3 comentários:
De Miguel Lourenço Pereira a 12 de Março de 2009 às 10:33
É curioso que Portugal continue na senda de valorar o pouco de realmente bom que tem.

O David Fonseca é um autor na concepção mais precisa do termo e não perde muito terreno para os consagrados norte-americanos (Buckley, Adams, ...). Ao mesmo tempo consegue ser um animal de palco capaz de explodir dinamismo em cada actuação. E tem um sentido estético pop que lhe dá a possibilidade de fazer a ponte do intimismo ao assumidamente comercial.

Como é que um camaleão destes não tem (ainda) o impacto que deveria em Portugal. Porque não o "vendemos" como deviamos fazer lá fora?

Enquanto a musica portuguesa continuar a viver de guetos e de Pavilhoes Atlanticos lotados com o Tony Carreira, andaremos sempre um kilometros atrás do resto do planeta.

Resta disfrutar verdadeiramente do pouco som original que sai de Portugal (mesmo que o seja em ingles).

PS: É preciso ter olho para incorporar uma voz tão boa e logo dar-lhe asas para voar. Até nisso o DF se destaca do resto da "malta".

Cumprimentos
De Jorge Assunção a 12 de Março de 2009 às 22:55
"e não perde muito terreno para os consagrados norte-americanos (Buckley, Adams, ...)"

Eu concordo contigo, mas este assunto é mais complexo do que isso. O DF tem muita qualidade, mas o triunfo em mercados competitivos depende também da sorte (especialmente para o tipo de música do DF, depreenda-se, porque casos de sucesso portugueses no estrangeiro são quase sempre num género de música de nicho de mercado - Mariza, Madredeus). Contudo há uma coisa que me faz gostar muito do DF - ele, sendo um cantor reconhecido em Portugal, não se importa de todos os anos ir ao South by Southwest à procura da sorte dele.

Cumprimentos.

PS: e tens razão no teu PS.
De Miguel Lourenço Pereira a 14 de Março de 2009 às 11:59
Efectivamente Portugal é um pais de vistas curtas, nisto como em tudo. Vi reportagens sobre a "internacionalizaçao" do DF e depois descubri que se reduzia a publicar o album em Italia, Espanha e Grécia. Paises que, curiosamente, sao os que menos dominam o ingles em toda a Europa.
Continuo com a esperança que, como já passou tantas vezes, que alguém se tope com uma musica sua no My Space e tenha a visão de o levar a voos mais altos.

Merece!

Um abraço

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