5 comentários:
De António de Almeida a 29 de Dezembro de 2008 às 14:02
-O Eco-alarmismo é uma indústria de sucesso, liderada por gente que sabe o que faz, como por exemplo Al Gore, um verdadeiro guru na matéria. Para fluorescer o negócio suportaram a sua "ciência" em estudos e teorias tão credíveis quanto as previsões do prof. Bambo ou do prof. Karamba... Mas facturam, por agora escapam à crise!
De Jorge A. a 29 de Dezembro de 2008 às 18:32
"O Eco-alarmismo é uma indústria de sucesso"

Não diga isso António, toda a gente sabe que só os criticos é que tem razões e financiamentos obscuros para fazerem a defesa das suas teses, nomeadamente da indústria do petróleo.

"como por exemplo Al Gore"

Não acredito que consiga questionar esse cien... politico. Afinal de contas, o homem até tem um prémio Nobel da Fis... Quim.... sorry... Paz.

"Para fluorescer o negócio suportaram a sua "ciência" em estudos e teorias tão credíveis quanto as previsões do prof. Bambo ou do prof. Karamba..."

O ritmo com que os "modelos" cientificos vão sendo adaptados para coincidir com a realidade leva-me a crer que de facto muitos estão ao nível dos dois professores citados.

"Mas facturam, por agora escapam à crise!"

E o maior problema é a factura que querem passar ao resto da humanidade.
De Nuno Gouveia a 29 de Dezembro de 2008 às 17:43
Acho curioso que baste um ano menos quente após os 10 mais quentes que há registo para se começar a dizer que o "global warming" foi provado como falso.
Devo dizer logo à partida que também não acredito que as coisas sejam tão graves como Al Gore e companhia apregoam...mas não vejo como o uso de biocombustíveis, energias renováveis e afins possa ser visto como uma má coisa. Mesmo que não fizesse efeito no ambiente, reduzia a dependência dos combustíveis fósseis. E afinal de contas não se percebe como por exemplo um país com o clima de Portugal não aproveita bem mais a energia solar (acho cómico falar-se tanto de energia nuclear primeiro do que essa).
De qualquer modo, um ano relativamente "bom" não compensa só por si os anos anteriores. Se vierem mais uns 3 ou 4 anos assim, aí já pondero mais a hipótese dos ambientalistas não serem mais que uns velhos do Restelo.
E vejamos a coisa doutro prisma...se o Eco-alarmismo é uma indústria de sucesso como dizia aqui o António de Almeida, a defesa do inverso também tem potencial para isso. Afinal, haverá muito boa gente interessada em que se confirme que podem ignorar os efeitos ecológicos do desenvolvimento.
De Jorge A. a 29 de Dezembro de 2008 às 19:07
Nuno,

"Acho curioso que baste um ano menos quente após os 10 mais quentes que há registo para se começar a dizer que o "global warming" foi provado como falso."

Primeiro, o artigo não diz "que o "global warming" foi provado como falso", diz que o "aquecimento global provocado pelo homem foi provado como falso". Ora, dado que o aquecimento global provocado pelo homem nunca foi sequer provado, o ponto do artigo é outro: o de que junto das populações este pode ser um ano importante na inversão da tendência de acreditar em toda a teoria sem grande espirito critico.

"Acho curioso que baste um ano menos quente após os 10 mais quentes que há registo"

E há registo desde quando? Qual a fiabilidade dos registos antigos? Os 10 anos que referes não foram certamente seguidos. Mais, desde 2005 as temperaturas médias tem vindo a diminuir ano após ano. 2006 foi mais frio que 2005, 2007 foi mais frio que 2006 e 2008 vai ser mais frio que 2007. Entre os próprios "crentes" já há quem comece a "adivinhar" um período mais frio nos próximos tempos (ainda vão a tempo de rever os modelos mais uma vez)... Depois, sobre a credibilidade dos registos, ainda recentemente a NASA (faz parte dos crentes) teve de rever os seus dados sobre os anos mais quentes nos EUA (forçada pelos criticos, esses malvados), e o ano mais quente, bem como a década mais quente nos Estados Unidos, é hoje aceite pelo seu instituto Goddard como a década de 30.

"mas não vejo como o uso de biocombustíveis, energias renováveis e afins possa ser visto como uma má coisa."

Ah, eu também não via problema nenhum se a adopção dessas energias fosse feita de forma voluntária e não forçada. Mas os governos estão a forçar o recurso a uma energia menos eficiente que as alternativas (petróleo, carvão) com base numa externalidade que não existe: o fim do mundo.

"E vejamos a coisa doutro prisma...se o Eco-alarmismo é uma indústria de sucesso como dizia aqui o António de Almeida, a defesa do inverso também tem potencial para isso."

Certamente, foi aliás com base na inversão desse argumento que os criticos do aquecimento global foram ignorados nos primeiros tempos - eram imediatamente colados ao lobby do petróleo, etc... mas olhando para o número de crentes e as instituições entretanto criadas para defenderem a sua tese, percebe-se como há neste momento muita gente a viver da coisa, quando até há bem pouco tempo ninguém lhes ligava nenhuma. Ao Al Gore, por exemplo, restabeleceu-lhe a carreira de politico...
De António de Almeida a 29 de Dezembro de 2008 às 22:21
mas não vejo como o uso de biocombustíveis, energias renováveis e afins possa ser visto como uma má coisa

-Caro Nuno

Separo logo ao biocombustíveis das restantes renováveis. Estas últimas têm uma relação custo/benefício, com o petróleo caro a sua rentabilidade á duvidosa, com o petróleo barato, não compensando extração a grandes profundidades, voltam a estar na ordem do dia. Em relação a Portugal, claro que fará sentido no mínimo olharmos para a energia solar, sem alarmismos, mas porque é uma riqueza natural que possuímos, da qual não faz sentido abdicarmos. Já os biocombustíveis têm sobretudo esgotado os recursos dos solos, que muita falta fazem para alimentar a população mundial, contribuindo para o aumento de preços dos produtos alimentares, mas aqui entram outra variáveis, pelo que não desenvolverei. O eco-alarmismo tem de facto sido um negócio francamente rentável, algumas figuras de Hollywood que o digam, a par de mais uns pensadores politicamente correctos, a defesa do inverso não tem o mesmo potencial, porque se alguém aparece a contestar o aq. global é logo conotado com obscuros interesses petroliferos. Mas veremos agora com Obama, não esqueço que Al Gore foi V.P. dos EUA, aguardo com curiosidade a postura da nova administração em termos ambientais.

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