Domingo, 25 de Outubro de 2009

A propósito do caso Obama/Fox News

Pergunta o Rui Pedro Nascimento, a propósito da guerra lançada pela administração Obama à Fox News:

 

A dúvida é: se o jornalista ou meio de comunicação social decide, no seu direito inalienável de Liberdade de Expressão, contestar uma pessoa, porque é que essa pessoa não tem o direito de Escolha de não falar a esse jornalista ou meio de comunicação?

 

Essa pessoa tem todo o direito, mas Obama (e Sócrates) não se representam só a si. São pessoas que ocupam um cargo institucional e quando estão a exercer tal cargo devem agir em função da responsabilidade inerente ao mesmo. Para mais, não foi Obama, a título pessoal, que entrou em guerra com a Fox News, mas a administração em peso, mesmo porque, não exercesse Obama o cargo em causa e a Fox News não se preocuparia minimanente com este.

publicado por Jorge Assunção às 13:45
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Domingo, 19 de Abril de 2009

The conservative soul

"Why have conservatives been in favor of free markets historically? And I would posit the following:

 

The critical argument behind free markets is that markets devolve decisionmaking to the people closest to the activities involved, and those people have the most knowledge and understanding of what they are doing. The closer you are to what you are dealing with, the more likely you are to know what you are doing. And the further away you are from those particular interactions on the ground, the more likely you are to get it wrong.

 

And so conservatism in the 20th century had a very powerful critique, from Hayek to Oakeshott, of the insanity of governments and of central authorities dictating to large, complex, organic, dynamic groups of people what was the right way to order their economies or societies.

 

Why? Because one individual, one expert, is often wrong. Not only that; when people become certain that they are right, they can create great damage to the fabric of society. This was the essence of Burke’s critique of the French Revolution: You are messing with things you do not understand. French society is too complex for one human mind, however brilliant, to master.

 

Michael Oakeshott had a great metaphor for this particular issue. He called it governing by the book. When Oakeshott spoke of “the book,” he was speaking primarily of the 1940s, ‘50s, and ‘60s, of the great era of liberal triumphalism: We have figured it all out. We know how to make society wealthy. We will abolish poverty. We will be rid of war. We have figured it all out at Harvard, and we are just going to implement it all upon the world.

 

Oakeshott said no at a time when it was very unpopular and difficult to say no. But he said no for a very simple and powerful purpose. He said: If you are governing a society by a book, and you are actually having to govern as you are reading and understanding and writing that book, every now and again you are going to have to look up from the book just to make sure that people are behaving according to plan. And very soon after you have written that book and you have your idea of what the world should be like, you will look up and realize there are people misbehaving. They are not following the rules in the book. If you are going to govern them, you are going to have to keep looking up from the book just to keep them all in line. And eventually you are going to be looking up from the book so often that there will come a moment when you will have to close the book."

 

Andrew Sullivan [um excelente profile de Sullivan pode ser encontrado aqui]

publicado por Jorge A. às 09:43
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

On Liberty

Sou liberal e contra o aborto, diz o Tiago Moreira Ramalho.

 

Eu sou liberal e favorável ao aborto, pelo que discordo do texto, mas isso não interessa agora (aliás, sobre a minha discordância já tive debate interessante no blogue do Tiago pelo que ele conhece relativamente bem a minha posição). O que me interessa são os comentários e reacções que o post do Tiago originou. Está lá tudo: os insultos pessoais, a argumentação para a irrelevância do tema, as virgens ofendidas, tudo e mais alguma coisa. Estão lá todas as pressões tipicas desta sociedade de pequenos ditadores, de gente tão convicta da sua Verdade que não suporta que outros pensem de forma diferente. Fazia bem a muita gente ler (e compreender) o Sobre a Liberdade de John Stuart Mill.

publicado por Jorge A. às 17:18
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Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Tiny revolution

"Repressive governments all over the world have good reason to fear the army of Davids that are rising up against them. George Orwell once observed, brilliantly, that every joke is a tiny revolution. So are the best political blogs – that’s why so many powerful people want to silence them." [aqui]

publicado por Jorge A. às 18:58
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Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Free

Sobre a declaração da cimeira do G20 em Londres e a de Novembro de 2008: “… a commitment to free market principles …” has been replaced by “… based on market principles …”. Note that the word “free” is nowhere in the document.

 

Mais aqui.

publicado por Jorge A. às 21:01
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Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Homens Livres

Tudo isto tem faltado, desde há muito, em Portugal. E os portugueses não são, hoje, verdadeiramente livres. Não o são porque dependem mais do estado do que de si mesmos, e não o são porque o estado lhes impõe frequentemente obrigações que eles não gostariam de cumprir e às quais não deveriam ser obrigados. Esta situação foi resultado de um estatismo secular, ancestral na nossa cultura e na nossa história política (Portugal foi o primeiro estado unitário europeu), e não é o facto de votarem com alguma liberdade de tempos a tempos, que lhes confere a qualidade de homens livres.

Rui A. no Portugal Contemporâneo

publicado por Jorge A. às 20:09
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Domingo, 1 de Março de 2009

Fruto dos Tempos

Atlas felt a sense of déjà vu

BOOKS do not sell themselves: that is what films are for. “The Reader”, the book that inspired the Oscar-winning film, has shot up the bestseller lists. Another recent publishing success, however, has had more help from Washington, DC, than Hollywood. That book is Ayn Rand’s “Atlas Shrugged”.
Reviled in some circles and mocked in others, Rand’s 1957 novel of embattled capitalism is a favourite of libertarians and college students. Lately, though, its appeal has been growing. According to data from TitleZ, a firm that tracks bestseller rankings on Amazon, an online retailer, the book’s 30-day average Amazon rank was 127 on February 21st, well above its average over the past two years of 542. On January 13th the book’s ranking was 33, briefly besting President Barack Obama’s popular tome, “The Audacity of Hope”.
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publicado por Jorge A. às 17:55
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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Ayn Rand

Ainda a propósito do meu post sobre o Rorschach, vale a pena ler a Biografia de Ayn Rand, por Jim Powell (via: O Insurgente). E entretanto aproveitei para adicionar o OrdemLivre aos blogues listados cá do sitio.

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publicado por Jorge A. às 20:53
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Democracia vs Liberdade

(Foto: Fernando Llano/Associated Press)

 

Hugo Chávez vence referendo que lhe permite permanecer no poder para além de 2012

 

Ontem, não foi a limitação ou falta dela de mandatos para Chávez que foi a votos na Venezuela, mas sim a ideia de que uma parte da população pode impôr restricções à liberdade individual de outra. A Venezuela afigura-se como um bom exemplo de situação em que a democracia e a liberdade não andam de mãos dadas e é por esta última que torço.

publicado por Jorge A. às 11:48
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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Dois Livros Indispensáveis

 

Ora aqui está uma parelha de livros que terei muito orgulho em ter cá por casa. E tudo obra das Edições 70 que em 2006 lembraram-se de editar Sobre a Liberdade de John Stuart Mill e agora tem a feliz e oportuna ideia de publicar O Caminho para a Servidão de Friedrich Hayek (via: O Insurgente).

 

publicado por Jorge A. às 13:03
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Domingo, 12 de Outubro de 2008

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Um trabalho de animação fantástico. (via: Andrew Sullivan)

publicado por Jorge A. às 22:54
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Sábado, 11 de Outubro de 2008

Sobre Ingrid Betancourt

Frustrada, ONG de Ingrid critica escolha de Nobel da Paz. Frustrados, todos aqueles que achavam que o facto de se estar desaparecido é caminho para se chegar ao nobel. Fala-se até num recuo da candidatura ‘maddie 2009′.

A frase infeliz é de Pedro Vieira no Arrastão. E é infeliz porque Betancourt não estava propriamente só desaparecida e faz por ignorar, na comparação com o caso Maddie, os motivos que levaram ao "desaparecimento" de Ingrid Betancourt, o movimento que se gerou em sua defesa e a oposição que tal gerou ao grupo terrorista que opera na Colombia. Por outro lado, talvez Pedro Vieira tenha razão, e assim explica-se a inexistência do nome Mahatma Ghandi entre os vencedores do Nobel da Paz, afinal de contas, premiá-lo, seria mostrar que o caminho para se chegar ao nobel passa por uma greve de fome. Mas daqui a seis meses, ou mesmo agora, perguntem quem é Martti Ahtisaari, o que fez, ou o que representa, perceberão facilmente como o nobel deste ano foi um desperdício.

publicado por Jorge A. às 18:36
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Caricaturas de Maomé

Noticia do Público:

Em solidariedade com o presidente do Governo regional, Franz Pahl, que no início do Verão entrou em greve de fome para que removessem a peça de arte contemporânea da exposição, o Papa considerou, em carta enviada ao museu, que a obra era uma blasfémia: “É ofensiva para os cristãos que vêem na cruz o símbolo da salvação”. A direcção do museu reúne-se hoje para decidir se retira ou não o sapo da exposição.

A forma diverge radicalmente, mas o conteúdo é em tudo semelhante e a cedência à pressão igualmente inaceitável. Esperemos pois que o museu decida-se pela manutenção da peça de arte na exposição.

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publicado por Jorge A. às 15:59
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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

The Joy of the People

 

Eu confesso que cheguei a pensar que os jogos olimpicos de Pequim neste ano de 2008 iriam superar todas as expectativas. Apagariam da minha memória aqueles maravilhosos jogos de Sydney no ano 2000 a que se seguiram uns murchos jogos em Atenas 2004. Mas nada disso. A cerimónia de abertura muito prometeu, mas há coisas que não mudam e logo nesta foram dados os primeiros sinais do que se seguiria. Que o fogo de artificio tenha sido gerado por simulação 3D, compreendo. Que a miuda chinesa encantou o mundo com a sua beleza, mas a voz de outra, vá lá, também passa. Mas houve um momento na cerimónia particularmente ilucidativo - o daquelas chinesas que, enquanto cada comitiva nacional entrava dentro do estádio olimpico, faziam aquela coreografia repetitiva, irritante e sempre com um sorriso no rosto - a coisa durou trinta minuntos, ao fim dos quais o sorriso praticamente havia desaparecido do rosto e a coreografia perfeita era só uma miragem.

 

Têm sido assim estes jogos. Tudo muito bonito a iniciar, mas basta olhar para as bancadas na natação ou no voleibol de praia para perceber a diferença face aos jogos de Sydney (ou, nesse aspecto, mesmo em relação a Atenas). Não estão lá presentes as manifestações de alegria espontânea e generalizada do público. Não sei se porque falta ao povo chinês aquela alegria contagiante dos australianos, se porque o peso de um regime repressivo, onde o acto da manifestação é mal encarado, pesa. Sei é que não é por decreto que o regime comunista conseguirá fazer destes os melhores jogos olimpicos de sempre, não é pondo figurantes a encher as bancadas vazias, fazendo-se passar por espectadores interessados nas modalidades em causa, com sorriso falso no rosto, que a coisa compõe-se.

 

Os melhores jogos olimpicos de sempre? Para mim, Sydney em 2000 e só aceito Barcelona em 1992 como alternativa.

publicado por Jorge A. às 02:17
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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Soljenitsine na blogosfera

Na morte de Soljenitsine, por Pedro Correia:

Quando outros calaram, por cobardia ou conveniência, ele expôs-se - servindo-se de um papel e de uma caneta para denunciar um regime iníquo. Estaline mandou deportá-lo para um campo de concentração siberiano, Brejnev deu-lhe ordem de expulsão do país.

Solzhenitsyn, RIP, por Andrew Sullivan: 

His accounts of what torture and dehumanization do to people - the enforcers and the victims - helped me better understand the utter incompatibility of freedom and torture of any kind, anywhere. If I had to point to one author who inspired my horror at what Cheney and Bush have done to America's integrity these past few years, it would be Solzhenitsyn.

Aleksandr Solzhenitsyn dies at 89, por Tyler Cowen: 

He did not in every way favor liberty, but he did more for liberty than almost any other person of the late 20th century.

The Best of Solzhenitsyn, por Bryan Caplan: 

But if any writer can make future generations of Russians look on the Soviet era with the horror it deserves, it's the man who stared down the Soviet Union at the height of its power - and outlived it by 17 years.
publicado por Jorge A. às 21:43
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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

O policia que há dentro de cada um de nós

Hoje, enquanto vinha de carro do trabalho para casa, ouvia a Antena 1. Uma senhora entrevistava um casal lisboeta de férias no Algarve. Após as perguntas banais para a circunstância, sai-se com qualquer coisa do género (não sem antes avisar que poderiam tomá-la por maluca), "Eu sou da opinião que as praias deviam ser vedadas e controladas por policias para que, entre o meio-dia e as quatro da tarde, ninguém podesse frequentar as mesmas", acrescentando em forma de pergunta aos entrevistados, "Não estou correcta?". "Correctissima", responderam os entrevistados. O maluco aqui devo ser eu, que ainda acredito que cada um é responsável por sí.

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publicado por Jorge A. às 21:36
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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Justiça e Liberdade

Em Portugal, nenhuma das duas tem muita sorte.

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publicado por Jorge A. às 23:48
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Domingo, 20 de Julho de 2008

Vista curta

Ao mesmo tempo que José Sócrates enaltece "visão progressista e não conservadora" do Governo o novo líder da JS defende que casamento homossexual é "uma imposição do princípio de igualdade".

 

A bandeirinha, essa, agita-se ao vento como forma de propagar a visão progessista dos bons socialistas, no entanto nos últimos treze anos, dez foram tutelados por governos socialistas não retrógados e não conservadores, mas a bandeirinha só serve para agitar próxima dos actos legislativos e nunca para concretizar.

 

De resto, a igualdade não advirá nunca das imposições socialistas sobre a sua visão de casamento, familia ou direitos dos homossexuais a toda a restante sociedade - por muito modernas (deixem-me rir) que sejam. A igualdade, como Tocqueville refere na frase que serve de descrição a este blogue, encontra-se na liberdade. A vontade dos individuos deve sobrepôr-se à vontade dos seus governantes, mas nisso a senhora da alternância mostra-se tão retrógada como o senhor primeiro-ministro (como o João Miranda aqui tão bem explica).

publicado por Jorge A. às 18:46
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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Ler os outros

"Os liberais, pessimistas sobre a natureza humana, ou melhor, realistas, sabem que só o governo mínimo pode reduzir os riscos de prejuízos máximos para a liberdade. Os liberais nunca acreditaram na teoria das elites como fundamento do sistema de governo. Eles preferem o processo de mercado, onde cada interveniente se encontra em plano de igualdade com os demais, para que os indivíduos possam fazer as suas escolhas." Rui Albuquerque, no Insurgente.
publicado por Jorge A. às 22:05
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Terça-feira, 8 de Julho de 2008

Heavy Burden

"If a man has a genuine, sincere, hearty wish to get rid of his liberty, if he is really bent upon becoming a slave, nothing can stop him. And the temptation is to some natures a very great one. Liberty is often a heavy burden on a man. It involves that necessity for perpetual choice which is the kind of labor men have always dreaded. In common life we shirk it by forming habits, which take the place of self-determination. In politics party-organization saves us the pains of much thinking before deciding how to cast our vote." Oliver Wendell Holmes, Sr.
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publicado por Jorge A. às 21:54
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Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Liberdade II

"But to manipulate men, to propel them towards goals which you - the social reformer - see, but they may not, is to deny their human essence, to treat them as objects without wills of their own, and therefore to degrade them." Isaiah Berlin
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publicado por Jorge A. às 14:25
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Liberdade I

"The use of ‘liberty’ to describe the physical ‘ability to do what I want’, the power to satisfy our wishes, or the extent of the choice of alternatives open to us...has been deliberately fostered as part of the socialist argument... Once this identification of freedom with power is admitted, there is no limit to the sophisms by which the attractions of the word ‘liberty’ can be used to support measures which destroy individual liberty, no end to the tricks by which people can be exhorted in the name of liberty to give up their liberty. It has been with the help of this equivocation that the notion of collective power over circumstances has been substituted for that of individual liberty and that in totalitarian states liberty has been suppressed in the name of liberty." F.Hayek

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publicado por Jorge A. às 14:06
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