Segunda-feira, 9 de Outubro de 2006
A Google já suporta o servidor deste blog onde escrevo... agora passa a ser proprietária do mecanismo mais usado na internet para propagação de videos: o YouTube. Podem ler a noticia
aqui.

O governo nacional prepara-se para fechar a torneira ao governo regional da Madeira.
Como é óbvio o sr. Jardim já veio dizer cobras e lagartos do sr. Santos e do sr. Sócrates, e pedindo que os mesmos se demitam.
O sr. Jardim foi mais longe,
acusando o governo de usar fundos públicos para chegar ao poder na Madeira. Curioso, que eu sempre achei que o sr. Jardim usava fundos públicos para se manter no poder na Madeira. Pela primeira vez na história, alguém lembra-se de fazer frente a Alberto João Jardim, que sempre tratou os do "continente" como incompetentes, enquanto vivia e muito às custas do dinheiro dos "continentais".
Toda a gente minimamente informada sabe que na Madeira o cartão do partido laranja conta para se obter favores do governo regional, e como pessoas de outras cores são abafadas e mal tratadas.
Depois dos posts dedicados às séries que me marcaram no passado, aqui fica um com as séries que mais gostei nos últimos tempos:
Lost
Prison Break:
Jack and Bobby:
Firefly:
E os europeus mantêm a sua arrogância cultural perante os americanos... é que a maior parte dos americanos são gordos e comem mal... a maior parte dos americanos não sabem onde fica Portugal... a maior parte dos americanos nunca saiu da América... a maior parte dos americanos não são americanos, são imigrantes europeus... a maior parte dos americanos são estupidos.
Quanto ao novo prémio nobel da economia, o sr. Edmund Phelps, vão lá ler o seguinte texto:
««« If Europe shared 50% of the cost with the US for the latest technical and commercial discoveries, it would have less capital left for equipping labor in established production lines; America would have more. On the other hand, Europe would get a head start with the new things it developed; the US would be behind in those developments. Productivity in both Europe and America might gain, and America's edge might be narrowed. »»»
Que pode ser encontrado
aqui. E já agora leiam os outros todos que podem ser encontrados
aqui.
Domingo, 8 de Outubro de 2006
Pedro Portugal foi meu professor na cadeira de Economia do Trabalho da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Gostei muito da cadeira e das aulas dele, é que ao contrário de muitas das outras cadeiras, onde era dificil encontrar estudos decentes que aplicassem a matéria dada a Portugal, nesta o próprio professor era autor de uma série de papers sobre o mercado de trabalho português.
O professor Pedro Portugal no paper Mitos e factos sobre o mercado de trabalho português: A trágica fortuna dos licenciados, demonstra uma visão diferente daquela que muita gente anda a apregoar por aí. Admitindo um custo de investimento de 25 000 euros para tirar a licenciatura, o valor acumulado de ganhos salariais esperados é de 200 000 euros (isto tudo em valores actuais). Também demonstra que Portugal tem um dos mais elevados prémios salariais da Europa.
No paper What Hides behind an Unemployment Rate: Comparing Portuguese and U.S. Labor Markets, também da autoria de Pedro Portugal, mas desta vez em conjunto com Olivier Blanchard, publicado na The American Economic Review (vol.91), os dois autores fazem uma comparação entre o mercado de trabalho português e o norte-americano. As conclusões que chegam é que ambos apresentam taxas de desemprego semelhantes ao longo do tempo, mas que em Portugal há muito menor intensidade de fluxos de trabalho e de trabalhadores. Ou seja, em Portugal poucos são os que desistem de um emprego para irem procurar outro, e aqueles que caiem no desemprego, mais tempo lá ficam. Enquanto nos Estados Unidos a duração média do desemprego é muito menor. O quê que leva a isto? A protecção ao emprego que há em Portugal.
No paper Salários na função pública, de Pedro Portugal e Mário Centeno, os autores chegam à conclusão que, dado o mesmo grau de qualificação, há diferenças salariais a favor dos trabalhadores do sector público (especialmente nas mulheres) em comparação com os trabalhadores do sector privado.
A inevitável Dragon Ball (Z).
Este é o genérico que mais gosto de todos os que conheço do Dragon Ball. A verdade é que começei a acompanhar muito cedo as emissões de Dragon Ball através do canal Sur espanhol, e nunca me habituei a ver aquela versão com dobragem portuguesa que dava na SIC.
Holly e Benji não podia faltar...
Esta série marcou uma geração inteira de japoneses, e muitos deles sugerem que o desenvolvimento do futebol no pais nipónico está sem sombra de dúvidas associado a ela. Eu adorava ver a série enquanto era o Tsubasha, o Kojiro Hyuka, o Misuki, o Misaki, Wakabayashy, Wakashymasu... mas quando a RTP pôs uma série com o McLaren, e sei lá mais quem... por favor.
As Maravilhosas Cidade de Ouro.
A maior parte dos meus amigos não se lembram desta série. Para mim marcou-me, talvez porque sempre vivi fascinado pelas civilizações Inca e Maia.
O Famoso Dartacão...
É a primeira série que recordo acompanhar, daí que tenha ficado marcada para sempre na minha memória. Quantos anos é que tinha quando me metia à frente do televisor a ver a série? Não sei, e nem consigo mandar um palpite para o ar... só sei dizer que era muito, muito, muito... novo.
(Alessandra Ambrósio - Adriana Lima - Ana Beatriz Barros)
... mas foi particularmente minucioso com as brasileiras.
O motor do Ferrari de Michael Schumacher foi-se enquanto este liderava o grande prémio do Japão... Fernando Alonso, que na altura seguia em segundo lugar, tem tudo para revalidar o seu titulo mundial.
A Rússia de Vladimir Puttin apresenta cada vez mais semelhanças com os governos soviéticos do antigamente. Mais uma
noticia que me deixa preocupado. E como se pode ver
aqui, temo que Puttin esteja a preparar forma de se recandidatar em 2008, apesar da lei actual não permitir tal coisa.
Sábado, 7 de Outubro de 2006
Heroes é a nova série da cadeia televisiva americana NBC. Até agora só foram transmitidos dois episódios, mas a mesma já
garantiu a permanência no ecrâ por uma temporada completa.
Uma série que apela aos apaixonados por banda desenhada, e mais ainda aos apaixonados pelos X-Men. Como ainda só foram emitidos dois episódios, é dificil prever para onde a série caminha, mas que o potencial é enorme, disso não há dúvidas.
Uma rapariga imortal; um nipónico que consegue teletransportar-se; um pintor que consegue desenhar o futuro; dois irmãos que conseguem voar; um policia que consegue ler os pensamentos; e uma mulher que tem uma relação esquisita com os espelhos, são os heróis até agora apresentados. Uma bomba atómica que explodirá dentro de pouco tempo em Nova Iorque também já faz parte do plot. Mas a forma como tudo se conjuga ainda não deu para perceber. A ver vamos.
PS: Já vi o primeiro episódio da terceira temporada de Lost, e devo dizer que gostei.
O prémio Nobel não é o único prémio importante no mundo. O prémio da Fundação Champalimaud, presidida por Leonor Beleza, será apresentado esta segunda feira na India. O valor monetário do mesmo é de 1 milhão de euros, e visa distinguir trabalhos no âmbito do combate à cegueira.
Este
post do
João Miranda é memorável. E já leva 64 comentários.
Já agora leiam tambêm
este do mesmo autor
Pois é, a Ferrari dominou a qualificação do Grande Prémio do Japão. Se bem que para ser sincero, se na China muito do dominio da Renault na qualificação se deveu aos pneus Michellin, aqui muito do dominio avassalador da Ferrari deve-se aos pneus da marca nipónica Bridgestone. Falta saber se Schumacher e a Ferrari saberão aproveitar melhor os dois primeiros lugares na grelha de partida do que a Renault.
Os resultados podem ser encontrados
aqui.
Sexta-feira, 6 de Outubro de 2006

A Federação Russa anda muito chateada com a Geórgia. É que parece que estes iniciaram negociações com a NATO e isso irrita muito os amigos russos. Daí que tenham enviados os seus espiões para fazer o trabalhinho sujo de minar o governo georgiano. Pena que foram apanhados.
Agora os russos acusam a Geórgia de terrorismo de estado (lol). Numa completa inversão de papéis os russos tentam fazer crer que os georgianos é que são os maus da fita. A Rússia vai perdendo o poder e o pequeno ditador... desculpe, democrata... Lenine... desculpe, Puttin... vai fazendo das suas, não aceitando a perda de influência na região para o ocidente livre e democrático.
Mas aqui os europeus livres e democratas, só sabem falar da causa palestiniana... e do intervencionismo americano. O que vai acontecendo para os lados do leste pouco interessa e não tem valor nenhum... ora bolas, porquê que havia de interessar... os americanos não andam por lá. Enquanto isso, é em catadupa: Tchechénia, Ucrânia, Geórgia...
PS 1: Lembrei-me de fazer esta posta a propósito do jogo Rússia vs Portugal que vai dando na RTP e onde Portugal está a ser claramente prejudicado pelo árbitro. Quem sabe comprado pelos russos.
PS 2: Sobre a China e o Tibete fica para depois.
Os
docentes andaram pelas ruas de Lisboa em manifestação contra a revisão do Estatuto da Carreira Docente. A
gotinha ficou
contente com a demonstração de força. A gotinha quer que amemos os nossos
professores. A gotinha não é
rica. Mas a gotinha é professora.
O sistema actual trata todos por igual: os bons e os maus ganham igualmente mal no inicio de carreira, e só com o passar dos anos é que podem aspirar a maior estabilidade e maiores rendimentos. E estes maiores rendimentos virão independentemente de serem bons ou maus professores. Os professores estão contra a actual reforma proposta, mas não apresentam nenhuma reforma que se digne a premiar os bons contra os maus professores.
É que esta coisa vem muito na linha da velha máxima: trabalho igual, salário igual. O problema é que esta máxima está ultrupassada, porque depressa se conclui que há pessoas que podem exercer o mesmo trabalho e aplicarem o mesmo esforço, mas uns são melhores que outros. E há que premiar os melhores.
A RTP prepara-se para lançar mais um
bom programa na tv portuguesa, não fosse o formato original da televisão britância BBC. O objectivo é eleger a maior personalidade portuguesa de todo o sempre. Mas curioso será notar que nesta
lista, constam nomes como Álvaro Cunhal e Vasco Gonçalves, mas o de Oliveira Salazar é excluido.
Eu nunca votaria em Salazar, mas também nunca votaria em Cunhal, e seria exactamente pelo mesmo motivo. Mas curioso é que uma das principais criticas ao regime de Salazar, a censura, parece que é aplicada hoje em dia em relação ao próprio. Pode-se não gostar do homem, mas não o queiramos apagar da nossa história. E ao que parece por
aqui, há muita gente que sente alguma indignação pelo nome do senhor não constar nas sugestões.
Cá para mim... quem ainda vai ganhar o titulo em Portugal é este
aqui, é que desde 2003 o gajo não perde um.
PS: No Reino Unido a personalidade escolhida foi Winston Churchill; em França Charles de Gaulle; na Alemanha Konrad Adenauer; e nos EUA Ronald Reagan.
Quinta-feira, 5 de Outubro de 2006
Começei a assistir a fórmula 1 por causa de um piloto: Ayrton Senna (ainda não tinha eu 10 anos, vejam só!!!)
Hoje, lembro-me daquele dia fatidico em que Senna perdeu a vida ao comando do Williams, quando tinha Michael Schumacher a persegui-lo. Sei que não estava a ver o Grande Prémio, estava a viajar de carro. Mas lembro-me de ouvir o locutor da rádio anunciar que Senna tinha tido um acidente no Grande Prémio... foi um choque quando descobri a gravidade do acidente.
De Senna também me recordo do seu jeito para a chuva. De um grande prémio no Mónaco em que Prost, com o melhor carro (Williams), ia à frente por larga margem. Mas a chuva começou a cair, e Senna (McLaren na altura), demonstrou porquê que é o melhor piloto de sempre em condições de chuva, e ganhou a prova ultrupassando vários pilotos que estavam à sua frente e deixando Prost a dezenas de segundos de distância. Lembro-me que nesse ano (1993) Prost ganhou o mundial de politos para grande desgosto meu. Prost ficava com 4 titulos na sua carreira e abandonava a Fórmula 1 de vez. Senna só tinha 3 titulos, o que me irritava, porque na altura, e ainda hoje, não percebia, como é que um piloto como Prost conseguira mais titulos que Senna, se bem que a baixa performance do carro McLaren verão 1992 e 1993, e aquela vergonhosa decisão de dar o titulo de 1989 a Prost em desfavor de Senna, ajudassem a explicar tal facto. Mas tudo parecia ir mudar... Senna ia mudar para a Williams (que tinha o melhor carro), e seria imparável... iria corrigir essa vergonha de ter apenas três titulos. Mas na primeira temporada na Williams, um adversário de peso surgia, de seu nome Michael Schumacher... mas então logo numa das primeiras provas do Mundial de 1994 deu-se o acidente.
Não me recordo de Schumacher a festejar no podium, mas tenhos amigos que confirmam-me que sim. Mas lembro-me que já não gostava de Schumacher antes disso. E porquê? Porque pura e simplesmente o meu favorito era o Senna, e o Schumacher era o principal rival de Senna naquele ano. É como me perguntarem porquê que não torço pelo FêCêPê, sendo eu benfiquista desde que me recordo a assistir futebol. É como explicar porquê que não gostava de Martina Hingis, quando a minha tenista favorita era Steffi Graff, o que me levava a ficar diante do ecrâ a ver aquela tenista sem emoção nenhuma Lindsay Davenport, e ter de torcer por ela. É como explicar porquê que não gostava de André Agassi por ser o principal rival de Pete Sampras... ou como detestava Federer por passarem a vida a dizer que ele é o melhor de todos, blá, blá, blá... a tal ponto que evitava ver os jogos em que tal personagem participava.
Isto tudo para dizer o quê?
Que desde 1994 não me divertia tanto a ver fórmula 1. Sim... é verdade que ainda me diverti em 1996 com a vitória de Damon Hill ou em 1997 com a vitória de Jacques Villeneuve, mas era simplesmente porque não curtia Schumacher. Tambêm em 1998 e 1999 com as vitórias de Hakkinen, mas outra vez o maldito motivo. Depois 5 anos com o meu ódio de estimação Schumacher a arrasar, e aquilo não tinha graça nenhuma, só se podia explicar por ter o melhor carro. Em 2005 Schumacher não ganhou, mas foi Fernando Alonso, e este fez o mesmo que Schumacher: arrasou a concorrência, o que não tem graça nenhuma... e eu até não vou muito com o espanhol.
Mas este mundial voltei a acompanhar com a paixão que conseguia ter quando via Senna em criança... e dou por mim a torcer que nem um louco do primeiro ao último segundo para que tudo corra bem ao meu piloto favorito. E que agora, chegado a 2 provas do fim do mundial de 2006, vou torcer para que Schumacher ensina ao espanholito o que é guiar um carro... e é já este fim de semana em Suzuka, Japão, que as coisas vão começar a acontecer.
Como é que passei a gostar de Schumacher? Se calhar da mesma forma que agora adoro ver Federer jogar, torço por Martina Hingis e fiquei triste com a eliminação de Agassi no Open dos EUA. É, sempre gostei de grandes campeões... e nisto dos desportos individuais, é dificil a transição de um idolo para o outro... principalmente quando os primeiros idolos foram os que nos levaram a gostar de um determinado desporto.
Claro que isto do futebol é mais fácil... porque o SLB é eterno. Por isso não contem comigo a apoiar o FêCêPê... vá... talvez num joguinho das competições europeias.
Quarta-feira, 4 de Outubro de 2006
A RTP passa mais uma reportagem anti-Bush.
A personagem principal é John Oliveira... um antigo oficial da marinha norte-americana. Não percebo, dada a importância do senhor, porque é que ainda não teve direito a entrada no
Wikipédia.
Gostava de saber quais são os critérios jornalisticos e de interesse público que estão por trás desta reportagem. Mas claro que isto, comparado com a passagem do Loose Change 5 vezes pela estação pública não é nada... mas proponho desde já que se manda muitos mails para o provedor da estação, um tal Paquete de Oliveira, a pedir a repetição da reportagem de hoje.
Eu como tenhos 4 mails diferentes, vou já mandar 4 vezes a mesma mensagem, mas com pseudónimos diferentes, tá claro... se o Pessoa fazia, quem sou eu para não o fazer.
O pior de tudo, é que isto na RTP já vai sendo normal.
Só pode tratar-se de mais uma conspiração do actual governo americano liderado por George W.Bush para pôr os norte-americanos melhor vistos pelos europeus. É que afinal de contas, conta-se por cá, que eles são um povo idiota.
O próximo é o Nobel da Economia, vamos lá ver se não vai parar a um perigoso neo-liberal.