina!!!


Eu bem disse que gostava que Martina Hingis ganhasse o Masters Feminino, apesar de saber que a mesma é claramente a underdog do torneio. Já no dia de ontem, Hingis tinha sido a perdedora que dera mais luta. Hoje ganhou a Nádia Petrova que ontem tinha derrotado Mauresmo. A jogar da forma como Hingis está a jogar, ainda não me parece suficiente para se sagrar campeã, mas nunca se sabe.

De resto, Sharapova voltou a ganhar a uma Kim Clijsters que mesmo assim deu sinais de estar recuperada da sua lesão. E Kuznetsova ganhou a uma Dementieva que até agora é a que tem apresentado o pior ténis das 8 finalistas.

publicado por Jorge A. às 22:50
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O eixo do mal: a Banca.

A Banca tem lucros, e é uma chatice para os governantes deste país empresas com lucros. O melhor é começar imediatamente a tributar esses lucros, em prol de uma solidariedade nacional para com a crise.
Claro, que a crise, é toda ela culpa do Estado e não da sociedade. Mas vamos lá então... pôr toda a sociedade a contribuir para pagar os salários dos funcionários do Estado. A banca é eficienté e é um sector extremamente competitivo, mas antes não o fossem. Também a banca é ruim e aldrabona, por isso o melhor é o governo fixar como é que se fazem os arredondamentos da taxa euribor... e vou desde já avisando, que é melhor o governo começar a pensar fixar também como é que a banca chega ao spread que pratica nos créditos que concede, é que se bem me lembro do que aprendi na faculdade, a banca vai incorporar este aumento de impostos numa fórmula mágica que por lá usam, e vai procurar manter a mesma remuneração aos accionistas por empréstimo concedido. Conclusão mágica: este aumento de impostos vai recair sobre os clientes que pedirem novos empréstimos. Genial, hein!!!
Depois também vem a treta da taxa efectiva praticada sobre a banca. Pois é, então e qual é a taxa efectiva praticada sobre outras empresas grandes da sociedade portuguesa? Acredito que esteja próximo da praticada à banca, mas o melhor é ninguém falar disso, porque o problema da banca é que tem lucros muito altos. Falar de uma taxa flat para os impostos, muito mais baixa que a actual e que eliminasse as constantes deduções que hoje em dia se podem fazer, simplificando o sisterma, isso é que não lembra ao diabo.
Como bem referiu nas suas declarações João Salgueiro, isto é discurso para português ouvir e ficar contente.
publicado por Jorge A. às 14:36
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South Dakota

Nas eleições americanas também houve um referendo sobre o aborto. Ganhou o não.
Foi na Dakota do Sul, mas convém explicar que ao contrário do nosso referendo, este era para proibir o aborto, que actualmente é permitido. Fico satisfeito.
PS: parece que as previsões vão-se concretizar, os democratas ganham a maioria na Câmara dos Representantes, mas não fazem o mesmo no Senado. Não deixa de ser uma vitória importante para os democratas e de certa forma uma derrota de George W.Bush e da sua estratégia para a guerra no Iraque.
PS2: afinal mesmo no Senado a vitória pode ir para os democratas.
publicado por Jorge A. às 04:34
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