Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Informação privilegiada

Valorização da Mota-Engil accionou alarme do regulador. É praticamente certo que alguém ganhou uns trocos com a situação, mas a dificuldade é provar. Aqui há uns tempos, o filho de um empresário muito conhecido da praça pública, aproveitando um negócio onde o pai estava envolvido, obteve uma mais valia em bolsa considerável. O caso, de tão evidente, levou à sua condenação. A multa monetária aplicada representou metade da mais valia que havia feito em bolsa. Conclusão: em Portugal compensava não cumprir a lei. Há quem diga que hoje em dia compensa menos, quando não compensa de todo, mas, enfim, tenho as minhas dúvidas...

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publicado por Jorge Assunção às 18:40
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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Nobel da Economia: Previsões

Eugene Fama 2/1

Paul Romer 4/1

Ernst Fehr 6/1

Kenneth R. French 6/1

William Nordhaus 6/1

 

Se o favorito vencer (via Greg Mankiw), adivinho reacções muito interessantes nalguns blogues escritos por economistas. A propósito, recomendo este texto de Eugene Fama:

 

The general message bears repeating. Even when there are lots of idle workers, government bailouts and stimulus plans are not likely to add to employment. The reason is that bailouts and stimulus plans must be financed. The additional government debt means that existing current resources just move from one use to another, from private investment to government investment or from investment to consumption, with no effect on total current resources in the system or on total employment. And stimulus plans only enhance future incomes when they move current resources from less productive private uses to more productive government uses - a daunting challenge, to say the least.

publicado por Jorge Assunção às 13:05
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Aquecimento global: quando passarão a calcular os benefícios?

The problem is that the analysis (from my perusing of the report) completely ignores the benefits of temperatures rising. What if the case studies were as follows: Crop proliferation in Canada, arable land impact in Ukraine, days of sun for youth baseball players in America. Wouldn't the end result look different? It may still be negative on net-- if that's the result you need, there is so much leeway in doing a global cost/benefit analysis of climate change that you can generate just about any result you like-- but in any case, it would have to be less than the stated result simply because you're adding benefits to the costs-only calculation.

publicado por Jorge Assunção às 20:16
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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Competitividade

"A fraca competitividade e a baixa produtividade estão na raiz do baixo crescimento da economia portuguesa. Em vez de melhorarmos, temos descido nos “rankings” internacionais." Isto dizia-nos o PS no seu programa eleitoral para as legislativas de 2005 (via Rua Direita). Para sustentar a tese, o PS recorria ao Índice de Competitividade do World Economic Forum, onde Portugal aparecia na 25ª posição em 2004. O relatório para 2009-2010 foi divulgado recentemente, Portugal aparece na 43ª posição. Fantástica a evolução, não é?

E qual é o factor que pesa mais na péssima colocação do ranking para Portugal? A eficiência do mercado de trabalho, onde somos colocados no 103º lugar. Quero lembrar o que escrevi anteriormente no Delito de Opinião: Medina Carreira solicitava na SIC Noticias que fosse criada uma comissão para avaliar o motivo dos investidores estrangeiros trocarem Portugal por outros países europeus. Não tenho a mínima dúvida que um desses motivos é a elevada protecção ao emprego que vigora em Portugal e não é preciso nenhuma comissão independente para descobrir isso.

Contudo, podemos estar confiantes que PS e PSD nada de extraordinário pretendem alterar neste panorama. O PSD, tal como o PS em 2005, afirma a banalidade do costume: "Em consequência dos problemas estruturais de falta de produtividade e de competitividade, Portugal tem vindo a crescer cada vez menos." Tal como o PS versão 2005,  também demonstra conhecer o Índice de Competitividade do World Economic Forum: "No ranking de competitividade do World Economic Forum, Portugal caiu da 31.ª para a 43.ª posição entre 2005 e 2008." No entanto, fica por estas banalidades e pouco parece preocupar-se com os factores que contribuem para a nossa péssima posição.

Pretender reformar a legislação laboral é daquelas coisas que não compensa eleitoralmente. Fazer demagogia sobre a perda de direitos dos trabalhadores conquista votos. O país vai longe a continuar assim.

publicado por Jorge Assunção às 13:05
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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Fiscalidade 101

Ferreira Leite confunde IRC com IRS.

publicado por Jorge Assunção às 15:58
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Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Agora os pilotos

A companhia aérea TAP vai perder 10 milhões de euros devido à greve marcada pelos seus pilotos para os dias 24 e 25 de Setembro, revelou ao SOL fonte próxima da transportadora

 

Os pilotos da TAP, que devem ganhar bem acima do salário médio nacional, acharam por bem copiar os amigos da Groudforce. Nada melhor que uma greve no fim de semana das eleições legislativas.

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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Asfixia democrática (I)

Segundo a denúncia do conhecido advogado de Lisboa, e citando o jornal, “essas pessoas próximas do primeiro-ministro disseram-lhe que convinha ser moderado”, lembrando a ligação da Logoplaste à REN, refere o Jornal. Jorge Bleck defende, em declarações ao mesmo jornal, que “os agentes económicos não são livres porque, se opinam num determinado sentido, o negócio não vem”, considerando que, na origem desse facto, está o “excessivo peso do Estado na economia”.

 

Perceber o péssimo mandato de José Sócrates e dos socialistas, é perceber estas relações que se estabelecem entre os sectores da economia controlados pelo Estado e empresas privadas. Numa sociedade verdadeiramente livre, os empresários não podem recear vir a ser alvo de retaliação governamental por motivos políticos. Em Portugal, esse receio não é de agora e está intrinsecamente ligado ao peso do Estado na economia. Infelizmente, muitos dos que se dizem contra Sócrates e o estado a que chegou este país, teimam em não perceber (ou não querem perceber) que aos governos não pode ser dada tanta capacidade de intervenção na economia nacional. Não pretender fazer nada quanto a isso, é o primeiro passo para manter tudo como está.

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publicado por Jorge Assunção às 12:20
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Dar cabo da TAP

"Qualquer negociador sabe que o grande problema de ceder a uma chantagem é o de que outros chantagistas aparecerão depois. A TAP cedeu numa ameaça de greve - já tem outra à perna. [...] O filme é bizarro: num dia, os trabalhadores da Groundforce exigem; noutro dia, a administração da empresa diz "não"; ao terceiro dia, o Governo diz "sim"; e ao quarto dia, a Parpública, que formalmente detém as acções da TAP, diz que a situação financeira da empresa "é crítica". Quem manda nesta empresa? Os chefes, os patrões ou os testas-de-ferro? A administração, o accionista ou a sociedade-veículo? Pelos vistos, nenhum: mandam os trabalhadores. [...] Para quem não percebeu, a TAP está em falência técnica. Ou recebe injecções de capital, público ou privado, ou pode mesmo passar a ser "Take Another Plane" que este já não voa. Para o evitar, a tutela tem de mudar o acrónimo para "Take Another Plan": mudem de plano."

 

Pedro Santos Guerreiro, no Jornal de Negócios, a afirmar o óbvio.

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A treta do pico petrolífero (2)

Mais uma vez, ao cuidado dos rapazes do resistir.info, BP anunciou descoberta de campo “gigante” de petróleo no golfo do México.

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publicado por Jorge Assunção às 12:51
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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

SkyEurope

Ao contrário da TAP, no privado, quando uma empresa de aviação civil dá constantemente prejuízo, vai à falência. Um mercado dinâmico e justo assim o exige: quem dá prejuízo, vai à falência. A pergunta que fica é: qual a razão que levou o Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento, em conjunto com a União Europeia, a apoiar financeiramente a criação desta empresa na Eslováquia (sem tal apoio, provavelmente, esta nunca teria visto a luz do sol), apesar dos muitos avisos de que tal empresa, estaria condenada à partida?

publicado por Jorge Assunção às 16:25
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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Japão

A ideia subjacente neste post do Manuel Gouveia importa ser discutida. Diz ele que "os japoneses optam pela via do socialismo", será mesmo assim? Parecem ter optado por um governo com maior preocupação social, é certo, mas até que ponto optaram os japoneses por algo verdadeiramente diferente do que tinham?

 

Na notícia do Público é dito alguma coisas importante sobre o assunto. 1) Os japoneses parecem simultaneamente decididos e cépticos. A grande maioria deseja uma "mudança de regime", mas apenas 24 por cento acreditam nela, contra 56 que manifestam cepticismo: não sabem aonde um governo do PDJ irá buscar fundos para financiar as políticas sociais. O que traduzido por mim dará qualquer coisa como: se o PDJ tentar mudar muito, os japoneses cortam-lhe as pernas. É isso que denota o receio com o dinheiro gasto. Se quiserem, é parecido com a falta de apoio dos americano à reforma na área da saúde de Obama. É o velho lema do 'mudar para tudo ficar na mesma'. 2) Para "rejuvenescer a política", o PDJ lançou um grande número de candidatos jovens contra os veteranos do PLD. Mas os líderes que encarnam a mudança vêm da velha escola do PLD. O PDJ é um partido recente, com pouco mais de 13 anos de existência, e parte dos seus quadros deriva do próprio PLD, dúvido que venha daqui grande mudança. 3) Para alguns analistas, mais do que uma vaga de entusiasmo pelo PDJ, há a vontade de punir o PLD. Não me admira que assim seja, e acho que os japoneses nisso fazem bem. Dificilmente um partido que está há 54 anos no poder não criou tentáculos pela sociedade japonesa. Mas isso para mim diz muito mais sobre a necessidade que os japoneses revelaram por substituir as caras e os interesses, do que por substituir as ideias típicas do PLD. 4) "Alguns japoneses comparam o colapso do PLD à queda do Muro de Berlim", escrevia em Junho de 1993 o correspondente da Economist no Japão, após uma cisão do partido, que levou a um interregno de 10 meses, o único período em que os liberais-democratas não governaram. Foi assim que terminou em 1993, o PLD só esteve afastado do poder durante 10 meses. Desta vez deverá demorar mais tempo, mas não me admira nada que nas próximas eleições, caso façam uma renovação de caras, voltem ao poder. 5) A ascensão do PDJ é indissociável da ruptura do contrato social e do modelo paternalista que acompanharam o "milagre económico". Ou seja, os japoneses estão descontentes porque a sociedade mudou. Infelizmente, o modelo paternalista desapareceu porque não era sustentável. Mas isto demonstra o quanto a sociedade japonesa é conservadora e dificilmente aceitará qualquer mudança radical. Resumindo, aquilo que alguns denominam por mudança é, afinal, uma última tentativa dos japoneses para nada mudar.

 

Basicamente, a minha ideia sobre o que se passa no Japão é que o PDJ será tão diferente do PLD quanto o PS é diferente do PSD. Ou seja, não existirão grandes diferenças. Uma sociedade que andou durante 54 anos a votar no mesmo partido e nas mesmas ideias revela um conservadorismo acentuado que não muda de um dia para o outro. Claro que esse conservadorismo também ajudou a paralizar o Japão durante a década de noventa, quando o país necessitava de reformas e os líderes do PLD mostraram-se incapazes de as realizar. Apesar disso, e tirando aquele período de dez meses, os japoneses continuaram a votar nestes, em boa parte numa demonstração de gratidão por um partido que havia pegado num Japão devastado pela guerra e transformou-o na segunda maior economia mundial.

publicado por Jorge Assunção às 15:47
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É mesmo?

TAP tem uma “situação financeira crítica”. E continuará a ter enquanto os governos não permitirem que a gestão da TAP, seja ela pública ou privada, seja feita sem ter em conta interesses políticos. A empresa, entretanto, é um verdadeiro buraco para onde o dinheiro do contribuinte é atirado ao desbarato.

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publicado por Jorge Assunção às 15:36
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Domingo, 30 de Agosto de 2009

Incentivos

O contribuinte suporta: Mário Lino admite intervenção do Governo na greve da TAP. Aqui há uns dias, a notícia era esta: Presidente da TAP acusa sindicatos de fazerem política em ano eleitoral. Pois se o governo cede, porque raio não haviam os sindicatos de fazer greve? O contribuinte é que paga e cala-se. E a TAP e a Groundforce mantêm-se no vermelho.

publicado por Jorge Assunção às 10:54
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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Salário Médio

O Eduardo Pitta conta a história de um casal, a Joana e o André. Na história diz-nos que a Joana ganha 1320,70€ e o André ganha 1846,40€. Tudo bem, não fosse depois afirmar que "o André e a Joana ainda são uns privilegiados: têm emprego e recebem um pouco acima do salário médio, embora nenhum deles trabalhe menos de 9/10 horas por dia". Fiquei na dúvida, o que é "um pouco acima do salário médio"? Em Portugal, o salário médio anda à volta dos 850€, o que coloca o rendimento da Joana 55% acima desse valor e o do André 117%. É pena, mas os salários em causa não são "um pouco acima do salário médio", mas muito acima do salário médio.

publicado por Jorge Assunção às 18:39
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Terça-feira, 25 de Agosto de 2009

A treta do pico petrolífero

Leitura muito recomendada: ‘Peak Oil’ Is a Waste of Energy. Entretanto, talvez o pessoal do resistir.info queira traduzir a coisa para português, pode ser que durante o processo aprendam alguma coisa.

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publicado por Jorge Assunção às 20:28
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Construção em Espanha

O ministro adiantou ainda que se não se tivesse construído tanto em Espanha e se as instituições financeiras não tivessem concedidos empréstimos “de 120% do valor” da avaliação dos imóveis com “tanta facilidade” a situação económico deveria ser diferente.

 

Quem lê as declarações do ministro espanhol, fica com a ideia que o governo espanhol não foi um dos principais incentivadores para que o desenvolvimento do país fosse feito à custa da construção civil, construindo ele próprio infraestruturas públicas (aeroportos, TGV,  auto-estradas) como nunca na sua história. Agora, é curioso que culpe os privados, querendo sacudir responsabilidades. É normal: é que a coisa em Espanha está mesmo preta e o actual executivo está paralizado sem saber o que fazer. Más notícias para Portugal.

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publicado por Jorge Assunção às 15:50
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Terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Sobre o que o FMI diz

The fiscal response to the crisis was to increase government spending, lower taxes, and accept much larger fiscal deficits. Given the collapse of private demand, and the inability to reduce interest rates below zero, governments clearly chose the right response. But large deficits lead to rapid increases in debt, and, because debt levels were already high in many countries, such increases cannot go on for long. As large deficits continue debt sustainability comes increasingly into question. And, with it, comes the risk of higher long-term interest rates, both because of anticipated crowding out of private borrowers by government borrowers and because of a higher risk of default. How much longer can the fiscal stimulus continue? On its own, in most advanced countries, probably not very long.

 

A imprensa nacional decidiu focar o facto do FMI ter apontado num comunicado que a "retoma económica já começou". Pois, do que o FMI diz, o mais importante está no parágrafo que cito, que serve que nem uma luva na situação portuguesa. A dívida é o que mais nos deve preocupar neste momento.

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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

O pior já passou?

Não. O pior ainda está para vir: Portugal tem mais de meio milhão de desempregados. Depois do verão, esperemos que o número não pior drasticamente. E a retoma económica, infelizmente, por uma série de condicionantes, quando começar a verificar-se, dificilmente terá implicação imediata na redução da taxa de desemprego.

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publicado por Jorge Assunção às 14:28
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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009

Depressão

Na entrevista de Campos e Cunha ao i, alguns pontos importantes, sobre a governação de Sócrates: É feita de uma forma politicamente arrogante e tecnicamente errada. Sobre o Bloco de Louçã: não é um partido que tenha um programa. Tem causas. E é fabricado por ex-maoístas e ex-trotskistas, nunca arrependidos. Sobre Ferreira Leite: É uma senhora da sua geração, que tem muito pouco a dizer aos portugueses neste momento. E das poucas vezes que fala tem depois de emendar três vezes. Sobre as grandes obras públicas: O TGV significa que teremos de pagar indemnizações compensatórias permanentemente, as auto--estradas vão estar vazias e tudo vai sair dos impostos. Vamos introduzir uma rigidez brutal nos orçamentos futuros - e os orçamentos já são difíceis de fazer porque há uma grande rigidez. A dívida pública é cada vez maior, os juros serão cada vez mais elevados, os salários dos funcionários públicos têm de ser pagos, tal como as pensões, e além disso tem de se pagar as parcerias público-privadas (PPP). O que sobra para gerir depois disto é muito pouco, o que significa que o investimento público será cortado, que as prestações sociais vão ser reduzidas e a culpa disso estará nas decisões tomadas hoje. Sobre o controlo orçamental: Em 2006 e 2007 houve efectiva consolidação das contas públicas, mas em 2008 não: todos os indicadores apontam para uma alteração significativa da evolução da despesa. A crise explica tudo: Em 2008 a economia portuguesa não foi muito afectada pela crise, e nessa altura o défice orçamental sem receitas extraordinárias foi de 3,7% do PIB, de acordo com as contas do Banco de Portugal.

publicado por Jorge Assunção às 17:44
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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Iluminismo

 

Measuring Economic Growth from Outer Space (via Marginal Revolution)

 

Uma ideia interessante, imagino o quanto foi influenciada pelas imagens que demonstram o contraste entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul no que toca à iluminação à noite.

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publicado por Jorge Assunção às 18:24
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Quinta-feira, 23 de Julho de 2009

Europeu, português e algarvio

Cinco milhões de jovens sem emprego na União Europeia; Número de desempregados cresceu 28 por cento em Junho; Algarve tem em Junho o dobro de desempregados que tinha há um ano

 

E o que é que os políticos portugueses tem para apresentar de novo ao povo neste momento conturbado da história? Muito pouco ou nada. Repetem-se os cromos e as políticas. E as nossas auto-denominadas elites andam preocupadas em aparecer em claques de apoio a um ou outro candidato, denotando uma postura muito pouco critica sobre o estado do país e o desgoverno que tem sido a nossa sina nos tempos mais recentes (não me refiro só ao actual governo). Abel Mateus, no Jornal de Negócios, refere a "situação bastante séria, sem paralelo na economia portuguesa" que o próximo governo terá de enfrentar. A situação é séria, falta é aos políticos a seriedade para falar da situação como era sua obrigação. Aos políticos e às claques que por ai andam.

publicado por Jorge A. às 17:17
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Terça-feira, 21 de Julho de 2009

E eu acredito

Ministro garante que não há descontrolo das contas públicas

 

Temo é que os próximos anos, mesmo com contas públicas controladas segundo o ministro, não vão ser muito famosos. A propósito, vale a pena ler isto: Fiscal ruin of the Western world beckons. A verdade é que o próximo governo terá de decidir entre cortar despesas ou aumentar impostos. O primeiro caso, mesmo pela dimensão dos cortes que se adivinham, vão provocar os protestos que já se conhecem. O segundo caso será o caminho para o abismo. E parece-me certo que esse não será tema central da campanha eleitoral que se segue. O PS finge que está tudo sob controlo. O PSD não quer assustar ninguém para não perder eleitorado. O CDS limita a conversa ao curto-prazo, à resposta imediata à crise e não à resposta às consequências da crise. O BE e o PCP, no papel demagógico que sempre assumem, acham que a solução para tudo é aumentar a despesa (ora, pois, é mais despesa que nós precisamos) e paga tudo com mais impostos aos ricos (fantástico). Não adivinho grande futuro, nem para o país, nem para o próximo governo.

publicado por Jorge A. às 16:53
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