Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

Mais vale relativizar

No país Igualdade existe a pessoa X que ganhar 500 e a pessoa Y que ganha 800. O rendimento total do país é de 1300.
No país Liberdade existe a pessoa Z que ganha 600 e a pessoa W que ganha 2000. O rendimento total do país é de 2600.
Não faltará quem diga que a pessoa Z é a que está em piores condições. Apesar de Z obter um rendimento maior que X, o rendimento de Z corresponde a 23% do rendimento total do seu país. Por sua vez, o rendimento de X corresponde a 38% do rendimento total do seu país. Em termos relativos, Z está pior.
Há uma alteração do rendimento em ambos os países:
No país Igualdade a pessoa X passa a ganhar 600 (aumento de 20%) e a pessoa Y passa a ganhar 900 (aumento de 12,5%). O rendimento total do país é de 1500 (aumento de 15%).
No país Liberdade a pessoa Z passa a ganhar 800 (aumento de 33%) e a pessoa W passa a ganhar 3000 (aumento de 50%). O rendimento total do país é de 3800 (aumento de 46%).
Apesar de tudo, em termos relativos, poderemos dizer que Z foi a pessoa mais prejudicada com tal alteração de rendimentos. Z é cada vez mais pobre relativamente a W, enquanto o rendimento de X até melhorou relativamente a Y.
Como é óbvio, nos Estados Unidos a análise recai acima de tudo nos indicadores de pobreza absoluta, na Europa gostamos muito de focar a pobreza relativa - análise essa muito acarinhada pela nossa esquerda. Tal análise, permite afirmar que determinada pessoa nos EUA é pobre, quando em Portugal seria parte integrante da nossa classe média.
A sociedade americana aparece no topo dos indicadores de desigualdade de distribuição de rendimentos dos países da OCDE - é um facto. Convém é notar a que país preferimos pertencer. Ao país Liberdade ou ao país Igualdade. Convém também não esquecer que, aqueles que aspiram a ser a pessoa Y no país Igualdade, sabem que podem ser a pessoa W no pais Liberdade. A fuga de cérebros... ora aí está outro factor interessante de ser analisado. Da Europa, apontamos a desigualdade na distribuição de rendimentos da sociedade americana como uma desvantagem desta. Nada mais errado. É talvez uma das suas maiores vantagem na captação das mais brilhantes mentes por esse mundo fora.
Money, money, money...
publicado por Jorge A. às 14:02
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