Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

Desejos para 2010 (4 de 10)

Que os jornalistas não descubram nenhum outro caso para prolongar durante meses a fio nos telejornais e programas da manhã/tarde deste país, que envolvam raparigas menor de idade que desapareceram, foram raptadas ou deslocaram-se para o país dos seus progenitores. É que já não há pachorra.

publicado por Jorge Assunção às 21:00
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Climagate

Há um escândalo no mundo cientifico relacionado com o aquecimento global. Phil Jones, principal responsável da CRU – Climatic Research Unit -, suspendeu as funções na sequência da divulgação de alguns dos seus mails com outros colegas climatólogos. Nestes mails, há evidência séria sobre aquilo que muita gente vinha afirmando há muito: os dados são manipulados e os cépticos são afastados das publicações de referência, como forma de passar a ideia que existe consenso sobre o assunto. O que Phils Jones já não fará é devolver o dinheiro que lhe foi facultado para desenvolver pesquisa sobre o aquecimento global. A avaliar pelos meios de comunicação nacionais, os mesmos que vendem a propaganda pró-aquecimento global, parece que não se passa nada. Excepção feita, até ver, a este artigo, de José Delgado Domingos, publicado no Expresso On-Line.

publicado por Jorge Assunção às 12:00
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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

O Portugal de Sócrates

A propósito do que li aqui e aqui, confirmo que publiquei esta crónica no Público a 12 de Novembro, quinta-feira e na segunda-feira da semana seguinte, dia 16 de Novembro, a 2 horas de entregar o meu texto pronto para ser publicado na edição de terça do Diário Económico, como sempre fiz desde o princípio de 2008, fui contactado pelo editor de opinião do jornal informando-me de que a minha colaboração era dispensada. Não obstante ter escrito imediatamente ao director do Diário Económico manifestando a minha surpresa por ter sido dispensado sem uma explicação no próprio dia em que iria entregar um artigo, não recebi qualquer resposta.

 

Pedro Lomba, aqui. Há muito que o Diário Económico não esconde o que é. Quem compra o jornal em causa leva com desinformação pura e dura a favor do governo socialista. O que vale, é que o jornal em causa não tem os problemas financeiros do Público ou do Sol.

publicado por Jorge Assunção às 11:30
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Domingo, 22 de Novembro de 2009

No país faz de conta

Anda tudo num alvoroço porque existem umas escutas que confirmam que o primeiro-ministro mentiu na Assembleia da República quando se pronunciou sobre o caso TVI. Peço desculpa, meus caros, mas a mentira era evidente há muito. Só compreendo o barulho como manobra para manter o tema escutas ao primeiro-ministro à tona de água, mesmo porque, aparentemente, o conteúdo destas vai muito para além da descoberta que o primeiro-ministro mentiu. Ainda sobre a mentira, não é de negar a sua gravidade, mas o que nego é que o assunto só mereça atenção agora.

 

Em segundo lugar, também anda tudo em alvoroço porque a Sábado fez uma investigação onde apurou que os orgãos de comunicação sociais, nomeadamente o Público e o Sol, foram prejudicados pela publicidade feita por entidades de capital público. Ora, meu caros, mas alguém não sabia que assim era? Mais uma vez, não nego a gravidade do assunto, nego é que o assunto só mereça atenção agora.

 

No fundo, este é o país do faz de conta. Todos (ou quase todos, há sempre um ou outro mais ingénuo) sabemos o que se passa, mas ficamos à espera da confirmação do óbvio para abordarmos as coisas tal como elas são e para atribuir-lhes a gravidade de que se revestem. Outros há que, mesmo perante a descoberta do óbvio, continuam a tratar o assunto com pinças, não porque não saibam a gravidade do assunto em causa, mas sabem que o visado, o actual governo, mais propriamente o primeiro-ministro, é da sua área, e suspeitam que outro que lá vá parar, de outra área política, deixará tudo na mesma, por isso, mal por mal, antes este que outro. Estes últimos rapidamente evoluem para os que já nada de grave vêem nestas coisas: porque as coisas são o que são e sempre foram assim.

 

Portanto, meus caros, deixemos o primeiro-ministro descansar. Como não podem compreender essa primeira garantia que a sociedade portuguesa nos reserva: as coisas são o que são e sempre foram assim. Sempre foram assim e assim hão-de ser no futuro. Qualquer luta contra isso é uma luta inglória.

publicado por Jorge Assunção às 19:00
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Hospitalidade e patriotismo

A selecção nacional de futebol foi bem recebida na Bósnia. O sorriso de Simão Sabrosa e Miguel a caminharem para o autocarro à saida do aeroporto não deixa margem para dúvidas. Entretanto, alguém queira fazer o favor de esclarecer o que disse efectivamente o seleccionador da selecção da Bósnia: vão "derrubar Portugal" ou "comer Portugal"? É que, na mesma estação televisiva, já vi a coisa traduzida ora de uma, ora de outra forma.

publicado por Jorge Assunção às 15:30
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Domingo, 15 de Novembro de 2009

Não confundir

PSD recebeu financiamento ilícito da Somague

 

Esta notícia, com alguns anos, foi daquelas que me deixou desgostoso pela fraca exposição noticiosa que lhe foi dada. Na altura, foi possível suspeitar logo do motivo pelo qual tal financiamento ilícito, condenado em tribunal, passou tão ao lado da nossa política: outros haviam, não necessariamente do PSD, que não desejavam levantar ondas com tal tema. Como já referi algumas vezes neste blogue, não aceito a tese do 'são todos iguais', mas estou mais do que convencido que no PS, PSD e CDS/PP (refiro especialmente estes três partidos porque são os que ocuparam lugares relevantes no poder central), existem pessoas que actuam do mesmo modo ilícito. O que é importante, por isso a necessidade de não tomar todos por iguais, é perceber que nas pessoas que pertencem aos partidos, nem todas actuam ou estarão dispostas a actuar (e pactuar) com esta sujeira. Por isso nada me move contra o PS, nem confundo o PS e todos os militantes do PS com o actual líder, pessoa que não desperta em mim a mínima confiança.

publicado por Jorge Assunção às 19:00
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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Recordações

O primeiro-ministro acusou hoje o semanário "Sol" de o ter "insultado" a propósito das escutas no âmbito do processo Face Oculta e manteve o que afirmou no Parlamento sobre o seu desconhecimento face à compra da TVI.

 

A propósito da notícia acima citada, gostaria de recordar:

 

O PÚBLICO também apurou que as relações entre o "Sol" e um dos seus principais accionistas, o grupo BCP, se têm vindo a alterar desde que os socialistas Santos Teixeira e Armando Vara foram eleitos para a administração do banco fundado por Jardim Gonçalves. Foram canceladas campanhas publicitárias e retirados patrocínios já negociados, o que contribuiu para tornar mais difícil a situação da empresa.

 

Há muito tempo que os socialistas gostariam de ter silenciado o jornal cujo director é José António Saraiva. Vamos ver quanto tempo demora até o conseguirem.

publicado por Jorge Assunção às 14:10
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Público

Nos últimos tempos, já só comprava o jornal de forma intermitente. Gostava (ou deverei dizer: estava habituado) à estrutura do jornal. Contudo, há muito que a maior parte dos conteúdos não me interessavam. Recentemente, a crónica diária do Miguel Esteves Cardoso era das poucas coisas no jornal que lia sempre com prazer. Mas se comprava, ainda que intermitentemente, o jornal, era porque José Manuel Fernandes era o seu editor e, no panorama da imprensa portuguesa, era dos poucos que atrevia-se a não alinhar com o governo. Tendo em conta o editorial que se seguiu à saida de José Manuel Fernandes do jornal, acho que é desta que deixo de comprar jornais.

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publicado por Jorge Assunção às 11:00
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Domingo, 25 de Outubro de 2009

A propósito do caso Obama/Fox News

Pergunta o Rui Pedro Nascimento, a propósito da guerra lançada pela administração Obama à Fox News:

 

A dúvida é: se o jornalista ou meio de comunicação social decide, no seu direito inalienável de Liberdade de Expressão, contestar uma pessoa, porque é que essa pessoa não tem o direito de Escolha de não falar a esse jornalista ou meio de comunicação?

 

Essa pessoa tem todo o direito, mas Obama (e Sócrates) não se representam só a si. São pessoas que ocupam um cargo institucional e quando estão a exercer tal cargo devem agir em função da responsabilidade inerente ao mesmo. Para mais, não foi Obama, a título pessoal, que entrou em guerra com a Fox News, mas a administração em peso, mesmo porque, não exercesse Obama o cargo em causa e a Fox News não se preocuparia minimanente com este.

publicado por Jorge Assunção às 13:45
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Sábado, 24 de Outubro de 2009

Foi pena

Diz Pedro Pita Barros que "Foi pena o estudo sobre a revisão do sistema fiscal não ter sido divulgado antes das eleições - é um tema importante para o qual seria relevante saber as posições dos partidos antes da votação", e acrescenta, "ainda assim, não deixa de ser uma oportunidade para os partidos apresentarem de forma clara as suas posições (será que o conseguem? ou teremos apenas as banalidades habituais em termos de análise por parte dos responsáveis partidários?)". Eu concordo com Pedro Pita Barros, mas até pela forma como o estudo foi apresentado nos noticiários, e pelo tempo que passou desde a divulgação do mesmo estudo sem que os partidos se pronunciassem, ficou claro para mim a sua utilidade. Foi um teste ao mercado: verificar se o povo estaria receptivo a algumas daquelas ideias e caso o povo mostrasse receptividade, arriscar adoptar algumas das medidas anunciadas. Aquilo não foi um estudo, aquilo foi uma prospecção ao eleitorado. Estes estudos nunca servem para os partidos apresentarem de forma clara as suas posições, mas antes para os partidos averiguarem que tipo de posições podem apresentar. Assim vai a política portuguesa.

publicado por Jorge Assunção às 19:28
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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Mal-estar

"Julgo que estarás de acordo quanto ao mal-estar que a decisão de Aguiar Branco avançar para a liderança da bancada provocou em Paulo Mota Pinto e Pacheco Pereira." Dizia-me o António de Almeida em comentário anterior. Pois bem, o que me provoca mal-estar é isto.

publicado por Jorge Assunção às 15:56
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Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Prioridades Jornalisticas

Entre um governo minoritário que ainda não percebemos como irá tentar governar, se apoiado no PSD ou CDS/PP, se apoiado na extrema-esquerda, e o maior partido da oposição com a líder a prazo, o que é mais importante para o pais: saber como vai o PS governar ou quem vai ser o novo líder do PSD? Segundo os nossos jornalistas, a questão essencial a responder neste momento é quem vai ser o próximo líder do PSD.

publicado por Jorge Assunção às 19:32
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Nao custa nada

Editorial do New York Times, 23 Outubro de 2008: Barack Obama for President

Editorial do New York Post, 8 Setembro de 2008: Post endorses John McCain

 

Ao cuidado do DN e do Público. É que torna tudo tão mais transparente.

publicado por Jorge Assunção às 02:44
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Sábado, 19 de Setembro de 2009

Independência Judicial

PS chumba ‘Muito bom’ de juiz Rui Teixeira. Este caso é muito mais grave que qualquer compra de votos na distrital lisboeta do PSD. Claro que os jornalistas não lhe darão a importância merecida. Compreende-se, nem ninguém quer acabar como o juiz Rui Teixeira, nem ninguém quer acabar como Manuela Moura Guedes ou José Manuel Fernandes.

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publicado por Jorge Assunção às 19:19
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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Não há coincidências

Foi-se a Manuela e com ela foi-se o Freeport. José Manuel Fernandes ainda não se foi, mas já está anunciado que se vai. O jornalismo travestido, assim apelidado por José Sócrates, desaparece e podemos todos ficar mais contentes e satisfeitos, sobra-nos a qualidade dos restantes. A qualidade sobrante já se faz notar, a uma semana de eleições é a compra de votos no PSD e as fontes de notícias do Público que ocupam os noticiários, ambas incómodas para o PSD. Mais interessante é que a suposta fonte do público, Fernando Lima, era do conhecimento de Louçã há já alguns dias (como soube?), mas só agora surge a notícia no subserviente DN (através de que fonte?). Entretanto, tudo começa a encaminhar-se para uma coligação PS+BE. E num futuro já não tão distante quanto isso ai virá o candidato Alegre. Tanta alegria que por ai vai. Admirável mundo novo.

publicado por Jorge Assunção às 16:03
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Sábado, 5 de Setembro de 2009

Desmentidos e não desmentidos

Há uma semana era assim: O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) informou que não está prevista «qualquer diligência» visando o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, no âmbito do processo Freeport.

 

Agora: O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, vai ser chamado para prestar esclarecimentos no âmbito do caso Freeport, como testemunha, mas só depois das eleições, noticia hoje o semanário “Expresso”.

 

Presumo, também, que os primos e restantes familiares de Sócrates não possam ser ouvidos antes das eleições, uma vez que, até agora, ninguém decidiu ouvir qualquer um deles. Mas, entretanto, ontem também saiu esta: Conteúdo de carta anónima que implica primo Sócrates "destituído de fundamento" diz director da PJ. Quase que parece desmentir a notícia da TVI. Quase, porque para além de ser estranho que a Policia Judiciária, afinal, possa dar informações sobre processos em segredo de justiça, a notícia da TVI em nenhum momento referia cartas anónimas. Parece que tinham ido ouvir dois dos arguidos no processo que confirmavam a história. Isso quer dizer que a investigação da TVI vai no rumo certo? Não sei. Sei é que a PJ dá constantemente sinais de não conseguir gerir bem o processo.

publicado por Jorge Assunção às 13:40
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A ler

"O núcleo político do PS-governo mediu friamente as vantagens e os custos de tomar esta medida protofascista. E terá concluído que era pior para o PS-governo a manutenção do JN6ª do que o ónus de o ter mandado censurar. Trata-se de mais um gravíssimo atentado do PS de Sócrates contra a liberdade de informar e opinar." Por Eduardo Cintra Torres.

 

"Só um idiota acredita que a Prisa suspendeu o "Jornal Nacional" "por razões económicas relacionadas com uma reestruturação em curso". [...] Se não foram critérios económicos os que levaram a Prisa a acabar com o "Jornal Nacional", só podem ter sido critérios políticos. [...] Na noite em que venceu as eleições legislativas, Sócrates gritou: "Amigos e camaradas: conseguimos!". Pois conseguiram. De tanto o desejarem, conseguiram que a informação da TVI sucumbisse. Na melhor ou na pior altura? Na pior, é claro. Pelo menos para nós." Por Pedro Santos Guerreiro

 

Já agora, Eduardo Cintra Torres escreve no Público, outro dos jornais que foi identificado como jornalismo travestido, e Pedro Santos Guerreiro escreve no Jornal de Negócios, um que não segue a linha socrática como, por exemplo, o seu concorrente Diário Económico faz. Seria interessante avaliar a publicidade institucional, com origem em instituições governamentais, que uns e outros conseguem atrair em relação a outros meios de informação com os quais concorrem.

publicado por Jorge Assunção às 01:50
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Em maior?

"O primeiro-ministro bem pode dizer que não teve interferência neste momento mas a interferência foi feita quando, no congresso do PS, elegeu Manuela Moura Guedes e José Manuel Fernandes [director do Público] como adversários principais", sublinhou. [...] O comendador político do PSD comparou o caso com o que sucedeu consigo em 2004, ao sair da TVI. "Aquilo que me sucedeu - e que foi uma insensatez - foi repetido em maior", disse.

 

Bem, se foi 'em maior', a avaliar pela reacção do Presidente da República de então e o actual não parece.

publicado por Jorge Assunção às 01:48
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

O que ganha o governo com o afastamento de MMG

Não me parece que o governo tivesse como motivo impedir a divulgação de qualquer reportagem específica para esta sexta-feira, o que, dadas as repercussões do caso, dificilmente não deixará de ser divulgada. Parece-me antes que a motivação seria mais esta:

 

Dia 11 de Setembro, Manuela Moura Guedes não vai ter espaço de antena para colocar o processo Freeport na agenda noticiosa.

 

Dia 18 de Setembro, Manuela Moura Guedes não vai ter espaço de antena para colocar o processo Freeport na agenda noticiosa.

 

Dia 25 de Setembro, Manuela Moura Guedes não vai ter espaço de antena para colocar o processo Freeport na agenda noticiosa.

publicado por Jorge Assunção às 16:55
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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Comunicação social anti-Sócrates

1. O Sol perdeu a publicidade do BCP porque levantou e manteve o processo Freeport na agenda noticiosa.

 

2. A editora de política da TSF, Teresa Dias Mendes, zangou-se com o Sócrates e vai ficar sem o cargo.

 

3. Na TVI conseguiram mandar embora o Moniz e acabar com o Jornal Nacional da Manuela Moura Guedes.

 

4. E o Público vai sobrevivendo porque a família Azevedo é das poucas que não lambe as botas ao poder político.

publicado por Jorge Assunção às 22:47
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Asfixia democrática (II)

Jornal de Moura Guedes suspenso e direcção de informação demite-se

A decisão da administração de suspender o Jornal Nacional foi comunicada à direcção de informação e fundamentada por razões económicas, em consequência de uma reestruturação em curso.

A cambada de socretinos tem de ser corrida do poder e depressa.

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publicado por Jorge Assunção às 13:23
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Segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

O que não espero encontrar num jornal

Uma notícia igual à que vem hoje no Público:

O norte-americano Tiger Woods viu a liderança dos campeonatos PGA, em Chaska, Minnesota, encurtar de quatro para duas pancadas, após a terceira volta, mas continua na rota do seu 15.º "Major". Woods está no comando e, segundo as estatísticas, a vitória está... assegurada: nas 14 vezes que partiu à frente para a última volta, somou vitórias nos 14 torneios do "Grand Slam" que ostenta no seu palmarés.

E não espero porque à hora a que o jornal chegou ao leitor, já era conhecida a derrota de Tiger Woods. E menos espero porque, mesmo assumindo que a hora a que a derrota de Woods foi confirmada, já não podia ser relatada no jornal do dia seguinte, a quarta volta do torneio iniciou-se por volta das sete da tarde de ontem e à hora a que o Público fechou a edição já Woods encontrava-se taco a taco, em igualdade de pancadas, com o coreano Y.E.Yang. Com coisas destas, não é preciso perder muito tempo para perceber  o porquê dos problemas financeiros que a imprensa escrita tem tido por todo o mundo.

publicado por Jorge Assunção às 17:30
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