5 comentários:
De Livia Borges a 7 de Dezembro de 2009 às 01:40
E nesse exercício, onde entrariam as nossas colónias? Num regime democráticto tínhamo-nos visto livre delas de uma melhor maneira do que aquela que se fez?
Ou teríamos feito os mesmos erros?
Será que a diferença será Salazar ou não Salazar?
Ou será que não faria diferença nenhuma, porque aqui mandam sempre os mesmos, quer seja numa ditadura ou numa democracia?
De Jorge Assunção a 9 de Dezembro de 2009 às 15:23
"onde entrariam as nossas colónias?"

No exercício económico pouco entram. O impacto da guerra colonial na economia portuguesa foi reduzido (basta pensar que durante o século XX não houve período económico mais próspero que o da década de 60). Do ponto de vista humano são de uma relevância extraordinária, mas a guerra não é uma particularidade da ditadura.

"porque aqui mandam sempre os mesmos"

Não é bem assim. Na democracia é possível criar uma sociedade civil forte como não o será em qualquer ditadura. O problema português, e é um problema que, para mim, antecede em muito Salazar, é que a sociedade, por motivos culturais, deixa-se cair demasiado na dependência de quem governa. Isto daria uma longa conversa...
De Livia Borges a 9 de Dezembro de 2009 às 17:08
Pois dava uma longa conversa...
Quando eu falei das colónias, não estava pensar somente na guerra. Estava a falar de uma forma mais geral.
De António de Almeida a 7 de Dezembro de 2009 às 11:41
E qual teria sido o destino de Portugal sem o Estado Novo? Uma democracia ou uma ditadura comunista, face aos ventos que sopraram de Espanha antes da guerra civil?
De Jorge Assunção a 9 de Dezembro de 2009 às 15:26
Pois, António. É impossível pensar o Portugal ditatorial, sem pensar no pais vizinho. Talvez fosse melhor fazer o exercício para uma ibéria democrática ao longo de todo o século XX. Mas ai ainda entrávamos em suposições mais pantanosas e complexas, tendo em conta que a guerra civil espanhola foi uma antecâmara para a guerra mundial que se lhe seguiu.

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