Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Aprender com o Passado

It ain't over 'til the fat lady sings

 

O provérbio adverte contra o dar como certo o resultado de algo ainda não terminado ou ocorrido. A imagem refere-se a uma das piores decisões jornalisticas da história. Nas disputadas eleições presidenciais de 1948 nos Estados Unidos, a maioria dava como certa uma vitória do candidato republicano Thomas Dewey frente ao democrata Harry Truman. Na altura, os democratas lutavam contra uma cisão no seu partido que tinha resultado na criação de um outro partido, o Dixiecrat, que por sua vez apresentava candidato próprio às eleições, Strom Thurmond. Na origem do Dixiecrat estava a defesa da segregação social muito popular nos estados sulistas - no fim, o partido acabaria mesmo por vencer em quatro dos quarenta e oito estado então em disputa, mas a sua presença na história ficaria confinada a estas eleições. A convicção que Dewey iria ganhar as eleições era tanta que o respeitável Chicago Tribune, ainda antes do resultado final oficial, fez a capa que Truman ostentou alegremente no dia seguinte quando era já certo que a vitória era sua. Hoje, a convicção que McCain caminha para uma derrota certa também vigora, mas convém, fazendo fé no provérbio, não dar o jogo por encerrado antes de tempo. É certo que nos dias que correm a ciência de fazer sondagens é de um campeonato totalmente diferente do que era na primeira metade do século XX, mas, pelo sim, pelo não, convém ter precaução nas certezas. Teria uma certa graça ver dia 5 de Novembro a capa do New York Times com a frase "Obama defeats McCain" nas mãos de um John McCain sorridente.

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publicado por Jorge A. às 22:28
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Contra McCain

A Closed Theory Case Study, por Julian Sanchez:

I’ve never classed myself as a proper conservative of any sort, and indeed, over the last eight years my tendency has been to increasingly see allies on the left, if only as a counterweight to the monstrous excesses of the Bush administration. But unlike my friends who march under the progressive banner, I have no desire to see the Republican party relegated to permanent—or even persistent—irrelevance. 

 

I’m going to cheer their coming defeat at the polls precisely because it’s clear that a corrective is in order: They need a time-out to think about what they’ve done. But I’m terrified they’ll spend the next two-to-four years concluding that they erred only in not indulging resentment and celebrating ignorance enough, in not being intransigent enough, in not demonizing their opponents enough. Because if they do, we’re looking at eight years of Democratic supermajorities in Congress under a Democratic executive.

 

I’m not going to pretend that the political answer is to tack hard libertarian—I have no illusions that the right policy agenda is, by some sort of wonderous Leibnizinan coincidence, also a big electoral winner. But if the shrinking conservative remnant believes that it’s only libertarians and latte-sippers who’ve been turned off by the trifecta of crude populism, fundamentalism, and militarism that has recently been ascendant, they’re in for a still ruder awakening in 2012.

publicado por Jorge A. às 23:52
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SLBoogle

 

www.SLBoogle.com

 

"Contudo, o SLBoogle tem uma pequena particularidade. Aconselhamos aos adeptos mais extremistas das 'águias', ou aos mais curiosos apenas, algumas pesquisas 'sui generis' nesta página. Experimentem procurar por 'sporting', 'porto', 'scp' e 'fcp', sempre em letras minúsculas, e encontrar-se-ão resultados obviamente diferentes dos habituais sites de pesquisa." (Via Expresso)

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publicado por Jorge A. às 23:27
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Endorsements

So Mr Obama in that respect is a gamble. But the same goes for Mr McCain on at least as many counts, not least the possibility of President Palin. And this cannot be another election where the choice is based merely on fear. In terms of painting a brighter future for America and the world, Mr Obama has produced the more compelling and detailed portrait. He has campaigned with more style, intelligence and discipline than his opponent. Whether he can fulfil his immense potential remains to be seen. But Mr Obama deserves the presidency.

A propósito: Newspaper Endorsements in the United States Presidential Election, 2008

 

Pode ser que também chegue o dia em que os jornais portugueses tenham a coragem e transparência de adoptar um processo semelhante na escolha dos lideres politicos portugueses.

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publicado por Jorge A. às 23:07
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

El Pibe

Maradona será o novo seleccionador da Argentina

 

O meu prognóstico é que os jogos da argentina ganharão uma dinâmica humoristica que será certamente interessante de acompanhar. Entretanto, ficam os parabéns para mais um colega bloguista que alcança a fama.

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publicado por Jorge A. às 23:32
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Mui Macho

The Evolution of Homosexuality: Gender Bending

Their first observation was that the number of sexual partners an individual claimed did correlate with that individual’s “gender identity”. The more feminine a man, the more masculine a woman, the higher the hit rate with the opposite sex—though women of all gender identities reported fewer partners than men did. (This paradox is normal in such studies. It probably reflects either male boasting or female bashfulness, but though it affects totals it does not seem to affect trends.)

O estudo focado no artigo procura explicar porquê que a homosexualidade sobreviveu ao rigoroso processo da selecção natural, mas o que me importa aqui perguntar sobre a frase que cito é: na identificação do número de parceiros sexuais, são os homens que exageram, as mulheres que subtraiem, ou um pouco de ambos? Por outro lado, o estudo conclui que são os gajos com mais caracteristicas femininas e as gajas com mais caracteristicas masculinas os que mais "pontuam" junto do sexo oposto, lá se vai o mito do Zézé Camarinha? Para quem não associar de imediado, a evocação desse grande icon algarvio dá pistas para a resposta à primeira pergunta.

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publicado por Jorge A. às 22:45
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Perguntas

Miguel Portas perguntava agora mesmo na RTPN ao representante do PSD porquê que este não propunha o salário minimo para cem euros. Uma boa pergunta, uma vez que eu gostaria de saber quantas pessoas em Portugal aceitariam trabalhar um mês inteiro por essa importância (a resposta parece-me óbvia, mas se alguém quiser expor a sua opinião na caixa de comentário é livre de o fazer). Claro que a pergunta que se coloca é, se o Miguel Portas acha que isto dos salários deve ser fixado por decreto administrativo, porque fica-se o Miguel pelos 450€. Porque não propõe o Miguel Portas um salário minimo de cinco mil euros? Pela lógica subjacente ao seu pensamento estava encontrada a solução para crise.

publicado por Jorge A. às 22:28
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Domingo, 26 de Outubro de 2008

Não joga nada...

...mas o Benfica na vitória suada sobre a mais temível equipa que joga de verde e branco em Portugal, a Naval 1º de Maio, teve como suplentes utilizados Katsouranis, Di Maria e Cardozo. Entretanto, ontem os de vermelho e branco ganharam no estádio do Dragão. E hoje, uma equipa menor que também equipa de verde e branco não foi além do empate na capital do móvel. Este campeoanto começa a transformar-se numa coisa interessante.

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publicado por Jorge A. às 23:08
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Existem umas eleições para ganhar...

Por isso, Sócrates adianta que o governo vai propor um aumento de 5,6 por cento para o salário mínimo nacional, que chegará aos 450 euros. Tenho a certeza que isso trará boas novas aos indicadores do desemprego nos anos vindouros para as gerações mais jovens.

publicado por Jorge A. às 21:18
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Hype

 

The world will look up and shout "Save us!"... And I'll whisper "No."

 

A resposta de Rorschach, personagem de Watchmen, à crise financeira. Agora mais a sério, parece que há quem aposte contra o sucesso de Watchmen na bilheteira. Alguns dos argumentos tem validade, mas não é por acaso que entre os argumentos várias vezes se faz referência ao The Dark Knight de Christopher Nolan ou ao The Lord of the Rings de Peter Jackson. O primeiro provou que era possível pegar em banda desenhada e torná-la num filme sério e de argumento complexo, o segundo provou que era possível pegar numa história ainda mais complexa e, para além disso, desconhecida da maior parte do público, e torná-la num sucesso de bilheteira. Claro que no The Dark Knight, Nolan trabalhava com um personagem - Batman - conhecido da maioria do público e era para todos os efeitos uma sequela ao menos auspicioso Batman Begins. Jackson por seu lado teve a oportunidade de transformar a história de Tolkien numa triologia - o que não forçou a compressão do argumento e permitiu que de filme para filme o grau de conhecimento da história junto do público tivesse aumentado, não por acaso o primeiro filme foi o menos rentável dos três. Zack Snyder tem contra sí o tempo e o conhecimento do grande público sobre o que é o universo Watchmen - corre o risco de fazer um filme em que boa parte do público ao sair da sala de cinema não tenha percebido metade do que acabou de ver, ou então tenta cortar alguns dos sub-plots que constituem a versão de banda desenhada e com isso perde parte do interesse da história. Eu sei que quando li a graphic novel demorei tempo a entrar dentro do universo da mesma e sei que só depois da leitura de alguns capitulos começamos a perceber qual a coerência da coisa. De qualquer forma, eu sou um tipo que não acha o Dune de David Lynch um mau filme, por isso tenho praticamente certeza que faça o que fizer Snyder irá agradar-me, mas o problema deste é que não é só a mim que vai ter que agradar...

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publicado por Jorge A. às 17:26
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Great Originality

Voltando ao prémio nobel da economia, encontrado na The Economist:

In neither contribution did Mr Krugman claim great originality for his ideas or great realism. His achievement was to formalise insights that many people had previously had informally. Ideas that had fluttered in and out of people’s grasp for decades, he pinned down like a butterfly on display. Sometimes a good economist, like a good columnist, succeeds not by making a point before everyone else, but by making it better than anyone else.

E não foi assim, sem grande originalidade, mas com grande capacidade de exposição das ideias discutidas à época, que Adam Smith ganhou o estatuto de pai fundador da ciência económica moderna?

publicado por Jorge A. às 00:12
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Sábado, 25 de Outubro de 2008

O Legado McCain

O mais prejudicial legado para os republicanos é o de George Bush, mas o legado da campanha de John McCain acaba por tornar-se importante na direcção futura que o partido republicano tomará no pós-eleições, futuro esse que após 4 de Novembro será certamente de oposição a um presidente democrata e a uma maioria democrata no congresso e no senado.

 

Aquilo que garantiu as vitórias de George W.Bush foi a coligação entre um eleitorado diverso de defensores do conservadorismo económico e/ou social, defensores de posições mais libertárias e evangélicos. Mas dos vários grupos que constituem a grande coligação eleitoral republicana, houve um que transformou-se no motor da sua revolução iniciada na mente de Karl Rove, patrocinada pelos governos de Bush e que ganhou vida mediática na cadeia televisiva Fox News. Esse grupo: os Evangélicos.

 

Em 2000, os republicanos tinham dois candidatos a apresentar a eleições, George Bush e John McCain. A escolha que então fizeram veio a revelar-se um erro de casting crasso. E mais do que imaginar um universo alternativo com a vitória de Gore sobre Bush, podiamos imaginar o que teria sido da américa, e por consequência do mundo, com uma vitória de McCain sobre Bush nas primárias republicanas do ano 2000. Na altura, a forma como Rove e Bush derrotaram McCain nas primárias da Carolina do Sul foi absolutamente vergonhosa (espalhando mentiras e dúvidas sobre a vida pessoal do senador McCain) e só por sí sinal do que seria a politica Bush nos anos vindouros. Uma coisa tenho como certa, preferia que os oito anos de Bush tivessem sido fruto de um qualquer ficcionista Roth num The Plot Against America (v2.0), do que a realidade que está agora à vista de todos. E dada a história politica e pessoal de McCain, dificilmente este deixaria em 2000 que os evangélicos fossem o motor de uma sua administração.

 

Mas se os evangélicos foram o motor das vitórias de Bush, não é menos verdade que os republicanos não ganharam só com o apoio destes (de forma engraçada, os republicanos com Bush aproximaram-se de uma caracteristica dos democratas que tanto detestam, passaram a emitir politicas com o fim especifico de favorecer as visões politicas de uma minoria) - os evangélicos não representam mais que 15% do eleitorado norte-americano. E por isso, com a queda de popularidade de Bush, veio também a queda de popularidade de muitos dos sectores e ideias dos grupos que constituiem o eleitorado tipico republicano, entre eles, os sectores de tendência mais libertária ou do conservatismo económico. Se posso bem com a actual queda dos evangélicos, fico desapontado com o descrédito atribuido aos sectores americanos que defendem em parte aquilo que são as minhas posições politicas - posições essas que na Europa há muito cairam fora de moda. Por outro lado, bem sei que isto dos momentos politicos e sensações do eleitorado são passageiras - se hoje, conjuntamente com a atribuição de responsabilidade pela crise económica, algumas ideias base do movimento libertário cairam em descrença, não é menos verdade que tal movimento já teve piores dias e que deles recuperou.

 

John McCain é uma pessoa que, por vezes, e pondo de parte algumas coisas que terá feito e dito ao longo desta campanha eleitoral, deixa-me boa impressão. Gosto particularmente quando em pleno periodo de maioria na opinião pública a favor de mais regulação, consegue introduzir numa frase a defesa da "menor regulação governamental". Aqui está um homem que, contra tudo e contra todos, um pouco à semelhança do que faz em relação ao Iraque, mantém-se fiel ao que acredita. Este é o John McCain em que eu gostava de ter acreditado em 2000, mas também o John McCain que muitas vezes esteve ausente em 2008.

 

E esteve ausente porque, sabendo os seus conselheiros de antemão que as politicas normalmente associadas aos republicanos não eram bem vistas, fez uma campanha pouco associada a ideias politicas, a esse propósito ler o que diz o Ross Douthat no seu texto The Absence of Policy. Mas pior do que isso, quando teve de tomar a mais importante decisão no contexto de candidato à presidência, a de parceiro para o ticket, escolheu Sarah Palin - segundo consta também influenciado pela opinião dos seus conselheiros que deixaram passar para McCain a ideia que, mais do que a sua opinião pessoal, seria catastrófico a escolha de alguém com opiniões desfavoráveis ao sector evangélico do partido. Ora, com a escolha de Palin, embora o resultado de curto-prazo tenha parecido favorável e revitalizador da sua candidatura, o efeito permanente obtido foi a de uma escolha irresponsável e da cedência face aquilo que tinha sido toda a presidência Bush. A colagem que os democratas tentavam impingir entre McCain e Bush estava facilitada (para não dizer comprovada) a partir desse ponto.

 

Nos últimos dias tem saido, como é normal quando cheira a derrota, as primeiras noticias de cisão no ticket republicano. E se do lado de Palin culpa-se os gestores da campanha de McCain pela má imagem pública que esta conquistou, nomeadamente na gestão que fizeram das suas entrevistas e exposição mediática. Por outro lado, no lado de McCain, para não dizer do próprio John McCain, começam-se a atribuir culpas a Palin, pela sua inexperiência, falta de conhecimento sobre os assuntos e por andar a fazer campanha para sí própria e não em nome do ticket. O que torna-se óbvio, e muitos colunistas republicanos pró-Bush confirmam-no com os seus textos, é que perante a quase evidência de derrota republicana, Sarah Palin terá entrado em campanha para as eleições em 2012 - e a quatro anos de distância é já uma das favoritas para o lugar. Mas aquilo que é bom para Palin'12, não será necessariamente bom para McCain'08.

 

No entanto, no jogo das culpas, McCain tem de atribuir as culpas a sí próprio. Foi ele que fez a escolha de Palin, e que esta agora, ganha a exposição mediática, esteja a trabalhar mais para sí do que para o candidato, é problema de McCain e não de Palin. Mas é também um problema para o partido republicano, e é um problema porque isso significa que a derrota eleitoral, contrariamente ao que advogo, poderá não trazer uma renovação das prioridades do partido no sentido que considero favorável. Os evangélicos tomaram conta do partido e de lá não querem sair. John McCain, ao invés de renovar o partido com a sua candidatura, poderá ter ajudado aqueles que suportaram Bush a manterem o seu legado bem vivo. O trágico é que o senador McCain do ano 2000, perderá novamente em 2008 para George W.Bush.

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publicado por Jorge A. às 21:52
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Youtubes

Ver, por esta ordem, isto, isto e isto.

publicado por Jorge A. às 15:15
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Joker

Matt Drudge ontem tinha em grande destaque a história de uma mulher que supostamente havia sido vitima de agressão brutal por parte de um apoiante de Obama, isto após este ter detectado um autocolante a favor de McCain no carro desta. A direita radical (que outrora eu não apelidaria por esse nome, mas face à evidência actual poucas alternativas tenho) tentou usar o caso contra o candidato democrata (dando-lhe um destaque e retirando dele conclusões claramente exageradas). Hoje, soube-se, com direito a novo destaque no Drudge, a mulher inventou a história. O Andrew Sullivan fala no suicidio assistido da direita americana, e parte da direita portuguesa vai atrás. Confesso que nos tempos que correm divirto-me a ler O Cachimbo de Magritte, o que, paradoxalmente, não é coisa que me agrade - gostava mais dos tempos que lá ia à procura de textos sérios. Mas o André "Joker" Pessoa com as suas identificações das "maiores gaffes de sempre", a sua série da "politica do ódio" e outros por demais fantasiosos posts é um tipo realmente assassino para a credibilidade daquele blogue.

publicado por Jorge A. às 21:20
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Chamam-lhe Dardos

Parece que o António Almeida, no Direito de Opinião, decidiu atribuir-me uma coisa a que se designou chamar de prémio dardos.  Segundo consta, tal obriga-me, no estrito cumprimento das regras, a:

 

1. Exibir a imagem distintiva

2. Linkar o blogue pelo qual recebi o prémio

3. Encontar outros 15 blogues a quem entregar o prémio

 

Cumpridos os dois primeiros pontos, passemos para o mais dificil, o da nomeção de quinze outros blogues (não se podia ter arranjado um número de blogues a nomear qualquer coisa entre o zero e o três)... o critério de escolha, simples, em primeiro lugar os blogues escritos por pessoal que já tenham deixado um ou outro comentário por este espaço. Os restantes, porque precisava de fazer quinze...

 

Os primeiros no feminino, para o Sinapses e a Refastelada no Sofá, por serem elaborados por duas das mais antigas frequentadoras deste espaço. O Metafísica do Esquecimento, que conta com o grande filósofo Ega também tem de constar. Outro para o Retalhos da Liliana, que desde que acabou o curso desapareceu. O commonsense não podia passar sem referência. O Decibel.online que recentemente descobri, ou será que fui antes descoberto? O Fusco Lusco foi-se, mas porque promete voltar em Dezembro, também fica na lista. Porque há quem acredite numa outra via, fica também a referência para A Terceira Via. E, para fechar este primeiro lote, o no sentido..., do Tiago Cardoso, que escreve em prosa, mas está mais do que confirmado que é um poeta...

 

Quinze menos nove igual a seis. Vamos a eles. Aquecimento global? Leiam o mitos climáticos. Cinema? Cineblog. O Pedro Arroja passou a escrever em português, mas o Luis Pedro Coelho voltou-se para o inglês com o Mutual Information. E porque as regras nada dizem sobre a escolha de blogues estrangeiros, sabem o quanto me divirto com os postes da feminista/esquerdista Melissa McEwan no Shakesville. Por outro lado, no espectro inteiramente oposto, temos o Lew Rockwell Blog. E por fim, que tal atribuir um prémio dardo a um prémio nobel? The Consciense of a Liberal.

 

Se a Melissa McEwan, o Lew Rockwell, ou o Paul Krugman seguirem a correia destes prémios, fica aqui a promessa que passo a fazer campanha pelo Francisco Louçã. Entretanto, se quinze escolhas era um número exagerado, acabou por tornar-se demasiado curto. Também depreendi a fazer esta listinha que a partir de um certo momento um gajo fica cheio de referências neste mundo gigante que é a blogosfera. De blogues mais pessoais a blogues mais técnicos, de blogues de esquerda a blogues de direita, de blogues liberais a blogues sociais-democratas, etc... E premiados estão todos aqueles que merecem referência na minha lista do lado direito.

 

Adenda: pelos vistos o praticamente conterrâneo Miguel Madeira também me achou digno da atribuição dos prémios dardos no Vento Sueste (um blogue altamente recomendado para quem pretende fugir ao pensamento dominante nos tempos que correm)  - não vou ter que repetir todo o processo, pois não...

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publicado por Jorge A. às 23:29
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Pseudo-Knowledge

Economists ought to admit that we do not know much about what is going on today. Neither do the Fed Chairman and the Treasury Secretary. Of course, the market demand is for "strong" leaders and for "strong" economists, who can fool the public into believing that they have great knowledge. The ones who do this best are those who have fooled themselves.

Arnold Kling, no Econblog.

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publicado por Jorge A. às 22:41
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Os Sindicatos que se vão... utilizar a F Word algures por aqui

UGT defende aumentos salariais superiores a três por cento para 2009

A UGT (União Geral de Trabalhadores) defendeu hoje aumentos salariais superiores a três por cento para os trabalhadores da função pública em 2009, assim como um "aumento extraordinário" das pensões, aproveitando a folga proporcionada pelo crescimento das receitas da Segurança Social.
Para Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, afecta à CGTP, "não há argumento possível para o governo apresentar um aumento de 2,9 por cento". Por discordar deste valor, a estrutura sindical vai reunir-se amanhã para agendar uma manifestação ou greve para a segunda quinzena de Novembro.

Mas esta gente vive em algum universo alternativo? A mademoiselle Ana Avoila não vê nenhum fucking motive para aumentos salariais de "apenas" 2,9 por cento? Are you joking with me? É que eu ando sem vontade nenhuma de me rir, se ainda não perceberam...

publicado por Jorge A. às 22:05
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Anuncios Alternativos

O último inspirado nos filmes de Wes Anderson é um must see.

publicado por Jorge A. às 22:01
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Helicopter Ben

A politica monetária de Ben Bernanke, presidente da reserva federal norte-americana, a.k.a. Helicopter Ben...

Six years ago he famously said the Fed could resort to cutting interest rates to zero and, quoting from Milton Friedman, suggested dropping money from helicopters if the US economy slid into deflation or falling prices. That earned him the label Helicopter Ben from critics who disliked the idea of expanding the money supply in that way.

...está muito bem explicadinha aqui (via Greg Mankiw).

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publicado por Jorge A. às 21:31
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Fado

Ó genta da minha terra

Agora é que eu percebi

Esta tristeza que trago

Foi de vós que a recebi

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publicado por Jorge A. às 23:38
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Às Armas

Escreve o Ricardo Arroja, ainda a propósito da nacionalização do fundo de pensões privado por parte do Estado Argentino, no Portugal Contemporâneo:

Caros leitores, não imaginam a indignação que sinto a propósito disto. Espero nunca ver situações destas em Portugal. É que se alguma vez me tentassem ir ao bolso desta forma, acho que comprava uma pistola. Sem exagero! Enfim, começo a compreender o ressentimento que algumas pessoas, roubadas no pós 25 de Abril, guardam até hoje.
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publicado por Jorge A. às 21:39
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Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

Cegueira Ideológica

De que este post do Daniel Oliveira sobre a nacionalização do fundo de pensões privado argentino é o exemplo mais básico. O Carlos Guimarães Pinto aqui e o João Miranda aqui dizem o essencial. A Bloomberg também explica, concluindo com a frase que diz tudo da RBC Capital Markets, Argentina is ever closer to the abyss, como medida desesperada utiliza-se o Estado ladrão - no caso do fundo de pensões privado argentino, para o Daniel, já não existem direitos adquiridos por parte dos cidadãos argentinos, é com o quero, posso e mando de um governo desesperado e com falta de fundos que o Daniel congratula-se.

 

Adenda: ainda sobre os Novos tempos do Daniel Oliveira, ler o artigo da Bloomberg, Argentine Government Seeks Control of Private Pension, onde a certa altura aparece a seguinte citação do investidor Jaime Valvidia: we're going back to the dark ages. Nem mais.

publicado por Jorge A. às 22:54
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