Sábado, 15 de Novembro de 2008

Quem ri por último

 

Obama asks Clinton if she is interested in secretary of state post

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publicado por Jorge A. às 12:54
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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Um Novo Ciclo

Vejo agora que o terceiro tópico mais referenciado neste blogue é o relativo às eleições americanas - com direito a 116 posts. Só o desporto e o cinema, com 262 e 195 referências respectivamente, ficam à frente deste. Com a eleição de Obama fechou-se um ciclo, foi praticamente um ano inteiro em que os blogues americanos politicos foram leitura regular diária para a minha pessoa - agora, tenderão a perder importância nas minhas prioridades informativas. Mas em breve um novo ciclo se abre, 2009 é ano de eleições europeias, autárquicas e legislativas em Portugal. A politica portugesa continua um marasmo, mas não é por serem menos empolgantes que as eleições americanas, que as eleições portuguesas deixam de ser mais importantes.

publicado por Jorge A. às 13:46
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

First Black

Sem comentários

publicado por Jorge A. às 17:42
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Barack Hussein Obama

O novo presidente dos Estados Unidos da América está escolhido.

publicado por Jorge A. às 03:29
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Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

AMÉRICA

Para quem me lê habitualmente, sabe a admiração que tenho para com os Estados Unidos da América, a esse propósito, aqui fica um texto feito especialmente para o dia de hoje (que, dada a dimensão, ameaça contrariar todos os consensos sobre o que deve ser escrever na blogosfera) - será o post único do dia presente na página principal, assim que Barack Obama for confirmado como próximo presidente dos Estados Unidos da América, este blogue regressa ao normal:

 

O MUNDO DE OLHOS POSTOS NUMA NAÇÃO

 

Para quem duvidava da influência e importância dos Estados Unidos no mundo, os últimos tempos deixaram pouca margem para tal argumentação. É ver a forma como tantos apaixonadamente falam das eleições americanas, ou como tantos ficaram na expectativa da resposta americana à crise financeira. Nos noticiários tugas as eleições americanas ocupam largo espaço e recursos financeiros, com os melhores jornalistas de cada estação a serem enviados para a nação americana acompanhar a evolução da campanha. Ao mesmo tempo, a culpa da crise financeira foi imediatamente apontada ao grande satã americano e a responsabilidade da resposta à mesma, inicialmente, foi deixada só para estes.

 

George W. Bush deixou meio mundo indignado com os Estados Unidos e a "estupidez" do seu povo, capaz de eleger tal "incapaz" para o cargo mais importante do mundo. O mundo indigna-se acima de tudo porque na escolha para o cargo mais importante do mundo, o resto do mundo não é tido, nem achado (os americanos tem até a mania, imagine-se, de pensarem pela sua cabeça, e por vezes na escolha contrariam a vontade do mundo). Talvez ficasse bem ao resto do mundo, especialmente aos europeus, preocuparem-se mais com a quantidade de gente capaz e inteligente que elege, do que com os incapazes do outro lado. A altivez e condescendência do povo europeu para com o americano, que tanto serve para tratar os americanos como ignorantes, como logo de seguida para dizer que estes olham para si como os maiores do mundo, deriva mais de um complexo de inferioridade do que outra coisa. Claro que existem outras causas a suportar uma visão negativa para com os Estados Unidos, a queda da União Soviética deixou muita gente irada e a aguardar impacientemente pelo ajuste de contas com o passado. Mas o que realmente importa é: o que faz dos Estados Unidos uma grande nação?

 

Às portas de entrada de Nova Iorque, na liberty island, estará certamente a primeira dica para a explicação. Nenhuma outra nação do mundo valorizou tanto o conceito de liberdade como a americana, não tivesse sido a formação daquele povo força da vontade de ser livre. "A Europa foi criada pela história. Os Estados Unidos pela filosofia." A frase é de Tatcher e ajuda a explicar as diferenças que marcam um povo do outro. O marco dos pais fundadores da nação americana mantém-se até aos dias de hoje, e aquele maravilhoso parágrafo da Declaração da Independência Norte-americana, onde Jefferson atribui como direitos inalienáveis do Homem a vida, liberdade e a procura da felicidade é música para os meus ouvidos. É certo que a fundação americana foi influenciada pela revolução francesa, mas a revolução francesa, que brotava como a americana de uma revolta contra a tirania, a certa altura desvaneceu no ar e outra tirania foi imposta. Os americanos, e Jefferson em particular, tiveram mais cuidado na formação da nova nação que nascia, estabelecido ficou que o poder do governo deriva do Povo e é Direito desse povo derrubar qualquer governo que recorra à tirania. Desta desconfiança dos americanos face ao governo, nasceu um sistema de checks and balances limitativo da actuação dos vários ramos do poder - só por isso Bush merecia cair, uma vez que, tendo como desculpa o 11 de Setembro, fortaleceu o poder do governo face aos governados.

 

Ora, de uma nação cujos principios basilares eram a vida, a liberdade e a procura da felicidade, mais tarde ou mais cedo a grandeza emergiria. E emergiu, na realidade do famigerado sonho americano. E se na liberty island temos o simbolo, na ellis island tivemos a porta de entrada de milhões de imigrantes em busca de outras condições de vida do que aquelas que tinham nos seus países de origem. E de forma poética os descendentes de muitos desses imigrantes foram os mesmos que mais tarde vieram dar a sua vida a lutar pela liberdade europeia nas costas da Normandia.

 

Mas a construção da nação americana não foi só constituida por facilidades. A expansão para oeste não foi feita sem sofrimento por parte do povo indio que viu as suas terras serem ocupadas pelo novo povo que chegava - contudo, as comunidades no oeste foram criadas praticamente sem ajuda de qualquer governo, às vezes tendo de suportar a lei da bala e da força, mas mais vezes com base na fé e esperança de homens comuns na simples procura de uma vida melhor para sí e para os seus - e assim uma nação ergueu-se para oeste, não venham agora esperar que boa parte dessas comunidades tenham particular fascinio, ou sintam necessidade, dos seus governantes. Boa parte daquilo que chamam a américa profunda nasceu destas comunidades, onde o progresso era feito com base no mérito e vontade de cada um, mas onde os mais fracos eram também eles poupados pelo acolhimento entre os membros da sociedade - e onde a relgião tinha relevância fundamental para ajudar a suportar as agruras do dia a dia. Querer mudar isto, como por vezes alguns progressistas americanos pretendem, é querer fazer outra revolução americana, mas desta vez uma que não brota do próprio povo a que se destina.

 

Mas o maior revés, algo que sempre colidiu com as palavras inscritas na declação da independência americana, terá sido a existência de escravatura. Para resolvé-la, os americanos tiveram de recorrer á lei da bala em meados do século XIX, sendo que em plena década de 60 do século XX ainda andaram entretidos com o movimentos dos direitos civis. Esse é o assunto que desde a fundação americana até aos dias de hoje nunca foi completamente resolvido. O racismo foi parte integrante da história americana e o assunto terá tido uma relevância que em mais nenhum país do mundo a teve, mas estas eleições americanas de 2008, independentemente dos resultados finais, já foram um passo gigante para a cura desse mal que alimenta o coração de alguns dos americanos.

 

A américa não é perfeita. Na américa existe probreza como no resto do mundo. Na américa existem corruptos como no resto do mundo. Na américa existe racismo como no resto do mundo. Na américa existe fundamentalismo como no resto do mundo. Na américa existe homofobia como no resto do mundo. Mas o que torna então a américa diferente? Em parte é exactamente a existência de tudo um pouco - e existindo de tudo um pouco, a capacidade de conciliar todas as diferentes tendência sobre um mesmo tecto. E acima de tudo, na américa a oportunidade de triunfar é mais palpável do que em qualquer outro país. O sucesso não é garantido, mas é possível. E como a politica americana bem prova, existe a garantia que por mais improvável que algumas concretizações aparentem ser, elas são bem reais e estão logo ali ao virar da esquina, basta para isso sorte e muito, mas mesmo muito, mérito. E esta valorização do mérito é inata à sociedade americana como, muito provavelmente, em mais nenhuma sociedade do mundo.

 

Mas vamos lá às eleições presidenciais de 2008 propriamente ditas...

 

JOHN MCCAIN E O FUTURO DOS REPUBLICANOS

 

Nestes últimos dias de campanha a minha simpatia para com John McCain veio ao de cima, confesso. Gosto de McCain, e se algumas vezes fui muito duro para com o que este disse e fez, tal deve-se única e exclusivamente à minha preferência por uma vitória democrata nestas eleições. A história de vida deste homem de 72 anos impõe respeito e admiração, a começar pelos cinco anos e meio que foi um prisioneiro de guerra no Vietname e a acabar na quantidade de vezes que contra tudo e contra todos, incluindo os do seu próprio partido, o homem manteve-se fiel às suas ideias e principios.

 

Nas primárias republicanas do ano 2000 foi dos primeiros candidatos a usar a internet e, por essa vida, a mobilização dos cidadãos comuns para fazer progredir uma campanha presidencial. À semelhança de Obama com Clinton em 2008, McCain na altura enfrentava a poderosa máquina do homem do partido, George Bush. A simpatia e apelo aos independentes e moderados fez McCain ameaçar a campanha de Bush, mas a simpatia por sí (e ainda bem) não ganha eleições, as mentiras no entanto (ainda mal) ganham-nas - McCain não quis recorrer à politics as usual e perdeu em 2000, não sei até que ponto isso não influenciou a sua estratégia para 2008.

 

Mas este ano dificilmente cairia para John McCain. O principal motivo? Fácil e resume-se a duas palavrinhas apenas: presidente Bush. De pouco serviu a McCain as provas dadas de independência face ao partido republicano, mesmo porque essas provas limitavam a sua aceitação por parte do eleitorado mais conservador do partido. E se a certa altura a sua mensagem parecia vingar, a crise financeira logo lembrou todo o mundo que McCain tinha uma visão sobre a economia semelhante a George Bush. Mas terá mesmo?

 

A minha opinião é que não. O próprio McCain divergiu de Bush quando este apresentou pela primeira vez o seu plano de corte de impostos. Dizia McCain na altura que de nada servia cortar impostos sem cortar primeiro na despesa, e eu não posso estar mais em acordo com o agora candidato presidencial republicano. Mais, e esta foi a desgraça de Bush, por muito que nos discursos tenha feito por defender as visões do conservadorismo económico, na prática deu muito pouco uso a elas. Antes pelo contrário, Bush expandiu os tentáculos do estado a outros sectores da sociedade americana como a saúde e a educação. Acredito sinceramente que com McCain teria sido diferente, mas este está a concorrer fora do seu tempo.

 

E, claro está, McCain tinha cometido o pecado capital quando esteve na linha da frente na defesa da guerra do Iraque. É certo que foi pioneiro na defesa de uma nova estratégia militar para o Iraque ainda antes daquilo começar a falhar por todos os lados, mas não é menos verdade que nunca percebeu (ou não quis dar parte fraca) que a guerra revelara-se completamente desnecessária. As suas declarações pré-guerra que a mesma ia ser quick and easy são de um erro de avaliação que só consigo compreender tendo em conta que McCain na altura estava mais virado para avaliações politicas do que racionais.

 

Apesar do apoio à guerra, em quase tudo o resto a escolha de McCain apresentava uma oportunidade fantástica para os republicanos porem para trás o legado de George Bush e reconstruirem o partido rumo, não necessariamente ao centro, mas à sua visão mais centrada no conservatorismo económico do que evangélico. Ronald Reagan, por exemplo, era um conservador social, mas a sua visão era inclusiva, e, para quem não se lembra, derrotou em 1980 o democrata Jimmy Carter que tinha para todos os efeitos uma visão profundamente religiosa da sociedade. O que Bush fez, em conjunto com alguns dos lideres evangélicos americanos ambiciosos por poder, foi criar a noção a este grupo que existia uma batalha pelo governo que influenciava as suas crenças e os seus valores. E desta forma um grupo que, até ali, pouca participação tinha na escolha do presidente do país, aderiu em massa na votação para um candidato. Bush deu-se bem, ganhou duas eleições, mas o país deu-se mal. McCain era mal visto entre este grupo, alguns prometiam a pés juntos não ir votar nele, e na casa destes levou uma assobiadela monumental. Isto era encarado pela equipa de McCain (dominada pelos tipos que tinham montado a campanha de 2004 para George Bush) como uma fatalidade que custaria certamente as eleições gerais.

 

Mas McCain tinha uma vantagem, não era fácil fazer crer aos independentes e moderados americanos que estávamos na presença de outro Bush. O ódio que alguns tinham por Bush em muito pouco se reflectia na sua visão de McCain. Na minha opinião McCain devia ter optado por, fazendo crença nesta vantagem, preparar a campanha tendo em conta isso - caminharia para uma derrota como em 2000? Quase certo, mas sairia de cabeça erguida e restabelecendo a marca republicana no sentido que era o seu antes de Bush chegar ao poder. Mas depois deu-se uma decisão que alteraria o rumo da campanha...

 

SARAH PALIN E A SUA BASE. O PIOR DA AMÉRICA?

 

McCain escolheu Sarah Palin como candidata a vice-presidente dos Estados Unidos da América. Lá se foram boa parte das vantagens que enunciei mais acima. O motivo? Bem, eu não sei se dada a rapidez e manifesta falta de ponderação sobre a escolha, os motivos foram completamente ponderados e estudados. Uma coisa é certa, do lado de McCain sabia-se que o rumo da campanha ia no sentido da derrota. Um game-changer era necessário e Palin, boa ou má escolha, permitia isso. Claro que logo no inicio tentou-se usar a candidata, mesmo que pelo simples facto de ser mulher, para cativar o eleitorado de Hillary Clinton (acho que é agora aceite que tal não resultou). Procuraram também atrair o eleitorado feminino no geral, por vezes denunciando os ataques iniciais a Palin como puro sexismo, mas também esse argumento caiu muito cedo na campanha. O que sobrou, o apelo ao eleitorado evangélico que tinha sido a base de apoio de Bush. E neste último ponto resultou em grande, mas quais os custos?

 

O custo foi a perda de popularidade de McCain junto dos moderados e independentes. Porque se o efeito Palin pareceu arrasador no inicio, à medida que a vida e carreira politica de Palin ia sendo escrutinada, o seu valor junto do eleitorado em geral foi caindo. Pior, as parecenças politicas entre Sarah Palin e George Bush eram inegáveis. Desde  o seu percurso focado em assuntos do conservadorismo social que muito agradam à direita ultrareligiososa, como nas discrepâncias entre o que prometiam ser a sua visão económica e aquilo que era a efectivamente a história económica dos cargos públicos por onde tinham passado.

 

Não é contudo justo a forma como muitos trataram Palin e, mais concretamente, a sua base apoiante. Se Bush hostilizou aqueles que defendiam ideias diferentes das suas, convém não recompensar a coisa fazendo simplesmente o inverso. Aquiilo que vi e ouvi na forma como trataram a chamada américa profunda revela tanta ignorância daqueles que atacam essa américa como a que pretendem imputar ao grupo de cidadãos que dela faz parte.

 

E aí entra o homem que, melhor do que todos os outros, soube ler os acontecimentos que desenrolavam-se à sua volta...

 

EXPECTATIVAS ELEVADAS PARA OBAMA

 

Quando a maior parte vinha com a experiência como cartão de visita, um homem percebeu o que o povo americano desejava: mudança. E a mudança não advém só das politicas, mas, mais importante, da forma de fazer politica. Para além disso, Barack Hussein Obama só por sí representa a mudança de paradigma: um jovem, preto, desconhecido há cinco anos atrás, que viveu parte da sua vida num país muçulmano, chegar à casa branca, queira-se ou não, faça sentido ou não, deixará uma simbologia e uma marca forte na américa e no mundo. 

 

Os discursos são redondos? Sim, certamente, mas os de McCain ou de Palin não o são menos. Tem um tique socialista? Sem dúvida, mas pior que Bush dificilmente será, e sendo-o, daqui a quatro anos é corrido da casa branca. Para além disso aparenta, e provou, uma verdadeira capacidade para escutar o outro lado e adoptar algumas das visões contrárias às suas. Se mais dúvidas existissem, a gente que tem a aconselhá-lo ou a apoiá-lo é garantia suficiente que não fará uma presidência muito diferente da de Bill Clinton. E estou disposto a argumentar de bom grado com alguém em como Clinton foi melhor que George Bush.

 

É também o tipo que esteve desde o primeiro dia contra a guerra do Iraque, manifestado naquele discurso onde afirmava não ser por natureza contra a guerra, mas contra "guerras estúpidas". Não tenham contudo ilusões que os Estados Unidos deixarão de intervir militarmente no mundo com uma presidência Obama, como alguns ansiosamente aguardam e outros ameaçadoramente advertem, no campo da politica externa a única coisa que verdadeiramente deverá mudar é a visão sobre o Iraque - e mesmo assim é uma mudança minima, visto que é possível afirmar que neste momento a administração Bush já adoptou a politica de Obama para a região e prepara a saida.

 

No campo financeiro e económico é onde Obama implica mais receios. Se, dada a sua visão sobre o comércio internacional, adoptar uma politica mais proteccionista, os Estados Unidos e o mundo bem podem preparar-se para um prolongamento das dificuldades e não o seu contrário. Há contudo razões para acreditar que uma administração Obama terá mais facilidade na adopção de um programa moderado para fazer face às dificuldades económicas do que aquele que seria permitido a McCain.

 

O Congresso e o Senado sairão das eleições com maioria democrata - e os poderes do presidente estão limitados por estas duas câmaras. Paradoxo ou não, será mais fácil a Obama contrariar as correntes esquerdistas destas duas câmaras e puxar de alguma forma por algumas medidas favorecidas pelos republicanos do que seria a uma administração McCain. Digo mais, estou convicto, sabendo de antemão que nos Estados Unidos o presidente eleito em primeiro mandato começa imediatamente trabalhar para ser eleito para um segundo, que Obama assim actuará, com ponderação e não hostilizando os republicanos.

 

As expectativas que Obama criou junto de tanta gente são contudo impossíveis de realizar. Os primeiros a perceber isso serão os que, contrariamente ao que lhes é natural, torcem fora dos Estados Unidos por este. Mas, mesmo internamente, a coligação que muito provavelmente elegerá Obama é tão instável, constituida por progressistas, conservadores moderados, libertários, que tenho dúvidas que em 2012 se repita.

 

Até lá, o mais importante, independente do resultado desta noite, manterá-se. Os Estados Unidos continuarão a ser uma sociedade maioritariamente de centro-direita, com o cunho forte dos pais fundadores ainda a marcar o seu presente e futuro, e com uma sociedade civil suficientemente activa para não deixar que nada nem ninguém ponha isso em causa. Venham os perigos dos excessos da direita ou dos excesso da esquerda.

publicado por Jorge A. às 11:52
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Lenga Lenga

No Prós e Contras na RTP um tipo qualquer enuncia a base de apoio de Sarah Palin como sendo de extrema-direita. Parece também existir consenso que a vantagem de Obama nas sondagens é mais curta do que a que seria expectável dadas as circunstâncias. Desisti, não consigo acompanhar debates sobre as eleições presidenciais americanas nos canais portugueses.

publicado por Jorge A. às 23:10
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Sábado, 1 de Novembro de 2008

Cenários

Com base na situação actual das sondagens (Pollster), tentei fazer um apanhado de alguns resultados possiveis para as eleições presidenciais norte-americanas de 4 de Novembro:

 

 

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publicado por Jorge A. às 01:44
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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Aprender com o Passado

It ain't over 'til the fat lady sings

 

O provérbio adverte contra o dar como certo o resultado de algo ainda não terminado ou ocorrido. A imagem refere-se a uma das piores decisões jornalisticas da história. Nas disputadas eleições presidenciais de 1948 nos Estados Unidos, a maioria dava como certa uma vitória do candidato republicano Thomas Dewey frente ao democrata Harry Truman. Na altura, os democratas lutavam contra uma cisão no seu partido que tinha resultado na criação de um outro partido, o Dixiecrat, que por sua vez apresentava candidato próprio às eleições, Strom Thurmond. Na origem do Dixiecrat estava a defesa da segregação social muito popular nos estados sulistas - no fim, o partido acabaria mesmo por vencer em quatro dos quarenta e oito estado então em disputa, mas a sua presença na história ficaria confinada a estas eleições. A convicção que Dewey iria ganhar as eleições era tanta que o respeitável Chicago Tribune, ainda antes do resultado final oficial, fez a capa que Truman ostentou alegremente no dia seguinte quando era já certo que a vitória era sua. Hoje, a convicção que McCain caminha para uma derrota certa também vigora, mas convém, fazendo fé no provérbio, não dar o jogo por encerrado antes de tempo. É certo que nos dias que correm a ciência de fazer sondagens é de um campeonato totalmente diferente do que era na primeira metade do século XX, mas, pelo sim, pelo não, convém ter precaução nas certezas. Teria uma certa graça ver dia 5 de Novembro a capa do New York Times com a frase "Obama defeats McCain" nas mãos de um John McCain sorridente.

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publicado por Jorge A. às 22:28
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Contra McCain

A Closed Theory Case Study, por Julian Sanchez:

I’ve never classed myself as a proper conservative of any sort, and indeed, over the last eight years my tendency has been to increasingly see allies on the left, if only as a counterweight to the monstrous excesses of the Bush administration. But unlike my friends who march under the progressive banner, I have no desire to see the Republican party relegated to permanent—or even persistent—irrelevance. 

 

I’m going to cheer their coming defeat at the polls precisely because it’s clear that a corrective is in order: They need a time-out to think about what they’ve done. But I’m terrified they’ll spend the next two-to-four years concluding that they erred only in not indulging resentment and celebrating ignorance enough, in not being intransigent enough, in not demonizing their opponents enough. Because if they do, we’re looking at eight years of Democratic supermajorities in Congress under a Democratic executive.

 

I’m not going to pretend that the political answer is to tack hard libertarian—I have no illusions that the right policy agenda is, by some sort of wonderous Leibnizinan coincidence, also a big electoral winner. But if the shrinking conservative remnant believes that it’s only libertarians and latte-sippers who’ve been turned off by the trifecta of crude populism, fundamentalism, and militarism that has recently been ascendant, they’re in for a still ruder awakening in 2012.

publicado por Jorge A. às 23:52
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Endorsements

So Mr Obama in that respect is a gamble. But the same goes for Mr McCain on at least as many counts, not least the possibility of President Palin. And this cannot be another election where the choice is based merely on fear. In terms of painting a brighter future for America and the world, Mr Obama has produced the more compelling and detailed portrait. He has campaigned with more style, intelligence and discipline than his opponent. Whether he can fulfil his immense potential remains to be seen. But Mr Obama deserves the presidency.

A propósito: Newspaper Endorsements in the United States Presidential Election, 2008

 

Pode ser que também chegue o dia em que os jornais portugueses tenham a coragem e transparência de adoptar um processo semelhante na escolha dos lideres politicos portugueses.

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publicado por Jorge A. às 23:07
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Sábado, 25 de Outubro de 2008

O Legado McCain

O mais prejudicial legado para os republicanos é o de George Bush, mas o legado da campanha de John McCain acaba por tornar-se importante na direcção futura que o partido republicano tomará no pós-eleições, futuro esse que após 4 de Novembro será certamente de oposição a um presidente democrata e a uma maioria democrata no congresso e no senado.

 

Aquilo que garantiu as vitórias de George W.Bush foi a coligação entre um eleitorado diverso de defensores do conservadorismo económico e/ou social, defensores de posições mais libertárias e evangélicos. Mas dos vários grupos que constituem a grande coligação eleitoral republicana, houve um que transformou-se no motor da sua revolução iniciada na mente de Karl Rove, patrocinada pelos governos de Bush e que ganhou vida mediática na cadeia televisiva Fox News. Esse grupo: os Evangélicos.

 

Em 2000, os republicanos tinham dois candidatos a apresentar a eleições, George Bush e John McCain. A escolha que então fizeram veio a revelar-se um erro de casting crasso. E mais do que imaginar um universo alternativo com a vitória de Gore sobre Bush, podiamos imaginar o que teria sido da américa, e por consequência do mundo, com uma vitória de McCain sobre Bush nas primárias republicanas do ano 2000. Na altura, a forma como Rove e Bush derrotaram McCain nas primárias da Carolina do Sul foi absolutamente vergonhosa (espalhando mentiras e dúvidas sobre a vida pessoal do senador McCain) e só por sí sinal do que seria a politica Bush nos anos vindouros. Uma coisa tenho como certa, preferia que os oito anos de Bush tivessem sido fruto de um qualquer ficcionista Roth num The Plot Against America (v2.0), do que a realidade que está agora à vista de todos. E dada a história politica e pessoal de McCain, dificilmente este deixaria em 2000 que os evangélicos fossem o motor de uma sua administração.

 

Mas se os evangélicos foram o motor das vitórias de Bush, não é menos verdade que os republicanos não ganharam só com o apoio destes (de forma engraçada, os republicanos com Bush aproximaram-se de uma caracteristica dos democratas que tanto detestam, passaram a emitir politicas com o fim especifico de favorecer as visões politicas de uma minoria) - os evangélicos não representam mais que 15% do eleitorado norte-americano. E por isso, com a queda de popularidade de Bush, veio também a queda de popularidade de muitos dos sectores e ideias dos grupos que constituiem o eleitorado tipico republicano, entre eles, os sectores de tendência mais libertária ou do conservatismo económico. Se posso bem com a actual queda dos evangélicos, fico desapontado com o descrédito atribuido aos sectores americanos que defendem em parte aquilo que são as minhas posições politicas - posições essas que na Europa há muito cairam fora de moda. Por outro lado, bem sei que isto dos momentos politicos e sensações do eleitorado são passageiras - se hoje, conjuntamente com a atribuição de responsabilidade pela crise económica, algumas ideias base do movimento libertário cairam em descrença, não é menos verdade que tal movimento já teve piores dias e que deles recuperou.

 

John McCain é uma pessoa que, por vezes, e pondo de parte algumas coisas que terá feito e dito ao longo desta campanha eleitoral, deixa-me boa impressão. Gosto particularmente quando em pleno periodo de maioria na opinião pública a favor de mais regulação, consegue introduzir numa frase a defesa da "menor regulação governamental". Aqui está um homem que, contra tudo e contra todos, um pouco à semelhança do que faz em relação ao Iraque, mantém-se fiel ao que acredita. Este é o John McCain em que eu gostava de ter acreditado em 2000, mas também o John McCain que muitas vezes esteve ausente em 2008.

 

E esteve ausente porque, sabendo os seus conselheiros de antemão que as politicas normalmente associadas aos republicanos não eram bem vistas, fez uma campanha pouco associada a ideias politicas, a esse propósito ler o que diz o Ross Douthat no seu texto The Absence of Policy. Mas pior do que isso, quando teve de tomar a mais importante decisão no contexto de candidato à presidência, a de parceiro para o ticket, escolheu Sarah Palin - segundo consta também influenciado pela opinião dos seus conselheiros que deixaram passar para McCain a ideia que, mais do que a sua opinião pessoal, seria catastrófico a escolha de alguém com opiniões desfavoráveis ao sector evangélico do partido. Ora, com a escolha de Palin, embora o resultado de curto-prazo tenha parecido favorável e revitalizador da sua candidatura, o efeito permanente obtido foi a de uma escolha irresponsável e da cedência face aquilo que tinha sido toda a presidência Bush. A colagem que os democratas tentavam impingir entre McCain e Bush estava facilitada (para não dizer comprovada) a partir desse ponto.

 

Nos últimos dias tem saido, como é normal quando cheira a derrota, as primeiras noticias de cisão no ticket republicano. E se do lado de Palin culpa-se os gestores da campanha de McCain pela má imagem pública que esta conquistou, nomeadamente na gestão que fizeram das suas entrevistas e exposição mediática. Por outro lado, no lado de McCain, para não dizer do próprio John McCain, começam-se a atribuir culpas a Palin, pela sua inexperiência, falta de conhecimento sobre os assuntos e por andar a fazer campanha para sí própria e não em nome do ticket. O que torna-se óbvio, e muitos colunistas republicanos pró-Bush confirmam-no com os seus textos, é que perante a quase evidência de derrota republicana, Sarah Palin terá entrado em campanha para as eleições em 2012 - e a quatro anos de distância é já uma das favoritas para o lugar. Mas aquilo que é bom para Palin'12, não será necessariamente bom para McCain'08.

 

No entanto, no jogo das culpas, McCain tem de atribuir as culpas a sí próprio. Foi ele que fez a escolha de Palin, e que esta agora, ganha a exposição mediática, esteja a trabalhar mais para sí do que para o candidato, é problema de McCain e não de Palin. Mas é também um problema para o partido republicano, e é um problema porque isso significa que a derrota eleitoral, contrariamente ao que advogo, poderá não trazer uma renovação das prioridades do partido no sentido que considero favorável. Os evangélicos tomaram conta do partido e de lá não querem sair. John McCain, ao invés de renovar o partido com a sua candidatura, poderá ter ajudado aqueles que suportaram Bush a manterem o seu legado bem vivo. O trágico é que o senador McCain do ano 2000, perderá novamente em 2008 para George W.Bush.

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publicado por Jorge A. às 21:52
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Youtubes

Ver, por esta ordem, isto, isto e isto.

publicado por Jorge A. às 15:15
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Joker

Matt Drudge ontem tinha em grande destaque a história de uma mulher que supostamente havia sido vitima de agressão brutal por parte de um apoiante de Obama, isto após este ter detectado um autocolante a favor de McCain no carro desta. A direita radical (que outrora eu não apelidaria por esse nome, mas face à evidência actual poucas alternativas tenho) tentou usar o caso contra o candidato democrata (dando-lhe um destaque e retirando dele conclusões claramente exageradas). Hoje, soube-se, com direito a novo destaque no Drudge, a mulher inventou a história. O Andrew Sullivan fala no suicidio assistido da direita americana, e parte da direita portuguesa vai atrás. Confesso que nos tempos que correm divirto-me a ler O Cachimbo de Magritte, o que, paradoxalmente, não é coisa que me agrade - gostava mais dos tempos que lá ia à procura de textos sérios. Mas o André "Joker" Pessoa com as suas identificações das "maiores gaffes de sempre", a sua série da "politica do ódio" e outros por demais fantasiosos posts é um tipo realmente assassino para a credibilidade daquele blogue.

publicado por Jorge A. às 21:20
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Anuncios Alternativos

O último inspirado nos filmes de Wes Anderson é um must see.

publicado por Jorge A. às 22:01
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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

O Valor das Sondagens

No Pollster a Virginia passou a ser considerada "strong" Obama a pouco mais de 15 dias do final das eleições americanas (e falo em final, porque as eleições neste momento já ocorrem em vários estados onde é permitido early voting). A continuar assim, junta-se o New Hampshire e logo com os primeiros resultados eleitorais na madrugada de 5 de Novembro, Barack Obama terá assegurada a coroação como próximo presidente norte-americano - foram dois anos intensos de campanha que deverão acabar sem grande suspense (muito longe do que foi esse épico Bush vs Gore, ou do que foi o gozo das eleições de 2004 onde esse grande sportinguista Rui Oliveira e Costa, com base nos primeiros resultados, prometia uma vitória de Kerry para mais tarde percebermos que Bush ganharia com relativa facilidade). De resto, para quem quer estar a par e passo de todas as sondagens presidenciais norte-americanas, pode sempre dar um pulinho pelo óptimo trabalho que o Carlos Santos vai fazendo no seu blogue: o valor das ideias.

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publicado por Jorge A. às 22:05
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Domingo, 19 de Outubro de 2008

The Reluctant Warrior

But Powell's discomfort comes because he can no longer play by his own rules. The Powell Doctrine - first and foremost, restraint - emerged from his time as America's highest military official under Presidents Bush Senior and Clinton. Roughly put, it is: do not get involved in military intervention unless it is in the nation's vital interests; only intervene militarily if the political goals are clear and achievable; only use overwhelming force, properly built up.

This was what made Powell invade Kuwait but urge a withholding of US military power in Bosnia. Powell insisted on a disastrous military intervention in Somalia: the humiliating retreat underpinned his mistrust of armchair generals clamouring for action. 'As soon as they tell me military intervention is limited, it means they do not care whether you achieve a result or not,' he said. 'As soon as they tell me it's surgical, I head for the bunker.' He added: 'We do deserts, we don't do mountains.

A citação é do artigo do Guardian de Setembro de 2001 quando os americanos passavam pelo trauma do atentado terrorista e preparavam a resposta à Al-Qaeda. Um artigo que merece ser lido para quem quer conhecer a figura de Colin Powell. Na altura, Powell tentou a todo o custo travar as pretensões bélicas de Cheney, Rumsfeld e Wolfowitz e se, de certa forma, no inicio conseguiu limitar a guerra ao Afeganistão, pouco tempo depois era obrigado ele próprio a ir às Nações Unidas apresentar as justificações americanas (armas de destruição massiça) para a guerra no Iraque. Não foi por isso de estranhar que tenha abandonado a administração Bush no fim do seu primeiro mandato.

 

Powell nem sempre foi Republicano, poderia de certa forma afirmar que faz parte daquele universo a que se designou chamar os "Reagan Democrats". Mas foi com os Republicanos e enquanto Republicano que ganhou notoriedade, tendo servido como conselheiro de segurança nacional do presidente Ronald Reagan a partir de 1987 e atingido o posto de Chefe do Estado-Maior dos Estados Unidos em 1989 por nomeação de George H.G. Bush (cargo que manteria até Setembro de 1993, já com Bill Clinton no poder).

 

Este é o homem que questionado por Madeleine Albright (futura Secretária de Estado na administração Clinton) sobre Qual o ponto de estar sempre a referir-se a uma superioridade miltar quando não a podemos usar?, terá respondido qualquer coisa como Os soldados americanos não são brinquedos para andarem a ser movidos num qualquer tabuleiro de jogo global. Talvez por isso, Powell apresentava-se como a escolha certa para Secretário de Estado dum George W.Bush que prometia em campanha eleitoral ser menos interventivo do que a administração Clinton.

 

O 11 de Setembro de 2001 mudou tudo isso. O GOP, contrariamente ao que era a tradição recente, tornou-se no partido da guerra e tomou, sob a liderança de Bush júnior, um sem número de decisões erradas no quadro internacional. Colin Powell atribuiu hoje o seu apoio a Barack Obama.

publicado por Jorge A. às 15:20
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Sábado, 18 de Outubro de 2008

Mercado de Apostas

Há uns dias o Luis Pedro comentava no seu blogue a existência de cotações diferentes para Obama e McCain caso se apostasse no Intrade ou no Iowa Electronic Markets, sugerindo a possibilidade de criar um portfolio entre os dois mercados que garantia retorno certo no final da eleição (possibilidade essa que nunca se verificou, o desfasamento só favorecia os apostadores em Obama a recorreram ao Intrade face ao Iowa Electronic Markets, visto que o primeiro garantia maior rentabilidade para a mesma aposta). Tal facto já havia levado Nate Silver a suspeitar do Intrade, o que pelos vistos confirmou-se. Um grande investidor apostou muito dinheiro em McCain no Intrade o que puxou a cotação deste para cima. O objectivo pode ter sido o de manipular o mercado e criar com isso algum momentum para o candidato republicano (por outro lado, pode ter sido apenas uma aposta de alto risco), mas o que de facto garantiu foi criar as condições no mercado para alguns ganharem dinheiro certo.

publicado por Jorge A. às 19:30
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Presidente McCain

Este mapa eleitoral foi feito recorrendo a esta ferramenta da CNN. Não se trata da minha previsão, mas apenas de um cenário possível onde McCain e Obama surgiriam numa igualdade de 269 votos eleitorais para cada um. Situação essa onde Obama seria mesmo assim o mais que provável presidente norte-americano. Agora, o que importa, para perceber como o quadro está negro para McCain, é perceber que mesmo para chegar a esta situação de igualdade, tendo em conta o estado do mapa eleitoral tal como se encontra no momento actual (com recurso ao Pollster), é preciso assumir que todos os estados empatados tecnicamente nas sondagens (Carolina do Norte, Virginia Ocidental, Ohio, Indiana, Missouri, Dakota do Norte e Nevada) irão cair para o lado de McCain, bem como alguns dos estados que actualmente tem inclinação para Obama (Florida, Virginia e New Hampshire). Quanto às justificações para a provável derrota de McCain, também não é preciso perder tempo com grandes argumentação:

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publicado por Jorge A. às 14:09
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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Joe the Plumber

Diane Sawyer interviews "Joe the Plumber," who you cannot help but like, and who, I might add, does a far better job — during his first national television interview — articulating conservative principles than Sarah Palin did in any of her disastrous television appearances. Perhaps I’m wrong, but I have the feeling that Joe the Plumber is going to be in a higher tax bracket sooner than he imagined.

Conor Friedersdoff no The Confabulum

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publicado por Jorge A. às 22:33
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Fotos que Captam o Momento

Reuters/Jim Bourg 

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publicado por Jorge A. às 21:42
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Mais Dinheiro

Quantos vezes Obama já referiu esta noite no debate as palavras mais dinheiro (do contribuinte) para o plano A ou para o plano B? É este o tipo em quem os americanos confiam para resolver a crise financeira actual? Ele faz sequer por ponderar quanto do dinheiro do contribuinte americano está a ser gasto com a pseudo-resposta à crise financeira? Claramente este é o pior debate de Obama e suspeito que não seja só opinião minha, o problema de McCain é que neste momento está totalmente descredibilizado e por isso provavelmente já não vai a tempo de levantar a sua campanha do chão (porque raio tinha o homem de escolher Palin?). Obama pretende implementar nos Estados Unidos da América um modelo social em quase tudo semelhante ao vigente na maior parte dos países europeus - a bem da diversidade fico com receio do que daí possa advir. Sinceramente, a campanha presidencial americana, que tanto prometeu, está ficar um tanto ou quanto deprimente. Mas penso não precisar relembrar o que disse sobre os dois candidatos, Obama sempre foi o melhor na politica externa e McCain na economia. Na generalidades, os eleitores e os especialistas sempre tiveram opinião contrária à minha sobre quais os pontos fortes do candidatos, acho que depois dos três debates, são muito mais os que concordam com a minha posição inicial do que os que concordavam antes dos debates terem inicio. Hoje, o candidato republicano, foi o John McCain pelo qual sempre tive simpatia e Obama, para o candidato da esperança, foi do mais desencorajador que podia ter sido. Por outro lado, em politica externa...

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publicado por Jorge A. às 03:20
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Almost Over

Sitios a frequentar: PalinAsPresident e 30 Reasons.

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publicado por Jorge A. às 00:16
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