Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

Explosiva

A situação é tão explosiva que até o dirigente socialista governador do Banco de Portugal, Vitor Constâncio, descobriu agora que a consolidação orçamental tem de começar já em 2010. Engraçado, julgo que há não muito tempo a história contada pelo querido governador era outra.

publicado por Jorge Assunção às 19:00
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Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

Desejos para 2010 (10 de 10)

Que não terminemos o próximo ano com técnicos estrangeiros a gerir a política económica nacional. Embora seja certo que terminaremos o ano com menos empresas em mãos nacionais – quando existe o défice na balança de pagamentos constante que caracteriza a nossa economia, o que os estrangeiros fazem é ficar com os nossos anéis. Que não nos levem os dedos.

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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

Desejos para 2010 (8 de 10)

Que os portugueses paguem mais impostos, mas fiquem com mais nos bolsos. Por outras palavras, que o valor colectado de impostos não tenha origem num qualquer aumento das taxas, mas no aumento dos lucros das empresas e dos salários dos trabalhadores.

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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

Desejos para 2010 (7 de 10)

Que Portugal não acorde um dia sem dinheiro para construir rodovias, ferrovias e aeroportos. É que parece que o país não sobrevive sem isso.

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Domingo, 27 de Dezembro de 2009

Desejos para 2010 (6 de 10)

Que o contribuinte não meta nem mais um tostão em empresas falidas, mal geridas e que prestam um péssimo serviço. Sejam essas empresas o BPN, a RTP ou a TAP.

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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

1974 como ano de referência é um must

Salário mínimo perdeu poder de compra desde 1974

 

Gosto desta notícia do Público e das reacções que originou. Claro que não passou pela cabeça dos brilhantes comentadores admitir que em 1974 (um ano cuja particularidade só escapa aos mais distraidos), o valor fixado para salário mínimo foi desfasado da realidade do país. Situação corrigida quase no imediato, uma vez que em 1977 e 1978, o valor do salário mínimo teve uma redução real de 15,1 e 6,2% respectivamente, redução essa não mais vista em nenhum dos anos seguintes. Gosto destas notícias, sinceramente.

 

Nota: só para que conste, de 1990 até 2008, o salário mínimo teve aumento real em 13 anos, enquanto só diminuiu por 6 vezes. O jornalista que faça o favor de fazer igual notícia tendo como ano base 1990 e depois falamos.

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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Para mais tarde recordar

O Governo irlandês adoptou medidas drásticas para controlar a despesa pública no orçamento para 2010 e decidiu reduzir salários a professores, enfermeiros e polícias. Está também prevista a redução de prestações da segurança social a desempregados e a famílias com filhos.

 

Em Portugal, a mera apresentação de uma proposta para congelar (isso mesmo, não é reduzir, é só congelar) os salários do funcionários públicos é uma blasfémia. Quando, num futuro próximo, compararmos as taxas de crescimento económico da Irlanda e de Portugal e, como é habitual, lamentarmos a nossa 'sorte', não se esqueçam das medidas que foram adoptadas por um e por outro país durante este ano de 2009.

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publicado por Jorge Assunção às 19:00
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O Benfica vem ao Algarve

E aposto, até pelo dinheiro que se gastou nele e pelo ânimo dos adeptos benfiquistas, que o jogo será no Estádio do Algarve. Não me digam que não é?

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Domingo, 6 de Dezembro de 2009

Tratado de Methuen

A história portuguesa está cheia de mitos, um deles, propagado por gerações e gerações de historiadores, é sobre os malefícios do Tratado de Methuen. O Tratado é sempre apresentado como algo que beneficiou em muito os interesses ingleses a desfavor dos interesses portugueses (curiosamente, ou então não, Adam Smith, n’A Riqueza das Nações, apresenta tese diferente, considerando que o Tratado foi lesivo dos interesses ingleses). Os historiadores portugueses, para provar a tese contra o Tratado, apresentam os dados sobre o agravamento da balança comercial com os ingleses após o mesmo, esquecem, muito convenientemente, de referir que a tendência de degradação da balança comercial era anterior ao Tratado. Por outro lado, há quem ainda pense que no proteccionismo à indústria nacional, levado a cabo pelas políticas do conde da Ericeira, estaria a solução para a indústria nacional, e o Tratado de Methuen, representante máximo do fim desse proteccionismo, teria ferido gravemente as hipóteses de uma indústria têxtil forte em Portugal. Compreendo que, à luz de algumas ideias da época, alguns atribuissem valor a esse tipo de pensamento, por mim, limito-me a agradecer que, nos tempos que correm, o proteccionismo esteja completamente desacreditado. Por fim, e só para rematar com o que pretendia efectivamente dizer quando comecei a escrever este post, acho que não há maior prova a favor dos benefícios do Tratado de Methuen do que o simples facto de, ainda hoje, ano 2009, século XXI, praticamente 300 anos após a sua assinatura, ainda aparecerem uns economistas na televisão a dar a actual indústria do vinho como um exemplo de vitalidade.

publicado por Jorge Assunção às 20:00
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Um século XX inteiramente democrático

N’A Conspiração Contra a América, Roth imagina uma América alternativa, na década de 40 do século passado, que seria liderada por alguém refém da ideologia Nazi. O exercício é interessante e levou-me a pensar em algo semelhante para Portugal: o que teria sido deste país se não tivesse existido ditadura? O que teria acontecido em Portugal se, em vez dos acontecimentos que perpetuaram Salazar no poder durante quase 40 anos, o país tivesse seguido a via democrática? Sobretudo, o que seria do país no presente? A minha resposta a esta última pergunta deixa sempre uma sensação amarga. É que, do ponto de vista económico - e a economia é a ferida aberta deste país na actualidade -, duvido que a inexistência da ditadura tivesse garantido ao país uma conjuntura económica melhor do que aquela com que nos deparamos. A democracia não deixa de ser imensurávelmente melhor que qualquer ditadura, mas há aqui uma falha estrondosa que não deixa de ser assustadora e merecedora de debate. Para começar, talvez seja bom abdicar do chavão de que “o povo tem sempre razão”. Não tem. E se calhar o nosso, o povo português, erra mais do que outros.

publicado por Jorge Assunção às 16:00
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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

FMI

As recomendações do FMI soam a déjà vu: it’s 2001 all over again. Uma década completamente perdida. E basta atentar nas reacções de todos os partidos para perceber que, muito provavelmente, lá para 2017, o FMI bem pode voltar a fazer um relatório semelhante. E, claro, ninguém acha estranho que tendo ocorrido eleições em finais de Setembro, só a partir de Novembro a conversa sobre os impostos e o estado da economia portuguesa tenha começado a ser discutida. E, mesmo assim, só ao de leve. Venham os optimistas, que é desses que o povo precisa. Os economistas optimistas são o ópio do povo.

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Medida de combate à crise internacional

Depois de um período de perda em que o país viu reduzido o seu poder de compra, entre 2001 e 2006, o salário mínimo português está a ser, desde que começou a crise financeira internacional, um dos que mais sobe na zona euro.

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publicado por Jorge Assunção às 15:30
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Ministro das Finanças

Há quem tenha ficado muito desiludido com o ministro por este ter entrado na lógica socialista da cosmética, ao apelidar o segundo orçamento rectificativo do ano de orçamento redistributivo (acho graça, porque já no primeiro foi usado truque semelhante). Para além do mais, houve quem ficasse genuinamente surpreendido porque o ministro adiou este orçamento, que era mais do que previsível, para depois das eleições, o que demonstra bem como esta gente governa: é a manutenção no poder a todo o custo. Eu, nem surpreendido, nem desiludido, nunca percebi foi a credibilidade que ainda atribuiam a este ministro (a tal ponto que muito boa gente, insuspeita de apreciar a governação socialista, considerou justa a sua continuidade no governo). Vale a pena lembrar que para manter o défice abaixo dos 3%, em 2008, recorreu a receitas extraordinárias e fingiu que assim não tinha sido.

 

Mas o que acho que começa a ser evidente em Teixeira dos Santos não é a perda da sua credibilidade, essa já me parecia perdida há algum tempo. O que começa a ser evidente é alguma desorientação, que até então não transparecia, pelo menos de modo tão evidente. É que os números que se conhecem, de negros, já não há cosmética que lhes valha. E o ministro saberá que, por força das circunstâncias, não tem o apoio e a cobertura política para tomar algumas medidas que, pelos simples facto de não o tomar por louco, julgo que gostaria de tomar. Não gostaria de estar na pele do actual ministro, mas este apenas se deixou apanhar na própria teia que teceu.

publicado por Jorge Assunção às 18:40
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Sempre a cair

As eleições para a escolha do actual governo aconteceram em 27 de Setembro. O governo tomou posse em finais de Outubro. Estamos no início de Dezembro e o governo já parece sobreviver a balões de oxigénio. E suspeito que daqui para a frente será sempre a cair. Não há governo que sobreviva a uma taxa de desemprego de dois digitos.

publicado por Jorge Assunção às 14:00
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Os resultados estão à vista

Ontem, o sujeitinho que ocupa o posto de primeiro-ministro deste país, teve a lata de afirmar, quando questionado sobre os números do desemprego - dos piores da União Europeia -, que o desemprego diminuiria com o crescimento económico, aquele que todas as instituições internacionais dizem que em Portugal será menor que na maioria dos países europeus. Disse mais, disse que as suas políticas são as adequadas e “só não vê quem não quer” até porque os “resultados estão à vista”. Desculpem, mas este sujeitinho, e uso este termo para não usar outros mais agressivos, anda a brincar com os portugueses. Mas até tem alguma razão, os resultados estão mesmo à vista e só não vê quem não quer, as políticas destes socialistas empurram o país para uma verdadeira catástrofe. Triste é que aquilo que muita gente não quer ver, a começar pelo sujeitinho com nome de filósofo, é sentido na pele por um número cada vez maior de portugueses.

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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Quando o endividamento bate à porta

Esta situação apanhou os investidores de surpresa, conta o Financial Times de hoje, e representa na prática um incumprimento das obrigações do país, que põe em causa obrigações relativas a dívida total no valor de 53 mil milhões de euros desta cidade-Estado do golfo Pérsico, que foi assumida para o desenvolvimento de projectos no território com vista a diminuir a sua dependência do petróleo, e aumentando a sua importância como centro turístico e financeiro na região.

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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Vergonhosa

Toda a actuação do governador do Banco de Portugal sobre a possível subida de impostos, quer pelo que diz agora, quer pelo que não disse anteriormente, é vergonhosa - agora dá guarida a uma possível subida de impostos por parte do governo, antes das eleições não soube introduzir a questão para não incomodar (afinal, este é um governador que, por mais do que uma vez, já mostrou que não gosta de incomodar certo poder político, o socialista, nem certo poder financeiro: BPN, BPP e BCP). O governador, pessoa competente que tem um cargo de vice-governador do Banco Central Europeu para assegurar, já tinha dado garantias ao actual governo que até 2011 podia gastar à fartazana, agora vem dar guarida a uma possível subida de impostos. Cortar despesa? Está quieto, que o governo não pode perder o apoio popular. Esta forma de olhar para as contas do país é sustentável? Não se preocupa Constâncio com o futuro do país? Constâncio preocupa-se com o futuro, certamente, mas com um futuro muito particular: o seu. Quando outros andarem atarantados com a lama nacional, espera andar Constâncio por outras paragens com remuneração à altura da sua competência.

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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Plano Inclinado

O programa da SIC Noticias, com a moderação de Mário Crespo e a presença de Medina Carreira, João Duque e Nuno Crato, é um dos melhores programas da televisão portuguesa. Até agora, os assuntos predominantes tem sido económicos e para quem quiser perceber foi lá dito o essencial sobre o estado da economia portuguesa. No programa do último sábado, foram ao ponto que faltava e que, de forma simplificada, explica o motivo porque ainda existem para ai uns economistas optimistas: os que não duvidam que a União Europeia, sobretudo com o esforço dos contribuintes alemães, irá ajudar a economia nacional. Basicamente, eles são optimistas não porque ignorem que estão a atirar para alto mar alguém que não sabe nadar, mas porque contam que, quando estivermos perto de afogarmo-nos, um tipo alto e loiro virá atirar a bóia e levar-nos para terra. Claro que continuaremos sem saber nadar. Mas, enfim, que tristeza de povo e de economistas.

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Sábado, 21 de Novembro de 2009

Orçamento redistributivo

Diria que o nome cosmético com que o governo pretende mascarar a segunda rectificação no orçamento do Estado quase que é apropriado. Aquilo que este governo mais faz é redistribuir. Chega até a redistribuir o rendimento que não existe, das gerações jovens e ainda por nascer, pela geração actualmente no poder (há, para todos os efeitos, uma expropriação de rendimento futuro de pessoas que não podem manifestar a sua opinião sobre o assunto). Os socialistas aparentam pensar que a capacidade de endividamento do país é eterna. Não fiquem admirados quando os mais capazes entre as gerações jovens e vindouras, perceberem que o melhor e mais prático neste país é abandoná-lo.

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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Homem de negócios

O apoio de Luís Figo a José Sócrates nas últimas legislativas terá custado 75 mil euros a uma empresa pública, publica hoje o Correio da Manhã (CM). O ex-futebolista esteve presente num pequeno-almoço no Hotel Altis Belém no último dia da campanha, onde anunciou o seu apoio a Sócrates.

 

Figo é um homem de negócios e começa a ser cada vez mais claro o que é preciso para ser um empresário de sucesso em Portugal. Apesar disso, esta história, até pela fonte, suspeito que possa não ser bem como a pintam. Mas, neste país, já não me admiro com nada. Como refere um comentador n'O Insurgente: Saramago e a Câmara de Lisboa também foi assim…e nesse caso tudo às claras e sem pudor…

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Sábado, 14 de Novembro de 2009

O tsunami

Economia cresce 0,9% no último trimestre

 

Nos momentos que antecedem o tsunami, o mar junto à costa acalma, fica flat, e a maré recua. Só depois vem a onda que tudo leva.

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Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Custo afundado

Alguém lembrou-se de levantar a ideia da demolição do Estádio Municipal de Aveiro. No texto, é citado um espectador do Beira-Mar que afirma, “Não faz sentido nenhum pensar numa coisa dessas com o dinheiro que se gastou aqui da Câmara, do Estado e de toda a gente”. Contudo, o argumento do espectador é que não faz sentido nenhum. Isto porque o dinheiro que foi gasto na construção do Estádio é custo afundado, ou seja, é valor que não pode ser recuperado e não deve ser levado em consideração numa decisão futura. Infelizmente, o erro de raciocinio que o espectador comete é comum, sendo especialmente preocupante em muitos dos decisores políticos que temos.

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