Domingo, 23 de Dezembro de 2007

Cinema Português

Não é todos os dias que um filme português tem destaque num artigo do New York Times:
You’re probably wise to “The Bourne Ultimatum,” so instead let me share a few words about “Colossal Youth,” from the Portuguese filmmaker Pedro Costa. Obscure in more ways than one, this movie has not been picked up by an American distributor, making it hard for even intrepid filmgoers to see. Shot in digital video, it is a cryptic, arresting work that reveals its mysteries slowly. With their deliberate movements and long silences, Mr. Costa’s cast — nonprofessionals culled from a Lisbon slum — seem as monumental as marble, a heaviness that all but stops the flow of the movie and forces your attention directly on them. You really watch this movie or you flee. If it makes it to DVD, I promise to let you know.

“The Bourne Ultimatum” and “Colossal Youth” (now there’s a double bill) could not be more different: they’re limpid/opaque, frantic/composed, global/local, star-driven/real-peopled. Neither looks like the other or like anything else out this year. Each brings you into worlds through different formal means.

“Colossal Youth,” by contrast, allows the world to cohere (almost congeal) around its characters, and it slows down its pace so drastically that unless you adapt your rhythms to it, you will never find a way in.
O meu problema com o cinema português advém do facto de ter de financiá-lo com os meus impostos via subsidios do ICAM - por vezes tento financiá-lo de livre vontade com uma ida ao cinema, e não raras vezes venho desiludido. O último bom filme português que vi e gostei foi Os Imortais, motivado pelo sucesso deste, fiz mais umas tentativas e fiquei tremendamente desiludido: "Portugal SA", "Filme da Treta" e "O Crime do Padre Amaro".

Vou dar o beneficio da dúvida a este Juventude em Marcha que, para além do destaque do New York Times, foi considerado pelo critico João Lopes um dos filmes maiores do cinema (português ou não) deste nosso século XXI. Se assim for, uma pena que uma obra maior do século XXI seja portuguesa e só tenha sido vista por 2293 espectadores.
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publicado por Jorge A. às 12:44
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