Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Bruno Carvalho

Quando o Benfica dá uma goleada de 8-1 ao Vitória de Setúbal, vale a pena relembrar quem era o escolhido para novo treinador do Benfica pelo candidato pára-quedista, Bruno Carvalho: Candidato assumido à presidência do Benfica quer Carlos Azenha como técnico. Talvez Carlos Azenha tenha ido à Luz demonstrar o seu benfiquismo. Para já, demonstra ser bom técnico para o Benfica, conseguiu pôr o glorioso a ganhar por oito a um.

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publicado por Jorge Assunção às 22:30
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Japão

A ideia subjacente neste post do Manuel Gouveia importa ser discutida. Diz ele que "os japoneses optam pela via do socialismo", será mesmo assim? Parecem ter optado por um governo com maior preocupação social, é certo, mas até que ponto optaram os japoneses por algo verdadeiramente diferente do que tinham?

 

Na notícia do Público é dito alguma coisas importante sobre o assunto. 1) Os japoneses parecem simultaneamente decididos e cépticos. A grande maioria deseja uma "mudança de regime", mas apenas 24 por cento acreditam nela, contra 56 que manifestam cepticismo: não sabem aonde um governo do PDJ irá buscar fundos para financiar as políticas sociais. O que traduzido por mim dará qualquer coisa como: se o PDJ tentar mudar muito, os japoneses cortam-lhe as pernas. É isso que denota o receio com o dinheiro gasto. Se quiserem, é parecido com a falta de apoio dos americano à reforma na área da saúde de Obama. É o velho lema do 'mudar para tudo ficar na mesma'. 2) Para "rejuvenescer a política", o PDJ lançou um grande número de candidatos jovens contra os veteranos do PLD. Mas os líderes que encarnam a mudança vêm da velha escola do PLD. O PDJ é um partido recente, com pouco mais de 13 anos de existência, e parte dos seus quadros deriva do próprio PLD, dúvido que venha daqui grande mudança. 3) Para alguns analistas, mais do que uma vaga de entusiasmo pelo PDJ, há a vontade de punir o PLD. Não me admira que assim seja, e acho que os japoneses nisso fazem bem. Dificilmente um partido que está há 54 anos no poder não criou tentáculos pela sociedade japonesa. Mas isso para mim diz muito mais sobre a necessidade que os japoneses revelaram por substituir as caras e os interesses, do que por substituir as ideias típicas do PLD. 4) "Alguns japoneses comparam o colapso do PLD à queda do Muro de Berlim", escrevia em Junho de 1993 o correspondente da Economist no Japão, após uma cisão do partido, que levou a um interregno de 10 meses, o único período em que os liberais-democratas não governaram. Foi assim que terminou em 1993, o PLD só esteve afastado do poder durante 10 meses. Desta vez deverá demorar mais tempo, mas não me admira nada que nas próximas eleições, caso façam uma renovação de caras, voltem ao poder. 5) A ascensão do PDJ é indissociável da ruptura do contrato social e do modelo paternalista que acompanharam o "milagre económico". Ou seja, os japoneses estão descontentes porque a sociedade mudou. Infelizmente, o modelo paternalista desapareceu porque não era sustentável. Mas isto demonstra o quanto a sociedade japonesa é conservadora e dificilmente aceitará qualquer mudança radical. Resumindo, aquilo que alguns denominam por mudança é, afinal, uma última tentativa dos japoneses para nada mudar.

 

Basicamente, a minha ideia sobre o que se passa no Japão é que o PDJ será tão diferente do PLD quanto o PS é diferente do PSD. Ou seja, não existirão grandes diferenças. Uma sociedade que andou durante 54 anos a votar no mesmo partido e nas mesmas ideias revela um conservadorismo acentuado que não muda de um dia para o outro. Claro que esse conservadorismo também ajudou a paralizar o Japão durante a década de noventa, quando o país necessitava de reformas e os líderes do PLD mostraram-se incapazes de as realizar. Apesar disso, e tirando aquele período de dez meses, os japoneses continuaram a votar nestes, em boa parte numa demonstração de gratidão por um partido que havia pegado num Japão devastado pela guerra e transformou-o na segunda maior economia mundial.

publicado por Jorge Assunção às 15:47
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É mesmo?

TAP tem uma “situação financeira crítica”. E continuará a ter enquanto os governos não permitirem que a gestão da TAP, seja ela pública ou privada, seja feita sem ter em conta interesses políticos. A empresa, entretanto, é um verdadeiro buraco para onde o dinheiro do contribuinte é atirado ao desbarato.

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publicado por Jorge Assunção às 15:36
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Domingo, 30 de Agosto de 2009

Incentivos

O contribuinte suporta: Mário Lino admite intervenção do Governo na greve da TAP. Aqui há uns dias, a notícia era esta: Presidente da TAP acusa sindicatos de fazerem política em ano eleitoral. Pois se o governo cede, porque raio não haviam os sindicatos de fazer greve? O contribuinte é que paga e cala-se. E a TAP e a Groundforce mantêm-se no vermelho.

publicado por Jorge Assunção às 10:54
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Sábado, 29 de Agosto de 2009

Actores

 

O acordo ortográfico é um assassinato à língua portuguesa. Ninguém duvide disso.

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publicado por Jorge Assunção às 13:55
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Zapatero a levar Espanha pelo mau caminho

Zapatero confirma que habrá subidas de impuestos, aunque "limitadas" y "temporales"


Una ruptura que, insistió Zapatero, estuvo motivada por las pretensiones de la CEOE de introducir una reforma laboral, lo que no aceptaron ni el Gobierno ni los sindicatos.

 

Aumentar os impostos? Sim. Reformar o mercado de trabalho? Não. Se aumenta os impostos, mas não produz qualquer reforma estrutural, seja no mercado de trabalho, seja noutro lado qualquer, o problema de base irá manter-se. Temo pelo futuro próximo de Espanha.

publicado por Jorge Assunção às 13:53
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

Bota-abaixismo

O querido líder adiou para a próxima terça-feira a entrevista com Judite de Sousa, estava prevista para hoje. Será que esta é uma decisão que tem como motivo permitir ao nosso querído líder usar a entrevista para bota-abaixismo ao programa do PSD? Como eu os compreendo.

publicado por Jorge Assunção às 17:20
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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Salário Médio

O Eduardo Pitta conta a história de um casal, a Joana e o André. Na história diz-nos que a Joana ganha 1320,70€ e o André ganha 1846,40€. Tudo bem, não fosse depois afirmar que "o André e a Joana ainda são uns privilegiados: têm emprego e recebem um pouco acima do salário médio, embora nenhum deles trabalhe menos de 9/10 horas por dia". Fiquei na dúvida, o que é "um pouco acima do salário médio"? Em Portugal, o salário médio anda à volta dos 850€, o que coloca o rendimento da Joana 55% acima desse valor e o do André 117%. É pena, mas os salários em causa não são "um pouco acima do salário médio", mas muito acima do salário médio.

publicado por Jorge Assunção às 18:39
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Da série: gosto muito desta versão

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publicado por Jorge Assunção às 16:25
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Terça-feira, 25 de Agosto de 2009

A treta do pico petrolífero

Leitura muito recomendada: ‘Peak Oil’ Is a Waste of Energy. Entretanto, talvez o pessoal do resistir.info queira traduzir a coisa para português, pode ser que durante o processo aprendam alguma coisa.

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publicado por Jorge Assunção às 20:28
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Construção em Espanha

O ministro adiantou ainda que se não se tivesse construído tanto em Espanha e se as instituições financeiras não tivessem concedidos empréstimos “de 120% do valor” da avaliação dos imóveis com “tanta facilidade” a situação económico deveria ser diferente.

 

Quem lê as declarações do ministro espanhol, fica com a ideia que o governo espanhol não foi um dos principais incentivadores para que o desenvolvimento do país fosse feito à custa da construção civil, construindo ele próprio infraestruturas públicas (aeroportos, TGV,  auto-estradas) como nunca na sua história. Agora, é curioso que culpe os privados, querendo sacudir responsabilidades. É normal: é que a coisa em Espanha está mesmo preta e o actual executivo está paralizado sem saber o que fazer. Más notícias para Portugal.

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publicado por Jorge Assunção às 15:50
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Domingo, 23 de Agosto de 2009

FedEx Era

"Unfortunately I was born in the wrong era"

 

Novak Djokovic, após perder a final do Cincinnati Masters para Roger Federer (que, para minha felicidade, eliminou pelo caminho Andy Murray, para infelicidade de muito inglês).

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publicado por Jorge Assunção às 21:48
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Algumas notas sobre o futebol português

Ramires salva Benfica em cima dos 90’

 

Por esta altura, o ano passado, a equipa do Futebol Clube do Porto parecia não jogar futebol nenhum, no entanto, ganhou o campeonato com exibições na segunda volta de luxo. Jorge Jesus segue no Benfica a receita de sucesso dos dragões o ano passado. Mas há uma coisa que me parece clara: o futebol português é o que é, ou seja, metade é futebol, a outra metade é fazer amor. Entenda-se fazer amor numa concepção violenta, com os adversários do Benfica sempre coladinhos aos jogadores do glorioso, a trabalhar nas costas. Não é por isso de estranhar a pancada, na lógica amorosa do quanto mais me bates, mais gosto de ti,  que é norma do nosso campeonato. Entretanto, e esquecendo o Benfica por momentos, é impressão minha ou assim que o Liedson tornou-se português deixou de marcar golos?

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publicado por Jorge Assunção às 20:05
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Corrupção

A ler este excelente artigo do WSJ sobre a Rússia: One of the major obstacles to conducting business in Russia is the all-pervasive corruption. Because the government plays such an immense role in the country's economy, controlling some of its most important sectors, little can be done without bribing officials. A recent survey by Russia's Ministry of the Interior revealed, without any apparent embarrassment, that the average amount of a bribe this year has nearly tripled compared to the previous year, amounting to more than 27,000 rubles or nearly $1,000. To make matters worse, businesses cannot rely on courts to settle their claims and disputes, and in extreme cases resort to arbitration.

 

 

O que me fez lembrar este artigo da Heritage sobre a corrupção e as suas causas: To fight corruption and informality, it is essential to understand that corruption is a symptom--of overregulation, lack of rule of law, a large public sector--not the root of the problem. The perceived problem is unethical/corrupt behavior of the private sector, which leads the government to press more on private-sector activities. The real problem is the government action/regulations causing undesired behavior of the private sector. The optimal solution would be to eliminate burdensome regulations so that unethical behavior does not occur.

 

Quanto maior regulação, maior o peso do sector público e maior a incapacidade da justiça, maior a corrupção esperada. Afinal, o que é o Freeport?

publicado por Jorge Assunção às 11:31
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Sábado, 22 de Agosto de 2009

O "Efeito Viagra"

The report, by Brazil's National Social Security Institute (INSS), showed that a trend of men in their 60s marrying women half their age was leaving a big pool of young widows collecting benefits for much longer than anticipated. "The social security system was planned so that the wife receives her husband's pension for only 15 years or so. With growing life expectancy and remarriages with much younger women, benefits today stretch out over 35 years," the author of the study, Paulo Tafner, explained to AFP.

publicado por Jorge Assunção às 17:01
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Taxar os ricos

In the three decades after World War II, when the incomes of the rich grew more slowly than those of the middle class, the top marginal rate ranged from 70 to 91 percent. Mr. Piketty, one of the economists who analyzed the I.R.S. data, argues that these high rates did not affect merely post-tax income. They also helped hold down the pretax incomes of the wealthy, he says, by giving them less incentive to make many millions of dollars. (via: Greg Mankiw)

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publicado por Jorge Assunção às 16:46
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Porto Livre

Depósitos avultados por explicar nas contas de Carlos Guerra

 

Segundo o SOL apurou, Carlos Guerra alegou, nas declarações já prestadas no processo, que o dinheiro se referia a partilhas antecipadas que o sogro foi obrigado a fazer após a falência de uma sua empresa – uma explicação considerada frágil.

 

Há quem tenha um primo na Suiça, há quem tenha sogros com empresas falidas. E há quem pense, como eu, que José Sócrates está envolvido até à raiz dos cabelos neste caso.

publicado por Jorge Assunção às 17:27
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

Pelo cano abaixo

 

A reforma da saúde prometida por Obama cada vez mais enfraquecida à medida que a popularidade do presidente vai desaparecendo (via: gallup).

publicado por Jorge Assunção às 23:42
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Prioridades

Preferi ver a goleada do Benfica sobre o Poltava do que a entrevista de Ferreira Leite. Terei perdido alguma coisa? A avaliar pelos temas da entrevista, não terei perdido grande coisa. Mas já o ataque do Benfica a carburar é uma coisinha bonita de ver.

publicado por Jorge Assunção às 21:59
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Prawns and other illegal aliens

Paying tribute to the grungy, violent science fiction of the 1980s, like “Terminator” or “RoboCop”,“District 9” revives the tradition of satirical comment that once enlivened the genre before globe-straddling film-makers started producing over-advertised extravaganzas spawned by toys (Mr Blomkamp’s budget would barely pay the catering bill of one of the summer’s blockbusters).

 

Como digo num post anterior: um filme que promete.

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publicado por Jorge Assunção às 17:10
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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

O pensamento colectivista dos críticos de cinema

O critico Armond White chocou alguns utilizadores do Rotten Tomatoes por causa da sua crítica a propósito do filme District 9 (um filme que promete), isto porque o filme estava com um rating de 100% (na altura com 49 criticas) e foi a critica deste a primeira que era negativa para o filme, o que lhe retirou o score perfeito no site de avaliação de filmes (entretanto, o rating já desceu para 88%). Outro crítico, Roger Ebert, saiu, e bem, em sua defesa. Contudo, passadas poucas horas, Ebert decidiu acrescentar esta adenda na defesa que havia feito de White:

On Thursday night I posted in entry in defense of Armond White's review of "District 9." Overnight I received reader comments causing me to rethink that entry, in particular this eye-popping link supplied by Wes Lawson. I realized I had to withdraw my overall defense of White. I was not familiar enough with his work. It is baffling to me that a critic could praise "Transformers 2" but not "Synecdoche, NY." Or "Death Race" but not "There Will be Blood." I am forced to conclude that White is, as charged, a troll. A smart and knowing one, but a troll.

Para Robert Ebert, afinal, White perdeu valor enquanto critico porque, repare-se, valorizou mais o Transformers 2 ou o Death Race do que o Synecdoche, NY ou o There Will be Blood. Isto diz muito sobre o mundo dos criticos de cinema: o que se pode retirar do texto de Ebert é que alguém que tenha as preferências de White deve ser automaticamente desqualificado pelos colegas de profissão. Talvez isto explique o porquê que, como refiro várias vezes, os críticos pareçam ser uma escola colectiva de pensamento, em vez de terem um pensamento individualizado e original. Quem pensa fora do círculo, perde prestigio e é enxovalhado. O sinal aqui dado é: se queres ser um de nós, pensa como nós.

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publicado por Jorge Assunção às 17:21
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Bloguer Profissional

No Simplex, há quem esteja lá para publicar uns desenhos, mas não vá votar PS. Presumo que esteja a ser pago para desempenhar a função em causa. Interessante.

publicado por Jorge Assunção às 00:39
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