11 comentários:
De Daniel João Santos a 3 de Março de 2009 às 20:29
São sempre viáveis, mesmo que sejam muito baixas... enfim...

A revolta é difícil, dá muito trabalho.
De Jorge Assunção a 4 de Março de 2009 às 18:31
"São sempre viáveis"

Mesmo porque o cidadão paga, cala-se e não lhe é dada outra opção.
De Marco A. a 4 de Março de 2009 às 12:10
Quando se pensa na Segurança Social, no cada vez mais excessivo Endividamento Público, nas políticas de fomento de investimento infrutiferas, no showoff Político sem nexo, entre outros, fico com a sensação de que Portugal é cada vez mais um país de fuga para a frente...

Num país cada vez mais envelhecido como é o nosso, ao se alterar radicalmente o sistema de pensões / Segurança Social (um exemplo poderia ser a passagem de um sistema Pay-as-you-go para o Fully Funded, penso serem estes os termos), surgiriam certamente muitas outras "contra-revoltas"...

Como disseram antes, ainda que possível, a revolta neste caso é certamente muito dificil.

PS: Pode ser que quando a crise passar, e os fundos de pensões recuperarem, passemos a "potencialmente ganhar" mais uns trocos de reforma... :)
De Jorge Assunção a 4 de Março de 2009 às 18:47
"Num país cada vez mais envelhecido como é o nosso, ao se alterar radicalmente o sistema de pensões / Segurança Social"

Mas eu nem quero alterar radicalmente nada, nem quero que o Estado deixe de cumprir as responsabilidades que já assumiu. Quero tão só que reconheça os custos do modelo actual, assuma-os de vez e mude de paradigma. Uma das coisas que poucos referem sobre o badalo estudo da OCDE, mas que é de relevância extrema para perceber o problema português, como em quase todas as restantes áreas, é que dos 30 países estudados nós estávamos num grupo restricto de 7 onde o sistema é todo ele público. E este governo nada vez para mudar isso (porque mudar, como é óbvio, implica aceitar custos de curto-prazo, nomeadamente o disparar da nossa Divida Pública, que este governo não está disposto a assumir).

"Como disseram antes, ainda que possível, a revolta neste caso é certamente muito dificil."

Não me refiro a uma revolta tipo 25 de Abril, mas tão só no sentido figurado. Agora, quando os jovens aderem em massa às propostas do bloco de esquerda o que queres que te diga? Eles não só não se "revoltam", como tomam o paradigma como seu...
De manuel gouveia a 4 de Março de 2009 às 15:23
A tua inviável geração (para minha desgraça também a minha) devia fazer um 25 de Abril. Deram-se bem os rapazes... Bem resta-nos o consolo de sermos bem mais novos!
De Jorge Assunção a 4 de Março de 2009 às 18:49
O 25 de Abril, como se comprova, de pouco serviu. A minha geração devia era mudar de ideias e com isso promover uma "revolta" silenciosa...
De manuel gouveia a 5 de Março de 2009 às 11:03
Talvez estejamos a dizer o mesmo: a esta (nossa geração) pouco serviu, mas à deles... ui, ui...

Revolta silenciosa? Talvez, eu preferia algo mais radical se houvesse por aí alguém (que não eu) com a coragem para o efeito. Mas sim, chega de braços cruzados. Por onde começamos?
De Jorge Assunção a 5 de Março de 2009 às 21:23
"mas à deles"

Mesmo assim, a uma pequena parcela "deles".

"eu preferia algo mais radical"

As mais radicais tem normalmente dois efeitos: ou a situação fica pior, ou volta tudo ao mesmo. Por isso, não se recomendam.

"Por onde começamos?"

Defender ideias num blogue já é uma forma de intervenção na vida pública. Logo, de certa forma, já começamos. ;)
De manuel gouveia a 5 de Março de 2009 às 23:26
Avisa quando estivermos quase lá... que cá para mim estamos muito longe!
De stran a 6 de Março de 2009 às 19:39
"O 25 de Abril, como se comprova, de pouco serviu"

Epá e a liberdade?!? Ok, uma coisa é não gostar de como estamos agora...

Olha serviu pelo menos para dizeres que "de pouco serviu"! ;-)
De Jorge Assunção a 7 de Março de 2009 às 16:13
Stran,

toda a razão, tal é algo que importa sublinhar. Longe de mim querer voltar ao regime que vigorava antes de 1974. Mas do ponto de vista dos resultados, nomeadamente económicos, será uma mentira achar que melhoramos pós-1974. E mesmo o poder, apesar da escolha democrática, perpetua-se nos mesmos de sempre (existem grupos bem identificados que se apoderaram do actual regime - os partidos servem para eternizá-los). Mas o grau de liberdade que o 25 de Abril nos concedeu é para valorizar, certamente.

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