Sábado, 7 de Novembro de 2009
Muros
A propósito da queda do muro de Berlim, há sempre quem confunda muros erguidos para que os habitantes não fujam de determinado país, com os que constroem muros para que o seu país não seja invadido por outros povos. Embora condene todos os muros, não têm, nem de perto, nem de longe, o mesmo significado e relevância. Num caso, o país é tão pouco atractivo e mal governado, que os seus habitantes de lá querem fugir, no outro caso, o país é tão atractivo e bem governado, que habitantes de outros países lá querem entrar. É toda uma diferença.
depende também do pedreiro que o faz.
Eheheheh. Achas? Eu diria que depende também da alegria com que o pedreiro o faz, não achas?
De Livia Borges a 8 de Novembro de 2009 às 17:41
Todos os muros são condenáveis, porque são uma limitação à liberdade.
Não reconheço lições moralistas e de superioridade de um país que tem como ditado Good fences make good neighbours.
Todos os muros são condenáveis, Livia, não dúvido. Mas nem todos de igual forma. Tão simples quanto isso.
Mesmo quanto à limitação de liberdade, repara que é muito diferente teres como objectivo limitares a liberdade do teu próprio povo, do que limitares o acesso ao teu país de outros povos. No segundo caso, embora exista uma limitação à liberdade, repara que é de um grau claramente distinto. Sob o teu ponto de vista, depreendo que a existência de postos fronteiriços serão condenáveis porque, para todos os efeitos, tratam-se de limitações à liberdade.
De Livia Borges a 9 de Novembro de 2009 às 22:49
Falas assim porque julgas que estás do lado bom do muro. Se estivesses no lado mau, não falavas assim...
Noto que não te referes à minha observação sobre os postos fronteiriços. Quanto ao lado mau e bom do muro, parece que ainda vais dar razão ao que escrevo no post. Repara que o que é significativo no caso de Berlim, é que quem ergueu o muro foi o governo do lado mau, o que, por sinal, ajuda a acentuar a maldade de tal governo.
De Livia Borges a 10 de Novembro de 2009 às 23:15
Não estou a falar de "bons" e de "maus", estou a falar do lado confortável e do lado desconfortável.
Tu estás no lado confortável e é por isso que falas assim. Se estivesses do outro lado, não falarias dessa maneira, a defender uns muros que têm mais justificação do que outros.
Muros são muros e nenhum deles tem explicação.
Se bem compreendo, os postos fronteiriços não têm justificação?
Gosto de te descobrir uma defensora da total liberdade de circulação das pessoas.
De Livia Borges a 12 de Novembro de 2009 às 12:39
Gostas muito de deturpar as coisas para servir o teu ponto de vista. Se estivéssemos num país, isso chama-se regime totalitário.
Falávamos de muros, não de postos fronteiriços.
"Gostas muito de deturpar as coisas para servir o teu ponto de vista."
Calculo que estejamos a falar de coisas diferentes. É que os muros a que me refiro, e que são habitualmente comparados com o de Berlim, delimitam uma fronteira e servem para evitar a entrada de terroristas ou imigrantes ilegais. Coisa muito diferente daquilo para que o muro de Berlim servia. É que se falamos de muros tout court, até podemos começar a falar dos muros que delimitam propriedades de zonas rurais. :)
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