Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Sondagem

Tanto post em torno do Freeport e do Australian Open que tornou-se imperativo acentuar a pluralidade de temas abordados pela minha pessoa neste remoto espaço. A russa Irina Sheik achou por bem ajudar a abalar as fundações deste blogue e contribuiu com três análises filosóficas interessantes: uma sobre a necessidade de restricções ao jogo, outra sobre a reprodução dos coelhos e outra sobre navegação em alto mar. Numa tentativa de promoção da interactividade é ainda solicitado ao prezado leitor que se pronuncie sobre a qualidade argumentativa dos referidos indicando qual o de maior interesse (eu e a Irina agradecemos desde já a participação activa):

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Irina, a Marinheira

 

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Irina, A Coelhinha

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Irina, A Jogadora

 

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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

DVD

A carta rogatória oficial das autoridades inglesas é devera interessante:

O primeiro e o segundo requerimento para a Avaliação de Impacto Ambiental foram reprovados pelo Ministério do Ambiente português no ano 2000. Charles Smith alegou, num interrogatório feito pela Polícia de Londres que a Smith&Pedro foi abordada entre estes dois requerimentos para o pagamento de um suborno considerável para que a aprovação fosse assegurada.

O que vem de acordo com as palavras do tio de Sócrates sobre o caso. Tio de Sócrates que, relembre-se, as autoridades portuguesas ainda não decidiram ouvir. Seria também importante saber quem é que alegadamente abordou Smith durante esse período para pagamento de suborno.

O primeiro e o segundo requerimento para a Avaliação de Impacto Ambiental foram reprovados pelo Ministério do Ambiente português no ano 2000. [...] No dia 17 de Janeiro de 2002, os representantes da Smith&Pedro e da Freeport tiveram uma reunião com as entidades portuguesas, incluindo o ministro do Ambiente à época, José Sócrates, para discutir uma terceira apresentação da avaliação de impacto ambiental.

Isto explica porque o chumbo duplo do projecto antes da sua aprovação não serve de desculpa para nada. O contacto de Sócrates com os elementos da Freeport dá-se posteriormente. 

No dia 17 de Janeiro de 2002, os representantes da Smith&Pedro e da Freeport tiveram uma reunião com as entidades portuguesas, incluindo o ministro do Ambiente à época, José Sócrates, para discutir uma terceira apresentação da avaliação de impacto ambiental. Participaram nesta reunião Sean Collidge, Charles Smith, Gary Russel, Manuel Pedro, José Sócrates e outros funcionários públicos e municipais portugueses.

A tal reunião que Sócrates confirma e a data que o ministro Pedro Silva Pereira desconhecia aquando da entrevista com Mário Crespo. A data é relevante porque coloca a reunião depois dos chumbos e porque o acelerar do processo dá-se imediatamente depois desta. Atente-se que a 17 de Janeiro de 2002 já António Guterres tinha apresentado a sua demissão. Estamos a falar de um caso que, supostamente, Sócrates tinha delegado a responsabilidade ao seu secretário de estado e que, nem por acaso, já em funções num governo de gestão decide participar numa reunião sobre o mesmo. 

Alegadamente, neste mesmo dia, o ministro do Ambiente, José Sócrates, reuniu depois com Sean Collidge, Charles Smith, Gary Russel e Manuel Pedro. Nesta outra reunião, José Sócrates terá alegadamente feito um pedido equivalente a um suborno para assegurar que a Avaliação de Impacto Ambiental fosse aprovada favoravelmente.

A alegada existência desta segunda reunião no mesmo dia é ponto chave para ajudar a perceber o que se passou. 

Estas alegações são extraídas da Carta Rogatória da Procuradoria Geral da República do Montijo, de 12 de Agosto de 2005, suportada por uma série de emails retirados de computadores apreendidos nos escritórios da Smith&Pedro pela Polícia Judiciária portuguesa.

Ou seja, tudo isto parte de investigação portuguesa que misteriosamente pouco tempo depois foi remetida ao esquecimento (obs: Ex-director da Judiciária demitido por este Governo diz ter dado prioridade à investigação do caso Freeport). Até aqui Cândida de Almeida falou a verdade, mas depois vem isto: 

Estas alegações também foram feitas por Charles Smith numa reunião com Alan Perkins (ex-funcionário da Freeport) e com João Cabral no escritório da Freeport em Portugal no dia 3 de Março de 2006. Alan Perkins gravou um vídeo da reunião sem o conhecimento de Charles Smith. Este vídeo encontra-se em anexo a um depoimento recolhido pela polícia de Londres, que foi divulgado às autoridades portuguesas.

Tendo em conta a versão que a policia portuguesa investigou, a policia inglesa tem acesso posteriormente ao tal DVD onde a versão parece confirmar-se. É aqui que Cândida Almeida mente, quando dá a entender que as suspeitas inglesas só partem das suspeitas portuguesas de 2005 que entretanto perderam fundamento. Perderam fundamento para a investigação portuguesa (que não aceita o DVD como prova), mas ganharam mais força junto das autoridades britânicas (exactamente porque há um DVD que as confirma). Repare-se que o DVD não é a única coisa relevante aqui, também existe a palavra de Alan Perkins sobre o que teria dito Charles Smith (a validação do DVD pelas autoridades inglesas permite contudo que perante a justiça inglesa não exista somente um caso de palavra contra palavra, entre a versão de Perkins e a versão de Smith - ou seja, a palavra de Perkins sobre o que lhe teria dito Smith ganha reforçada credibilidade).

 

O resto da carta nada de novo acrescenta. Depois de 17 de Janeiro o processo é aprovado com celeridade acentuada (obs: Última avaliação ambiental do Freeport de Alcochete foi a mais rápida de que se tem registo desde 1995) e é alegado o pagamento de "luvas" através da Smith & Pedro como compensação pela resolução do processo.

 

Deixo ainda outros pontos sobre o processo. A procuradora Cândida Almeida deu a entender, como é costume nestas coisas, que em parte o processo é demorado porque há falta de meios (referiu que estavam três pessoas afectas ao processo). Para quem tem falta de meios é curioso como tenham tempo para ir investigar a violação do segredo de justiça no caso em questão com tanta pressa. Também já não há pachorra para ver Sócrates e a sua vitimização, retratado magnificamente na declaração que fez ontem onde refere "poderes ocultos" e "campanhas sujas" sem concretizar. E isto, Santos Silva indignado contra "continuação de campanha política", é absolutamente formidável, em primeiro lugar porque diz proferir tal afirmação enquanto cidadão, pelo que se os jornalistas tomassem tal declaração a sério, fariam bem em não lhe dar qualquer relevo (o relevo da mesma parte do facto do sujeito em causa ser ministro), em segundo lugar porque quando questionado sobre os autores da campanha respondeu com um "não sou investigador, não sei responder".

 

Neste momento tenho sérias dúvidas em acreditar quer no primeiro ministro (não só por este caso, mas há um histórico que não me esqueço de onde o caso da licenciatura é o mais relevante) quer na justiça portuguesa. E mais do que a avaliação criminal sobre o caso (que não a posso fazer, tal tarefa deve ser deixada à justiça, por muito má que seja), é minha avaliação politica que o actual primeiro ministro devia demitir-se ou ser demitido.

publicado por Jorge A. às 14:50
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Na Terra dos Cangurus X

 

Domingo. Oito e meia da manhã. Eurosport. Acaba de ganhar um interesse renovado para a minha pessoa. É que parece que é mesmo assim:

 

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publicado por Jorge A. às 14:23
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Na Terra dos Cangurus IX

 

Há uns tempos que estou para escrever este post, porque no ténis as vitória de uns são alicerçadas nas derrotas de outros e pouco ser é mais representante do grupo de derrotados que Andy Roddick. Não que ele seja o que mais perde, longe disso, quem dera muita gente ter no bolso um grand slam como Roddick tem ou chegar às fases finais das grandes competições regularmente como ele chega - afinal de contas estamos a falar de um tipo que a par de Federer apresenta a maior duração de anos no top 10 mundial a cada fim de ano. Mas entre os derrotados, Roddick é o que mais sobressai, e assim é porque toda a sua mediocridade fica revelada perante o parcial negativo de 2 jogos ganhos para 16 perdidos que tem contra Federer. Podia aqui falar no suor do esforço que corre da cara de Roddick a cada humilhação que leva do relógio suiço, sem que em Federer sobressaia a mais pequena pinga de esforço e tudo aparente uma calma natural só ao alcance dos deuses do Olimpo, mas não é só o suor ou falta deste que torna os confrontos entre ambos memoráveis.

 

Memoráveis aqui, entenda-se, do meu ponto de vista, porque a história não tardará em fazer esquecer quem era o opositor de Federer. Mas é ao esquecimento a que Roddick será relegado pela história que está o molho da questão. É que nunca, em momento algum, um jogador como Roddick seria completamente eclipsado como o tem sido nos últimos cinco anos. Foram três finais (duas em Wimbledon e uma no US Open), duas semi-finais (ambas no Australian Open) e uns quartos-de-final (US Open) em que o carrasco teve o mesmo nome. E perante a dureza destes factos, é incompreensível como Roddick ainda não se enfiou num buraco e desapareceu. Pelo contrário, insiste em esforçar-se cada vez mais no campo, sabendo de antemão que quando chega a altura, é massacre que o espera.

 

Recorda-me a obra prima de Milos Forman, Amadeus. Salieri sempre foi um compositor dotado, mas perante o génio de Mozart, até ele foi reduzido à sua mediocridade. Não há melhor analogia para descrever a relação de Federer com Roddick do que a relação entre Mozart e Salieri.

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publicado por Jorge A. às 14:19
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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Poderes Ocultos

A entrevista de Cândida de Almeida à RTP traz nova luz ao processo. Afinal de contas já existem suspeitos, o que não existe são fortes suspeitos. E a policia britânica sempre respondeu, não deu foi uma resposta total. Há outra coisa que vem ao de cima a ouvir Cândida de Almeida, a ideia de que temos incapazes à frente da justiça ou, no minimo, que temos uma justiça incapaz, paira no ar.

 

Adenda: Cândida de Almeida disse que na avaliação feita sobre a actividade das instituições não devia pairar um clima de desconfiança. Se as instituições não utilizassem meias verdades para descrever processos como as que cito acima, talvez ajudasse.

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publicado por Jorge A. às 21:19
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Suspeitos e Arguidos

Freeport: Não há dados relevantes que indiquem que há suspeitos, diz PGR

 

O primeiro-ministro remeteu ontem os jornalistas sobre o caso para a procuradora Cândida de Almeida. A PGR hoje emite um comunicado. O primeiro-ministro apanha a onda e logo anuncia que vai voltar a falar ao país.

 

Mas o que é um suspeito? Como se faz buscas a alguém que não é suspeito? Se não há suspeição, bem podem logo dizer que não há qualquer investigação. O que de facto não havia e parece que querem manter não havendo. A investigação é toda da policia britânica e dos jornalistas portugueses.

 

E continuam os jornalistas dos fretes. Agora mesmo na RTP o jornalista de serviço afirmou que o comunicado da PGR desmente as noticias do dia que apontavam Sócrates como suspeito. Não sei se é ignorância, se pura má fé. Sei é que se é certo que o comunicado diz que no processo Freeport não há suspeitos para a justiça portuguesa, nada diz sobre as noticias de hoje que dão conta que Sócrates é suspeito para a justiça inglesa.

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publicado por Jorge A. às 13:57
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Na Terra dos Cangurus VIII

 

Passo a passo, como que previamente programado por uma qualquer entidade celestial, o universo tenistico caminha para a normalidade.

 

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publicado por Jorge A. às 13:34
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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Agradecimento (II)

Ao Joshua pela simpática referência cá ao sitio (mais um dardo para o curriculum).

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publicado por Jorge A. às 20:27
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Senhor Professor Doutor

Freitas do Amaral garante legalidade administrativa do licenciamento do Freeport

 

Há por aí quem dê grande validade à opinião do senhor professor doutor Freitas do Amaral, como se a palavra do senhor professor doutor fosse coisa especial só porque é proferida pela boca do senhor professor doutor. E o que disse o senhor professor doutor de especial: nada. Não disse nada de novo, nem acrecentou qualquer ponto de vista diferente do que já se ouvia por aí, mas há quem lhe queira dar muito valor porque trata-se do senhor professor doutor. A validade do argumento é assim relegada para segundo plano e o que é valorizado é a (suposta) autoridade da pessoa que profere o argumento. Nada de novo por este país. O mesmo muitas vezes foi feito em relação à palavra do senhor professor doutor Cavaco Silva ou do senhor professor doutor Mário Soares. Mais recentemente, o economista Paul Krugman é o senhor professor doutor internacional favorito de muita gente (não há jornal em que a sua opinião não seja citada). Este é um país onde a maioria dos cidadãos perderam o seu espirito critico, por isso não é de estranhar que o governo já nem se dê ao trabalho de ter vergonha na cara na utilização de farsas como esta.

 

Vale que nestas coisas existem senhores professores doutores para todo o gosto, Governo de gestão desrespeitou Constituição, diz o antigo ministro socialista João Cravinho.

 

E, ainda mais interessante, refere o Público: Proposta de alteração da ZPE diz claramente que o objectivo incluía o outlet. Quero alertar para o facto de que a noticia do Público desmente as declarações do actual primeiro-ministro, do actual ministro da presidência e do à altura secretário de estado do ambiente. Num país que tanto gosta de respeitar a autoridade da palavra do senhor professor doutor, deveria causar, pelo menos, alguma impressão que os seus politicos continuem a usar da mentira para sua defesa (já agora, existe por aí algum senhor professor doutor para me explicar em como é que este tipo de noticias resultam da violação do segredo de justiça? Just checking).

publicado por Jorge A. às 12:04
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It's Me Against the Russians *

 

Para esta preta ainda não estava chegada a altura de desfrutar das belas praias australianas. Que jogadora fantástica!

 

 

* Serena Williams a descrever a próxima fase do Australian Open

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publicado por Jorge A. às 04:24
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

No País do Faz de Conta

Carlos Nunes Lopes tem um conjunto de posts de leitura obrigatória:

 

O "alegado" estudo da OCDE sobre a Educação

O "alegado" estudo da OCDE sobre a Educação (II)

O "alegado" estudo da OCDE sobre a Educação - os peritos independentes

O "alegado" estudo da OCDE sobre a Educação - a metodologia

O "alegado" estudo da OCDE sobre a Educação - quem contactou com os peritos?

Uma amostra representativa

Faltou-lhe um logotipo assim

 

O governo propaganda no seu melhor. E fica a pergunta: como é que nenhum jornalista deu pela coisa?

 

(via: O Afilhado)

publicado por Jorge A. às 20:51
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Obra Feita

Autarca de Faro diz que obras na pista de atletismo são legais

Uma notícia publicada, esta terça-feira, no Correio da Manhã indica que o Tribunal de Contas detectou «irregularidades superiores a 530 mil euros em 10 contratos adicionais na construção da pista de atletismo de Faro e na empreitada de dois corredores adicionais».

 

Perante esta notícia, o socialista José Apolinário assumiu as alterações introduzidas e considerou que a decisão do seu executivo foi a melhor para a cidade, acusando a gestão anterior (PSD) de ter a obra parada e de apresentar um projecto minimalista para os interesses da capital algarvia.

 

O socialista acusou ainda o PSD de estar por detrás de divulgação de um documento confidencial do Tribunal de Contas e mostra-se convicto de, em sede própria demonstrar a regularidade de todo o processo.

O que se quer para a cidade de Faro é obra feita, parada é que nunca. E minimalista? Por amor de Deus, em Faro quer-se tudo em grande, a começar pelo monumento de betão que se encontra às portas da cidade e a que convencionaram chamar estádio do Algarve. Mas não está o municipio super endividado? E isso interessa? O que se quer é obra feita por oposição a não fazer nada. Mas se não há dinheiro (talvez isso justifique que a obra estivesse parada)? Que se lixe. Mas não havia melhor sitio para gastar tanto dinheiro? Iremos provar que o processo em causa é legal e ainda sobra tempo de acusar o partido da oposição por qualquer coisinha.

publicado por Jorge A. às 20:00
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Terra dos Cangurus VII

 

O meu interesse no sector feminino, com a derrota de Dokic hoje de manhã, fica unicamente associado à presença de Serena Williams na competição. Mas o que mais importa no dia de hoje verificou-se no sector masculino, em primeiro lugar porque tivemos a derrota inesperada de Novak Djokovic por desistência, o que prejudica seriamente o espectáculo, uma vez que o seu opositor que acaba por seguir em frente, Andy Roddick, é um jogador tão banal se lhe retirarmos o serviço que mete dó.

 

Mas, mais importante ainda, espelhado no parcial de 6/3, 6/0 e 6/0 fica a vitória estrondosa de Roger Federer frente ao número seis do ranking mundial, Juan Martin del Potro. Foi há um ano atrás que Federer atingiu as meias-finais deste mesmo torneio já afectado por uma, nessa altura ainda não identificada, mononucleose. Desde aí parece-me consensual assumir que o grande jogador suiço nunca mais apresentou o nível de jogo que o caracterizava anteriormente (apesar de mesmo assim ter atingido a final de Roland Garros, Wimbledon e ganho o US Open). Mas do que tenho visto até agora, e mesmo tendo em conta o confronto com Berdych onde foi obrigado a recorrer aos cinco sets, o relógio suiço parece estar perfeitamente afinado. Parece-me também que Rafael Nadal encontra-se em muito melhor forma neste inicio de época do que foi o normal em todas as épocas anteriores, pelo que no universo tudo conflui para essa final de sonho entre os dois número um mundial. Escuso de dizer por quem torço.

 

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publicado por Jorge A. às 12:30
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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Na Terra dos Cangurus VI

 

Ao fim do dia de hoje, nos courts de ténis australianos, o ar é melhor para respirar. O britânico e mal amado por estas bandas, Andy Murray, foi afastado do Australian Open (a esta hora ainda só imagino o melão da imprensa britânica, mas já vou dar uma vista de olhos pela mesma para sorrir um bocado). O autor da proeza, Fernando Verdasco, que assim em pouco tempo consegue deixar muito boa gente feliz. Isto porque se agora eliminou Murray, ainda há pouco tempo decidiu fazer regressar Ana Ivanovic ao mercado dos solteiros.

 

Parece é que enquanto Verdasco há muito partiu para outra e está melhor do que nunca, Ivanovic anda a curar as mágoas e demora a voltar ao seu melhor. Torna-se assim um imperativo encontrar alguém para preencher o vazio na vida de Ivanovic. Candidatos?

 

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publicado por Jorge A. às 19:44
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Na Terra dos Cangurus V

 

As coisas não foram fáceis no inicio da jornada do dia de hoje no grande slam australiano. Começou com a desistência de Gael Monfils e depois, quase que por encomenda da providência, com a desistência de ambas as adversárias de Svetlana Kuznetsova e Serena Williams, cujo destino providenciou encontrarem-se agora nos quartos de final do Australian Open.

 

Mas das desistências, merece especial referência a da adversária da mana Williams, Victoria Azarenka, que contrariando o seu primeiro nome, mas fazendo juz ao segundo, foi obrigada a dar-se como derrotada após problemas respiratórios provocados em parte pelo intenso calor que se faz sentir em Melbourne.

 

A jogadora bielorussa saiu uma primeira vez para receber assistência médica. Mas ao regressar percebia-se que a condição em nada melhorara. A sombra mantinha-se a sua melhor amiga e a cada jogada mais, o cambalear acentuava-se. Desistiu em lágrimas e após insistência de familiares e amigos que estavam nas bancadas. Nunca gostei muito de Azarenka, ontem fiquei a gostar mais um bocadinho. Há poucos desportos onde o individuo tenha de apresentar tanta resistência, quer fisica, quer psicológica, para estar entre os melhores. Há ali um empenho e sacrificio pessoal pouco visto noutras modalidades. Azar para Azarenka, na foto, espero sinceramente melhor sorte para a próxima.

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publicado por Jorge A. às 08:45
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Domingo, 25 de Janeiro de 2009

A Verdade II

Uma das polémicas surgidas em torno de Slumdog Millionaire foi a de que a maior estrela do cinema indiano, Amitabh Bachchan (cuja referência no filme de Danny Boyle é parte integrante da história), teria feito criticas muito duras ao filme. Ainda sexta-feira era feita referência ao caso no Público, numa coluna de opinião sobre o filme, como tratando-se da verdade (escusado será dizer que a opinião do autor de tal coluna sobre o filme era negativa). Tal não teria mal nenhum, não fosse pura e simplesmente resultado de uma não noticia criada por certa imprensa, entretanto desmentida por Bachchan. Podem ler o desmentido feito no blogue pessoal de Bachchan aqui. A história só por sí era falsa, como todo aceitaram a mesma como verdadeira, Bachchan foi obrigado a emitir um desmentido público e fê-lo dia 20 de Janeiro, terça-feira. Três dias depois a mesma ainda era relatada nas páginas do Público como sendo a verdade.

 

Adenda: para complementar, fui à procura do texto em causa que refiro do Público, encontrei-o. Na Ípsilon em edição on-line datada de quinta-feira (um dia antes da edição em papel), aqui. Verdade seja dita que Vasco Câmara tem o cuidado de referir que baseia-se em informação do jornal inglês The Guardian, mas nada invalida que à data de publicação da sua opinião, já o desmentido de Bachchan fosse conhecido.

 

Adenda2: edição do Público de dia 26 Janeiro de 2009, secção de cultura, página 10 do segmento P2, um artigo intitulado "Filme de Danny Boyle candidato aos Óscares está a provocar protestos e elogios na Índia", a certa altura é dito e passo a citar "Um dos ícones do cinema indiano, Amitabh Bachchan, cujo "duplo" aparece no filme como objecto de devoção da personagem principal, criticou Quem quer ser Bilionário? pelo retrato de uma Índia devorada pela pobreza". Pode ser que um dia o Público apresente uma rectificação da noticia.

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publicado por Jorge A. às 21:05
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A Verdade

Estreou a semana passada o filme Frost/Nixon em Portugal, na televisão e na imprensa escrita ainda não vi referida uma única vez como o filme distorce os factos. Como disse anteriormente, gostei do filme, mas esta forma de vender um filme (especialmente quando é feita em pleno jornal da noite da SIC como agora acabei de ver), de passar por verdade algo que não é, incomóda-me.

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publicado por Jorge A. às 20:44
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Economistas

Are Economists Completely Clueless?

I am slowly reaching the conclusion that the current debate over fiscal stimulus — like prior debates over monetary stimulus, and the causes of the financial crisis — has exposed the cluelessness of (many? most?) professional economists and ought to be considered an embarrassment to the profession.

The War of the Economists

There is a reason extremely smart economists are out there playing reputation games instead of trying to settle the matter by doing better science. The reason is that, on the questions that are provoking intramural trashtalk, there is no science.

Tendo a concordar com a visão exposta.

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publicado por Jorge A. às 14:49
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A Reacção

 

De muito boa gente ao Freeportgate.

publicado por Jorge A. às 12:20
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