Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Oscarwatch

A acompanhar no blogue Cinema do Miguel Lourenço Pereira.

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publicado por Jorge Assunção às 15:30
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Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Óscares

Para acompanhar: Especial Noite dos Óscares 2009

 

E quem quiser, ainda vai a tempo de participar nisto: 2009 Oscar Ballot

 

Adenda: Parabéns ao Miguel, o grande vencedor na nossa pequena bolsa de apostas.

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publicado por Jorge A. às 18:06
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Sobre a Cerimónia da Madrugada de Segunda Feira

Hollywood Frustrations And Fears Over Sunday's Awards; Stars And Advertisers Give Show Cold Shoulder

 

And the loser is… Why the Oscars don’t matter

 

Will anyone say hurray to Hollywood this year?

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publicado por Jorge A. às 23:35
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Orrscars 2008

A ler 'Slumdog' Bites Golden Man, onde Christopher Orr diz muito daquilo que penso sobre os óscares deste ano.

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publicado por Jorge A. às 17:14
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Menos um Tópico

Uma noite de sono mais descansada numa certa segunda-feira: And the Nominees Are

 

Os posts neste blogue sobre a actual temporada de óscares ficam por aqui.

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publicado por Jorge A. às 14:01
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Sábado, 17 de Janeiro de 2009

Notas Soltas

Há quem atribua possibilidades reais a Gran Torino de ocupar um dos cinco lugares para óscar de melhor filme, gosto muito de Clint Eastwood (que merece nomeação para melhor actor), mas se tal nomeação acontecer para um filme com falhas de representação tão evidentes, garante-me mais umas horas de sono numa certa madrugada de segunda-feira.

 

Sejamos sinceros, Kate Winslet tem o papel de actriz principal quer em Revolutionary Road, quer em The Reader. A divisão dos Globos de Ouro foi absurda e serviu o propósito de não pôr a actriz a concorrer duplamente na mesma categoria, como acontecerá agora nos prémios da indústria britânica, os BAFTA. Há quem argumente que pôr a actriz a concorrer duplamente na mesma categoria lhe será prejudicial, pois existirá uma divisão de votos entre quem gosta da actriz, mas então eu pergunto: não é suposto o prémio ser entregue à melhor representação do ano num filme?

 

Um blogue recomendado para quem gosta de cinema e quer, entre outras coisas, acompanhar de perto os óscares: Cinema

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publicado por Jorge A. às 22:12
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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Relativizar

15 Janeiro 2008: How Do You Say "Oscar Scandal" in Romanian?

 

13 Janeiro 2009: How Do You Say "Oscar Scandal" in Italian?

 

Por esta altura a Academia norte-americana faz sair uma lista dos nove filmes pré-nomeados para o óscar de melhor filme estrangeiro (que mais tarde será reduzida aos cinco nomeados habituais). O ano passado tiveram a lata de deixar de fora o excelente filme romeno 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, este ano acharam por bem deixar o aclamado filme italiano Gomorra de fora. O que não falta é gente indignada com tal decisão (os artigos do Scott Foundas que linko são um bom exemplo), mas se a Academia nem na escolha do seu melhor filme é muitas vezes capaz de acertar, quanto mais na escolha do melhor filme estrangeiro.

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publicado por Jorge A. às 21:12
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Sábado, 10 de Janeiro de 2009

America's Sweetheart

É possível admitir que a ascenção meteórica de Anne Hathaway ao ponto de torná-la uma das principais candidatas ao óscar de melhor actriz deve-se única e exclusivamente a uma óptima representação, por outro lado podemos admitir a verdade.

publicado por Jorge A. às 17:22
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Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

The Big Five

Neste momento, com algum grau de certeza, é possível distinguir claramente quais são os cinco filmes que deverão preencher as nomeações para o grande prémio dos óscares. Com as nomeações da Producers Guild of America e do Directors Guild of America a coincidirem nos cinco filmes escolhidos, bem como a presença desses mesmos cinco filmes nas nomeações do Writers Guild of America (que entre argumento original e adaptado teve dez nomeações relevantes), os cinco escolhidos deverão ser:

 

1. The Curious Case of Benjamin Button

2. Frost/Nixon

3. Slumdog Millionaire

4. Milk

5. The Dark Knight

 

Destes cinco, há algum tempo que os primeiros quatro são de certa forma consensuais na lista dos oscarwatchers, o quinto era considerado um caso em aberto, mas as agora conhecidas nomeações das associações americanas de cinema (cujos membros também fazem parte da Academia), basicamente fecharam o assunto. Não sejam estes os escolhidos dia 22 de Janeiro e estaremos na presença de uma grande surpresa.

 

Sobre os filmes em causa, o que me parece ter menos hipótese de triunfar é o Frost/Nixon, por muito consensual que seja a opinião sobre o facto de tratar-se de um dos melhores do ano, existe muito pouca gente a colocá-lo no topo da pirâmide (a diferença que vai entre ser considerado um dos melhores e ser o melhor é neste caso gigante). A presença do The Dark Knight nos favoritos é também mais fruto da pressão popular e do desejo destas cerimónias se tornarem relevantes para o público, suspeito, do que por acharem-no efectivamente um dos melhores do ano - no entanto, a popularidade do filme em questão e a possibilidade de vir a ser um dos que mais nomeações conquistará ao todo, poderá dar-lhe um momentum que alterará as regras do jogo. Milk é o que apresenta o padrão mais tradicional dos filmes em questão e, não por acaso, o único cujo argumento é original, se for vontade dos membros da academia apostarem num filme intelectualmente honesto, com uma realização tecnicamente perfeita e um conjunto de grandes performances na arte da representação, esta é a aposta segura - contudo não deixa de soar um pouco a déjà vu face aos critérios de anos anteriores, se é séria a vontade da Academia de dar nova vida aos seus prémios, é a pior escolha possível. O The Curious Case of Benjamin Button cheira a óscar por tudo quanto é lado, comercial o quanto baste (uma grande produção feita para agradar um conjunto significativo de público) e com a história fantasiosa e romântica que encaixa que nem uma luva no coração de um país em crise a precisar de voltar a sonhar - mas a confirmarem-se os cinco filmes citados, tem dois factos contra si, é ultrupassado na vertente comercial e no gosto das massas pelo cavaleiro negro e na vertente fantasiosa e romântica perde, de que maneira, para o filme que não por acaso deixei para o fim. Slumdog Millionaire é o grande favorito do grupo - o que é para mim tão surpreendente como merecido face à obra em questão (não está no meu topo, mas é certamente o meu runner up) - é uma história de amor, o feel good movie por excelência do ano, contado de forma criativa através de flashs sobre a vida de um concorrente da versão indiana do "Quem quer ser Milionário", onde os cenários e as especificidades culturais do país onde é filmado são aproveitadas ao máximo e, a somar a tudo isso, como todo o filme de Danny Boyle a banda sonora é cinco estrelas. Slumdog Millionaire é também ele um filme simples, mas nem por isso simplista - e não há melhor forma de retratar o amor do que se não dessa forma. Para além disso o filme cometeu uma proeza inesperada, criou dúvidas na minha pessoa sobre qual a melhor sequência final de um filme este ano, se a do The Dark Knight, se o final bollywoodesco de Slumdog Millionaire.

 

Contrariamente ao que eu próprio esperava, não me parece que este tenha sido um mau ano de cinema e, com a escolha certa, a Academia pode ficar descansada que terá um vencedor no quadro de vitórias que está muito à frente de algumas mediocridades que por lá figuram.

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publicado por Jorge A. às 18:51
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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Dark Race

Oscar winners reflect Hollywood's priorities

One of the enduring traditions of the Academy Awards is that the Oscar for best picture almost invariably goes to a film that isn't.

If the Oscars aren't a reliable guide to artistic accomplishment, they provide an infallible index to how the leaders of the motion picture industry want their business to be seen in any given year.

 

The coming Oscars are a potential turning point. After years of indie wins in the best picture category - and steadily declining ratings for the Oscar broadcast - there is a growing sense that the Hollywood establishment wants and needs to snatch things back. If the Academy Awards are there to answer the question "How does Hollywood want to be seen this year?," the answer for 2009 may well be, "Hollywood would be happy just to be seen at all."

Escuso de mencionar qual o filme do ano que atrairá espectadores e interesse renovado na cerimónia dos óscares (uma pesquisa por meia dúzia de bloguers semi-amadores cinematográficos é mais do que reveladora sobre o assunto). É que se Hollywood quer que a sua cerimónia de gala seja vista, da mesma forma que é pragmática nos seus filmes comerciais, dirigidos e feitos para contentar os habituais frequentadores de cinema, também tem de ser pragmática a entregar os seus prémios a quem os habituais frequentadores de cinema querem que sejam entregues.

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publicado por Jorge A. às 20:07
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Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Mr. Nice Guy

O New York Times tem um artigo sobre o percurso do realizador David Fincher, desde o Aliens 3, que levou-o a prometer acabar com a sua carreira prematuramente, até ao mais recente The Curious Case of Benjamin Button, que promete levá-lo à sua primeira nomeação para o óscar de melhor realizador. Olhando ao seu percurso e à marca pessoal que já deixou no cinema contemporâneo, o estranho é como entre os seus pares e os membros da academia Fincher passou tanto tempo na obscuridade. A Nikki Finke de certa forma explica neste post:

I'm told by Academy members that David Fincher would have a better shot at Best Director for Benjamin Button if only he wasn't considered such a jerk

Nos óscares elegem-se os melhores? Sim, faz de conta...

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publicado por Jorge A. às 16:03
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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Por muito que queiram evitar a questão... (II)

... existe um caso a fazer contra a vitória de Wall-E como o melhor filme nos óscares. Tentarei em poucas linhas explicar porquê. Embora o Wall-E também tenha admiradores que fazem pequenas maravilhas como esta (via:cineblog):

 

 

Mas o que me leva a questionar uma vitória do excelente filme de animação da Pixar na categoria de melhor filme? Será preconceito meu para com filmes de animação? Talvez, eu julgo é não encaixar os contras de um filme de animação como preconceito, mas simplesmente como dados factuais. É certo que o argumento é brilhante, cativante e atinge as pessoas num sitio onde todo o bom cinema deve atingir: no coração. Mas, e este é um grande mas, porque razão se o filme é tão bom ninguém se lembra de apontar Andrew Stanton como favorito ao prémio de melhor realizador? Porque a realização no campo da animação reduz o realizador a um papel menor, ali não há humanos para dirigir, quanto muito existem técnicos de informática num estúdio que fazem o melhor na humanização do robot que figura no grande ecrã, mas representar não é aplicar bits e bytes através de um teclado numa tela. E esta falta de actores (exceptuando, claro, nas falas) é só em si gritante, aquilo é tudo efeitos, é tudo virtual. Claro que o robot animado pode ser com um bom argumento, uma boa música e uns excelentes efeitos humanizado, mas não é isso que o torna humano e muito menos o torna real. Se a partir de agora podemos assumir animação como o expoente máximo do cinema, o que se segue? O E.T. melhor actor principal? O Gollum melhor actor secundário.

 

De qualquer forma não me admiro que o considerem para o prémio, será até justo, mas alguma separação de águas tem de ser feita e no peditório para o Wall-E como melhor filme do ano não contem comigo, mais para mais, quer a Pixar já fez melhores filmes (podia era não contar com a máquina em peso da Walt Disney a promovê-los), quer os japoneses nisto do cinema de animação batem os americanos aos pontos, dúvidas houvesse e estão aí a Princess Mononoke, Spirited Away e Howl's Moving Castle para o provar.

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publicado por Jorge A. às 20:50
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Simply the Best

É certo que com a garra com que Tina Turner cantava o seu verso e agarrava-se à canção qualquer que fosse o "you" a quem ela faz referência não teria dúvidas que seria simplesmente o melhor (já a Bonnie Tyler era menos convicente, dai de nada lhe ter servido a canção ser primeiramente interpretada por ela). Mas não há nada simples no apuramento do melhor, começando logo na relatividade do conceito.

 

Eu já estou naquela fase do ano em que começo a discutir os possiveis vencedores dos óscares, mas sempre que o faço também gosto de dizer que independentemente de quem o ganha, aquilo de muito pouco avalia o melhor do ano. Aquilo é uma pura votação de membros de uma organização que entre cinco filmes escolhidos previamente (e a escolha desses cinco filmes obedece a outra votação ainda com menos participantes) dá o voto maioritário a um deles.

 

Reparem que, em teoria, o filme vencedor podia inclusive, se fossem outros cinco os nomeados, devido a diferença de dinâmicas, perder. Ainda outra hipótese, fossem quatro os nomeados em vez de cinco, e também o vencedor na situação original poderia perder. São aliás as dinâmicas do voto que provocam muitas vezes aquelas vitórias inesperadas.

 

Vamos imaginar que o filme A era daqueles de gostar ou não gostar, sem meio termo. Nesse sentido teria 25% de preferência dos votantes entre os cinco nomeados. 25% dos votantes daria o seu voto a este, os restantes 75% prefeririam sempre dar o voto a qualquer outro dos quatro nomeados em relação a A. Aceitando que a opinião daquelas pessoas é suficiente para avaliar o melhor do ano, alguma vez este filme podia ser considerado o melhor? Não. No entanto, se a votação fosse equilibrada entre os restantes 4 filmes em questão (digamos, por exemplo, 18.75% para cada um), o filme A ganhava.

 

Reparem que eu com isto já nem preciso argumentar (no ambito de discussão por mim preferido) que aquele conjunto de "sábios" que vota nos óscares no conjunto da sua opinião tem tanto valor (ou ainda menos, para mim, obviamente) que a minha opinião pessoal - porque mesmo que o tenham, podem acabar por escolher um filme cuja maioria não consideria de longe o melhor em concurso.

 

Uma das coisas que pode ser dita sobre a avaliação dos "sábios" da academia é que eles fazem parte do meio, daí terem uma opinião mais fundamentada do que a de um leigo como o eu, que não é mais do que um consumidor de cinema. Este argumento é duvidoso se percebermos que a maior parte dos membros da elite de "sábios" não vê os filmes todos produzido no ano (muitos nem vêem todos os filmes nomeados) e, talvez pior, por serem do meio tem muitas vezes relações pessoais entre alguns dos possiveis vencedores - o que leva a um enviezamento a favor dos da casa (nota: Clint Eastwood, e mais não digo).

 

Porque gosto de debater sobre os óscares se aponto tantos defeitos aos mesmos? Bem, existem os seus motivos. O primeiro pelo simples gosto do debate e da descoberta de novos filmes (esta é a altura do ano em que mais procuro e consumo cinema), o que também se deve a um efeito pernecioso dos óscares que leva muitos dos melhores filmes a só estrearem por estas datas. O segundo porque aquilo é tanto um processo para a eleição do "melhor", como é um concurso de popularidade - e sendo isto ao mesmo tempo uma critica, é também por sí algo que me desperta interesse - mesmo porque torço que o reconhecimento que aquela cerimónia permite aos seus vencedores, seja dado às pessoas e filmes que prefiro. O terceiro porque o percurso para os óscares é também em sí um percurso politico e de marketing (inclusive com as suas primárias, representadas nos restantes prémios que antecedem os óscares). E o quarto e último motivo pelo simples gozo, aquele de chegar ao dia da cerimónia e tentar adivinhar quem ganha o quê.

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publicado por Jorge A. às 01:30
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Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Por muito que queiram evitar a questão...

... é mais que evidente que o The Dark Knight merece ganhar o óscar de melhor filme, quanto mais não seja porque tem os melhores apoiantes nessa missão. Um deles lembrou-se de fazer esta pequena maravilha (que remete para toda a campanha viral de marketing levada a cabo em nome do Joker):

 

 

Entretanto, aproveito e faço algumas rectificações a coisas que fui escrevendo. A primeira não é bem uma rectificação, mas é só para dizer que a banda sonora do The Dark Knight após explicações por parte dos autores da mesma, foi aceite a concurso. A segunda para, tendo em atenção que disse algures neste blogue que a Kate Winslet não devia ganhar o óscar de melhor actriz, retirar o que disse - deve ser das poucas grandes actrizes que ainda não recebeu nenhum, o que torna-se mais vergonhoso quando tantas tão mediocres o tem ganho nos últimos anos. E a terceira para dizer que Slumdong Millionaire talvez não seja tão underdog como eu ponderei, será mesmo um dos grandes favoritos.

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publicado por Jorge A. às 02:47
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Domingo, 30 de Novembro de 2008

Noticias da Frente II

Duas noticias, a primeira para dizer que a fantástica banda sonora do The Dark Knight fica fora dos óscares por questões burocráticas. A segunda para dar conta que entre os documentários em consideração para a nomeação, Religulous (trailer) não é sequer tido em consideração, brincadeiras com a religião não é coisa que a Academia queira premiar. Por outro lado, o vencedor nessa categoria é praticamente certo: Man on Wire.

 

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publicado por Jorge A. às 22:05
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Noticias da Frente

O Australia, como eu esperava, parece estar fora da corrida pelos óscares, quer pela reacção dos criticos, quer porque caminha para um flop na bilheteira, quer porque entre o público em geral que já viu o filme a reacção não tem sido nada por aí além. A fórmula, essa, está mais que gasta e, sim, há de aparecer alguém a reabilitar o género, mas esse alguém não é o Baz Luhrmann (e a Nicole Kidman também teve a sua fase mágica, depois fez o Cold Mountain e eclipsou-se).

 

Já o Milk parece bem encaminhado para o sucesso. Os criticos adoram-no e a reacção geral do pouco público que já teve oportunidade de vê-lo é também boa. Claro que sendo baseado na história real de Harvey Milk, o primeiro homossexual eleito para um cargo público na Califórnia, não será bem recebido por certos sectores da sociedade (sendo também certamente empolado por outros) e por muito que Hollywood tenha as suas bandeirinhas, estas coisas pesam. Duvidam? Perguntem ao Ang Lee e ao seu Brokeback Mountain.

 

Entretanto o Slumdog Millionaire destaca-se este ano como o filme que, mesmo sendo bom, pode começar desde já a só ambicionar à estatueta para melhor argumento adaptado (se fosse argumento original então, dada a tradição, era coisa certa).

 

Para terminar, só para avisar que estas pérolas entraram na minha colecção de filmes vistos: Yojimbo e Rashômon do mestre Kurosawa; The Third Man para confirmar o fascinio da personagem Harry Lime magistralmente interpretado por Orson Wells; Nineteen Eighty-Four, muito longe do encanto do livro, mas de qualquer forma bom; e Tropic Thunder onde o realizador, argumentista e actor Ben Stiller muito bem coadjuvado faz um grande filme de humor.

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publicado por Jorge A. às 21:03
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

No Oscar for Batman?

Vamos entrar num período em que os pesos pesados vão apresentar a sua candidatura aos óscares, mas eu já tenho um favorito (não necessariamente exclusivo): The Dark Knight. Um estrondo na bilheteira, um estrondo junto dos criticos, o que pode a academia pedir mais? Perguntarão alguns de imediato como posso já estar por um filme, sem ter visto a maior parte dos outros - ora, porque não é dificil prever o que aí vem e a vitória de The Dark Knight seria a vitória da minha forma de encarar o cinema sobre uma visão mais tradicionalista. Sobre o buzz em volta dos possiveis vencedores, podem sempre dar uma vista de olhos por aqui.

 

Agora, do resto, do que se fala este ano para os óscares? Primeiro temos duas biografias, o projecto de Gus Van Sant, Milk, e o de Ron Howard, Frost/Nixon. Nenhum dos dois me desperta particular interesse, quer porque não gosto particularmente de filmes biográficos, quer porque pura e simplesmente não aprecio Ron Howard num caso e tenho pouca paciência para ver Sean Penn representar o mesmo papel de filmes anteriores e sair-se bem com isso no outro caso (um Tom Hanks à sua maneira). Sobre o épico Australia, thank you very much, nem me vou pronunciar. Em relação a estes três filmes, a minha expectativa é que a academia tenha juizinho, e não se esqueça do Wall-E. Depois existem dois casos que despertam em mim curiosidade, o primeiro é o projecto do inglês Danny Boyle e da indiana Loveleen Tandan, Slumdog Millionaire, cujo argumento parece prometer. Outro que o argumento promete e o realizador, mais do que prometer, já é uma certeza, é o The Curious Case of Benjamin Button de David Fincher. Fincher, recorde-se, foi mais o seu Zodiac, completamente ignorado pela academia de forma vergonhosa o ano passado, espero que desta vez seja feita justiça. Clint Eastwood também anda a cheirar os prémios, quer com Changeling, quer com Gran Torino, mas parece-me que este ano não vai longe.

 

As últimas notas para dizer que ver Mickey Rourke a vencer o óscar de melhor actor seria o máximo (ver Sean Penn seria um flop). Não me entreguem óscar de melhor actriz a Merryl Streep ou Kate Winslet, já se for possível criar um grupo de pressão para entregar o mesmo a Anne Hathaway, eu apresento-me desde já como voluntário. Para melhor realizador a compeitção este ano será certamente feroz, não vou dar palpites (mas nunca, mesmo nunca, atrevam-se a dar um segundo óscar a Ron Howard). Melhor actriz secundária para a Penélope Cruz parecia-me muito bem (ela, que era para não entrar, é claramente a melhor coisinha do último de Woody Allen - e para além disso é gira, caraças). E, à semelhança do ano passado, o óscar de melhor actor secundário está à partida entregue, Heath Ledger.

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publicado por Jorge A. às 21:49
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Quadro Final

A verde as previsões correctas, a vermelho as erradas. As curiosidades: só uma categoria onde todos acertamos, melhor actor secundário para Javier Bardhem, e duas categorias onde todos falhamos, melhor actriz secundária para Tilda Swinton e melhor documentário de curta-metragem para Freeheld. De resto, os homens nos lugares cimeiros bem distanciados das fêmeas... percebem agora porquê que a maior parte dos criticos de cinema são homens? É como conduzir um automóvel...

Já agora, a sondagem sobre qual deveria/seria o vencedor final dos óscares deu nisto:

Para os meus caros leitores o Atonoment venceria. Ainda bem que não tiveram razão.
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publicado por Jorge A. às 20:40
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Melhor Filme

No Country for Old Men. Os irmão Coen ainda estavam a pensar no óscar de melhor realizador e já estavam de volta ao palco. Ganhou o melhor filme do ano. Mas a cerimónia foi chata. O que resolvia a coisa, terem dado o óscar de melhor actriz a Ellen Page, mas não tiveram tomates para isso. Acertei 15 em 24 dos óscares entregues - e desde há muito que acertei nos filme e realizador vencedores. O sector feminino foi o que me tramou, mas também não é nada que não estivesse à espera - sempre quis acreditar é que a cerimónia não ia ser tão chata quanto foi, e sempre vi no sector feminino a hipótese de eles alegrarem a coisa. Não o fizeram, ou melhor, tentaram fazer com Marion Cotillard, foi tiro ao lado. Ellen Page era a chave desta cerimónia, a academia não quis seguir a minha dica, olha, lixou-se... a caminhar assim cada vez serão menos os que continuarão a ver o espectáculo.

PS: amanhã publico o mapa das previsões com destaque a quem acertou e errou nas devidas categorias.
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publicado por Jorge A. às 04:45
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Melhor(es) Realizador(es)

Joel e Ethan Coen. Sem surpresas. Tenho de me ir deitar...
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publicado por Jorge A. às 04:38
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Melhor Actor

Daniel Day-Lewis. O que querem que diga...
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publicado por Jorge A. às 04:30
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Argumento Original

Para Juno, ou mais especificamente, Diablo Cody. Este já estava previsto há séculos...
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publicado por Jorge A. às 04:18
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