Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

Mercado de Trabalho


  • O mercado de trabalho português é um dos mais estáveis da OCDE. Há uma baixa rotação de trabalhadores, com o número médio de empregos ao longo da vida activa por trabalhador a ser relativamente baixo; e a antiguidade média no posto de trabalho, por oposição, a ser relativamente alta.

  • Os custos de despedimento em Portugal são elevadíssimos, portanto o salário máximo que o empregador está disposto a pagar ao trabalhador diminui e o limiar minimo de produtividade para criar um novo posto de trabalho é maior.

  • A dinâmica do mercado de trabalho português é fraca (não há os famosos quits que se vêem nos filmes norte-americanos, nem andamos com a casa às costas, sempre disponiveis para irmos atrás dos locais onde há emprego)

  • Os elevados custos de despedimento levam a que a quantidade de pessoas despedidas seja menor, mas ao mesmo tempo leva a que a duração média do desemprego aumente - logo o efeito sobre o nível de emprego é incerto.

  • Os Estados Unidos é o país com maior flexibilidade de despedimentos. Tendo tido taxas de desemprego semelhantes à portuguesa, apresenta contudo uma duração média do desemprego três vezes inferior à portuguesa.

  • Em Portugal a taxa de desemprego reflecte sobretudo o tempo que um individuo demora até encontrar emprego, nos Estados Unidos da América reflecte a constante entrada e saida de pessoas dos seus empregos (o quit para ir atrás de um emprego melhor).

Fonte: Trabalhos do Professor Pedro Portugal - docente da cadeira de Economia do Trabalho da Universidade Nova de Lisboa, entre outras coisas...

publicado por Jorge A. às 23:25
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Já perguntaram ao Zé Povinho?

Federação dos têxteis quer barreiras europeias contra produtos chineses

A Federação da Indústria Têxtil e do Vestuário de Portugal (Fitvep) vai pedir ao ministro da Economia que aproveite a presidência portuguesa da União Europeia para erguer barreiras às importações chinesas.

E será que já perguntaram ao Zé Povinho - sempre preocupado em comprar produtos nacionais! - se prefere comprar um conjunto de roupa por 60€ ou se por 30€? Bem, vendo bem, se calhar até não andam a fazer as perguntas certas. Os produtores textêis nacionais podem sofrer com a concorrência da China, mas o consumidor final fica certamente a ganhar - para além de amealhar mais alguns tostões no bolso que irá gastar noutros produtos. Oh yeah!!! O que não adianta é pretender manter artificialmente à tona da água - com medidas proteccionistas - uma indústria que não é competitiva.

"O governo brasileiro vai aumentar as tarifas de importação de 20 por cento para 35 por cento a partir de 1 de Junho", refere a federação.

Como se sabe, não há melhor exemplo que não o brasileiro... para a próxima eu referia o Zimbabwe.

No caso concreto do aumento das taxas de importação no Brasil, a Fitvep refere ao ministro da Economia que uma taxa de 35 por cento "significa o desvanecimento de qualquer réstia de oportunidade de negócio e o acarretar de sérios prejuízos" para os empresários que têm apostado naquele país.

É pá!!! Cá está o porquê do Brasil. Não é porque seja exemplo para ninguém, é só porque afinal pensar em impôr barreiras aos outros - tá-se bem - mas cuidado com quem nos tenta impôr barreiras a nós... não pode - tá-se mesmo a ver que tá mal - desgraçados destes brasileiros, pá... quem é que se havia de lembrar desta de criar barreiras ao comércio com o exterior.

publicado por Jorge A. às 20:24
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Domingo, 29 de Abril de 2007

Almost Famous

Crowe expertly avoids the pitfall of many "labor of love" projects, where the finished product is only interesting to the guy who made it. The film may not resonate with everyone -- there is a strong emphasis on rock 'n' roll, with little attempt to universalize it -- but it will surely strike a chord of nostalgia with any open-hearted viewer, particularly those who have learned that "family" can be the people you're born with as well as the people you meet.



In fact, I can count the number of movies on my left hand that made me feel the way this film did throughout its entire 120 minutes. Nothing feels false or forced in Crowe’s film. Every sentiment has been earned and every pay-off comes out of left field. I don’t care if this sounds overly sentimental, but the movie filled my heart with the kind of joy I felt the first time I fell in love. How many movies can you say that about?
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publicado por Jorge A. às 18:13
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Principais Responsáveis

A Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) concluiu que o Benfica e a PSP “foram os principais responsáveis pelos incidentes” registados no Estádio da Luz durante o jogo Benfica-FC Porto, no passado dia 1 de Abril, noticia a edição de hoje do “Expresso”.
E em relação aos adeptos? Nem uma palavrinha?
publicado por Jorge A. às 03:02
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Sábado, 28 de Abril de 2007

A divida pública da Islândia

No Bessa o clube de preto e branco ganhava por 2-0 a dar um baile de bola aos actuais e futuros (certeza minha) campeões nacionais. O homem de negro decide conceder um penalty que não existe e com isso expulsa o guarda-redes da casa - ainda o keeper boavisteiro estava a 1 metro de distância já Adriano se arrastava pelo ar pronto a simular a falta.
Admitindo que o erro do árbitro é natural (mesmo porque a minha primeira reacção também foi considerar penalty - facto que habilita Adriano a inscrever-se na Luta Livre Americana, dado que por lá estas coisas dos contactos antecipados e programados, que iludem o telespectador, é coisa fundamental para o espectáculo), não vai deixar de ser engraçado escutar a reacção daqueles que dizem que o clube que joga lá para os lados do alto dos moinhos/colégio militar é que é constantemente levado ao colo - reacção esta que já deve estar tipificada em qualquer enciclopédia médica enquanto doença incurável de qualquer lagarto - que apesar de nos últimos 13 anos só terem visto os de vermelho vencerem 1 titulo, repito, 1 titulo, constantemente afirmam cheios de fé que os de vermelho são levados ao colo (reacção esta que só se explica pelo factos dos lagartos não se importarem com campeões levados ao colo, mas tão somente, pelo facto de entre todos os campeões possiveis, eles importarem-se realmente com a vitória de um: os de vermelho).
Acontece que o clube de azul e branco, hoje, decidiu não jogar futebol, e dessa forma acabou por perder o jogo por 2-1 por manifesta inabilidade. Menos mal. Acontece que, apesar de tudo, serão eles os campeões nacionais... por sorte, cá no Algarve, poucos adeptos do clube do animal imaginário existem. Bastará desligar a televisão, e por estes lados, será como se nenhum campeão existisse. Menos mal.
PS: amanhã entre verdes e vermelhos estará em disputa o título da segunda circular, nada mais do que isso, e ilude-se quem pensar o contrário. É triste acabar o campeonato a lugar pela segunda circular quando tinhamos equipa para lutarmos pelo título nacional. Nesse sentido estarei tão preocupado com o jogo de amanhã como qualquer português está preocupado com a divida pública da Islândia. Uma chatice...
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publicado por Jorge A. às 22:51
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Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

A ladeira perdida

Tal como o Maradona, também recomendo vivamente os dois textos do jcd sobre a nova atracção lisboeta: Em Busca da Rampa Perdida e O Túnel. No entanto, é preciso avisar, que após uma breve pesquisa, o Despertar da Mente descobriu que a tal rampa dos 30 km/h que o dr. Sá Fernandes tanto apregoa sempre existe e é real... diria mais, a 30 km/h pode ser mortal. Em baixo, submeto a evidência que comprova a existência de tal rampa, e demonstro, através da pessoa do sr.presidente da câmara municipal de lisboa, a perigosidade da mesma:

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publicado por Jorge A. às 22:41
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2007

Sexy Thing


Porque um video vale por mil imagens, o Despertar da Mente entra na 3ªgeração.

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publicado por Jorge A. às 00:01
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

Oh yeah!!!

There's so many things i like about you, I..
I just don't know where to begin,

I like the way you, look at me with those beautiful eyes,
I like the way you, act all surprised,
I like the way you, sing along,
I like the way you, always get it wrong,
I like the way you, clap your hands,
I like the way you, love to dance,
I like the way you, put your hands up in the air,
I like the way you, shake your hair,
I like the way you, like to touch,
I like the way you, stare so much,
but most of all....
Yeah..
most of all....
I like the way you move...

publicado por Jorge A. às 16:00
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Mais vale relativizar

No país Igualdade existe a pessoa X que ganhar 500 e a pessoa Y que ganha 800. O rendimento total do país é de 1300.
No país Liberdade existe a pessoa Z que ganha 600 e a pessoa W que ganha 2000. O rendimento total do país é de 2600.
Não faltará quem diga que a pessoa Z é a que está em piores condições. Apesar de Z obter um rendimento maior que X, o rendimento de Z corresponde a 23% do rendimento total do seu país. Por sua vez, o rendimento de X corresponde a 38% do rendimento total do seu país. Em termos relativos, Z está pior.
Há uma alteração do rendimento em ambos os países:
No país Igualdade a pessoa X passa a ganhar 600 (aumento de 20%) e a pessoa Y passa a ganhar 900 (aumento de 12,5%). O rendimento total do país é de 1500 (aumento de 15%).
No país Liberdade a pessoa Z passa a ganhar 800 (aumento de 33%) e a pessoa W passa a ganhar 3000 (aumento de 50%). O rendimento total do país é de 3800 (aumento de 46%).
Apesar de tudo, em termos relativos, poderemos dizer que Z foi a pessoa mais prejudicada com tal alteração de rendimentos. Z é cada vez mais pobre relativamente a W, enquanto o rendimento de X até melhorou relativamente a Y.
Como é óbvio, nos Estados Unidos a análise recai acima de tudo nos indicadores de pobreza absoluta, na Europa gostamos muito de focar a pobreza relativa - análise essa muito acarinhada pela nossa esquerda. Tal análise, permite afirmar que determinada pessoa nos EUA é pobre, quando em Portugal seria parte integrante da nossa classe média.
A sociedade americana aparece no topo dos indicadores de desigualdade de distribuição de rendimentos dos países da OCDE - é um facto. Convém é notar a que país preferimos pertencer. Ao país Liberdade ou ao país Igualdade. Convém também não esquecer que, aqueles que aspiram a ser a pessoa Y no país Igualdade, sabem que podem ser a pessoa W no pais Liberdade. A fuga de cérebros... ora aí está outro factor interessante de ser analisado. Da Europa, apontamos a desigualdade na distribuição de rendimentos da sociedade americana como uma desvantagem desta. Nada mais errado. É talvez uma das suas maiores vantagem na captação das mais brilhantes mentes por esse mundo fora.
Money, money, money...
publicado por Jorge A. às 14:02
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É a globalização, estúpido

(via 25 centímetros de neve)

Em 1970, 38% da população mundial vivia abaixo da linha de pobreza (rendimento menor ou igual a 1 dólar por dia). Em 2000, a percentagem estava reduzida a 19% da população mundial. Apesar do crescimento populacional, o número de pobres foi reduzido de 1,4 biliões em 1970, para 1,2 biliões em 2000. O que permitiu tal facto? Já chego lá.
Em 1970, 86% da população mundial que vivia abaixo da linha de pobreza, residia no continente asiático. Em 2000, a percentagem de pobres asiáticos, havia baixado de 86% para 60%.
O continente africano, que em 1970 tinha 11% dos pobres mundiais, passou a representar 35% da pobreza mundial no ano 2000.
Qual foi o factor preponderante na saida de milhões de pessoas da pobreza? A globalização. E nenhum outro mercado, se não o mercado asiático, soube tão bem aproveitar esse factor para retirar as suas populações da miséria a que estavam sujeitas. O Japão deu o mote muito antes de todos os outros paises da zona, mas o processo iniciou-se efectivamente com os 4 tigres asiáticos (Hing Kong, Singapura, Taiwan e Coreia do Sul). Depois seguiram-se os 4 novos tigres asiáticos (Indónésia, Filipinas, Tailândia e Malásia). Mas acima de tudo, é com o desenvolvimento atingido pelos dois paises mais populosos do mundo (China e India), que a Ásia dá o salto nos gráficos relativos ao nível de pobreza absoluta no mundo.
Por sua vez, África debate-se com um enorme problema. Com as suas caracteristicas, dificilmente poderá usufruir dos beneficios da globalização da mesma forma que os paises do continente asiático - cuja principal vantagem competitiva residia na sua imensa mão de obra. Mão de obra essa que quando qualificada, permitiu-lhes dar o pulo de produtos de baixo valor acrescentado, para produtos de alto valor acrescentado, nomeadamente no campo tecnológico.
O continente africano a esse nível está muito limitado, e só pela via da exportação de produtos agricolas poderia dar o salto rumo a um futuro melhor. Mas nesse campo, sofre com as politicas de apoio à agricultura dos paises desenvolvidos, que impedem um verdadeiro mercado agricola livre a nível mundial - com o pior exemplo de todos a manifestar-se na Politica Agricola Comum da União Europeia.
Curioso será também perceber como é que com resultados positivos tão evidentes no nível de vida das populações, a globalização consiga ser tão amplamente criticada. Mas para isso eu já tinha de vir aqui dar noções do conceito de pobreza absoluta - entendida como a capacidade para adquirir uma quantidade de bens ou serviços - e de pobreza relativa - fixada com base no rendimento mediano de uma dada sociedade - fica para o próximo post.
PS: Recomendo vivamente um saltinho pelo Gapminder, nomeadamente pela ferramenta do Human Development Trend 2005.
publicado por Jorge A. às 12:39
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Liberdade (bom assunto para dia 25 de Abril)

Diz o Ricardo a propósito do programa Oprah's Town Hall with Bill O'Reilly, transmitido recentemente na SIC Mulher:

O que é de destacar, mais do que o assunto em discussão, é a discussão em si, onde vários americanos (da “família” do “americano médio”) questionavam, discutiam, debatiam inteligentemente com Bill O´Reilly, numa discussão entre iguais. Algo possível num povo que valoriza a liberdade mais do que a igualdade, e que por esse facto é mais igual que aqueles que, como nós, tudo fazem em nome da igualdade, quase sempre contra a liberdade.

Isto num país tantas vezes diabolizado, num país que, segundo Oprah, é o “único país” onde a sua história é possível, a história de quem vindo do nada chega onde ela chegou. Não é seguramente o único, mas é único na forma como esse sonho é vivido, e por tanta gente tornado realidade.

Nem mais, nem menos. Citando Alexis de Tocqueville (em Democracy in America):

Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude.
publicado por Jorge A. às 01:07
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Terça-feira, 24 de Abril de 2007

O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...


Álvaro de Campos



A ler Pessoa... a ouvir Melua... isto anda muito melancólico por estes lados. Deve ser do Benfica...

PS: entretanto Pedro Arroja abandonou o Blasfémias e já leva 544 comentários no post de despedida. É obra.

publicado por Jorge A. às 22:23
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

Super Arrojado anima a malta

Pedro Arroja, autor do texto acima citado, é uma espécie de vilão de telenovela da blogosfera portuguesa. Os seus colegas de blogue desmarcam-se: o jcd, o Gabriel, a Helena Matos, o CAA, e o João Miranda. Noutros blogues o repúdio à tese de Pedro Arroja também já teve o seu inicio: na Arte da Fuga (aqui e aqui); n'O Apaniguado; no blogue da Revista Atlântico o Paulo Tunhas garante mesmo que vai deixar de ler o Blasfémias a partir de hoje; e n'A Origem das Espécies, o Francisco José Viegas, também dá a sua opinião.

Fui então à procura do que foi dito aquando da chegada de Pedro Arroja à blogosfera. Através deste post do Arrastão, cheguei a esta frases, no minimo, interessantes:

«Pedro Arroja poderia ser hoje a «pequena» diferença que faria uma diferença enorme.»
Rui A. em 21/09/06 - e que diferença... ui... ui...

«Pedro Arroja inquietou, incomodou e interpelou as consciências, num país adormecido. Que permanecia, como dizemos, aqui no Blasfémias, bovinizado. Parte da geração a que pertenço refere-se-lhe como aquele que teve a ousadia de ser o primeiro. Muitos outros vieram depois. Mas Pedro Arroja ainda aí está...»
CAA em 21/09/06 - nem sabia ele como Pedro Arroja viria mesmo para inquietar...

«Passaremos, assim, a contar no Blasfémias com a opinião regular de um dos mais importantes defensores da Liberdade que Portugal conheceu nas últimas décadas.»
Rui A. em 21/09/06 - defensor da liberdade e do judaismo... ou se calhar não...

Como qualquer novela que se preze, o vilão é o personagem central (ou então o cómico). É por ele, e não pelos restantes personagens - cromos repetidos em todas as histórias - que gira o sucesso ou insucesso da novela. Pedro Arroja por vezes atinge o pico no que diz respeito à caracterização da sua personagem. Ora é vilão, ora é cómico, ou uma mistura tão perfeita dos dois que não conseguimos distinguir entre um e outro. Dado isto, acho que o homem já merece um prémio, uma espécie de Joker da blogosfera: como qualquer super vilão que se preze, precisa de um nome artistico: o Super Arrojado, fica-lhe bem.

PS: honra seja feita ao nosso super vilão, raramente se fica por menos de 100 comentários a cada post seu...

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publicado por Jorge A. às 23:06
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Era uma vez na China

A sign posted at the entrance of an Internet cafe in Beijing reads: "You should not spread antisocial material on the Internet" top, and "Please come with me because you published materials to harm the unity of the nation" bottom.
publicado por Jorge A. às 22:51
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Domingo, 22 de Abril de 2007

A Bomba sobre o 300

Os iranianos andam amofinados com o filme 300, de Zack Snyder, baseado na banda desenhada de Frank Miller. Haverá alguma coisa que não ofenda esta gente? [...] 300 é um dos filmes menos politicamente correctos que já vi: os espartanos são lindos, bons e livres; os persas são feios, maus e escravos; e até o traidor Efialtes é um ser monstruoso. Chega a ser refrescante! Quando chovem flechas do lado dos persas, Leónidas e os seus homens riem-se debaixo dos escudos. A cena é muito boa, pois as setas, por serem atiradas de longe, eram consideradas manifestações de cobardia. A cena da morte de Leónidas é um exemplo disso mesmo. Segundo relata Heródoto, nas Histórias, os Espartanos, lutaram até à morte "sem espadas com as mãos e com os dentes". Com uma história de heroísmo destas, não pode haver más adaptações.

Só a Charlotte me leva a ter pena de favorecer o Expresso em relação ao Sol para leitura de sábado.

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publicado por Jorge A. às 23:18
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Na terra batida o rei é outro

Tennis: Nadal beats Federer to win Monte Carlo Masters

Roger Federer tem todas as qualidades para fazer o Grand Slam (ganhar os big four todos no mesmo ano). O nível de ténis que apresenta permite-lhe inclusive não precisar de estar on the top os his game para ganhar um grand slam. À excepção de um: Roland Garros. Em terra batida, não só Federer precisa de estar no seu melhor, como precisa desperadamente que Rafael Nadal esteja em muito má forma... talvez mais que isso. Precisa que Nadal nem sequer esteja em condições de jogar. Para já, Nadal leva 67 vitórias seguidas em terra batida - das quais 5, foram precisamente contra Federer.
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publicado por Jorge A. às 22:50
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Duelo Final

Presidenciais em França: Sarkozy vence e Royal passa à segunda volta
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publicado por Jorge A. às 20:19
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Sábado, 21 de Abril de 2007

Humor com H

Depois de um longuíssimo período no topo do humor português, embora há muito que o seu papel preponderante na televisão portuguesa já não tivesse o fulgor de outros tempos, Herman José deixou-se ultrupassar pela novidade dos gato fedorento...

No entanto, eu continuo a gostar do actual programa dele, Hora H. Não será fantástico, mas eu também não diria que é tão mau quanto por vezes o pintam. Entretanto, também deixei de acompanhar o programa dos gato aos domingos, cansei-me, deixei de achar tanta graça. Preferia o formato da SIC Comédia.

E depois, ainda bem que existe o youtube, que me permite revisitar alguns dos sketchs do Herman que ficaram registados na minha cabeça, nomeadamente este:

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publicado por Jorge A. às 11:48
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Whoa


Um dos leitor destes blog na caixa de comentários deste post destacou o excelente álbum Loose de Nelly Furtado, afirmando que esta tem um album fabuloso do melhor que tenho visto nos ultimos tempos, completissimo, homogéneo, comercial, inteligente simplesmente magnifico a Madonna adorava ter lançado um destes. Concordo em absoluto. Um dos melhores álbuns do ano 2006? Sem dúvidas. Mas há uma peça do puzzle que não me permite classificar ainda Nelly Furtado como uma artista completa. A mudança de som, relativamente aos seus anteriores trabalhos, correu-lhe extraodinariamente bem, e entrou de forma imparável nas pistas de dança da maior parte dos clubes europeus e americanos. Onde parece-me que Nelly falhou redondamente foi na mudança de imagem que este seu novo trabalho exigia. Não por falta de esforço, mas porque, pura e simplesmente, a nova forma adoptada não se encaixa tão bem quanto isso no seu perfil - acho aliás, altamente recomendável, que a rapariga desenvolva outra forma de estar em palco.
Pode sempre recorrer à mestre na arte do espectáculo:

Ou dar uma vista de olhos por outra grande artista:

Curiosamente, na minha opinião, nem Madonna, nem Gwen, tem qualquer álbum tão bem conseguido como este Loose de Nelly Furtado.
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publicado por Jorge A. às 00:28
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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

Observando

Uma das coisas que me fascina na opinião sobre os Estados Unidos de muitas pessoas, é o seu sentido de ajuda para com os americanos - o que por si só, revela em certa medida, como ainda os tomamos por nossos amigos. Porque só a um amigo, é que estamos tão prontamente dispostos a ajudar.
No dia em que nos States é feito um atentado brutal com armas de fogo, logo nos prontificamos a explicar-lhes que o mal está na sua legislação permissiva sobre a posse de armas de fogo. Da mesma forma, não falta aqueles que decidem apoiar o amigo, explicando que a legislação destes até não será o seu maior problema, nem a explicação para o problema ocorrido.
Ficamos então a saber que os portugueses (e os europeus, já agora) gostam de discutir os problemas internos dos americanos, e que certamente, só porque não podem, é que não votariam nas eleições para a eleição do futuro presidente norte-americano.
Eu nem me estou a colocar como excepção... aliás, se há coisa que gosto de discutir, é sobre o modo de funcionamento da sociedade americana. Só estou a pôr as coisas em perspectiva.
Se podessemos, de livre vontadade, muitos de nós abdicávamos secretamente do nosso voto nas eleições nacionais se, em contrapartida, nos concedessem a possibilidade de votar em alguém que realmente pode mudar as coisas no mundo.
Isto porque, de um modo geral, poucos acreditam que o voto nacional sirva para mudar aquilo que realmente nos devia interessar: as nossas condições de vida e o futuro das gerações futuras.
Num país very very boring como o nosso, onde tudo é cinzento, e onde os politicos muito prometem e pouco fazem. Onde a discussão sobre a União Europeia, por exemplo, é quase posta de lado - e esta nos dias de hoje influencia mais a minha vida do que um qualquer governo eleito (basta verificar como os últimos governos ficaram reféns do Pacto de Estabilidade e Crescimento) - é normal que as pessoas virem-se para outras discussões, e achem normal, num país com tantos problemas como o nosso, focar o debate público em torno dos problemas de outros.
Pior que isso, o debate sobre os outros, gira, invariavelmente, sobre os seus problemas e sobre aquilo que têm de mau. Mas já que gostamos tanto de falar sobre os outros, era bom que também viesse à baila o que os outros têm de bom (e há tanta coisa) - e que aprendessemos algo com eles.
Dizemos que os americanos não sabem onde fica Portugal, acredito... afinal de contas, e pelo que sei, ainda não surgiu nenhuma noticia na imprensa norte-americana a dar destaque aos casos internos que tem abalado o nosso pequeno pais. É a vida. Nós, tão bons amigos, logo nos prontificamos a reflectir em conjunto com os nossos amigos sobre os seus problemas, e eles, maus amigos, não nos ligam nenhuma...
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publicado por Jorge A. às 20:37
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2007

I want to fight

"I don't want to be a secretary," said Cohen, who enters the army in 18 months. "I want to fight."

Esta frase sai da boca de uma rapariga israelita de 16 anos e dá que pensar. E esta forma de pensar não será muito diferente da forma de pensar de uma rapariga de 16 anos palestiniana. A forma de luta assumida por cada uma é que poderá ser drasticamente diferente.

A esta forma de pensar não será alheio o facto do povo israelita saber, por experiência própria bastante penosa, que só lutando é que poderão manter-se livres. Mas também do lado palestiniano, não estarei muito enganado se dizer que estes, só lutando, é que poderão tornar-se livres (o que não implica concordar com a forma como lutam, nem contra quem lutam).

Representará isto uma espiral sem solução para o conflito israelo-palestiniano? Espero que não, mesmo porque a situação seria facilitada se os palestinianos percebessem que é nas potências árabes da região, que sempre quiseram expulsar os israelitas da região à força, que se encontra o principal adversário à sua verdadeira liberdade. Enquanto o estado de Israel se sentir ameaçado, não só pelos palestinianos, mas por todos os que o rodeiam, dificilmente as tréguas poderão ser alcançadas.

Mas na Europa só culpamos um lado: os israelitas e os seus aliados americanos. A Siria e o Irão por exemplo, raramente são apontados como culpados pela situação vivida na região. É que na Europa, ao contrário da jovem israelita Cohen, ninguém want to fight. E por isso o melhor é não criar ondas e não identificar inimigos. Culpemos os amigos, e esperemos que estes resolvam a situação dos outros, daqueles que não ousamos identificar. Pena que os nossos amigos, como se viu no Iraque, na ânsia de resolverem os problemas, ainda criam outros... e nós, do alto da nossa superioridade intelectual, olhamos de cima e apontamos os erros... até nos damos ao prazer de sorrir com os problemas deles... como se o problema não fosse também nosso.

publicado por Jorge A. às 14:12
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Domingo, 15 de Abril de 2007

Considerações

  • Se eu for acusado, poderei eu próprio fazer a minha defesa? E se pretender que a minha defesa seja feita por uma pessoa que não um advogado, posso? Ou isso, ou o Estado sabe melhor do que eu, quem melhor para me defender?
  • O lobby assume uma conotação negativa em Portugal, nos EUA está generalizado e toda a gente sabe que existe e quem o pratica. Nos EUA, se eu pretender contribuir financeiramente a um congressista para ele levar ao Congresso um projecto de lei que é benéfico para o meu lado, posso fazé-lo, e tal contribuição virá depois expressa na declaração anual do congressista. Em Portugal tal é expressamente proibido. A proibição portuguesa não evita o lobbying, leva é a situações obscuras e a dinheiro/favores passados por baixo da mesa. No caso português só alguns é que podem fazer lobby, e o eleitor nunca terá conhecimento de quem o praticou.
  • Olhemos para o caso das colónias do continente americano. O que permitiu aos Estados Unidos e Canadá o desenvolvimento económico que agora denotam, quando comparados com as antigas colónias espanholas e o Brasil? - os portugueses e os espanhóis olharam para as suas colónias como meros pontos de extracção de riqueza, daí foi normal que as instituições legadas a estes povos sejam instituições muito assentes na força do Estado. Ao contrário, os ingleses sempre tiveram uma politica de fixação dos colonizadores nos novos territórios, e a tradição destes sempre foi dotar a lei de mecanismos que permitissem proteger os privados face aos interesses da coroa. No dia em que os ingleses ousaram olhar para uma das suas colónias como um mero ponto de extracção de riqueza, essa mesma colónia deu-lhes a resposta que mereciam.
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publicado por Jorge A. às 12:31
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