A situação é tão explosiva que até o dirigente socialista governador do Banco de Portugal, Vitor Constâncio, descobriu agora que a consolidação orçamental tem de começar já em 2010. Engraçado, julgo que há não muito tempo a história contada pelo querido governador era outra.
Presumo que se a Madonna submetesse-se ao escrutínio de Manuel Moura dos Santos com o tema popular Like a Virgin, seria brindada com um "não vales nada, zero, puto", para além de outras considerações sobre o quanto a música é azeitola. Na última gala cantou-se em português. Sete músicas foram escolhidas, da quais três eram de artistas que participaram no projecto Rio Grande e das outras quatro canções, duas foram classificadas de má qualidade. Querem um desenho sobre o porquê da dificuldade de surgimento de bandas novas a cantar em português em Portugal?

Que não terminemos o próximo ano com técnicos estrangeiros a gerir a política económica nacional. Embora seja certo que terminaremos o ano com menos empresas em mãos nacionais – quando existe o défice na balança de pagamentos constante que caracteriza a nossa economia, o que os estrangeiros fazem é ficar com os nossos anéis. Que não nos levem os dedos.
Aquele que a RTP presta durante as madrugadas. Enquanto a SIC e a TVI repetem programas com prémios em dinheiro em que meninas engraçadas falam, falam, falam, e não dizem nada, a RTP sempre opta por passar filmes. Coisa irritante é o que aconteceu a última segunda-feira. A SIC, e muito bem, passou a utilizar esse dia para uma grande reportagem. Pois, à falta de melhor, TVI e RTP decidiram copiá-la. Agora fomos brindados com três grandes reportagens, programas com qualidade como há poucos na televisão portuguesa, à mesma hora e a concorrerem entre si. Assim, é difícil perceber para que servem três canais generalistas, bastava um.
Que para o ano tenhamos a tecnologia das ondas a funcionar, quer para justificar o milhão de euros que o contribuinte depositou em tão arrojado projecto, quer para aproveitar situação de temporal no fim de ano. Pode ser que assim, a EDP, em vez de não conseguir fornecer electricidade para determinadas zonas geográficas, tenha electricidade para dar e vender.
Durante o dia de ontem voltou a ser feita referência ao envelhecimento da população portuguesa. Ora, a segurança social que conhecemos é feita com base numa pirâmide etária que não tem nenhuma correspondência com a realidade que enfrentamos. O comentador economista socialista, com nome que permite vários trocadilhos, afirmava ontem na TVI, para nossa tranquilidade, que a situação é preocupante mas é possível resolvê-la. E como: com políticas que incentivem a natalidade. O socialista é sempre assim, cria um conjunto de regras e um modelo organizacional e quando a realidade não se ajusta às regras e ao modelo, invés de mudar as regras e o modelo, procura mudar a realidade. O que seria mais fácil e correcto: mudar o modelo da Segurança Social ou praticar um qualquer tipo de engenharia social para pôr os portugueses a procriar? Na lógica socialista, a última solução é sempre a que se afigura mais fácil, o que não deixa de ser irónico, uma vez que a instituição casamento, tal como estava estabelecida e independentemente da nossa opinião sobre outros assuntos associados, é um óptimo mecanismo para favorecer a procriação.
Que os portugueses paguem mais impostos, mas fiquem com mais nos bolsos. Por outras palavras, que o valor colectado de impostos não tenha origem num qualquer aumento das taxas, mas no aumento dos lucros das empresas e dos salários dos trabalhadores.
Que Portugal não acorde um dia sem dinheiro para construir rodovias, ferrovias e aeroportos. É que parece que o país não sobrevive sem isso.
Que segundo o Football Manager 2009, o Allan Kardec é um excelente ponta-de-lança e o Sinama-Pongolle é jogador recomendado para clubes do meio da tabela.
Em que a minha cabeça anda mais ocupada com doces, arroz de marisco, leitão, e outras coisas tais, do que com os assuntos habituais que vou expondo neste blogue (até porque, alguns deles, são verdadeiramente azedos). Por isso, e como não penso tranformar isto num blogue de culinária, não estranhem a fraca presença que vou mantendo por aqui.
A todos os que por aqui passaram a desejar um feliz natal.
Que o contribuinte não meta nem mais um tostão em empresas falidas, mal geridas e que prestam um péssimo serviço. Sejam essas empresas o BPN, a RTP ou a TAP.
Que o processo Casa Pia chegue ao fim. O facto de podermos manifestar este desejo para o ano de 2010, tantos anos após o ínicio do processo, é vergonhoso.
Que os jornalistas não descubram nenhum outro caso para prolongar durante meses a fio nos telejornais e programas da manhã/tarde deste país, que envolvam raparigas menor de idade que desapareceram, foram raptadas ou deslocaram-se para o país dos seus progenitores. É que já não há pachorra.
Que não tenhamos um ano mais quente que o de 1998, apesar do dióxido de carbono, do aquecimento global, do Bush e coisa e tal.
Na biblioteca, o 2666 sorri para mim. Existem dois exemplares disponiveis, ocupando pouco mais de 12 centímetros na última prateleira de uma estante. Não recordo se procurava algo específico na letra B, de Bolaño, mas sei que fiquei imediatamente convencido que a leitura para o Natal estava encontrada. O rapaz que regista os livros que entram e saiem da biblioteca, começa por perguntar-me se gostei de Faulkner. Digo-lhe que sim. Depois, acrescento que não gostei do Deus das Moscas (comecei logo por não gostar da tradução alternativa do título), do outro lado recebo a cara de alguém que não percebe como é possível não gostar do livro de Golding. Explico que já conhecia a história, havia visto a adptação cinematográfica e, portanto, o meu gosto pelo livro estava dependente não da história em si, mas da vivacidade, intensidade e fluidez da escrita. Contudo, a natureza altamente descritiva da obra e a inexistência de surpresas face àquilo que recordava do filme, havia provocado em mim nada mais do que aborrecimento. O rapaz finge que fica satisfeito com a minha resposta, pega finalmente no 2666 para dar saida deste nos registos e diz-me que é o livro na moda. Parece que sim, respondo eu. Tendo presente as mais de 1000 páginas do livro, digo-lhe que vai ser um livro que vai dar trabalho. Pondero corrigir a última frase, que sugere a ideia errada, mas limito-me a pegar no livro, soltar um boa tarde e abandonar o edíficio. O livro até pode dar trabalho, mas é um daqueles trabalhos que vem acompanhado de prazer e é feito com gosto. Por trabalho queria apenas dizer que ia demorar tempo, caso gostasse, até tê-lo lido todo. Se não gostasse, iria dar tanto trabalho como qualquer outro livro: o trabalho de devolvê-lo ao lugar de origem. Felizmente, já conclui a primeira das cinco partes que constituem o livro, e podem ter a certeza que este só é devolvido depois de concluida a leitura integral da obra.
Que o Porto seja campeão nacional e a selecção nacional, com César Peixoto a titular na lateral esquerda, traga o caneco da África do Sul.
O PSD apresentou o programa mínusculo tarde e a más horas. Choveram criticas de todos os lados. As criticas eram justas, mas, convenhamos, o documento em causa, mesmo em caso de vitória do PSD, era acessório para a boa governação do país. Já o Orçamento do Estado é elemento essencial. Mas agora ninguém tem pressa. O PS, com a desculpa das eleições, muito embora o ministro das finanças seja o mesmo, anunciou que só vai apresentar o Orçamento de Estado entre 18 e 22 de Janeiro. Recorde-se que este ano, por essa altura, já o governo apresentava o primeiro orçamento rectificativo. Mas, enfim, terceira semana de Janeiro? Who cares? Toca mas é a discutir o casamento homossexual.
Que José Sócrates deixe de ser primeiro-ministro do país e que Passos Coelho nunca chegue à liderança do PSD.
Desenvolvimentos aqui.
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