Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Subscrevo
As pessoas inteligentes que acham que, apesar de a legalização do casamento homossexual ser importante e necessária, não podem ser descuradas as questões essenciais da governação têm o dever quase moral de não alinhar com a manipulação da máquina. Porque se é certo que a legalização já vem tarde, não se pode dar àquela gente o gostinho de usar de forma tão descarada e desprezível algo que mexe com a sensibilidade de tantos para poder caminhar entre a chuva.
Tiago Moreira Ramalho, no Corta-Fitas.
Há quem queira transformar o instituto do referendo numa espécie de último reduto da defesa de causas que de outro modo estarão perdidas. Na impossibilidade de as bloquear de outra forma — no Parlamento — resta o referendo. Mais do que o recurso ao referendo por convicção, estamos perante um recurso instrumental.
Paulo Gorjão, no Vox Pop.
Muito bem!
Nunca haverá casamento homossexual, mesmo que o Parlamento o decrete. Como não há rodas quadradas, como o Sócrates não é engenheiro, o Vara não é sério, etc. Não é uma Parlamento nem uma maioria de deputados que pode qualificar como quer.
Podem-lhe chamar união civil (civil partnership ) como na Inglaterra. Mas o casamento é outra coisa. E quem não o perceber, não percebeu nada.
Commonsense,
a minha posição sobre a matéria é simples: união civil para todos, ou casamento civil para todos. Casamento civil para uns e união civil para outros é que não. Se o casamento é uma instituição cujo valor está acima da vontade do Parlamento e da maioria dos deputados, também devia estar fora do Estado e entregue à responsabilidade (e à valorização que lhe quiserem dar) da sociedade civil.
Subscrevo as palavras do commonsense.
Se o país está como está, a cair de podre por todos os lados, e o importante é discutir sobre o casamento vs uniao de facto dos homossexuais, então não se admirem que daqui a pouco nem a África quererá ter nada que ver com Portugal.
Há prioridades na vida e o resto é oportunismo. Nesta situação em que estamos os casos "fracturantes" são insignificantes face aos problemas reais da população.
Regionalizaçao, Salario Minimo, Recibos Verdes, Fuga ao Fisco, Politica de Obras Publicas, Corrupçao...isso sim sao questões para ocupar os senhores legisladores e que deviam preocupar os eleitores. Isso sim vai determinar se o país avança, emperra ou vai ao fundo de vez.
Não tenho nada nem em contra nem a favor ao colectivo homossexual. Simplesmente são-me indiferentes. Se querem ter uma relaçao oficial aos olhos da lei é direito seu, porque também pagam impostos, e por mim podem chamar-lhe como quiserem.
Que as pessoas se preocupem com isso a esta altura do campeonato é o pior sinal que podia vir de um país que precisa hoje mais de um abanão do que precisava há 35 anos atrás.
um abraço
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