Sábado, 28 de Novembro de 2009

Não falemos, pois então...

Soube-se hoje que o Segredo de Justiça no caso Face Oculta foi violado no fim de Junho, 4 meses antes de a violação ter chegado aos jornais. Essa violação do Segredo de Justiça favoreceu os suspeitos e a classe política associada. Só mesmo seguindo o conselho de Passos Coelho de não falar no assunto é que se pode preservar a credibilidade das instituições. Note-se que algo semelhante já tinha acontecido no caso Casa Pia. Alguns dos suspeitos souberam que estavam a ser investigados através de circuitos de informação ligados às tais “instituições” dias antes de o assunto ter sido tornado público pelos jornais.

 

João Miranda, no Blasfémias. E em quantos outros casos aconteceu o mesmo. Não foi Pinto da Costa avisado das buscas a sua casa e do mandato de detenção? Pois...

publicado por Jorge Assunção às 12:00
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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

O estratega do Passos

Falando na qualidade de presidente da Foment Invest, Ângelo Correia elogiou a política do Governo na área da energia.

 

De facto, com declarações destas, fica comprovado que o estratega do Passos é melhor que qualquer outro estratega.

publicado por Jorge Assunção às 19:00
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Paula Teixeira da Cruz e Passos Coelho

Paula Teixeira da Cruz coordenará o programa de Passos Coelho. Ora, nem Paula Teixeira da Cruz é uma mulher de direita, como claramente deverá ser o próximo líder do PSD, nem se lhe conhecem simpatias pelo liberalismo, com as quais Passos Coelho se identificou na sua anterior candidatura. Para além disso, Paula Teixeira da Cruz representou o pior PSD dos últimos anos, um partido snob e cabotino, invocando sistematicamente distinções «classistas» internas (é dela a famosa referência à «fuga das elites» que a eleição de Meneses provocaria). Uma péssima escolha, só justificável pela eventual necessidade de Passos Coelho se «credibilizar», o que só o diminui. Agora, ou Marcelo resolve descer à terra, ou deixa de haver esperança para qualquer recuperação do PSD.

 

Rui Albuquerque, no Portugal Contemporâneo. Eu só não diria que são más notícias, diria antes que são as notícias esperadas.

publicado por Jorge Assunção às 10:30
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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

O Portugal de Sócrates

A propósito do que li aqui e aqui, confirmo que publiquei esta crónica no Público a 12 de Novembro, quinta-feira e na segunda-feira da semana seguinte, dia 16 de Novembro, a 2 horas de entregar o meu texto pronto para ser publicado na edição de terça do Diário Económico, como sempre fiz desde o princípio de 2008, fui contactado pelo editor de opinião do jornal informando-me de que a minha colaboração era dispensada. Não obstante ter escrito imediatamente ao director do Diário Económico manifestando a minha surpresa por ter sido dispensado sem uma explicação no próprio dia em que iria entregar um artigo, não recebi qualquer resposta.

 

Pedro Lomba, aqui. Há muito que o Diário Económico não esconde o que é. Quem compra o jornal em causa leva com desinformação pura e dura a favor do governo socialista. O que vale, é que o jornal em causa não tem os problemas financeiros do Público ou do Sol.

publicado por Jorge Assunção às 11:30
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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Vergonhosa

Toda a actuação do governador do Banco de Portugal sobre a possível subida de impostos, quer pelo que diz agora, quer pelo que não disse anteriormente, é vergonhosa - agora dá guarida a uma possível subida de impostos por parte do governo, antes das eleições não soube introduzir a questão para não incomodar (afinal, este é um governador que, por mais do que uma vez, já mostrou que não gosta de incomodar certo poder político, o socialista, nem certo poder financeiro: BPN, BPP e BCP). O governador, pessoa competente que tem um cargo de vice-governador do Banco Central Europeu para assegurar, já tinha dado garantias ao actual governo que até 2011 podia gastar à fartazana, agora vem dar guarida a uma possível subida de impostos. Cortar despesa? Está quieto, que o governo não pode perder o apoio popular. Esta forma de olhar para as contas do país é sustentável? Não se preocupa Constâncio com o futuro do país? Constâncio preocupa-se com o futuro, certamente, mas com um futuro muito particular: o seu. Quando outros andarem atarantados com a lama nacional, espera andar Constâncio por outras paragens com remuneração à altura da sua competência.

publicado por Jorge Assunção às 19:00
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Contentores de Alcântara

Parece que, na Assembleia da República, os partidos da oposição (com excepção, até agora, do CDS) pensam apresentar um projecto de lei que tem como objectivo impedir o prolongamento do contrato da Mota-Engil na exploração dos contentores de Alcântara. Recorde-se que a extensão do prazo foi uma decisão do governo anterior, na altura com maioria absoluta, e que originou um relatório verdadeiramente demolidor do Tribunal de Contas a contestar o negócio. O problema é que mesmo aceitando que a decisão foi péssima (e eu estou convencido que foi), uma proposta que leve à anulação de tal extensão do contrato dará origem, sem grandes dúvidas, a uma reclamação judicial por parte da Mota-Engil e, provavelmente, até a uma indemnização. E é aqui que a porca torce o rabo, para recorrer a linguagem popular. É que por muito má que seja a decisão, está tomada, e se o valor esperado da indemnização superar o valor do ganho esperado com a reversão do contrato, mais vale deixar tudo como está e não embarcar em populismos demagógios só para satisfazer o jogo político-partidário. O mesmo é dizer que esperava (mas eu já sei que espero mais do que devia) que qualquer partido político sério que apresentasse uma proposta no sentido de anular o aditamento ao contrato agora em vigor tivesse 1) previsto a possibilidade de uma indemnização e 2) em caso de possibilidade de indemnização, tivessem feito contas para apurar se mesmo assim justificava-se levar tal projecto de lei para a frente. Eis quando, para surpresa minha (já sei que não tenho idade para me surpreender com estas coisas), aparece um jovem do PCP (para o caso suspeito que o partido até não seja propriamente relevante) que, quando confrontado com a possibilidade de o projecto de lei que o seu partido apresenta poder levar a uma indemnização à Mota-Engil, refere que pensa que se esta vier a ocorrer não deverá ultrupassar o ganho que a reversão do contrato dará origem. Pareceu-me matéria de fé, mas quero crer que estou enganado...

publicado por Jorge Assunção às 10:30
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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Plano Inclinado

O programa da SIC Noticias, com a moderação de Mário Crespo e a presença de Medina Carreira, João Duque e Nuno Crato, é um dos melhores programas da televisão portuguesa. Até agora, os assuntos predominantes tem sido económicos e para quem quiser perceber foi lá dito o essencial sobre o estado da economia portuguesa. No programa do último sábado, foram ao ponto que faltava e que, de forma simplificada, explica o motivo porque ainda existem para ai uns economistas optimistas: os que não duvidam que a União Europeia, sobretudo com o esforço dos contribuintes alemães, irá ajudar a economia nacional. Basicamente, eles são optimistas não porque ignorem que estão a atirar para alto mar alguém que não sabe nadar, mas porque contam que, quando estivermos perto de afogarmo-nos, um tipo alto e loiro virá atirar a bóia e levar-nos para terra. Claro que continuaremos sem saber nadar. Mas, enfim, que tristeza de povo e de economistas.

publicado por Jorge Assunção às 20:00
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Domingo, 22 de Novembro de 2009

No país faz de conta

Anda tudo num alvoroço porque existem umas escutas que confirmam que o primeiro-ministro mentiu na Assembleia da República quando se pronunciou sobre o caso TVI. Peço desculpa, meus caros, mas a mentira era evidente há muito. Só compreendo o barulho como manobra para manter o tema escutas ao primeiro-ministro à tona de água, mesmo porque, aparentemente, o conteúdo destas vai muito para além da descoberta que o primeiro-ministro mentiu. Ainda sobre a mentira, não é de negar a sua gravidade, mas o que nego é que o assunto só mereça atenção agora.

 

Em segundo lugar, também anda tudo em alvoroço porque a Sábado fez uma investigação onde apurou que os orgãos de comunicação sociais, nomeadamente o Público e o Sol, foram prejudicados pela publicidade feita por entidades de capital público. Ora, meu caros, mas alguém não sabia que assim era? Mais uma vez, não nego a gravidade do assunto, nego é que o assunto só mereça atenção agora.

 

No fundo, este é o país do faz de conta. Todos (ou quase todos, há sempre um ou outro mais ingénuo) sabemos o que se passa, mas ficamos à espera da confirmação do óbvio para abordarmos as coisas tal como elas são e para atribuir-lhes a gravidade de que se revestem. Outros há que, mesmo perante a descoberta do óbvio, continuam a tratar o assunto com pinças, não porque não saibam a gravidade do assunto em causa, mas sabem que o visado, o actual governo, mais propriamente o primeiro-ministro, é da sua área, e suspeitam que outro que lá vá parar, de outra área política, deixará tudo na mesma, por isso, mal por mal, antes este que outro. Estes últimos rapidamente evoluem para os que já nada de grave vêem nestas coisas: porque as coisas são o que são e sempre foram assim.

 

Portanto, meus caros, deixemos o primeiro-ministro descansar. Como não podem compreender essa primeira garantia que a sociedade portuguesa nos reserva: as coisas são o que são e sempre foram assim. Sempre foram assim e assim hão-de ser no futuro. Qualquer luta contra isso é uma luta inglória.

publicado por Jorge Assunção às 19:00
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Sábado, 21 de Novembro de 2009

Orçamento redistributivo

Diria que o nome cosmético com que o governo pretende mascarar a segunda rectificação no orçamento do Estado quase que é apropriado. Aquilo que este governo mais faz é redistribuir. Chega até a redistribuir o rendimento que não existe, das gerações jovens e ainda por nascer, pela geração actualmente no poder (há, para todos os efeitos, uma expropriação de rendimento futuro de pessoas que não podem manifestar a sua opinião sobre o assunto). Os socialistas aparentam pensar que a capacidade de endividamento do país é eterna. Não fiquem admirados quando os mais capazes entre as gerações jovens e vindouras, perceberem que o melhor e mais prático neste país é abandoná-lo.

publicado por Jorge Assunção às 19:30
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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Sanfona safou-se

Antes: A deputada socialista Sónia Sanfona diz estar insatisfeita com o momento escolhido pelo PS para proibir duplas candidaturas às legislativas e autárquicas. A candidata do PS à Câmara de Alpiarça considera que a direcção socialista devia ter tomado essa decisão durante o Congresso do partido.

 

Pelo meio: Sónia Sanfona diz que o PS já esperava as críticas da oposição ao relatório da comissão de inquérito ao caso BPN. Em declarações a TSF, a responsável pelo relatório considerou os reparos «injustos», sublinhando que alguns deles já eram esperados desde o início dos trabalhos da comissão.

 

Depois: O PS decidiu premiar alguns dos candidatos autárquicos que perderam as eleições de Outubro passado, nomeando-os agora para as funções de governador civil. Foram os casos de Sónia Sanfona, que concorreu à Câmara de Alpiarça e é agora a nova governadora civil de Santarém; Isabel Coelho Santos, candidata à autarquia de Gondomar e nomeada governadora civil do Porto; Miguel Ginestal, escolhido para presidir ao Governo Civil de Viseu; e José Mota, derrotado na corrida ao município de Espinho, mas eleito para o Governo Civil de Aveiro.

 

E muito mais podia ser dito sobre os outros escolhidos. Para começar, nada melhor do que ler o texto do Pedro Correia: Um prémio chorudo aos derrotados.

publicado por Jorge Assunção às 19:00
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Homem de negócios

O apoio de Luís Figo a José Sócrates nas últimas legislativas terá custado 75 mil euros a uma empresa pública, publica hoje o Correio da Manhã (CM). O ex-futebolista esteve presente num pequeno-almoço no Hotel Altis Belém no último dia da campanha, onde anunciou o seu apoio a Sócrates.

 

Figo é um homem de negócios e começa a ser cada vez mais claro o que é preciso para ser um empresário de sucesso em Portugal. Apesar disso, esta história, até pela fonte, suspeito que possa não ser bem como a pintam. Mas, neste país, já não me admiro com nada. Como refere um comentador n'O Insurgente: Saramago e a Câmara de Lisboa também foi assim…e nesse caso tudo às claras e sem pudor…

publicado por Jorge Assunção às 15:30
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Se Vieira da Silva fosse ministro de Santana

Posso estar enganado, mas aposto que se tivesse sido um ministro da economia de Santana Lopes a proferir uma frase com o teor da de Vieira da Silva sobre as "escutas políticas", e já estaria demitido ou seriam inúmeras as considerações sobre a incompetência e o despropósito de ter um tal senhor como ministro. Claro que, já o sabemos, a Sócrates e aos seus ministros o tratamento a aplicar é outro.

publicado por Jorge Assunção às 13:56
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Domingo, 15 de Novembro de 2009

Não confundir

PSD recebeu financiamento ilícito da Somague

 

Esta notícia, com alguns anos, foi daquelas que me deixou desgostoso pela fraca exposição noticiosa que lhe foi dada. Na altura, foi possível suspeitar logo do motivo pelo qual tal financiamento ilícito, condenado em tribunal, passou tão ao lado da nossa política: outros haviam, não necessariamente do PSD, que não desejavam levantar ondas com tal tema. Como já referi algumas vezes neste blogue, não aceito a tese do 'são todos iguais', mas estou mais do que convencido que no PS, PSD e CDS/PP (refiro especialmente estes três partidos porque são os que ocuparam lugares relevantes no poder central), existem pessoas que actuam do mesmo modo ilícito. O que é importante, por isso a necessidade de não tomar todos por iguais, é perceber que nas pessoas que pertencem aos partidos, nem todas actuam ou estarão dispostas a actuar (e pactuar) com esta sujeira. Por isso nada me move contra o PS, nem confundo o PS e todos os militantes do PS com o actual líder, pessoa que não desperta em mim a mínima confiança.

publicado por Jorge Assunção às 19:00
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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Recordações

O primeiro-ministro acusou hoje o semanário "Sol" de o ter "insultado" a propósito das escutas no âmbito do processo Face Oculta e manteve o que afirmou no Parlamento sobre o seu desconhecimento face à compra da TVI.

 

A propósito da notícia acima citada, gostaria de recordar:

 

O PÚBLICO também apurou que as relações entre o "Sol" e um dos seus principais accionistas, o grupo BCP, se têm vindo a alterar desde que os socialistas Santos Teixeira e Armando Vara foram eleitos para a administração do banco fundado por Jardim Gonçalves. Foram canceladas campanhas publicitárias e retirados patrocínios já negociados, o que contribuiu para tornar mais difícil a situação da empresa.

 

Há muito tempo que os socialistas gostariam de ter silenciado o jornal cujo director é José António Saraiva. Vamos ver quanto tempo demora até o conseguirem.

publicado por Jorge Assunção às 14:10
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Isaltino não diria melhor

Marinho Pinto, na SIC, comentando o caso do momento: "Já chega. Este homem (Sócrates) ganhou duas eleições seguidas".

publicado por Jorge Assunção às 20:50
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Os boys

O Conselho de Ministros aprovou hoje a nomeação do ex-secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Filipe Boa Baptista, para o cargo de vogal do conselho de administração da Anacom.

 

Neste momento, a pergunta já nem é quantos socialistas ocupam cargos de relevo na sociedade portuguesa, mas antes: quantas pessoas ligadas a José Sócrates ocupam cargos de relevo na sociedade portuguesa?

publicado por Jorge Assunção às 17:59
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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Fico agradecido

«Os deputados são a voz da opinião pública. Não é ficando calado, destruindo provas, que se resolvem as dúvidas políticas»

 

Ferreira Leite, hoje, no parlamento, após ter exigido que o primeiro-ministro esclareça tudo o que terá sido dito nas tais conversas escutadas e que alguns pretendem anular e esconder para sempre da opinião pública. Os assuntos políticos não podem ser abafados através de formalismos judiciais. Tanto mais quando o formalismo judicial em causa só existe por decisão do governo anterior do actual primeiro-ministro. Mas temo que, mais uma vez, será Ferreira Leite quem passará pela maluquinha, a velha tonta, aquela que não é merecedora da confiança dos portugueses, e o primeiro-ministro, qual rapazola injustiçado, ainda terá a honra de ver a sua defesa provir dos cantos mais inesperados, e continuará a navegar a onda da vitimização.

publicado por Jorge Assunção às 19:00
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Facto objectivo

Se as escutas a José Sócrates são nulas, tal resulta de uma lei aprovada durante a legislatura anterior, em que José Sócrates era primeiro-ministro. Tivesse este caso acontecido com Durão Barroso, António Guterres ou Santana Lopes, e as escutas não poderiam ser anuladas com o pretexto invocado.

publicado por Jorge Assunção às 17:30
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Mudar para ficar tudo na mesma

Volta e meia surge o discurso contra o actual regime. Nada a opor. Parece-me que o actual regime está, digamos, decadente. O que me parece menos certo é que a alteração do regime promova uma alteração na sociedade capaz de transformar isto para melhor. É a cultura enraizada no povo português que leva o regime, volta e meia, a descambar nisto que temos. Nesse sentido, uma mudança de regime pode até ser coisa perigosa, uma vez que não dará mais do que a simples ilusão de que algo de substancial se alterou. E tal ilusão permite à sociedade continuar mais umas décadas a ignorar que nada mudou e, portanto, a cair nos mesmos erros e condutas de actuação sem procurar renovar-se.

publicado por Jorge Assunção às 17:00
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

E eu confio que é a decisão correcta

Face Oculta: Supremo diz que escutas a Sócrates são nulas

 

Afinal, só ainda não percebeu quem não quer: Sócrates é intocável. Infelizmente, não é intocável à maneira de Eliot Ness e dos elementos do seu grupo, aos quais a expressão "os intocáveis" derivava do facto de serem homens incorruptíveis. Intocáveis, portanto, porque eram homens íntegros, que não se deixavam tocar pela sujeira. Mas longe disso no caso do nosso primeiro: Sócrates é intocável à maneira de Al Capone. É isso que penso. E Noronha de Nascimento, obviamente, não é nenhum Eliot Ness.

 

publicado por Jorge Assunção às 15:00
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Ainda a propósito do meu post anterior

Um dos deputados com uma intervenção que não apreciei foi Miguel Frasquilho. Tal facto surpreendeu-me, porque até tinha boa ideia de Frasquilho, famoso pela defesa do 'choque fiscal' e por constantemente apelar à redução da carga fiscal. Mas Frasquilho teve uma intervenção fraca e, no dia seguinte, sexta-feira, acentuou-se a má impressão com que fiquei dele. Este participou no Expresso da Meia Noite, o programa da Sic Noticias, e, na sua intervenção inicial, decidiu afirmar que o TGV não se justificava, sendo mais correcto apostar na ferrovia tradicional, para o transporte de mercadorias. Ora, a ideia não é nova, nem original. É muito antiga, aliás, e não é difícil encontrar quem a defenda nos mais variados cantos da blogosfera. Mas não foi, certamente, a não novidade da ideia que me surpreendeu pela negativa, mal seria se sempre que nos expressamos tivéssemos que ser originais. Este próprio blogue, se há coisa que está repleto, para não dizer que só disso existe, é de banalidade e pensamentos nada originais. Mas, o que me deixou negativamente surpreendido, dizia eu, foi a forma como Frasquilho, após expressar a sua ideia, ficou extraordinariamente contente, de tal forma que não o conseguiu esconder, quando Henrique Neto, numa intervenção posterior, viria a defender o mesmo. Henrique Neto defendia a mesma tese e ouvia-se Frasquilho empolgado, em voz de fundo, a afirmar: "tal como eu disse",  "precisamente o que defendi", e outras considerações do género. O homem parecia uma criança feliz por alguém concordar com ele. Digamos que, deste episódio, em primeiro lugar, não gostei da felicidade incontida, em segundo lugar, não percebi qual o motivo da felicidade por alguém concordar com Frasquilho quando a ideia não é propriamente uma originalidade do deputado do PSD, nem pode ser imputada a este. Talvez num post futuro volte a este assunto, até porque, para já, e conforme o que digo neste texto, não sei se ficará imediatamente claro o que me desagradou na atitude de Frasquilho.

publicado por Jorge Assunção às 16:00
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Domingo, 8 de Novembro de 2009

A Assembleia da República

No debate do programa de governo, foi-me possível ouvir as intervenções de várias deputados que normalmente não intervêm nos debates parlamentares. A maioria, ainda ia na segunda frase da sua exposição argumentativa e já era custoso escutar o que diziam. Por dois motivos: 1) fraca capacidade oratória; 2) conteúdo sem qualquer interesse e relevância. Alguns, cometiam mesmo a imprudência de cometer erros grosseiros no que afirmavam. Os ministros, mais experientes e conhecedores, facilmente replicavam o que havia sido dito pelos deputados da oposição. Uma cena deprimente. Percebe-se que no futuro muitos deles raramente voltem a ter protagonismo para falar em momentos decisivos. É que fossem esses os soldados com que a oposição se apresenta na batalha e a guerra estaria mais que perdida.

publicado por Jorge Assunção às 14:09
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