14 comentários:
De commonsense a 11 de Dezembro de 2009 às 21:53
Desde que seja incluídos na redução o Vara e o Jorge Coelho...
De manuel gouveia a 12 de Dezembro de 2009 às 10:10
De Jorge Assunção a 14 de Dezembro de 2009 às 14:56
Caro commonsense,

quanto ao Vara, o que é preciso é que os governantes deixem de promover amigos dentro de instituições (sejam elas públicas ou privadas), quanto ao Coelho basta não construir o TGV e prolongar contratos de contentores. Se assim não acontecesse, logo viamos o que era feito do Vara e do Coelho.
De Rui a 11 de Dezembro de 2009 às 23:38
A medida do governo Irlandês foi corajosa, talvez demais. Valor tenho de lhes dar pela redução dos ordenados a nível governamental, medida que em Portugal ajudaria e de que maneira a resolver a crise.
De Jorge Assunção a 14 de Dezembro de 2009 às 15:08
Caro Rui,

se refere-se à diminuição dos salários dos próprios ministros, concordo consigo. É preciso começar por esses. Mas por uma questão de justiça e autoridade moral. Na Irlanda, como em Portugal, o grosso das remunerações dispendidas não está nas remunerações e regalias obtidas pelos governantes.
De manuel gouveia a 12 de Dezembro de 2009 às 10:10
Como sempre, andas meio distraído... blasfémia é alguém que não tem moral para isso andar a pregar. Quando olhamos para o renovado parque da Assembleia da República, para as regalias a que qualquer gestor (privado) tem no sector empresarial do estado, julgo insultuosos que se pretenda baixar o ordenado aos professores, enfermeiros, etc...

Reduzam em 2.000cc as viaturas ligeiras que podem ser adquiridas pelo estado e pelo sector empresarial do estado, depois falamos.
De Jorge Assunção a 14 de Dezembro de 2009 às 15:04
"blasfémia é alguém que não tem moral para isso andar a pregar."

Espero que não estejas a não reconhecer a mim moral para defender a baixa de salários da função pública (e repara que na Irlanda, o primeiro-ministro também baixou os salários e regalias a todos, a começar por ele). De resto, como digo, é para mais tarde recordar. Num futuro próximo atenta à taxa de crescimento e ao desemprego da Irlanda e compara-o com o de Portugal.
De manuel gouveia a 14 de Dezembro de 2009 às 17:15
Referia-me ao senhor que citaste. O que temos a reter é que na Irlanda os salários mais altos não se fazem à custa de uma mão de obra desqualificada e barata. Não existe o fosso entre ordenados que existe em Portugal e esse é o seu segredo!
De anónimo a 12 de Dezembro de 2009 às 20:05
Isto fez-me lembrar um diálogo entre MMGuedes (no tempo em que) e o "economista de serviço" na TVI (um assim meio vesgo) de que não lembro o nome. Nem lembro exactamente o assunto só lembro que se tratava de salários de altos quadros do Estado. A tese do economista era que os salários dos ditos eram uma percentagem residual no orçamento do Estado pelo que eram irrelevantes os montantes ganhos pelos figurões. Pode ser que sim mas há a questão do EXEMPLO. Sobretudo o exemplo dos que ganhando bastamente estão sempre dispostos a reclamar de boca cheia a contenção para todos os outros que não si próprios, claro.
De Jorge Assunção a 14 de Dezembro de 2009 às 15:11
"Pode ser que sim mas há a questão do EXEMPLO."

Caro anónimo,

não pode ser que sim, é mesmo assim. Mas tem razão quanto à necessidade do EXEMPLO. E repare que o primeiro-ministro irlandês deu o exemplo.
De Marco A. a 14 de Dezembro de 2009 às 09:45
Concordo que uma redução seria benéfica, mas uma redução de salários para todos eles.

Não esquecer que na Irlanda os deputados e membros do governo diminuiriam os seus ordenados em 15% enquanto que o primeiro-ministro reduziu o dele em 20%.
De Jorge Assunção a 14 de Dezembro de 2009 às 15:14
"Concordo que uma redução seria benéfica, mas uma redução de salários para todos eles."

Eu até diria mais: não seria necessário para todos eles, podiamos deixar de fora de reduções salariais todos aqueles que ganhassem abaixo da mediana salarial nacional, que ronda os 700 euros (pois é, um valor tão próximo do salario minimo e mesmo assim metade dos portugueses que trabalham por conta de outrém não ganham mais de 700 euros).
De Livia Borges a 14 de Dezembro de 2009 às 12:03
Sim, sim... Reduzam o salário dos funcionários publicos que ganham 600 euros por mês e mantenham as regalias dos senhores directores que não pôem o seu iluminado traseiro nos seus gabinetes luxuosos... Uma medida de uma coragem a toda a prova.
De Jorge Assunção a 14 de Dezembro de 2009 às 15:22
Sim, sim, Livia... as objecções que tu e outros levantam são sempre as mesmas e visam sempre o mesmo objectivo: nada fazer. Em Portugal, caso não saibas, a mediana salarial ronda os 700 euros. Ou seja, metade dos trabalhadores por conta de outrém não ganham mais de 700 euros. Congelar todos os salários acima desse valor, desde os senhores directores, aos senhores ministros, como todos os restantes funcionários, seria do mais elementar bom senso.

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